Apesar do tempo escasso nesta manhã (saio em meia hora para mais uma rodada de treinamento na Editora Globo), deixo uma dica de leitora e um convite aos blogueiros, twitteiros e orkuteiros que me lêem.
Vamos fazer um Blog Cidadão?
No sábado uma discussão surgiu no Gafanhoto sobre como as mídias sociais podem contribuir com a administração pública. Não acompanhei todo o papo, liderado por Juliano Spyer, mas na parte em que estive percebi que o start foi a conversa que blogueiros tiveram com o Secretário Municipal de Comunicação no dia 28/08. Como já contei, a reunião foi consequência da série de encontros que Manoel Fernandes, publisher da Bites, promove neste ano entre blolgueiros e empresários e neste período eleitoral foi ampliada para os candidatos a prefeito de São Paulo. Do encontro com Kassab surgiram algumas sugestões e o Secretário, que não estava presente na ocasião, quis nos encontrar. Estiveram comigo Edney Souza, Wagner Fontoura, Helton Kuhnen, Juliano Spyer, Ricardo Cobra e Pedro Markun. Comentei que ainda ia render um post e na verdade rendeu bem mais.
A alternativa para os blogs ajudarem a democratizar as informações do site da prefeitura surgiu de uma historinha minha aqui no blog. Fiz um post sobre um serviço da SPTrans para ver as rotas dos ônibus urbanos em http://www.samshiraishi.com/sptrans-e-google-maps e ele acabou sendo um dos mais visitados do blog porque o serviço não é fácil de localizar no google - e o post é. (Edney comentou no mesmo dia na Prefeitura que ele tem um post legal sobre São Paulo, feito no mesmo esquema do meu, vou pegar o link e fazer update aqui depois)
Juliano ontem postou resumindo que
Procuramos maneiras rápidas e que exigissem pouco esforço de coordenação para os blogueiros estimularem a sociedade a se apropriar do espaço público online. A proposta apresentada é que a comunidade blogueira realize uma ação parecida com a do Movimento Blog Voluntário. Agora, a meta é compartilhar uma descober
ta que facilite a vida das pessoas na cidade.
Existem muitos serviços bacanas como o que a Sam encontrou, mas muitas pessoas não ficam sabendo. A missão é reunir relatos desse tipo para que a informação circule e as pessoas se apoderem delas. Exemplos: como fazer uma reclamação pela ouvidoria, onde obter dicas de trânsito, como fiscalizar os gastos públicos, por aí. (Quem for de outra cidade e tiver um relato interessante, ele pode ser acrescentado como uma sugestão a ser implementada aqui.)
Acho que vale também juntar apresentações de casos de sites e serviços online que sirvam para fortalecer o poder do cidadão e facilitar sua comunicação com os representantes eleitor. Na tarde do mesmo dia, na segunda conversa sobre esse assunto, apareceu a referencia ao My Society - http://www.mysociety.org A tag proposta no encontro para se localizar esses textos é “blogcidadao”. Clique aqui para ler o post completo.
Amigos, fica a dica e quem sabe este movimento se espalha por várias cidades do Brasil?
P.S. Se você já tem um post neste estilo, mande um aviso e vamos divulgar! Que tal?
[update] Ricardo Cobra postou no blog pessoal dele um vídeo da desconferência que levou a este tema. Está em BlogcampSP - missão blogueiro.
Recebi há pouco um comentário num texto antigo no Desabafo de Mãe, chamado Caligafia e os Palms. Erick (sem sobrenome) me criticava por eu estar falando de uma mudança na educação focando simplesmente na realidade de escola particular que eu vivo, menosprezando a duríssima realidade das escolas públicas. Ao sugerir uma mudança (que se preocupem menos com caligrafia e deixem mais tempo para os alunos lerem, se aculturarem, pesquisarem) eu teria sido injusta e leviana, porque não considerei os problemas maiores que a educação no Brasil vive.
Bom, eu já fui voluntária em muitas ações sociais (não sou atualmente por pura falta de tempo) e praticamente só estudei em escolas públicas. Aqui mesmo, no blog, eu falo sobre educação com certa frequência. Mas como mãe eu não conheço outra realidade, eu só posso criticar e procurar melhorar a minha. Bradar contra as falhas do ensino público sem nunca ter visitado uma escola pública de são paulo (sou do Paraná e moro aqui há 4 anos) seria uma hipocrisia à qual não me atrevo.
