Categoria: Ação e Cidadania

Vamos valorizar quem faz o bem sem saber a quem #servoluntariovaleapena

Postado em Ação e Cidadania, Blogagem coletiva no dia 05/12/2011

Pessoal, é hoje, 05/12, Dia Internacional do Voluntário!

Blogagem Coletiva do Dia do Voluntário

A Blogagem Coletiva do Dia do Voluntário, sobre a qual falamos (e chamamos) neste post, está a toda nesta manhã de segunda-feira, no Twitter com a hashtag #servoluntariovaleapena e no Facebook muita gente boa já confirmou sua presença na página convite do evento.

Se você também tem uma história especial, participe contando ou divulgando o movimento nas suas redes sociais. Estamos compartilhando os relatos que chegam até nós aqui.

Vamos valorizar quem faz o bem sem saber a quem. 

E por falar em redes sociais, para marcar esta data de forma emblemática, publicamos aqui um guest post que mostra como nossas experiências de vida, o momento certo para nos inspirar a algo melhor e a doação de tempo e expertise profissional podem ajudar muitas pessoas. O relato de Júlio César Borges, que conheço de um evento em Campinas, cidade onde mora e trabalha (e, agora sei, atua como voluntário), conta do trabalho de uma ONG que atua no Tratamento da Dependência Química. Este tema foi também tratado numa reportagem que vi no sábado (mostrando voluntários nas ruas da Região da Cracolândia levando ações de cidadania a usuários de drogas) e que incoporo abaixo por reiterar que a força dos voluntários pode mover montanhas mesmo nos locais mais inóspitos. O tema remete ao trabalho citado no texto que publicamos em seguida, escrito por Júlio e que conta do trabalho que realiza há três anos na Instituição Padre Haroldo, em Campinas.

Em novembro de 2008, em um curso de liderança chamado TLC, em Campinas, conheci a Instituição Padre Haroldo. Esse treinamento acontecia em um hotel ao lado da ONG. Aliás, descobri logo depois, que aquele espaço foi construído justamente para arrecadar fundos para a Obra.
Em um dos momentos desse treinamento, o Geraldo Rossi (Diretor Financeiro e voluntário ha 15 anos da Instituição) fez um convite aos jovens: “Aqui embaixo, há pessoas maravilhosas, que por algum motivo da vida delas, as drogas fizeram parte, mas elas precisam de amor e de carinho para a recuperação da sobriedade delas, elas precisam de jovens evangelizando jovens.”
A partir desse momento aconteceu o despertar para a doação ao voluntariado para a Instituição Padre Haroldo.
Procurei o Geraldo ao fim do curso, contei a minha historia (eu me envolvi com drogas por um bom tempo da minha vida, e sei dessa realidade) e com a minha mudança de vida, queria ajudar quem estivesse vivendo o drama das drogas, com a minha historia, com a evangelização e o amor.
Conheci então o Padre Haroldo, 92 anos, fundador da Instituição e de tantas outras obras: Renovação Carismatica Católica, Amor Exigente, Febract, Yoga Cristã, TLC e outros. Me apaixonei pela pessoa maravilhosa que ele é e por tudo que ele fez e faz durante sua vida.
Comecei então a frequentar os “momentos de espiritualidade”. Esses momentos ajudam no tratamento da dependência química. Baseada nos 12 passos, o tratamento ensina a disciplina, laborterapia e espiritualidade (aproximação com Deus independente de religião).
Dia 07 de Novembro de 2008 foi meu primeiro dia como voluntário e eu lembro como se fosse hoje. Acompanhado pelo Geraldo, falamos do evangelho do dia, tocamos algumas músicas, contei minha historia. Eu não esqueço dos olhares brilhantes das pessoas naquela pequena capela. Também não esqueço dos abraços e de como foi bom ajudar, e no fim descobrir que o ajudado é você mesmo.
Há 3 anos eu participo desses momentos de espiritualidade que hoje já não são mais um momento, porém 2 momentos. Aos sábados a noite também fazemos uma espécie de Sarau, e isso ajuda muito os residentes (assim chamamos eles) a mostrar seus dons. Também já tive a experiência de trabalhar na fazenda, (sim, a Instituição também tem uma fazenda para que o tratamento seja um pouco mais intensificado). Ajudei a cozinhar, plantar e colher, tocar na banda, rezar e escutar. Já participei de muitas organizações dos chamados “retiros espirituais” que acontecem em épocas como o carnaval e a páscoa.Com o tempo, o envolvimento aumenta, assim como o amor e a paixão pelos residentes, pelos funcionários e pelas pessoas envolvidas na Instituição. Somos em 150 funcionários, 180 residentes (adolescentes, homens e mulheres) e vivemos de doação. Não é fácil, porém sabemos que quando cuidamos das coisas de Deus, Ele cuida das nossas coisas. E assim nunca perdemos a esperança.
Recentemente, eu e meus amigos de profissão, na agência onde trabalho, a Webcompany, resolvemos ajudar da nossa maneira a Instituição Padre Haroldo, e fizemos uma campanha no Facebook para mensagens de amor, carinho e esperança para os residentes. A página está aqui.
Fizemos isso com o maior carinho do mundo e a idéia é sempre ajudar, seja divulgando, seja financeiramente, seja com amor.
Nesses 3 anos como voluntário, surgiram outras ONGs, outros momentos de doação, outras oportunidades e caminhos de ajudar quem precisa. Isso acontece porque, quando você coloca um espaço na sua vida para ajudar os que mais precisam, você sempre descobre que pode fazer mais, que existem varias formas de fazer o bem, e o principal: sem olhar a quem.
O que temos de mais valioso nessa vida é o nosso TEMPO. E se dedicarmos ele para o bem das outras pessoas, acabamos descobrindo que o mundo nos devolve em dobro. Não que devemos pensar nessa troca, mas ela existe, escolhendo ela ou não. Quanto mais nos doamos, mais recebemos. É uma lei Divina.
Faço um convite a todos os leitores desse post: “Experimentem o voluntariado. Vocês vão se apaixonar e nunca mais vão querer parar. Voluntariado é uma forma de agradecer a Deus e a sociedade por tudo que temos na vida.

Júlio César Borges (@juliocborges) é Diretor de Criação, publicitário, ilustrador e Social Media em Campinas, SP.

Blogagem Coletiva do Dia do Voluntário #servoluntariovaleapena

Postado em Ação e Cidadania, Blogagem coletiva, Solidariedade no dia 01/12/2011

Praça dos Três Poderes

Nem sei quantas vezes já falei de voluntariado por aqui. Lembro que nas últimas vezes, já neste ano, eu reforçava o poder transformador que as pequenas ações individuais têm para iniciar e reforçar grandes transformações sociais.

Felizmente posso contar que uma das maiores riquezas que o mundo virtual me trouxe foi uma rede de amigos que apóia e realiza voluntariado, cada um à sua moda, dedicando-se cotidiana e presencialmente a uma instituição (como a Rogéria Thompson que vai à AACD e o Júlio César Borges com um Grupo de apoio a dependentes químicos), doando seu tempo e expertise para divulgar o bem (como a Márcia Ceschini com a Casa Mater e a Carol Moreno com o Sou da Paz) ou dando uma carona para o ir e vir de outros voluntários e doações (como Ingrid Strelow que é professora voluntária e Danilo Ferreira com a Congregação Cristã do Brasil). Alguns têm uma relação sazonal com a ação voluntária (como Ana Maria Coelho com a Festa do Divino e Carolina “Calu” Longo com a Festa do Abraço), outros já se dedicaram em uma ação em particular, mas que marcou suas vidas de forma indelével e há quem seja inspiração (e musa) de causas mesmo quando é a vítima que precisa de apoio (como a Carol “TchulimTchulim” Rocha com o projeto Vai Doa!). O ponto em comum é que todos nós descobrimos a satisfação no trabalho gratuito feito para ajudar o próximo.

Por isso, quando o Conselho Brasileiro de Voluntariado Empresarial – CBVE me convidou para indicar blogueiros e tuiteiros (como os que citei acima, além de tantos outros) para uma ação que marcará o Dia Internacional do Voluntário (na próxima segunda-feira, 05/12), aceitei com satisfação. A campanha em comemoração à data objetiva reforçar que ser voluntário é positivo, tanto para quem faz como para quem recebe o gesto e que o voluntariado pode ser feito no dia a dia e mesmo em pequenas ações, algumas delas acontecendo no ambiente digital.

Uma das melhores formas de inspirar outras pessoas é contar histórias e melhor ainda quando é contada por quem é ou já foi voluntário. Convidamos você a nos contar uma história que mostre a todo mundo porque ser voluntário vale a pena e o que o voluntariado trouxe à sua vida. Pode ser uma experiência na qual você ajudou ou foi ajudado, não importa, o que conta é reforçar a ideia de que voluntariar é bom e pode ser feito quando e como a gente quer e pode.

Como participar?
Durante a Blogagem Coletiva do Dia do Voluntário, 05/12, utilizando seu blog, Twitter, Facebook, YouTube, Flickr, Tumblr…
E se você não tiver um espaço assim, pode enviar e postaremos no tumblr que criamos especialmente para a ação.
Confirme sua presença aqui.

E tem uma imagem engraçadinha, aproveitando a onda de fotos compartilhadas no Facebook no estilo “Esta pessoa”, que pode ser colada em seu perfil, viralizando o conteúdo.

P.S. Como toda Blogagem Coletiva, esta tem um post que concentrará os participantes: www.samshiraishi.com/ser-voluntario-vale-a-pena. E para quem não sabe como estes eventos online acontecem, vale ler “O que é uma blogagem coletiva“.

 

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Veja quem já está participando:

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Calar é permitir, denunciar é combater

Postado em Ação e Cidadania, Blogagem coletiva, mulher no dia 25/11/2011

“Não se trata de um tema para punir o homem, mas para envolvê-lo, porque a questão afeta homens e mulheres e pode destruir a família”.
Luis Felipe Miranda

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No começo do ano, especificamente no Dia da Mulher, escrevi que tenho orgulho porque entre os posts mais buscados no @avidaquer estão textos sobre Lei Maria da Penha e outros direitos da mulher pelos quais toda sociedade deve lutar sempre. Comentava que, como conquistamos espaço e direitos neste século XXI, meu desejo era de que demonstremos no cotidiano que as lições da luta registrada em 08/03/1911 de valorizar a vida, criar oportunidades para todos e que unir forças para construir um futuro mais justo e digno perdurem em nossos corações e mentes. E que, neste caminho, não deixemos de lado o amor e a capacidade humana (e aqui fica minha crítica a quem enaltace como femininos os sentimentos de amor de que o ser humano é capaz) de amar, acolher e entender o próximo.

Mas nem todas as mulheres vivem esta realidade. Dados divulgados em julho, levantados na pesquisa Instituto Avon / Ipsos intitulada Percepções sobre a Violência Doméstica contra a Mulher no Brasil dão conta de que seis em cada 10 brasileiros conhecem alguma mulher que foi vítima de violência doméstica. (more…)

Dia Nacional de Combate ao Câncer #perfilGRAACC

Postado em Ação e Cidadania, Cultura Web 2.0, Saúde e Bem Estar no dia 23/11/2011

Se você tivesse um alterego o que ele diria? E se fosse uma criança em tratamento, lutando contra o câncer?

Hoje, Dia Nacional de Combate ao Câncer, 10 famosos foram desafiados por 10 crianças em tratamento no GRAACC (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer). Quem topou, vai substituir o nome + foto do perfil no Twitter pelas informações de quem adotou. (more…)

Sustentabilidade 2.0 ou webativismo

Postado em Ação e Cidadania, Sustentabilidade no dia 16/11/2011

“O ativismo social é uma mescla da postura que a geração anterior, que via no exemplo de vida a grande defesa das suas posturas e ideais, com a da geração mais jovem que vê na difusão de suas práticas e crenças, por meio das redes sociais, o jeito de mobilizar pessoas. A mescla é o que fazemos nas nossas redes – blog e tumblr, Twitter, Facebook, Instagram e Flickr, etc – com o “broadcast” da vida privada que se torna, com facilidade, um espaço quase panfletário das causas nas quais nos envolvemos por afinidade, crença ou inspiração.”

Comentei outro dia, en passent, mas fica aqui o registro formal: hoje à noite, a partir das 21h, participarei do @paposemrede, conversando com comunicadores (e, espero, webativistas também) sobre Sustentabilidade 2.0 ou webativismoComo praticar a sustentabilidade e engajar através das redes sociais.

O Papos na rede é um grupo de discussão sobre mídias sociais que promove debates ao vivo via chats online. Os eventos são quinzenais, sempre às 21h de uma quarta-feira no ambiente virtual do Treinatom.

Ficou interessado? Então corra! Os chats são fechados para 50 pessoas*. Você deve se inscrever mencionando no assunto o tema que deseja participar. