“Mamãe, olha o que eu fiz: um paraquedista” #aos8 criando com massinha, arroz e salvia :-)
Postado em Mãe com filhos, Pintura no dia 06/04/2011Não sei se já comentei, mas pela manhã eu concentro minhas atividades em “ser mãe” e do trabalho apenas checo e-mails, tuito um pouco e eventualmente converso com alguns contatos de trabalho no Instant Messenger – felizmente, graças aos smartphones e agora ao Galaxy Tab, nem ligo o computador – embora a gente tenha um note antigo que fica na cozinha para apoiar a mamãe quando vira @cozinhaconversa!
Hoje estava estudando com os meninos depois do café da manhã – um tem prova de Espanhol, outro de Artes – e no meio do estudo o Giorgio começou a divagar e brincar com a massinha que tinha no estojo (Multi-Tak, aquela invenção fantástica que prende coisas na parede sem precisar de prego!) e com um grão de arroz e uma folha de salvia que caira do vasinho que fica na cozinha. O resultado foi este acima: um paraquedista em super miniatura.
E logo em seguida, animado porque eu tirei fotos da criação, ele desmontou a criação e fez um estegossauro… ou seja, pode até não tirar dez na prova de Artes, mas está aprovadíssimo em criatividade pela mãe coruja. E como segurar uma criança assim e colocar na sua cabecinha de apenas 8 anos que tem que estudar coisas teóricas sobre a arte quando ele vê a arte no cotidiano?
“Anônimos e Artistas” e “Mulheres dos Outros”: viagens à década de 1950 em belas imagens
Postado em Artes, Comportamento, Pintura no dia 23/03/2011“Para as pessoas que conhecem a história do design e da publicidade, a exposição será uma descoberta preciosa. Já para o público em geral, uma oportunidade de ver, ou mesmo rever, exemplares de uma publicidade menos agressiva, realizada por quase cinco décadas por talentosos artistas”
Norberto Gaudêncio Júnior
Duas exposições em Sampa me encantaram recentemente por trazerem uma visão sócio-cultural que nos permite antever e divagar sobre os conceitos que permeavam os valores familiares do meio do século XX. Em “Mulheres dos outros” (que infelizmente não está mais cartaz), o advogado Eduardo Muylaert, que em 2006 expôs na Pinacoteca do Estado fotos em preto e branco na mostra “Boa Noite, Paulicéia”, traz à tona os melhores momentos de uma caixa de cromos que comprou numa feira de antiguidades. Muylaert ampliou, tratou (mas sem perder o charme das fotos antigas guardadas) e reviveu o jeito da década de 1950 de retratar a nudez feminina.
Gostei da sua releitura que se atém a detalhes e recorta os que foge da estética que faz bem aos olhos. Como escreveu Laura Lopes, ele “mistura conceitos de pin-up, da exploração do corpo da mulher nas revistas dos anos 50, e dá às fotos, quase pornográficas à época quando foram tiradas, a beleza clássica das esculturas gregas, valorizadas pelas marcas do tempo”.
Se Em Mulheres dos outros o que se mostrava era o descarte e o que estava à margem da sociedade, em Anônimos e Artistas, em cartaz até 10/04 no Instituto Tomie Ohtake (Rua dos Coropés, 88 – Pinheiros, São Paulo -SP), a viagem visual é pelo que era aceito pelo status quo no Brasil de JK e Getúlio. O projeto traz, em duas exposições paralelas - Atelier Mirga e Caprichosamente engarrafada: rótulos de cachaça - uma miniviagem ao design gráfico brasileiro. Segundo li, Atelier Mirga, que tem curadoria de Norberto Gaudêncio Júnior, traz uma seleção de 300 obras do espaço que entre os anos de 1928 e 1970 produziu mais de 8 mil anúncios veiculados em bondes e ônibus de São Paulo.
Uma comunicação tão popular quanto a que vemos nas encantadoras cachaças, não é mesmo? Sou apaixonada pela forma comos e pensa os rótulos destas bebidas populares – cachaça, tubaína, cajuína – e meu flickr frequentemente tem fotos do tema. Na última viagem que fizemos à Paraty perdemos horas vendo os rótulos e o modelo de comunicação com o consumidor do que hoje se chama “produto da terra”.
Caprichosamente engarrafada: rótulos de cachaça apresenta 400 desses desenhos gráficos, guardados de coleções do designer e pesquisador Egeu Laus (curador do evento) e do acervo da Fundação Joaquim Nabuco, centro de estudos sociais do Nordeste brasileiro.
Eu me encantei e fiquei pensando nos papos que teria com meus avós – se estivessem vivos – sobre esta diferença na publicidade e sobre os valores que os rótulos, propagandas e até a visão mais sensual das pessoas tem entre nosso tempo e o deles. Se você tem uma pessoa com mais idade por perto, não deixe de ter este papo por mim, hein?
As releituras artísticas ensinam?
Postado em Mãe com filhos, Pintura no dia 07/12/2010Esta é uma pergunta que pode me fazer ser apedrejada. Mas é justo que o faça: será que as releituras artísticas ensinam às crianças pequenas o significado da obra de arte “copiada”? Ao rever um quadro de Monet eles conseguem entender o coração e a alma do artista que pintava lindos quadros do seu jardim?
O assunto veio à tona porque vi uma obra, compartilhada pelo amigo @SilvioAlvarez (artista plástico que tem uma grande ligação com a sustentabilidade e usa e abusa de colagens em suas obras), de uma releitura coletiva de Monet proposta por @telma31rj para alunos da escola MOPI, no Rio de Janeiro. Postei a imagem no grupo Mães (e pais) com filhos no Facebook e logo começamos uma conversa por lá sobre este modelo de educação artística tão em voga atualmente. Em poucos minutos @1001roteirinhos postou a imagem de um trabalho sobre Tarsila do Amaral feito pelas crianças do Jardim1 da escola de seu filho.
E será que as crianças aprendem de fato com estas colagens e desenhos?
Eu acreditava que não até vivenciar duas situações: Giorgio, que teve uma tarefa de releitura de Tarsila do Amaral no Jardim 1 (#aos3) foi meu companheiro de passeio na exposição da pintora na Pinacoteca algum tempo depois. Claro que ele – como todos, creio – se emocionou (ou sentiu-se impactado) ao ver de perto o Abapuru, obra que me impressionou muito na primeira Bienal de Artes que vi em São Paulo (#aos14), reconhecendo-a como a obra sobre a qual a turma fizera a releitura. Até aí, achei natural. A surpresa veio com o genuíno interesse – e certo desconforto com obras como Operários – e a noção sincera de que ele sabia o significado da obra.

