Fui convocada pela @paulabio a participar desta ação e jamais deixaria de ser uma multiplicadora da campanha do Unicef contra exploração sexual de crianças e adolescentes (explicada em detalhes aqui no site oficial).
“Rompa o Silêncio!” incentiva as pessoas a apoiar medidas de combate a essa prática e a denunciar casos de violação
A mobilização começou em 23 de outubro e tenciona colher assinaturas de pessoas que desejam contribuir para os esforços de combate à exploração sexual de meninos e meninas no Brasil, além de conscientizar a população sobre a importância das denúncias dos crimes de violação sexual. Assine aqui e esteja presente de forma ativa nesta luta que deve ser de toda população. O abaixo-assinado será entregue III Congresso Mundial de Enfrentamento da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes que deverá ocorrer entre os dias 25 e 28 de novembro, no Rio de Janeiro e deverá contar com a participação de delegados de 150 países.
Muitas vezes nosso comportamento invasivo na vida dos outros - vizinhos, colegas ou estranhos - é o que salva uma criança deste tipo de exploração. E, se você não sabe como agir nestes casos, o Unicef ensina como denunciar casos de exploração sexual de crianças e adolescentes. Sempre é tempo de mudarmos de postura e deixarmos de ser coniventes.
Outro dia vi na TV uma reportagem da campanha que orienta caminhoneiros para agirem ativamente na denúncia de exploração infantil e do trabalho de crianças em rodovias e postos. Ao convidá-los a serem agentes do bem, a campanha também os ensina a ter um comportamento correto na estrada, onde rodam a trabalho presenciando a dura realidade de menores explorados. Na matéria os resultados e adesões já eram animadores e fiquei contente por imaginar que há gente ajudando e deixando de ser vilão ou cúmplice nesta história.
Quando fui à coletiva da Bienal de Artes de São Paulo na semana passada, já imaginei que manter o espaço do segundo andar inteiro vazio daria pano para manga. Até soube que se planejava uma manifestação pacífica com colagens de stickers nas colunas em branco, o que realmente aconteceu como mostram as fotos do blog Dia a Dia da Bienal.
Mas as manifestações não ficaram só na paz. Um conhecido grupo de pichadores passou por lá no domingo, quando a Bienal abria ao público e fez um des-serviço ao espaço que já vive uma crise. Pena, pena, pena. Não concebo que o ser humano não encontre formas melhores para viver, aproveitar o tempo, se socializar, criar. Louvo os agrupamentos humanos, as manifestações sociais, as ações coletivas que mostram faces da sociedade - algumas que são pouco conhecidas por não corresponderem ao status quo ou não serem midiáticas - mas não aceito a violência. E pichar as paredes deste edifício é ser violento. Vejam as imagens abaixo:
Enfim, como está frisado na foto, ao lado das pessoas que observavam tudo estavam os consumidores de cultura que agora são detentores de um grande poder como mídia e já divulgaram ou até publicaram as cenas no momento em que aconteciam. E devemos mesmo falar e nos posicionar quando fatos assim acontecem, porque os pichadores se organizam usando os mesmos recursos que nós, as mídias sociais, onde combinam as ações e planejam depredar o patrimônio cultural local.
P.S. Assim que eu for à Bienal nesta semana prometo postar aqui minhas impressões e fotos pessoais, bem como contar da crise que foi o tema mais acalorado da coletiva.
Vi este vídeo no blog do @miltonjung, da CBN, e lembro de ter participado desta ação ano passado, mas não consegui achar aqui no blog. Jung está recebendo textos, fotos, áudios ou vídeos que tenham como tema principal a pobreza e os veiculará no Blog do Milton Jung. Mande seu material para milton@cbn.com.br
Blog Action Day is an annual nonprofit event that aims to unite the world’s bloggers, podcasters and videocasters, to post about the same issue on the same day. Our aim is to raise awareness and trigger a global discussion.
Fiquei aqui pensando no que já escrevi sobre pobreza. Foram vários posts, viu? Mas hoje a maior pobreza que noto é a de espírito, a dos candidatos à prefeitura que ficam em “debates culturais” (para usar um termo que ouvi hoje pela manhã Arnaldo Jabor falar na CBN), quando na verdade a população precisa de cuidados.
No dia de ação dos blogs contra pobreza eu gostaria de parar para pensar no quanto nós, cidadãos, podemos fazer para cuidar do próximo, da cidade, do país. Cuidar é dar dignidade, tratar com respeito, agir com amor fraterno. Hoje parei no farol de acesso à Radial Leste com meu marido e meus filhos no carro e logo veio um vendedor de balas conversar. Meu marido o chama de Suzuki e o moço, que não tem nada de japonês, fica contente, achando que tem relação com o carro e se entusiasma com o papinho matinal. Guilherme pergunta da família, se já terminou o puxadinho, como estão as vendas. Simples assim. No entanto noto que, quando abre o sinal, ele está sorridente, acenando para nós como se faz a um amigo. Sim, é um risco - e deve ter sido na primeira vez que ele não fechou a janela na cara do rapaz - mas temos que tentar nos relacionar com os outros, sejam eles iguais ou diferentes de nós. A dignidade de um cumprimento pode mudar a vida da pessoa. Pense nisto.