Outra crítica dele me doeu de verdade. Como eu comentava no texto que a escola poderia se comunicar com os pais por e-mail (ou até bluetooth, brinquei, mas enfim, enviar os avisos de forma tecnológica também, porque a gente vê antes o e-mail do que a agenda do filho e não custaria nada nos brifar do conteúdo das reuniões!), ele me disse que ver os cadernos e agendas é “ser mãe”, como se por buscar mais tecnologia e praticidade eu estivesse deixando este papel de lado. Doeu e esta não posso aguentar calada, né?
Ser mãe não é mais ter o “avental todo sujo de ovo”! É ser profissional, atenta ao mundo, estar ligada na realidade profissional na qual os filhos estarão inseridos num futuro próximo. As mães da escola dos meus filhos são todas conectadas, a escola também, então não vejo motivos para eu “não desejar” que os comunicados se reciclem. E são estas mudanças em ambientes particulares que criam exemplos a serem seguidos nos ambientes públicos. Continuo querendo updates por e-mail, briefing e conclusões de reuniões e tudo mais que a tecnologia puder fazer para a comunidade da escola estar mais atenta, ser mais ativa e trocar mais.
Ontem eu estive numa reunião com o Secretario Municipal de Comunicação, Marcus Vinícius Sinval, e, num grupo de blogueiros, pude colaborar com idéias e sugestões para a democratização e o acesso real às informações públicas e uteis. Sem minha visão geek (inclusive como mãe e cidadã, não só como profissional) não creio que isso seria possível. Eu estaria ainda brigando por “livro prá comida e prato prá educação”, como diz a música dos Paralamas do Sucesso, discutindo o sexo dos anjos sem chegar a lugar algum nem contribuir de fato com uma melhoria da sociedade. E fazer isso definitivamente não combina comigo.
P.S. A reunião foi uma consequência da série de encontros que Manoel Fernandes, publisher da Bites, promove neste ano entre blolgueiros e empresários e neste período eleitoral foi ampliada para os candidatos a prefeito de São Paulo. Do encontro com Kassab surgiram algumas sugestões e o Secretário, que não estava presente na ocasião, quis nos encontrar ontem. Estiveram comigo Edney Souza, Wagner Fontoura, Helton Kuhnen, Juliano Spyer, Ricardo Cobra e Pedro Markun. Ainda vai render um post, prometo.
Recebi há pouco um comentário num texto antigo no Desabafo de Mãe, chamado Caligafia e os Palms. Erick (sem sobrenome) me criticava por eu estar falando de uma mudança na educação focando simplesmente na realidade de escola particular que eu vivo, menosprezando a duríssima realidade das escolas públicas. Ao sugerir uma mudança (que se preocupem menos com caligrafia e deixem mais tempo para os alunos lerem, se aculturarem, pesquisarem) eu teria sido injusta e leviana, porque não considerei os problemas maiores que a educação no Brasil vive.
Bom, eu já fui voluntária em muitas ações sociais (não sou atualmente por pura falta de tempo) e praticamente só estudei em escolas públicas. Aqui mesmo, no blog, eu falo sobre educação com certa frequência. Mas como mãe eu não conheço outra realidade, eu só posso criticar e procurar melhorar a minha. Bradar contra as falhas do ensino público sem nunca ter visitado uma escola pública de são paulo (sou do Paraná e moro aqui há 4 anos) seria uma hipocrisia à qual não me atrevo.
Outra crítica dele me doeu de verdade. Como eu comentava no texto que a escola poderia se comunicar com os pais por e-mail (ou até bluetooth, brinquei, mas enfim, enviar os avisos de forma tecnológica também, porque a gente vê antes o e-mail do que a agenda do filho e não custaria nada nos brifar do conteúdo das reuniões!), ele me disse que ver os cadernos e agendas é “ser mãe”, como se por buscar mais tecnologia e praticidade eu estivesse deixando este papel de lado. Doeu e esta não posso aguentar calada, né?
