Categoria: Artes

Thanksgiving Day

Postado em Artes no dia 24/11/2011

“O Dia de Ação de Graças ao Trabalho teve origem há mais de 2600 anos nas festividades que celebravam as colheitas – Niiname-sai (新嘗祭).”
Alexandre Mauj, do blog Lost in Japan

Hoje é o famoso Dia de Ação de Graças (Thanksgiving Day), data comemorada nos EUA e Canadá como um dia de gratidão, geralmente a Deus, pelos bons acontecimentos ocorridos durante o ano. Neste dia, como vemos nos filmes e seriados, famílias e amigos se reunem e as pessoas dão as graças com festas e orações. Apesar de não termos esta tradição aqui, confesso que, das “datas importadas” (como Halloween e St. Patrick’s Day) esta é minha favorita e eu não me incomodaria se “virasse moda” ter um dia para agradecer.

E, num post do Alexandre Mauj, achei uma lembrança interessante de um bom motivo para nos sentirmos gratos. Ele contava do Dia de agradecimento e reverência ao trabalho, 23/10. (more…)

Um domingo de graffiti

Postado em Artes no dia 20/11/2011

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Bem que eu gostaria de contar que tivemos um dia criativo fazendo graffiti ou vendo sua execução, como presenciamos uma vez na Zona Norte, mas não foi bem assim. Saímos à tarde para aproveitar a programação infantil do Centro Cultural São Paulo e acabamos “instagramando” (compartilhando fotos no Instagram) das novas “paredes” que substituem a área de xadrez do espaço que fica na região do Paraíso em São Paulo.

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Ao ver os meninos fotografando com seus iPods lembrei da reação que o graffiti – arte urbana até então distante de sua realidade cotidiana – lhes causava quando mudamos para São Paulo. Gio, então com 2 anos, incomodava-se sobremaneira com “a sujeira” nas paredes e foi preciso um tour por áreas com obras de artistas como OsGêmeos para que eles se rendessem e começassem a ter uma visão mais simpática, mas não menos crítica, do graffiti paulistano.

Seis anos depois, já tendo visitado exposições deste estilo, fico feliz por ver que eles sabem conviver bem tanto com a arte tradicional quanto com instalações mais modernas.

E como “ganhei” estes mocinhos? Deixei que testassem desenhos na parede de casa, mas também contei como esta manifestação artística surgiu e se fortaleceu. Ao narrarmos histórias assim podemos ensinar não só arte para as crianças, mas geografia, antropologia e psicologia social.

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“Grafite ou grafito (do italiano graffiti, plural de graffito) é o nome dado às inscrições feitas em paredes, desde o Império Romano. Considera-se grafite uma inscrição caligrafada ou um desenho pintado ou gravado sobre um suporte que não é normalmente previsto para esta finalidade. Por muito tempo visto como um assunto irrelevante ou mera contravenção, atualmente o grafite já é considerado como forma de expressão incluída no âmbito das artes visuais, mais especificamente, da street art ou arte urbana – em que o artista aproveita os espaços públicos, criando uma linguagem intencional para interferir na cidade.”

Itália no Museu da Casa Brasileira

Postado em Artes, Casa e decoração no dia 22/10/2011

Um dos meus locais favoritos em São Paulo é o Museu da Casa Brasileira. Já falei do local aqui algumas vezes e é sempre um prazer visitar o espaço, nem que seja só para passear no jardim ou almoçar no delicioso restaurante, a Quinta do Museu. Neste final de semana tenho um motivo extra para ir lá: os últimos dias da exposição Design Italiano para Sustentabilidade.

Museu da Casa Brasileira realiza exposição Design Italiano para a Sustentabilidade

“A exposição é composta por 40 peças entre materiais e objetos, reunindo de aparelhos de iluminação a pisos, revestimentos, tecidos, objetos cotidianos da casa, cozinha e escritório, produzidos na Itália.”

A mostra, que tem curadoria de Marco Capellini, designer e consultor do Ministério das Atividades Produtivas e do Observatório Nacional de Resíduo na Itália, objetiva “relembrar os problemas ambientais intrínsecos à produção de objetos de consumo e a importância de fazer escolhas com base na preservação do equilíbrio ambiental e no uso responsável dos recursos naturais”.