No mesmo passeio uma outra curiosidade: Enzo (#aos7) e já um desenhista apaixonado, se encantou com os desenhos da artista que retratavam paisagens que vira em viagens pelo interior (creio que de Minas Gerais) e ficou conversando sobre o que via com nossos acompanhantes. E uma senhora que passeava por lá ficou ao seu redor, ouvindo e aproveitando a interpretação infantil dos “rascunhos” de paisagens da grande artista brasileira.
E aí, com os meus filhos tão pequenos relendo tão bem a alma e as motivações dos artistas, confesso que passei a confiar na argumentação dos professores sobre a importância da aprendizagem por meio da vivência e experiências do fazer artístico, do desenvolvimento do olhar estético e da contextualização histórica da arte.
E vocês, o que acham? Reler arte ensina ou só grava por memorização? Seria melhor criar livremente sem copiar estilos?
P.S. Sut-Mie, a @viagempimpolhos, é mãe coruja e acha que sim: olhem a releitura de Vik Muniz que a filhota dela fez na escola.
O Egito Sob o Olhar de Napoleão
Postado em Artes, Pintura no dia 04/12/2010
Quem, em sã consciência, falar que não sabe algo sobre o Egito Antigo e sobre Napoleão Bonaparte estará mentindo. Ícones de dois momentos culturais importantes da humanidade, Egito e Napoleão sempre inspiraram as artes e envolveram as pessoas em discussões – sobre o modelo de governo, a centralização, a fé politeísta ou não, sua importância na história da civilização.
Imaginem os dois juntos!
Em 1798, o então jovem general francês Napoleão Bonaparte tomou as cidades de Alexandria e Cairo com o intuito de anexar o Egito ao Império em franca expansão. Após sucessivas batalhas que resultaram em um exército dizimado e desmoralizado, o general decidiu abandonar a campanha e regressar à França. Apesar da derrota, ele conseguiu o que pode ser considerado, talvez, seu maior legado: a publicação do multivolume Description de L’Egypte, amplamente reconhecido como o mais importante estudo erudito europeu do Egito antigo e moderno.
Este é o foco da exposição O Egito sob o Olhar de Napoleão que traz ao público brasileiro os 21 volumes da obra Description de L’Egypte – do acervo do Itaú Unibanco – que contêm estudos de arqueologia, topografia, religião e história natural realizados por uma equipe de 167 especialistas de diversas áreas.
Sob curadoria de Vagner Carvalheiro Porto e consultoria científica de Antonio Brancaglion Junior, a mostra exibe ainda objetos egípcios do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro e de coleção particular, além de trazer 14 matrizes de cobre cedidas pelo Museu do Louvre e 13 telas com imagens dos livros, que podem ser manuseadas pelos visitantes.
A visitação é gratuita e está livre no Itaú Cultural (Avenida Paulista 149 – Paraíso – São Paulo SP) até o dia 19/12/2010, de terça a sexta das 9h às 20h e sábado, domingo e feriado das 11h às 20h. Informações 11 2168 1777
Cartões de Natal feitos em casa – quem curte?
Postado em Pintura no dia 24/11/2010Na minha infância tinha uma tradição: minha mãe, que escreve muito bem e tem aquela elegância natural, sempre mandou imprimir na gráfica, com pompa e circunstância, os cartões de Natal da família. Saiam com todos os nossos nomes (até das crianças) na assinatura e iam para os familiares e os clientes do escritório dela e os mais importantes da agência bancária na qual meu pai era gerente.
Lindos, lindos, lindos. E chiques. Minha mãe me ensinou a usar lacre (sim aquele que a gente derrete e depois, como nos filmes, marca com um símbolo pessoal) e a usar caligrafia linda para endereçar um a um.
Mas aí, um dia, no Natal dos meus 10 anos, recebi do meu padrinho um cartão diferente: feito a mão, de cartolina e com um desenho bem infantil colado na frente. A indústria dele (este padrinho – porque tive dois casais de padrinhos – foi sempre ligado à FIEP e tals) estava apoiando naquele ano uma ação social que envolvia crianças carentes e optara por comprar cartões artesanais. Daí ele lembrar de mim e enviar para meu pai me dar.