Ser mãe não é mais ter o “avental todo sujo de ovo”! É ser profissional, atenta ao mundo, estar ligada na realidade profissional na qual os filhos estarão inseridos num futuro próximo. As mães da escola dos meus filhos são todas conectadas, a escola também, então não vejo motivos para eu “não desejar” que os comunicados se reciclem. E são estas mudanças em ambientes particulares que criam exemplos a serem seguidos nos ambientes públicos. Continuo querendo updates por e-mail, briefing e conclusões de reuniões e tudo mais que a tecnologia puder fazer para a comunidade da escola estar mais atenta, ser mais ativa e trocar mais.
Ontem eu estive numa reunião com o Secretario Municipal de Comunicação, Marcus Vinícius Sinval, e, num grupo de blogueiros, pude colaborar com idéias e sugestões para a democratização e o acesso real às informações públicas e uteis. Sem minha visão geek (inclusive como mãe e cidadã, não só como profissional) não creio que isso seria possível. Eu estaria ainda brigando por “livro prá comida e prato prá educação”, como diz a música dos Paralamas do Sucesso, discutindo o sexo dos anjos sem chegar a lugar algum nem contribuir de fato com uma melhoria da sociedade. E fazer isso definitivamente não combina comigo.
P.S. A reunião foi uma consequência da série de encontros que Manoel Fernandes, publisher da Bites, promove neste ano entre blolgueiros e empresários e neste período eleitoral foi ampliada para os candidatos a prefeito de São Paulo. Do encontro com Kassab surgiram algumas sugestões e o Secretário, que não estava presente na ocasião, quis nos encontrar ontem. Estiveram comigo Edney Souza, Wagner Fontoura, Helton Kuhnen, Juliano Spyer, Ricardo Cobra e Pedro Markun. Ainda vai render um post, prometo.
Recebi há pouco um comentário num texto antigo no Desabafo de Mãe, chamado Caligafia e os Palms. Erick (sem sobrenome) me criticava por eu estar falando de uma mudança na educação focando simplesmente na realidade de escola particular que eu vivo, menosprezando a duríssima realidade das escolas públicas. Ao sugerir uma mudança (que se preocupem menos com caligrafia e deixem mais tempo para os alunos lerem, se aculturarem, pesquisarem) eu teria sido injusta e leviana, porque não considerei os problemas maiores que a educação no Brasil vive.
Bom, eu já fui voluntária em muitas ações sociais (não sou atualmente por pura falta de tempo) e praticamente só estudei em escolas públicas. Aqui mesmo, no blog, eu falo sobre educação com certa frequência. Mas como mãe eu não conheço outra realidade, eu só posso criticar e procurar melhorar a minha. Bradar contra as falhas do ensino público sem nunca ter visitado uma escola pública de são paulo (sou do Paraná e moro aqui há 4 anos) seria uma hipocrisia à qual não me atrevo.
Outra crítica dele me doeu de verdade. Como eu comentava no texto que a escola poderia se comunicar com os pais por e-mail (ou até bluetooth, brinquei, mas enfim, enviar os avisos de forma tecnológica também, porque a gente vê antes o e-mail do que a agenda do filho e não custaria nada nos brifar do conteúdo das reuniões!), ele me disse que ver os cadernos e agendas é “ser mãe”, como se por buscar mais tecnologia e praticidade eu estivesse deixando este papel de lado. Doeu e esta não posso aguentar calada, né?
Ser mãe não é mais ter o “avental todo sujo de ovo”! É ser profissional, atenta ao mundo, estar ligada na realidade profissional na qual os filhos estarão inseridos num futuro próximo. As mães da escola dos meus filhos são todas conectadas, a escola também, então não vejo motivos para eu “não desejar” que os comunicados se reciclem. E são estas mudanças em ambientes particulares que criam exemplos a serem seguidos nos ambientes públicos. Continuo querendo updates por e-mail, briefing e conclusões de reuniões e tudo mais que a tecnologia puder fazer para a comunidade da escola estar mais atenta, ser mais ativa e trocar mais.
Ontem eu estive numa reunião com o Secretario Municipal de Comunicação, Marcus Vinícius Sinval, e, num grupo de blogueiros, pude colaborar com idéias e sugestões para a democratização e o acesso real às informações públicas e uteis. Sem minha visão geek (inclusive como mãe e cidadã, não só como profissional) não creio que isso seria possível. Eu estaria ainda brigando por “livro prá comida e prato prá educação”, como diz a música dos Paralamas do Sucesso, discutindo o sexo dos anjos sem chegar a lugar algum nem contribuir de fato com uma melhoria da sociedade. E fazer isso definitivamente não combina comigo.
