Gosto de livraria e gosto de eventos artísticos nelas, ainda mais nestas que temos aqui em São Paulo. Vi agora que a Saraiva do Shopping Ibirapuera (Av. Ibirapuera, 3103, Moema, SP) pretende assumir ainda mais esta vocação de local de encontro para entretenimento e cultura. Não conhecia a loja, mas dizem que está 100% nova. Ontem à noite, em reunião de pais na escola dos meus filhos, comentava com Sandra, mãe da bela Isabelle (amor da vida do Giorgio) como os eventos infantis na Saraiva são bons. Mesmo morando na Mooca, nós duas acabamos indo até o shopping Morumbi ou Market Place para levar os filhos a eventos lá ou na Livraria Cultura nos finais de semana.
Na reinauguração da loja, hoje às 19h, estarão presentes Lygia Fagundes Telles e José Mindlin. A escritora por ter sido escolhida como madrinha da loja e o célebre bibliófilo por consagrar o espaço de eventos com o seu nome. Trechos da obra da Lygia estão programados para serem recitados no coquetel.
O Espaço José Mindlin, com capacidade para 50 pessoas, é um local exclusivo para receber artistas e escritores que estão lançando suas obras, palco para a realização de bate-papos, lançamentos de livros, pocket shows e exposições. O espaço infantil, Saraiva Kids, está com uma nova decoração, o ambiente cresceu, ficou mais interativo, onde as crianças podem brincar à vontade e curtir uma programação recheada de contações de histórias, oficinas de teatro, danças, brincadeiras e atividades recreativas, sempre aos sábados e domingos. E tem um Starbucks Coffee integrado à livraria!
Discussão via twitter me fez lembrar desta marca de cadernos. Estranho vindo de mim, porque eu não uso bloco de notas se não for digital e tenho até pena das canetas e bloquinhos lindos que ganho em eventos, porque ficam tomando poeira. Mas já fui fanática por eles um dia, vidas atrás, quando não era geek - ou era e não tinha me assumido. E se eu tivesse visto um Moleskine naquela época, teria sido um sonho de consumo também.
Admito que conheci esta marca quando a Anny do blog Linha ganhou um e comentou comigo. Não resisti: googlei para saber o que era, porque a artista falava como se fosse a oitava maravilha. Atualmente é uma marca de cadernos de notas produzida pela empresa italiana Moleskine SRL e o nome lembra um tecido (moleskin), mas o caderno é revistido por capa dura de cartão envolvida por material impermeável. Cantos arredondados, uma tira de elástico para mantê-la fechada (ou aberta em determinada página) e uma lombada costurada que permite que ela permaneça chata (a 180 graus) enquanto aberta completam o charme. A folha de rosto vem impressa para que o seu proprietário possa escrever os seus dados pessoais, assim como estipular um valor de recompensa caso alguém a encontre perdida. (adorei isso, preciso colocar algo assim no meu notebook)
Aprendi na minha pesquisa que a Moleskine voltou à moda após as descrições feitas pelo escritor Bruce Chatwin dos cadernos de notas que usou durante as suas viagens e escreveu brilhantemente acerca deles, mas o suprimento cessou em 1986, quando a loja onde ele comprava, na Rue de l’Ancienne Comédie, em Paris, perdeu seu fornecedor (o último fabricante de moleskines, pequena empresa familiar estabelecida em Tours). Enfim, Moleskine é uma lenda, antes de ser uma marca.
Seus cadernos de notas foram utilizados por famosos intelectuais que influenciaram a cultura no século XX, como Vincent van Gogh (1853–1890), Henri Matisse (1869–1954), Pablo Picasso (1881-1973), André Breton (1896-1966), Louis Férdinand Céline e Ernest Hemingway (1899-1961), mas a marca Moleskine só foi registrada oficialmente em 1996.
A novidade hoje no Twitter era o fato de algumas versões estão à venda na Livraria Cultura, em São Paulo. Pelo que li, antes eram compradas no exterior ou no Mercado Livre. Bem, eu teria um city book, que achei uma idéia ótima. Já vêem com informações sobre as maiores cidades do mundo e podem ser usados como guias personalizados pelo usuário para aquela determinada cidade. Mapa geral da cidade e de áreas específicas, além de um índice de ruas e, claro, paginas em branco para anotações. Há também um espaço para a anotações específicas sobre Comida (lugares, lendas, receitas), Drinques: (bares, caves, histórias), Lugares (sonhos, aventuras), Pessoas (nomes, rostos, encontros), Lugares (informação, compras, arte), e livros, filmes, música. Tá bom, os geeks, podem dizer, com razão, que fazemos tudo isso num gadget, mas não ficaria aquele charme do caderno de viagem como o do filme Elizabethtown, né?
Curiosidades: Neil Gaiman contou em seu blog sobre sua paixão pelas Moleskine e o roteirista neerlandês Simon de Waal também usa cadernos de notas Moleskine, pequenas para tomar notas de pesquisa e guardar idéias, e grandes para cada script e livro que escreve. Dave Eggers usa as Moleskine para escrever enquanto viaja, e o seu livro de contos “How We Are Hungry” foi lançado originalmente com uma capa imitando uma Moleskine.
Não sou fã da Madonna, mas, como comentei há pouco no texto da Renata Ruiz (que tem os créditos desta foto-montagem da Diva agora e há 25 anos) no Nossa via, Diva pop chega aos 50, acredito que nas três últimas décadas quase todas as mulheres tiveram alguma coisa Madonna na sua vida. Lembrei da minha primeira “referência Madonna“: o disco (vinil, sim) True Blue que ganhei de aniversário e com o qual eu e minha irmã Sheron brincamos muito de criar coreografias de jazz.
Uma das nossas canções favoritas era La Isla Bonita, talvez porque, naquele momento de saída da infância para adolescência, a Diva do Pop e suas roupas e comportamento extravagantes fossem uma ilha distante e bonita na nossa realidade cotidiana. Outra razão é a capacidade que Madonna sempre teve de escolher boas canções, músicas (independente da letra) que têm qualidade e não passam desapercebidas, o que creio ser uma das razões de seu sucesso.
E tem duas curiosidades sobre a canção do álbum True Blue, lançado em 1986, grande sucesso tanto nos EUA como no resto do mundo. A música foi oferecida a Michael Jackson, que não achou importante investir no público latino. Madonna aceitou e adaptou a canção, que faz referência à Ambergris Caye, uma ilha do Belize, na América Central. Nesta cidade pouco desenvolvida, Madonna cantou a São Pedro e mostrou a alegria das suas ruas, representadas no videoclipe por uma zona em que a artista cantou e dançou com vários bailarinos que recriavam o ambiente amigável da vizinhança. Uma das precursoras do videoclipe, neste vídeo Madonna se faz de latina, com cabelos escuros e lisos, num ambiente com velas e orações católicas. Duas mulheres, uma recatada e sem vaidade que reza, uma provocante e sexy que dança, cantam num inglês permeado de frases sussurradas em espanhol. Quem precisa de mais? Se quiser relembrar outros momentos da Madonna, Max Reinert selecionou os melhores clipes dela e postou No Ghetto.
P. S. Dizem que no meio das pessoas na rua vê-se o (hoje famoso) ator Benício Del Toro bem jovem atuando como figurante, mas, confesso, não conseguiu encontra-lo!
Este post tem a cara do blog da Gisele, o Diva Diz, eu sei. Talvez por ter voltado a usar o Twitbin, nesta segunda abri mil links. Um puxa outro e vi várias fotos de mães, tema do dia aqui no blog, cuidando de suas crias. Momentos família: olhando o bebê, fazendo carinho, se esbaldando na areia da praia ou simplesmente juntando a bagunça dos brinquedos do filho. Normalzinho, normalzinho, não fossem as pobres mulheres celebridades, que tem filhos com celebridades e são alvo de todas as críticas possíveis. Olhem abaixo três destes casos e opinem:
é
Claro, todas podemos ter fotos lindas e ternas amamentando, mas a Angelina Jolie não, porque já vão acusar a mãe de se aproveitar dos bebês Knox Leon e Vivienne Marcheline (sinceramente, só quem não levou gestação a termo pensa isso de alguém que teve gêmeos que nasceram meio cedo).
A Giulia Gam se animou na brincadeira com o filho na praia e se molhou, de roupa e tudo. A cena não é alegre e linda? Eu achei, tenho até inveja, porque sou tão fresquinha com areia e sal do mar, não conseguiria curtir do mesmo jeito!
Mais uma de praia, com Sarah Jessica Parker e seu marido, Mattew Broderick. Foi o texto mais negativo li hoje, numa expectativa absurda que a pessoa tinha de que ela fosse a Carrie Bradshaw passeando no Central Park e não a mãe de um menino de dez anos.