“A ideia é estimular a reflexão sobre a complexidade dos aspectos envolvidos na questão da sustentabilidade, que tem sido tratada muitas vezes de maneira superficial, sem melhor compreensão da sua real aplicação nos processos de fabricação, uso e reuso de produtos e materiais.”

E como fazer para que isso fique realmente claro para quem visita a exposição?

Neste caso, as legendas das peças informam não só a autoria dos produtos e suas características, mas também apresentam ícones com dados sobre as possibilidades de reciclagem, a redução de emissões de CO2, economia energética, a redução na utilização de recursos naturais, entre outros dados obtidos através do rastreamento atento de todo o processo produtivo. Seguindo este viés, materiais, processos produtivos, transporte, consumo e vida útil são elementos que conjuntamente caracterizam a sustentabilidade do produto e estarão ressaltados em cada peça, evidenciando o foco de projetistas e empresas nos aspectos ambientais e sociais. Exemplo é a peça da imagem de abertura do post e a que posto abaixo, dois exemplos bem interessantes de reuso de materiais.

Museu da Casa Brasileira realiza exposição Design Italiano para a Sustentabilidade

E, afinal, o museu é da casa, não? Se for até lá, aproveite para ver também as Casas Museu da Itália, que entra em cartaz dia 26/10 e apresenta painéis fotográficos de 13 residências históricas italianas em imagens de Omar Kheiraoui e curadoria da Dra. Rosanna Pavoni (especialista nesta tipologia de museu). As imagens trazem à tona arte, artesanato, música e outros aspectos da cultura italiana através das diferentes residências – de personalidades, casas de colecionedores, moradias da nobreza, do clero e casas camponesas – que ilustram um percurso pelo edifício e seus objetos, abrindo janelas sobre os diferentes aspectos da cultura italiana: arte, artesanato, música, poesia e gastronomia.

Se você curte os dois temas, corre lá até 06/11. A exposição fica em cartaz de terça a domingo, das 10h às 18h, no Museu da Casa Brasileira (Av. Faria Lima, 2705 – Jardim Paulistano – São Paulo – SP).

Como é o consumo de cultura em sua família?

Postado em Artes, Criatividade em familia no dia 15/09/2011

Gigantes da Era do Gelo (exposição no Anália Franco) com #aos11

Quem lê o @avidaquer há tempos sabe: o blog nasceu da satisfação com a programação cultural paulistana, poucas semanas depois de mudarmos de Curitiba para São Paulo. Depois interesses como educação, sustentabilidade, voluntariado e cultura web 2.0 foram ganhando espaço, mas a semente do consumo de cultura em família permanece lá, firme e forte, nas raízes do que me motiva a escrever todo dia.

Eis que deste trabalho surgiram outros e eu estou sempre sendo acionada, através de minha empresa (Otagai Mídias Sociais) a fazer curadoria de produtores de conteúdo em mídia social e casting de blogueiros para eventos de nicho, com conteúdo focado. E muitas vezes as pessoas que indico são os que conheço dos comentários no blog, das trocas no Twitter, das conversas no Facebook, das fotos “curtidas” no Instagram, das dicas no Foursquare, dos vídeos no youtube.

Para organizar este grupo excepcional de pais e mães, mas também tios e avós, que convivem com crianças e curtem programas culturais com eles, começamos um mapeamento que mostra como as famílias consumem cultura juntas: onde os pais (tios, avós, padrinhos) levam as crianças para brincar, ver filmes, comer fora, fazer compras, estudar e se divertir.

Você pode compartilhar cinco minutinhos do seu tempo conosco contando como são seus hábitos de consumo de cultura com os pequenos?

Basta responder às questões do formulário abaixo (ou responder clicando neste link):

Filmes outdoor para inspirar uma nova postura diante da vida

Postado em Artes, Cinema e TV no dia 02/09/2011

“O Rocky Spirit se propõe a mostrar o que o ser humano tem feito de mais admirável e inspirador nesse quintal gigante que é o mundo em que vivemos. Das montanhas até o mar, passando pelos rios e pelos assuntos que realmente importam”

Ver filmes a ar livre tem um quê de Flintstones, não?