P.S. A reunião foi uma consequência da série de encontros que Manoel Fernandes, publisher da Bites, promove neste ano entre blolgueiros e empresários e neste período eleitoral foi ampliada para os candidatos a prefeito de São Paulo. Do encontro com Kassab surgiram algumas sugestões e o Secretário, que não estava presente na ocasião, quis nos encontrar ontem. Estiveram comigo Edney Souza, Wagner Fontoura, Helton Kuhnen, Juliano Spyer, Ricardo Cobra e Pedro Markun. Ainda vai render um post, prometo.
Recebi há pouco um comentário num texto antigo no Desabafo de Mãe, chamado Caligafia e os Palms. Erick (sem sobrenome) me criticava por eu estar falando de uma mudança na educação focando simplesmente na realidade de escola particular que eu vivo, menosprezando a duríssima realidade das escolas públicas. Ao sugerir uma mudança (que se preocupem menos com caligrafia e deixem mais tempo para os alunos lerem, se aculturarem, pesquisarem) eu teria sido injusta e leviana, porque não considerei os problemas maiores que a educação no Brasil vive.
Bom, eu já fui voluntária em muitas ações sociais (não sou atualmente por pura falta de tempo) e praticamente só estudei em escolas públicas. Aqui mesmo, no blog, eu falo sobre educação com certa frequência. Mas como mãe eu não conheço outra realidade, eu só posso criticar e procurar melhorar a minha. Bradar contra as falhas do ensino público sem nunca ter visitado uma escola pública de são paulo (sou do Paraná e moro aqui há 4 anos) seria uma hipocrisia à qual não me atrevo.
Outra crítica dele me doeu de verdade. Como eu comentava no texto que a escola poderia se comunicar com os pais por e-mail (ou até bluetooth, brinquei, mas enfim, enviar os avisos de forma tecnológica também, porque a gente vê antes o e-mail do que a agenda do filho e não custaria nada nos brifar do conteúdo das reuniões!), ele me disse que ver os cadernos e agendas é “ser mãe”, como se por buscar mais tecnologia e praticidade eu estivesse deixando este papel de lado. Doeu e esta não posso aguentar calada, né?
Ser mãe não é mais ter o “avental todo sujo de ovo”! É ser profissional, atenta ao mundo, estar ligada na realidade profissional na qual os filhos estarão inseridos num futuro próximo. As mães da escola dos meus filhos são todas conectadas, a escola também, então não vejo motivos para eu “não desejar” que os comunicados se reciclem. E são estas mudanças em ambientes particulares que criam exemplos a serem seguidos nos ambientes públicos. Continuo querendo updates por e-mail, briefing e conclusões de reuniões e tudo mais que a tecnologia puder fazer para a comunidade da escola estar mais atenta, ser mais ativa e trocar mais.
Ontem eu estive numa reunião com o Secretario Municipal de Comunicação, Marcus Vinícius Sinval, e, num grupo de blogueiros, pude colaborar com idéias e sugestões para a democratização e o acesso real às informações públicas e uteis. Sem minha visão geek (inclusive como mãe e cidadã, não só como profissional) não creio que isso seria possível. Eu estaria ainda brigando por “livro prá comida e prato prá educação”, como diz a música dos Paralamas do Sucesso, discutindo o sexo dos anjos sem chegar a lugar algum nem contribuir de fato com uma melhoria da sociedade. E fazer isso definitivamente não combina comigo.
P.S. A reunião foi uma consequência da série de encontros que Manoel Fernandes, publisher da Bites, promove neste ano entre blolgueiros e empresários e neste período eleitoral foi ampliada para os candidatos a prefeito de São Paulo. Do encontro com Kassab surgiram algumas sugestões e o Secretário, que não estava presente na ocasião, quis nos encontrar ontem. Estiveram comigo Edney Souza, Wagner Fontoura, Helton Kuhnen, Juliano Spyer, Ricardo Cobra e Pedro Markun. Ainda vai render um post, prometo.