Papel de de todo tipo para inventar no Natal
Para ser sincera, mudou meu conceito de como felicitar as pessoas nesta época do ano. Comecei a fazer cartões e enfeites caseiros aos poucos, primeiro eu (fiz aulas de artesanato por dois anos em Pato Branco, cidade onde morava na época e que tinha muitas “omas” alemãs prendadas dando aulas) e depois estimulando meus irmãos menores a fazer. Primos fizeram e hoje já faço com meus filhotes.
Os cartões, estes foram ficando perdidos no tempo porque com internet, quem os manda né? Mas os efeites ainda são nosso assunto quando chega novembro!
Eis que nesta semana me deparei com um post da Fernanda, do Mãe e muito mais, contando dos cartões de Natal com fotos das artes de Duarte e Letícia que eu tomo a liberdade postar aqui.
Além das imagens, Fernanda postava as dicas para repetirmos seu feito. E por falar em “receita”, tenho visto o especial de Natal de alguns blogs como A casa que a minha vó queria, Educa Já e Como faz e as receitas me deixam com vontade de refazer todos os enfeites daqui de casa. para começar uma árvore de fotos naquela parede que há um ano pintamos de azul profundo para ficar de lousa (de giz) para as crianças. Como os familiares estão longe, que tal trazer todo mundo para cá num arranjo? Vi uma ideia de molduras para fotos (e por que não, desenhos?, resolvendo a questão de onde expor as artes dos meninos) na revista Minha Casa que dá para fazer com papelão reciclado, cola, enfeitinhos (gliter, purpurina, botões e tudo que criança gosta) e são aplicados na parede com fita dupla face. Estou animada para criar.

Parede enfeitada com porta retratos de papelão (reprodução da revista Minha Casa)
Pena que neste final de semana eu viajo, mas na volta, as noites já têm compromisso aqui: artesanato natalino!
Visita à aula de artes do filho #aos8
Postado em Pintura no dia 17/11/2010“Criatividade representa a emergência de algo único e original“
(Anderson, 1965)

Descobri que hoje é Dia da Criatividade. E eu estou aqui para prestar uma homenagem a todos os criativos através do meu pequeno de 8 anos.
Há alguns dias estava conversando com a professora de Artes dos meus filhos e contei que escrevo sobre educação e cultura, falando sobre as conversas que tenho com os meninos sobre o que aprendem nas aulas dela, divagando sobre o valor de sensibilizarmos meninos (e meninas) ainda na infância para apreciarem a beleza da arte. Ela gostou do que eu falei – contando que Enzo tem me ensinado novos nomes de artistas e um jeito novo de interpretar a arte e que Giorgio adora instalações e criações modernas – ou se compadeceu de mim… mas o fato é que ela me deixou assistir a uma das aulas extracurriculares de artes.
O aconteceu foi uma emoção que muitos pais deveriam viver: vi meu pequeno, #aos8, sendo muito organizado, concentrado e criativo numa aula que me deixou cansada só de olhar, tamanha a produção da turma!
A ideia com a qual eles trabalham neste último mês é a de criar, com colagens, um Papai Noel brasileiro. A professora convida os pequenos (e nem tão pequenos, ao lado dos meninos de 7 anos vi mocinhas de 11 e 12 anos, convivendo numa boa com os menores) a pensarem no que um Natal Brasileiro vestiria. E eles criam livremente, tanto que meu filho pensou num Dragão Papai Noel… risos!