Pois foi esta a primeira ideia (sonho de criança, admito) que me veio à mente quando recebi o convite para ver os melhores documentários outdoor produzidos recentemente no mundo, reunidos no primeiro Rocky Spirit – Festival de Filmes Outdoor, a chance de ver 21 produções com temas relacionados a aventura, vida ao ar livre, esportes, meio ambiente e política.

Um dos filmes da mostra, With My Own Two Wheels conta a história de quatro pessoas cujas vidas foram alteradas por bikes.

É novidade para nós, mas na verdade os filmes fazem parte da seleção oficial do Telluride Mountainfilm Festival, o mais tradicional e respeitado evento de cinema de aventura, que acontece anualmente há 32 anos em Colorado (EUA). A ideia é inspirar e informar o público sobre expedições, atletas, culturas, ambientes e iniciativas que merecem ser admiradas.

Neste sábado e domingo, 3 e 4/09, a partir das 19h, o espaço entre a Marquise e o Auditório do Parque do Ibirapuera se transformará em uma grande sala de cinema ao ar livre, com direito à distribuição de almofadas para que os visitantes assistam aos filmes como se estivessem na sala de suas casas, ao lado de familiares e amigos.

E qual o objetivo de um evento assim?

O Rocky Spirit nasce com a missão de desafiar o modo de as pessoas pensarem e verem o mundo, aproximando essas questões e experiências do grande público, ajudando-o a estreitar e fortalecer os elos entre o cidadão urbano e a natureza. E se você não mora em Sampa, fique tranquilo: depois das exibições em São Paulo, os filmes sairão em turnê pelas principais universidades brasileiras.

E abaixo coloco o meu vídeo favorito (por enquanto):

Happy (2011, de Roko Belic), que, pelo que li, é um documentário que nos leva a uma viagem por diversos lugares (de Louisiana a Calcutta) em busca do que faz as pessoas felizes. Parece comercial de TV, mas na mescla de entrevistas com pessoas comuns e suas histórias incríveis (além de alguns cientistas que estudam a felicidade), os segredos da busca da felicidade vão se revelando.

O diretor Roko Belic é conhecido no tradicional festival de filmes de montanha de Telluride, no Colorado, pelo bom humor e pela alegria de viver. Ainda mais depois do nascimento da primeira filha, batizada de Viva Paradise. Embora não seja essencial ser feliz para fazer um filme sobre felicidade, o estado de espírito de Roko deve ter colaborado para a produção deste filme, rodado em mais de 14 países. Happy viaja o mundo em busca das verdades universais que cercam o tema da felicidade. O que acontece, naturalmente, é que o expectador acaba aprendendo algo sobre seu próprio estado de espírito e sobre como se tornar alguém ainda mais feliz.

Não é bem a “minha praia”, mas acredito que #aos11 e #aos8, fãs de documentários na TV e dos papos com o tio geólogo, vão curtir Into Darkness (2010, de John Waller), sobre as surpresas e maravilhas que um buraco no chão pode guardar por séculos e que traz o submundo de cristais e rochas coloridas que fascina espeleólogos a tal ponto que eles se submetem ao sofrimento de ter os pulmões comprimidos e o corpo apertado entre fendas estreitíssimas.

Life Cycles (2010, de Derek Frankowski e Ryan Gibb), que registra ciclistas de downhill filmados em diferentes épocas do ano em uma mesma trilha e Way Back Home (2010, de Dave Sowerby), da bike trial do escocês Danny MacAskill (um dos maiores bikers-malabaristas do planeta) retornando a seu país de origem para tentar alguns truques fora do comum, são alguns dos filmes sobre o cicloativismo que me interessaram. Mas o mais terno me parece ser With My Own Two Wheels (2010, de Jacob Seigel-Boettner e Isaac Seigel-Boettner) pelo significado social.

With My Own Two Wheels conta a história de quatro pessoas cujas vidas foram profundamente alteradas por bikes: na África, uma enfermeira que passou a atender muito mais pacientes depois de comprar uma bike e uma mulher notável que superou graves deficiências físicas para se tornar a melhor mecânica de bicicletas de sua cidade. Na Índia, ter uma bike é a diferença para uma jovem ser ou não capaz de frequentar a escola e nos Estados Unidos o filme mostra uma loja de bicicletas aberta para ajudar crianças problemáticas a ficar longe das ruas.

Aposto que depois destas inspirações até o mais sedentários ficarão com vontade de sair de casa e se aventurar!