Como já comentei aqui, tenho frequentado as edições do Café com blog, encontros que Manoel Fernandes, publisher da Bites, tem organizado periodicamente para promover uma conversa (e uma aproximação) das mídias sociais e empresas de diversos segmentos. Já estive no portal Terra, agência de publicidade Léo Burnett, tenho participado dos encontros com candidatos a prefeito de São Paulo.
Ontem estivemos na sede da empresa de telefonia GVT para ouvir de seu vice-presidente Alcides Troller Pinto novidades do relançamento do VONO. Twittei just-in-time do evento e as informações podem ser lidas na tag #gvtvono.
Oferecendo ligações telefônicas de voz sobre IP, o famoso VoIP, o Vono foi comparado várias vezes com o Skype. Usei skpye por anos, meu marido ainda usa diariamente para ligações com escritórios no exterior e quando mudei para São Paulo tentei fazer meus pais usarem para nos comunicarmos mais frequentemente e com custo mais baixo. Não consegui, foi mais fácil ensiná-los a usar o msn, quando este passou a permitir conversas com webcam com qualidade de som e imagem.
Ontem, ao ouvir Alcides repetir diversas vezes que o Vono foi ótimo e facílimo para a mãe dele (a gaúcha dona Lilian, como ele repetiu algumas vezes), lembrei do meu pai, que tem mais ou menos a mesma idade, tem banda larga em casa, mas não usa computador. Acredito que GVT pensa no Vono para consumidores como ele, pois, segundo Alcides, pretentem “tornar a oferta de VoIP simples para o usuário final: evitar a tecnofobia”. Há um longo caminho pela frente, eles atendem 183 cidades, ainda não estão no Rio ou em SP, mas estão bem presentes no sul e centro-oeste. A sensação de que cada vez que a pessoa liga numa das cidades que em o sistema funciona usa uma linha local para ligação local é interessante, mas deixa dúvidas, pulgas atrás da orelha. Vou avaliar o sistema (cada um dos blogueiros trouxe para casa um aparelho tipo “modem/roteador” que ficará em comodato por um mês para teste do sistema) e decidir. Quem sabe me aproxima do meu velhinho?
Depois de horas numa redação de verdade (com uma equipe de jornalistas de papel, organizados num esquema tradicional) no meio da tarde de ontem estive numa coletiva com o Prefeito de São Paulo. Em mais um dos encontros promovidos por Manoel Fernandes, da Bites, blogueiros se reunirão para um bate-papo (teoricamente informal, mas na prática bastante relevante) com os candidatos à prefeitura da maior cidade do Brasil e o candidato do Democratas foi o primeiro a encontrar horário na agenda para receber o grupo.
Segundo a Bites, o encontro reuniu 16 blogueiros que trataram de cidadania, educação e inclusão digital. Na minha opinião, o encontro poderia ter saído da pauta digital e caminhado para uma discussão das alternativas para melhorar a condição da população utilizando a via digital. Mas cheguei atrasada (eu ministrava um curso na Editora Globo no Jaguaré e a reunião foi antecipada em uma hora e aconteceu na av. Nove de Julho) e não estava no meio dos cavalheiros na távola oval. Aliás, detalhe insignificante e cheio de significado: eu era a única convidada do sexo feminino. As outras moças presentes faziam a cobertura para veículos ou para a campanha.
Como não estive presente durante todo o encontro, não me sinto à vontade para postar longamente, pois me arrisco a ser parcial. Do que ouvi, discordei um pouquinho da visão do Edney Souza, que cobrou do prefeito mais canais oficiais na internet para divulgação dos serviços prestados aos cidadãos. Quem me lê sabe que eu prefiro ações individuais a cobranças de inciativas públicas.Marcelo Vitorino, blogueiro que eu não conhecia, comentou que poderíamos indicar em nossos canais (leia-se, nossas mídias, os blogs) estes serviços que são bons para a população. Concordo com ele e uso um exemplo pessoal: tenho grande acesso diário num post chamado SPtrans e Google Maps. Indiquei porque o serviço é ótimo, não me custou muitos minutos postar e parece estar sendo bem útil.