E para criar a professora deixou para as crianças vários elementos além do papel, cola bastão e líquida e os lápis que eles carregam todo dia: lantejoulas, purpurina, botões e tecidos diversos. Giorgio aproveitou quase tudo, cobrindo de dourado o dragão, usando papel crepom para árvore, criando um chão com um pedaço de jeans e nuvens com penas. Eu fiquei orgulhosa – e imaginem que nem vi a obra pronta, pois eles ainda vão ter mais duas aulas para terminar.

E vocês, pais, mães, tios e avós que me lêem, já passsam pela experiência de serem apenas visitantes nas atividades artísticas de seus pequenos? Contem como foi a experiência!
Rio tem workshops gratuitos para crianças inspirados em Keith Haring
Postado em Artes, Pintura no dia 06/11/2010Para não dizer que só lembramos dos paulistas, a dica cultural de hoje é no Rio de Janeiro. A exposição Keith Haring – Select Works, que está em exibição na Caixa Cultural do Rio de Janeiro, oferece workshops gratuitos para crianças com os artistas plásticos Charles Silva, Joao Muriga e Vagner Donasc (Coletivo Briza Skateboard Arte), Mate “Lelo” e Rodrigo “Tizil” Lima.
Se eu morasse por lá, não perderia a oportunidade porque meus pequenos artistas adoram arte pop e contemporânea. A ação da mostra segue o exemplo deixado pelo artista americano, ícone da cultura underground da Nova Iorque dos anos 80, que sempre buscou conciliar seu trabalho com as crianças.
A exposição “KEITH HARING – Selected Works” exibe 94 obras do artista nunca vistas no Brasil. A mostra fica em cartaz até 28/11 na Caixa Cultural Rio de Janeiro (Av. Almirante Barroso, 25, Centro, Rio de Janeiro, perto do metrô Estação Carioca), onde está depois de uma passagem bem sucedida na capital paulista. O primeiro encontro carioca aconteceu dia 23/10 com Rodrigo “Tizil” Lima, que já teve trabalhos exibidos em Nova York, nos quais são constantes as letras, linhas e cores primárias, enfim, coisas com as quais as crianças adoram criar.
Nos dias 06 e 27/11, sempre às 14h, Joao Muriga e Vagner Donasc, integrantes do coletivo carioca Briza Skateboard Arte, apresentarão sua proposta de arte educação para os 30 primeiros a chegar na Caixa Cultural. Baseada no mote da inclusão social, principalmente por meio do esporte, arte, design e comunicação, João e Vagner atuam no bairro de Irajá, zona norte do Rio de Janeiro.
Mate Lelo, designer e artista gráfica carioca, é o convidado do dia 27/11, penúltimo dia da exposição no país. Ele integrou a exposição coletiva OCHO – Global and Colorful da revista catalã ROJO e é o responsável por instalações com técnicas de stencil e materiais como telas de arame, pregos e cartazes pelas ruas do Rio de Janeiro.
Zerois na tela grande
Postado em Pintura no dia 06/09/2010A exposição ZERÓIS: Ziraldo na Tela Grande traz ao público, pela primeira vez, uma outra faceta de um dos mais completos artistas gráficos brasileiros da atualidade. Seu trabalho agora é recriado e concebido diretamente em imensas telas pintadas em acrílico. O pintor Ziraldo coloca seu talento também no pincel, deixando que a imagem, sozinha, dê um recado crítico e bem humorado de seu tão aplaudido mundo dos cartuns.
Ontem encontrei algumas amigas blogueiras e tuiteiras no CCBB-Rio e fomos brindadas com uma exposição ótima em cartaz no local: Zeróis na Tela Grande, que traz releituras de Ziraldo para imagens clássicas da humanidade, como os quadros de Picasso, Vélasquez, Goya, Dali, Grant Wood, Hopper, Mathieu, Lichenstein e Wharol.
Quem tiver um tempo até 19/09 e interesse por arte pop, vale muito passar por lá e aproveitar como fizemos ontem. A mostra tem entrada gratuita e pode ser visitada de terça a domingo, das 9h às 21h, nas Salas B, C e D (no 2º andar) do CCBB (Rua Primeiro de Março, 66).
E se você não está no Rio, pode conhecer parte da exposição neste documento e nas fotos que a @blogdati fez ontem e estão aqui.
P.S. E aqui está o registro do encontro, já no café Line, da Casa França Brasil, com @deniserangel @elfinha @blogdati @renata_lino @universomaterno. Delícia de papo que continuará daqui a duas semanas no Luluzinha Camp.
Fotografia como instantâneo do cotidiano
Postado em Pintura, Trânsito e Mobilidade no dia 05/08/2010Quem já me viu sabe, eu e meu celular estamos sempre a postos para registrar momentos do cotidiano. Nem sempre são corujices maternas, tem coisas mais sérias ou apenas triviais da vida de uma mega cidade como Sampa que me fazem pensar em registrar e compartilhar.
As mudanças na minha Mooca…