Democracia e miséria são incompatíveis

Postado em Artes, Política e Cidadania no dia 09/08/2011

“Democracia e miséria são incompatíveis”
Herbert de Souza, o “Betinho”, em 1993

Lembro muito bem do Betinho e da Ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e pela Vida, que trabalho lindo do irmão do Henfil! Eu trabalhava numa ONG (Cefuria) de movimentos sociais que era um dos pontos em Curitiba, vi de perto os beneficiados e o tamanho do voluntariado!

Até o projeto começar, ele era apenas o irmão esperado da música O Bêbado e o equilibrista.

Mas depois, quanta coisa mudou. E esta mudança enorme na postura da sociedade está reunida numa exposição no Rio, com curadoria da historiadora Dulce Pandolfi , que celebra três décadas de fundação do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Ecônomicas (Ibase), organização criada em 1981 por Betinho.

No acervo, cartazes, fotos, documentos, cartas e vídeos vão narrar a trajetória da vida e do trabalho do sociólogo, que esteve à frente de importantes campanhas como as “Diretas Já” (1984) e “Ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e pela Vida” (1993-1996). A exposição está em cartaz na Caixa Cultural — (Av. Almirante Barroso, 25, Centro, Rio, de terça a sábado, 10h às 22h; domingo, 10h às 21h) até 18 de setembro.

“Eu me pergunto: onde estão os ecologistas?” Frans Krajcberg em entrevista a Mona Dorf

Postado em Artes, Sustentabilidade no dia 04/08/2011

“Eu me pergunto: onde estão os ecologistas? O que fazem?”
Frans Krajcberg em entrevista a Mona Dorf

Exposição permanente de Kracjberg em Curitiba

"Exposição permanente de Kracjberg em Curitiba (do meu acervo pessoal)"

Conheci o trabalho e a obra de Krajcberg em Curitiba, em visitas que eu e minha irmã Sheron, fazíamos, quando ainda éramos estudantes de ensino médio, a instituições e exposições ligadas às causas sociais nas quais estávamos sempre envolvidas. Fomos do Interact Club (a “parte adolescente” do Rotary) por alguns anos e nesta fase consolidamos um interesse natural por ações de apoio a iniciativas do terceiro setor, além de uma visão mais global sobre a questão ambiental. E neste contexto a obra contundente de Krajcberg caiu como uma luva.

Lembrei de tudo isso, vivido no começo dos anos 1990, quando li o post de @monadorf sobre a exposição KRAJCBERG, o Homem e a Natureza no Ano Internacional das Florestas, em cartaz no Museu Afro Brasil em São Paulo. Desde aquela época era nítida a revolta do artista em suas criações contra o descaso com as florestas, as queimadas incessantes e a incapacidade brasileira de preservar o patrimônio natural com que foi abençoada. E ele teve sempre esta visão ampla, astuta, objetiva sobre o significado dos muitos elementos da floresta, incluindo aí o o povo que mora nestas florestas. Eu sempre repito aqui: a sustentabilidade tem que começar e terminar no ser humano. Quantos pensam na ecologia que envolva os seres humanos ao discutir a Usina de Belo Monte, o Código Florestal, o Ano Internacional das Florestas, os festivais de música ligados à sustentabilidade?

Não responderei, é para pensar:

Quantos dos “blogs verdes” conseguem ver a sustentabilidade como o que dela deveria ser, uma busca pela convivência harmônica entre todos os elementos da nossa sociedade atual?

E para estimular esta reflexão, convido-os a verem o vídeo abaixo gravado por Mona Dorf com o artista – e a ler o post completo aqui: O Grito de Frans Krajcberg.

“Nas 31 obras, entre esculturas em grandes dimensões, relevos, back-light e fotografias, o artista plástico polonês que adotou o Brasil, Frans Krajcberg exibe a mesma vitalidade de sempre, para erguer, em alto e bom som, sua voz em defesa da natureza. No ano em que o Brasil aprova seu controverso código florestal e que a ONU celebra  o ano internacional da floresta, a exposição vem a calhar.”

A exposição fica no Museu Afro Brasil (Av. Pedro Alvares Cabral, s/n – Parque do Ibirapuera – Portão 10, São Paulo) até 06/11/2011, de terça a domingo das 10h às 17h.

Escultura Aventura – Arte que (quase) se move #ferias

Postado em Artes, Criatividade em familia no dia 14/07/2011

Dica para quem gosta de visitar museus e pensar as manifestações culturais com as crianças. No Museu da USP está em cartaz “Escultura Aventura – Arte que (quase) se move“, uma opção de lazer e aprendizado durante as férias que tem inspiração em livro da curadora da mostra, Katia Canton, promete ser “uma exposição lúdica destinada a grupos escolares e famílias, crianças e adultos, na qual todos possam interagir com as obras e ampliar seus conhecimentos”.

Segundo a assessoria do museu, na exposição o visitante vai encontrar uma coleção das mais importantes esculturas que compõem o acervo do MAC, podendo apreciar obras de Umberto Boccionni, Alexander Calder, Jesús Rafael Soto, Barrão, Mary Vieira, Luiz Hermano – e, assim como no livro, poderá se aventurar pelo mundo mágico da arte e conhecer, desde os desenhos rupestres da pré-história, passando pelos vários períodos artísticos até a Pós-modernidade.

No livro Escultura Aventura (editora DCL), Katia transmite aos leitores a sensação de que as esculturas podem ser vistas, tocadas e vestidas, mote que está presente também na exposição, que permite ao visitante a constação de que as obras de arte despertam a sensação de movimento – o que é mesmo a cara das crianças e o grande empecilho para levá-los a museus! São dez esculturas, uma variedade de textos, com questões e sugestões de atividades, além de um ateilê lúdico in loco.

“A partir do móbile de [Alexander] Calder, passando por um homem prestes a marchar em Formas únicas da continuidade no espaço, de Umberto Boccionni, chegando a uma mala, de José Carratu e a uma escada apoiada com carrinhos, de Barrão, o espaço parece querer se mexer”, adianta a curadora.

A exposição fica em cartaz no MAC USP da Cidade Universitária (Rua da Praça do Relógio, 160, Cidade Universitária, São Paulo – SP) até janeiro de 2012, de terças a quintas, das 10h às 20h. Nos domingos e feriados, o horário é das 10h às 18h. A entrada é franca.

P.S. E se você não mora em Sampa e não poderá vir para cá até janeiro de 2012, sempre pode apresentar o tema para as crianças usando o livro. ;-)

Semana do Ciclista na Cidade de São Paulo

Postado em Artes, Trânsito e Mobilidade no dia 08/07/2011

Espero confirmação (ainda) do pedido de inscrição que fiz há semanas, mas tudo indica que vou acompanhar o fórum “Semana do Ciclista – Tendências” que abre a Semana do Ciclista na Cidade de São Paulo neste sábado.

Valorizado na mídia por conta das presenças internacionais - do dinamarquês Mikael Colville-Andersen, criador do Cycle Chic e do cicloativista e ex Talking Heads, David Byrne – para mim o encontro que acontece no Sesc Pinheiros tem valor por reunir os cicloativistas e discutir com a sociedade, de forma ampla e séria, a convivência do ciclista em São Paulo. E como Sampa é a maior cidade do Brasil – e também um dos espaços de trânsito urbano mais complicados de administrar – a gente tem fé de que deste encontro sairão posições e medidas muito boas para todos os interessados na bicicleta como meio de locomoção.

Mikael Colville-Andersen é fotógrafo, cineasta e criador do movimento Cycle Chic, que nada mais é do que a ideia de pedalar usando roupas comuns, deixando de lado as tradicionais leggins. No site Cycle Chic ele publica fotos de pessoas andando de bike com figurinos estilosos e inusitados. Mikael é considerado o Embaixador dinamarquês para assuntos de bicicleta e suas palestras são aguardadas com ansiedade no mundo todo.

Conhecido por muitos por sua música (foi líder do Talking Heads nos anos 70/80), David Byrne é autor de Diários de Bicicleta – que tem resenha da cicloativista @smiletic aqui – e nesta semana está no Brasil representando na FLIP e no Fórum seu lado de cicloativista. É em Diários de Bicicleta (editora Manole) que o escocês radicado em Nova York compartilha conosco parte do que será tema do “Tour dos Trópicos”, debate que fará com o sociólogo e doutor em transporte e Trânsito Eduardo Vasconcellos.

Sinceramente, espero que a visão deles possa de alguma forma reiterar minha própria experiência (passada) como ciclista urbana, de que mais do que ciclovias (ciclofaixas), devemos trabalhar por uma mudança de  postura no trânsito, de forma que ele inclua uma diversidade de pessoas e equipamentos de transporte. Buscar uma integração (difícil, eu sei) terá mais valor a médio e longo prazo do que criar ciclovias por alguns motivos: cria um conceito interior que independe de leis e espaços diferenciados, proporciona que mais cidades (mesmo as que não poderiam ou precisariam arcar com ciclovias) se ajustem ao movimento ciclista e permite que vislumbremos um momento (no futuro) no qual poderemos usar as ruas da cidade junto com carros, motos e pedestres.

Quando estive em Paris, em maio, fiz este vídeo (uma brincadeira, feita no aplicativo Super 8 do iPhone) na rua Rivoli, perto do Museu do Louvre, mostrando o trânsito na região e flagrei o horário dos ciclistas na capital francesa. Notem que a rua não é larga (Paris é uma cidade antiga, não foi ultra planejada para SUVs e etc) e mesmo assim ciclistas passam na sua faixa com ônibus, caminhões e carros.

A Semana do Ciclista começa neste sábado, 09/07, no Auditório SESC Pinheiros (Rua Paes Leme, 195 – Pinheiros) e tem entrada franca, mas é preciso confirmar a presença no e-mail: forum@libvee.com.br. O evento tem ampla programação (que pode ser conferida no Eu vou de Bike)  conta também com a participação do Secretário Municipal do Verde e Meio Ambiente, Eduardo Jorge, do ex-jogador de futebol e ciclista Zetti, do Vereador Gilberto Natalini e de João Claudino Junior, presidente da Houston Bikes e show da banda Tarântulas & Tarantinos, comandada pelo VJ, músico e cicloativista Luiz Thunderbird.

P.S. Não sei se deveria me explicar, mas lá vai: desde criança andar de bicicleta é uma paixão e quando morei no Japão optamos por não ter carro, usando a bicicleta como o principal meio de transporte. Aqui no Brasil, com filhos pequenos, não pude manter esta opção, mas continuo atenta ao tema e fã desta opção e ansiosa para meus filhos ficarem independentes para adotar a prática comigo e com o pai. Para ler outros posts sobre cicloaviativismo aqui no @avidaquer, clique neste link.

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Para não parecer que só vejo ciclista urbano como opção fora do Brasil, posto abaixo uma foto que tirei ontem à tardinha na Estação Vila Prudente, linha Verde do metrô paulistano e mandei no Twitpic na hora.

Grata surpresa: está sendo (bem) utilizado o espaço de estacionamento de bicicletas na Estação Vila Prudente http://twitpic.com/5mnqwa

"Grata surpresa: está sendo (bem) utilizado o espaço de estacionamento de bicicletas na Estação Vila Prudente http://twitpic.com/5mnqwa"

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“Criança se diverte com muito menos do que imaginamos!” (por @cris_guimaraes) #ferias

Postado em Artes, teatro no dia 05/07/2011

“Na semana passada eu entrei numa conversa no wall da @cris_guimaraes no Facebook e comecei a falar sobre esta questão que me é tão cara a ponto de ser o grande mote do meu blog: a democratização do consumo de cultura em família. Concordo que há esta necessidade de redução de preços e de subsídios nos espetáculos para famílias que poderia ser uma condição da Lei Rouanet por exemplo, mas é também nosso dever sermos consumidores conscientes até na cultura e valorizarmos, privilegiando a “compra”, de espetáculos e eventos que unem preço honesto e qualidade. Seguindo esta mesma ideia posto abaixo o guest post de Cris, com três dicas que ela testou com a família na cidade onde vivem, o lindo Rio de Janeiro.”
@samegui

É com alegria e orgulho que aceitei o convite da Sam para escrever no especial de férias do blog @avidaquer.

No final de semana, em meu perfil do Facebook, comentei que achava um absurdo uma peça infantil custar cerca de R$ 50,00 por pessoa. Não estava falando de uma peça específica, mas do fato que isso ocorre com frequência, é só dar uma passada de olhos num caderno de cultura de qualquer jornal, principalmente no eixo Rio-São Paulo. Os programas (infantis ou não) são cada vez mais caros  – não necessariamente excelentes, tampouco com custo x benefício que justifique os valores.

Sei que existe toda uma equipe que tem que ser remunerada, tem o aluguel do espaço, tem até o mimimi os argumentos da meia-entrada, enfim, toda uma série de alegações. Mas o que não justifica é que cultura tem que ser algo democrático, com acesso fácil a todos, não somente a uma parcela privilegiada de pessoas. Além disso, no caso de quem tem filhos, entra em jogo os valores a serem passados para eles e o conceito de que “o que é bom é caro” realmente não é uma boa ideia a ser passada.

Criança se diverte com muito menos do que imaginamos!

Resta a nós, pais que não concordamos com esses preços abusivos e com esse estímulo excessivo ao consumismo, pesquisarmos opções criativas, divertidas e a um custo mais amigável. Aqui em casa somos eu, meu marido, Dani (10 anos), Pedro (8 anos) e Felipe (1 ano e 9 meses).  Cinco para pagar ingresso (normalmente o Felipinho não paga, mas isso não vai ser por muito tempo), para comer, mais transporte e imprevistos. Temos que pesquisar e planejar cada passeio, para nos divertirmos mais, com conforto e segurança, mas sem gastar quantias absurdas.

Aproveito o assunto para dar três dicas especiais de férias, para quem mora no Rio ou estará por aqui com as crianças a passeio:

Museu Nacional da UFRJ

Museu Nacional -UFRJ -Quinta da Boa Vista

"Museu Nacional -UFRJ -Quinta da Boa Vista - foto do flickr de Ginasant"

Localizado na Quinta da Boa Vista, no bairro histórico de São Cristóvão (Zona Norte), excelente área de lazer, com muito verde e espaço para os pequenos soltarem sua energia e imaginação. Foi residência da Família Imperial até 1889 e é a mais antiga instituição científica do Brasil e o maior museu de história natural da América Latina. Promove exposições de antropologia, botânica, geologia, paleontologia, geologia, vários assuntos que sempre interessam aos pequenos, entre eles o que mais os fascina: dinossauros!!! Eles conhecem os fósseis, suas histórias e características, numa verdadeira aventura de conhecimento.

A entrada normalmente é 6,00, mas estão com valor promocional de 3,00 (sendo 1,00 para crianças de 6 a 10 anos e gratuito para crianças até 5 anos e maiores de 60 anos), devido a obras de restauração que estão sendo feitas no prédio.

Nos dias 1º, 2 e 3 de julho será comemorado o aniversário do museu. Será montada em frente uma tenda com várias atividades divertidas:

- Do outro mundo: uma simulação de passeio à lua, com exposição de meteoritos e um painel para tirar fotografias.

- Conhecendo os insetos: observação a olho nu, com lupa ou microscópio.

- Oficina de rugby, promovida pelo Clube Vasco da Gama.

Peça “A mulher que matou os peixes… e outros bichos”

A mulher que matou os peixes... e outros bichos - foto de Tatit Brandão

"A mulher que matou os peixes... e outros bichos - foto do flickr de Tatit Brandão"

Adaptação de Isabel Muniz, idealizada pela atriz Mariana Lima e baseada em obras de Clarice Lispector, a peça é divertidíssima, misturando teatro, dança música e vídeo, além de excelente oportunidade dos pequenos conhecerem um pouco dessa que é uma das maiores autoras nacionais.

Reestreou no Teatro Nelson Rodrigues e fica em cartaz até 10/07. Sexta a domingo, 16:00 10,00

Passeio pelo Centro do Rio

Centro Cultural Banco do Brasil no Rio de Janeiro - foto do flickr de @samegui

"Centro Cultural Banco do Brasil no Rio de Janeiro - foto do flickr de @samegui"

Esse programa é meu xodó, porque sempre fui apaixonada por essa área da cidade, desde quando estava ainda na escola e ia até a Biblioteca Nacional fazer minhas pesquisas escolares.  Apesar de agora as crianças terem toda a internet à sua disposição, continua sendo um passeio maravilhoso, seja pelo prédio em si, seja pelo acervo à disposição.

Real Gabinete Português de Leitura, Centro Cultural Banco do Brasil, Paço Imperial, Palácio Tiradentes,  Arco do Teles, Museu Histórico Nacional, Casa França Brasil, Espaço Cultural dos Correios, Museu Nacional de Belas Artes, Teatro Municipal, entre muitas outras atrações, normalmente gratuitas ou com ingressos baratos. Normalmente, nas férias, os principais centros culturais têm programação infantil. Além disso, tem a beleza dos prédios antigos, muitos ainda da época do império e restaurantes para todos os gostos, alguns que abrem também nos finais de semana (melhores dias para ir, sem a barulheira e a agitação dos dias úteis). É passeio para se fazer, no mínimo, em duas horas, podendo se extender para um dia inteiro. Vá com disposição e apaixone-se!!! As crianças vão sair cansadas e felizes ;)

Cris Guimarães é mãe dos (lindos) Daniel, Pedro Henrique e Luís Felipe, produtora de conteúdo impresso e online, produtora gráfica e ativista das causas que acredito. Está no Twitter (@cris_guimaraes) e no Facebook www.facebook.com/crisgms.

Barbatuques para crianças #ferias

Postado em Artes, Férias com as crianças, Música no dia 02/07/2011

Julho começou nesta sexta e por um motivo bem especial não postei nada no especial de férias: acredito que criança precisa ter um tempo para ser, sem obrigação, sem compromisso, sem nada orientado pelos pais. Meus filhos passaram o dia assim: fazendo o que tinham vontade. E neste especial – que conta com excelentes colaborações, que começo a postar hoje – meu principal conselho para os pais é: desestressem as agendas!

:-)

Mas às vezes é bom ter uma opção na agenda cultural, concordam?

Para este sábado tem uma super dica que dura o mês de férias todo e veio de Lívia Lisboa, querida da web que conheço desde o espetáculo “O menino e o burrinho” e sempre me informa do melhor da agenda cultural infantil. Nem preciso falar o quanto os filhotes amaram né? Há anos ouvimos falar deste grupo de percussão corporal e perdemos sua apresentação no Natura Nós, daí ficarmos tão animados ao saber que este show destinado totalmente ao público infantil estará disponível até começo de agosto no Tuca Arena.

BARBATUQUES - O Grupo de percussão corporal se apresenta dentro do Projeto Música para Crianças da ArteLivre Produção e Comunicação que faz parte do projeto Diversão em Cena no Teatro Dom Silvério em Belo Horizonte MG. 11/09/2010. FOTO ÉLCIO PARAÍSO/BENDITA

O grupo, que se tornou popular entre os adultos e sempre fez o público pensar no quanto seria bom se feito para crianças (e por crianças, já pensaram que legal seria fazer uma oficina deles?), cria línguas imaginárias, tira sons do corpo e imita instrumentos musicais numa verdadeira brincadeira de criança que está em cartaz a partir de hoje no primeiro espetáculo dedicado ao público infantil. Mas ser aceito por crianças não é uma novidade para eles: André Hosoi, um dos coordenadores do grupo, diz que as crianças sempre fizeram parte do público do Barbatuques, mesmo não tendo um trabalho totalmente dedicado a elas.

Como no caso de Pequeno Cidadão e Música de Brinquedo, a vida familiar inspira a arte. Ao longo dos 15 anos do Barbatuques muitos integrantes viraram pais e eles contam que se basearam nos filhos e no que eles gostariam de ver, além de contar com a ajuda de profissionais da área da educação.

Tumpá tem duração média de 50 minutos e leva o nome de uma brincadeira fonética proposta pelo grupo com sons extraídos dos pés e das mãos. No repertório tem composições próprias e temas de domínio público bem conhecidos da garotada, como Escravo de Jó, Sambalelê e Peixinhos do mar.

Não neste final de semana, mas num dos próximos está na nossa agenda ver o espetáculo, que dizem ter “cenário que traz objetos em 3-D que lembram um quarto de criança, num show bastante interativo no qual as crianças são convidadas para subir ao palco e participar da farra. Creio que vamos nos lembrar do Pequeno Cidadão no qual todos participaram da apresentação, num claro incentivo à musicalidade e a um contato maior com o próprio corpo, como podemos ver na “canja” abaixo.

Tumpá dos Bartatuques está em cartaz no Teatro Tuca Arena, aos sábados e domingos, às 16h, e os ingressos custam 20 reais. Mais informações no site e no Twitter @barbatuques.