Assistindo ontem à noite ao jornal na TV, pensei em como temos trabalho pela frente como país para melhorar não só os índices oficiais - como estes que “passam de ano” crianças que nem sabem ler e chegam ao ginásio sem saber os nomes dos estados brasileiros, mas nos deixam com números altos para fins de estatística de ensino formal. Há muito o que melhorar no cotidiano e cidadania. A moça que trabalhava na minha casa até o meio do ano tinha concluído o ensino fundamental, mas não conseguia entender o preço das coisas no supermercado, precisava da ajuda do filho para fazer compras. Um analfabetismo funcional que me deixava entristecida e que não consegui ajudar a amenizar.
Segundo o Jornal Nacional, esta minha observação doméstica foi confirmada por um estudo do IBGE.
O IBGE divulgou nesta quarta uma análise das condições de vida dos brasileiros em 2007. A pesquisa mostrou avanços na área social, mas a qualidade da educação está prejudicando milhões de alunos.
(…)
Apenas 17% das crianças com até três anos vão à creche no Brasil. O acesso é maior para quem ganha mais.
Quando as crianças chegam à idade escolar, surge um outro problema. O acesso ao ensino fundamental já está praticamente resolvido no Brasil, mas o que ainda precisa melhorar é a qualidade da educação. São muitas as crianças que não sabem ler e escrever.
E o que surpreende, a grande maioria delas está na escola: 1,3 milhão crianças, entre 8 e 14 anos, são analfabetas. E um 1,1 milhão freqüentam a sala de aula.
(…)
Na universidade, o número de brancos dobrou e o de pretos e pardos, segundo a classificação do IBGE, mais que triplicou em uma década. Para chegar à faculdade, o caminho ainda é longo para uma estudante do Nordeste.
Aos dez anos, na primeira série, ela ainda não sabe escrever o próprio nome. O que mais quer é aprender a decifrar o mistério das letras. “Eu quero ler para ‘mim’ ler um livro como este”.
Há muito o que melhorar no transporte público em São Paulo, mas precisamos continuar acreditando nele como opção. Foi isso que pensei ao ler sobre o Dia Mundial Sem Carro, no post da Paula Signorini - O que você vai fazer pelo ambiente hoje?
Apesar de ter me acostumado mais a dirigir neste úlitmo ano, continuo evitando ao máximo o carro. Tomo ônibus, metrô e na semana passada me aventurei no trem. Verdade que da tentativa de usar trem metropolitano eu voltei com um “Nunca mais!” porque achei que o trem de Osasco que faz baldeação para a linha da Berrini passa por lugares muito ermos e demora muito, mas eu tentei. Sempre tentamos optar pelo coletivo aqui em casa, até nos finais de semana em família. Usamos muito o Blá, cartão do metrô no qual se paga uma única tarifa (de R$ 2,00) para todo o período de 18h de sábado até 23h59 de domingo.
Logo cedo vi que o Bom Dia Brasil mostrou um desafio feito no trânsito de São Paulo (que tem 100km de congestionamentos diariamente) e foi uma pena eu não ter ainda achado o vídeo para colocar neste post, porque fica claro que não há muita alternativa nesta mega cidade. Quer dizer, há, a bicicleta. Vai parecer “demagogia”, mas o Gui já pensou em ir de bike até o metro e deixar a magrela no estacionamento onde eu atualmente deixo o carro quando saio para trabalhar. Vai lembrar nossa vida no Japão, onde ambos iam de bicicleta até o trem com roupas sociais (ele com terno, como exige também hoje seu trabalho e que o impede de optar pela bicicleta novamente).
Afinal, independente do seu meio de locomoção frequente, vale a pena pensar no trânsito de forma cidadã no dia de hoje. Segundo o G1, várias atividades acontecerão nesta segunda na capital.
Encontro com candidatos à Prefeitura sobre mobilidade urbana e qualidade de vida na cidade. Será das 10h às 12h, no Teatro Anchieta do Sesc Consolação, Rua Dr. Vila Nova, 245.
O Movimento Nossa São Paulo apresenta o ‘Vaga Viva‘, uma intervenção feita em uma vaga de estacionamento de rua para transformá-la temporariamente em um espaço de convivência e de atividades lúdicas. Das 10h às 15h, na Rua Dr. Vila Nova, em frente ao Sesc Consolação.
Às 20h (com concentração às 18h), haverá uma bicicletada saindo da Praça do Ciclista, na esquina da Avenida Paulista com a Rua da Consolação.
Do Sesc do Carmo ao Sesc Consolação, haverá uma caminhada passando pelos principais pontos do centro da cidade, num percurso de aproximadamente 4 km. É aberta a todos os interessados e a concentração aconteece às 8h, na Rua do Carmo, 147.
No Sesc Consolação será “inaugurado” um bicicletário com 10 vagas.
P.S. O Dia Mundial Sem Carro nasceu na França há dez anos e se espalhou por cidades de todo o mundo. Em São Paulo, a iniciativa acontece desde 2005.
P.P.S. No Nossa Via hoje eu lembrei um post do Alessandro Martins que falava que Todo carro é broxa. Merece ser relido nesta data!
[update] Visitei a convite da Luana um hotsite que a Honda disponibiliza com dicas educativas para a conscientização de motociclistas, motoristas, ciclistas e pedestres sobre a importância de um trânsito seguro a todos e promoverem um convívio mais amigável no tráfego. O link é http://www.hondaharmonianotransito.com.br. Eu gostei, fiz um passeio como motorista e pedestre e achei que fizeram bem o trabalho de divugação do lema da campanha, ”Desejamos harmonia no trânsito porque sonhamos com um mundo melhor”.