(De um dia para outro, demoliram o prédio da esquina da Subprefeitura da Mooca)
Uma tarde chuvosa no MuBE…

Um flagrante dos carros estacionados no ponto de ônibus nas proximidades do Shopping Anália Franco…

A nova e linda biblioteca São Paulo que ocupou o ex-Carandiru…
Se você é como eu e não resiste a uma fotografia como instantâneo do cotidiano, vai gostar de saber (como eu gostei) que já estão abertas as inscrições para a 10º edição do Prêmio Porto Seguro Fotografia. As inscrições (gratuitas) estão abertas até 12/09 e o legal é que não é um tema fechado, a oportunidade é de soltar a imaginação e deixar a criatividade rolar.
As categorias são:
- São Paulo – Para ensaios que enfoquem uma reflexão específica sobre a cidade de São Paulo.
- Brasil – Para ensaios que enfoquem uma reflexão sobre o Brasil.
- Pesquisas Contemporâneas – Para ensaios que se caracterizem por uma pesquisa contemporânea na linguagem fotográfica, dialogando com as questões que permeiam a representação visual nos dias de hoje (nesta categoria serão analisados trabalhos já finalizados ou projetos de obras ainda não viabilizadas).
- Para saber mais sobre a premiação (bem convidativa!) e inscrever-se visite o site.
O Projeto Portinari traz Guerra e Paz ao Rio
Postado em Pintura no dia 17/06/2010“A arte é o espelho da pátria.
O país que não preserva os seus valores culturais jamais verá a imagem de sua própria alma.”
Chopin

Começa com esta citação O Projeto Portinari, escrito por João Cândido Portinari, Fundador e Diretor-Geral do Projeto Portinari. A obra do artista volta à mídia com muita força porque sua obra-prima,instalada na sede da ONU, vai passar uma temporada no Rio de Janeiro. Guerra e Paz, composto de duas partes medindo 140 metros quadrados, foi doação do governo brasileiro à ONU na época da inauguração do prédio e está instalado na entrada do plenário onde funciona a Assembleia-Geral da entidade criada depois da Segunda Guerra Mundial.
A obra encerra em si uma história dramática, como contada por Rafael Sento Sé:
“Dos primeiros estudos à pincelada final, foram necessários cinco anos para a realização de Guerra e Paz. Em meio ao trabalho, iniciado em 1951, Portinari enfrentou um drama pessoal. (more…)
A arte nikkey de Ontem, Hoje e Amanhã
Postado em Artes, Pintura no dia 26/11/2009
Manabu Mabe, mestre.
Artistas de origem oriental, brasileiros por opção ou nascimento, selecionados por Mayer Mizrahi para desenhar, de forma visual, um retrato da progressão da arte japonesa pura em direção à contemporaneidade internacional e seu posicionamento na cultura do país. Assim se explica a exposição Ontem, Hoje e Amanhã, em cartaz a partir de hoje até 06/12 no Espaço Arte M. Mizrahi (Shopping Pátio Higienópolis). As obras dos personagens que já se foram, dos artistas que permanecem em cena e dos que estão chegando, para somar a riqueza cultural do Brasil.
As cinqüenta e duas obras – gravuras, pinturas em óleo e acrílica, esculturas e objetos – exibem um recorte da produção dos artistas e enfatiza as diferenças nos trabalhos de gerações distintas. A coletiva colocou no mesmo espaço expositivo obras de grandes nomes que já nos deixaram, Manabu Mabe e Tikashi Fukushima, os que já conquistaram posição consolidada no mercado cultural, Kazuo Wakabayashi, Yutaka Toyota, Bin Kondo e Mitsue Hosoido e os novos representantes da geração atual em fase de conquista de espaço – Naoto Kondo, Yugo Mabe, e Takashi Fukushima.
E quem são estes artistas? (more…)