Quanto ao Kassab, ele reafirmou as ações como a do Portal da Educação, que permite o acesso a movimentação financeira da Secretaria de Educação, informando-nos que breve outros portais do Governo funcionarão do mesmo modo. “Isso é importante para manter a transparência e estimular a fiscalização por parte dos paulistanos no que diz respeito aos gastos públicos”, comentou. Aliás, preocupado em separar tudo, ele nos apresentava nomes de secretários que poderiam nos receber e conversar sobre assuntos específicos sempre ressaltando quem era da campanha, quem era da prefeitura.
Sobre a campanha eleitoral, Kassab conta que vai ampliar os recursos utilizados em seu site para mostrar seu programa de governo. Consta que no site de campanha há um blog, que ainda não permite a inserção de comentários feitos pelos leitores. Isso deve mudar porque, afirma o candidato, “seria um grande erro desprezar as novas mídias durante uma campanha eleitoral”. Espero que os outros candidatos pensem o mesmo e abram este espaço de debates com as mídias sociais.
* Texto escrito com informações adicionais de André Sartorelli. Foto tirada por mim com meu smartphone Qtek 9100.
Estou na quarta edição do Café.com Blog. Admito que por um tempo achei que não tinha motivos para fazer parte deste tradicional evento que já reuniu muitos dos principais executivos (e empresários) brasileiros com empreendedores das mídias sociais. Por que? Bem, como jornalista sempre me considerei uma produtora de conteúdo, não uma mulher de negócios. Mas tenho descoberto que o empreendedorismo corre nas minhas veias também e que eu gosto deste ambiente. Para completar, nestes lugares também encontro amigos e a troca de idéias com eles valem muito!
Sempre uma iniciativa do jornalista Manoel Fernandes, editor da revista Bites, estes cafés da manhã reúnem representantes de empresas de segmentos diversos para conversar com blogueiros e descobrir novos caminhos comuns. Os convidados da vez serão representantes de pequenas e médias empresas, que debaterão com blogueiros e interessados
Como as pequenas e médias empresas podem fazer uso de Links Patrocinados, Orkut, Youtube e as ferramentas da internet 2.0
Programação:
Como falar com o novo consumidor digital
Marco Barcellos – Diretor de marketing da Cisco Brasil
Porque as mídias sociais funcionam como canal de vendas para as pequenas e médias empresas
Carolina Terra – Coordenadora de Comunicação Corporativa do Mercado Livre e autora do livro “Blogs Corporativos - Modismo ou Tendência?
Apresentação especial Certisign: Benefícios da Certificação Digital para pequenas e médias empresas
Benefícios da Certificação Digital para pequenas e médias empresas
Marcio Nunes – Diretor de Produtos, Tecnologia e Inovaçãoa Certisign
Como converter vendas com a ajuda das ferramentas de Web 2.0
Fred Pacheco – Gerente de Business Inteligence da Predicta Brasil
P.S. Na época do lançamento do livro da Carol publiquei uma entrevista com ela e uma resenha do livro dela. Vale conferir.
UPDATE: Posts sobre o evento:
Hoje às 16h temos mais um encontro promovido pelo Manoel Fernandes, da Bites , desta vez com Ruy Linderberg, vice-presidente de Criação da Leo Burnett Brasil . Depois conto como foi!
Por ora deixo este video sobre Future Trends in Advertising.
Esta frase abriu um post que publiquei na sexta-feira à noite no Boombust. Era um rascunho que eu estava fazendo com algumas reflexões sobre os eventos que reunem blogueiros e empresas (de comunicação ou de internet) e ao comentar sobre a idéia com Wagner ele me convidou a postar lá, blog focado em empreendedorismo na web.
Fui a alguns poucos neste ano, como tenho contado sempre aqui e no Nossa Via, e o que tem ficado mais claro para mim é que os blogueiros não se posicionaram ainda como editores de um veículo de comunicação. Como eu disse lá:
Como me vejo assim, eu contei lá no texto como tem sido minha relação com as assessorias de imprensa e também como encaro o publieditorial e como decido se quero ou não postar algo aqui. Apesar de colocar tanto conteúdo no meu blog, eu digo não a muita coisa que acho irrelevante, anti-ético, sem qualidade ou que não tem nenhuma afinidade com o blog, seja este conteúdo de assessoria ou fruto de navegação espontânea na net.
Como não tive tempo de contar da ida ao Terra, vou aproveitar o ensejo . Na quarta-feira estive na sede do Terra num encontro de blogueiros promovido pelo Manoel Fernandes, da Revista Bites, que selecionou e convidou blogueiros para conversar com executivos do Portal Terra. Fomos recebidos por Carla Dazzi (Diretora de Comunicação da América Latina), Luciana Lima (Gerente de Comunicação), Bob Fernandes (Diretor do Terra Magazine, revista eletrônica que agrega os principais blogs do Terra) e Paulo Castro (Presidente do Terra Brasil e do IAB -Interactive Advertising Bureau Brasil).
Terra foi por anos meu provedor de internet e eu ainda me lembro bem do Zaz porque do Japão quando precisava de notícias daqui do Brasil, ele era um dos poucos portais em português na década de 1990. Paulo é do tempo do Zaz, que antecedeu ao Terra no mesmo grupo empresarial e na conversa ele contou do crescimento do mercado de internet, falou de sua experiência no começo da publicidade online no Brasil (detalhes que o Advertido contou aqui) e eu senti que procurou se aproximar da nossa realidade como mídia que está começando a entrar no mercado da publicidade e que precisa provar que pode ser interessante. Em vários momentos ele frisou que este ingresso é complicado, citando alguns dados internacionais e se solidarizando com o momento que passamos e que exige que possamos comprovar que é interessante e lucrativo investir nas mídias sociais. Quem representava agências que investem em mídia social no Brasil contou de sua realidade - Wagner Fontoura e Mirian Bottan, da Riot, Guilherme Valadares da Cubo e Gustavo Jreige e Edney Souza da Blog Content - e foi um momento interessante de debate e de descontração ouvir que a história que empresas como o Terra viveram há pouco mais de 10 anos acontece agora com as que trabalham para incluir a mídia social no orçamento dos grandes anunciantes. Se os usuários de internet do Brasil são 45 milhões, sexta maior população de internet no mundo e um número maior do que a população geral de Espanha ou Argentina, por que não seria um mercado fantástico? A resposta é o que todos buscam nestes encontros e creio que logo esta pergunta se transformará em afirmação.
Outros eventos semelhantes tinham acontecido, nas sedes das empresas ou no formato Café com Blog, como foi o Encontro de negócios de redes digitais de relacionamento em maio, no qual estive presente também. Neste formato específico de conversa com executivos na sede da empresa eu já estive na Editora Abril e na Editora Globo e vejo nestas empresas de mídia tradicional, bem como nas de tecnologia e de publicidade, um interesse em sondar e compreender melhor de que “material” é formado o mundo dos blogs e que tipo de profissional está por trás da nova mídia, a mídia social que surge como uma tendência ou um modismo (aposto na tendência) englobando redes de relacionamento e blogs. Eu teria a mesma curiosidade e admito que nos primeiros encontros nos quais fui - e só me rendi à importância deles neste ano - eu fiquei “sacando” o jeito das pessoas mais “famosas” para conferir se eram aquilo que passavam nos seus blogs. Se eu tive esta curiosidade, imagine os executivos!
Estes encontros que aproximam dois mundos -e na verdade caminhamos cada vez mais para ser um só mundo - são para pensar em como fazer negócios juntos. Mas não são uma oferta de negócios, um dia de assinar contratos, são um reconhecimento e um dia de trocar cartões e idéias. Fazer um social, descobrir afinidades, encontrar caminhos em comum que, no desenrolar das ações futuras, podem resultar em algumas parcerias. Agora que alguns condomínios de blogs já foram para portais maiores (como o Interney no IG), creio que vai acontecer também um movimento de aproximações pontuais. Numa determinada ação de marketing um blog pode estar associado a determinado veículo de mídia formal, mas por períodos e com temas e objetivos específicos. Aposto neste caminho no momento. E não sei se sempre ganharemos dinheiro com isso, ganha-se no contato, na parceria, ou simplesmente na divulgação de idéias em comum. E isso não significa que é um acordo ruim, um projeto caracu. Significa que quem o fizer está entrando no negócio e começando a estar na roda. Simples assim.
(Ar de concentração no encontro do Terra: Helton, do Hitechlive blogs, Luiz Ricardo Cobra Martinez, do Homem na Cozinha, e Bia Kunze, do Garota Sem Fio, e eu com meu indefectível e amado smartphone Qtec 9100. )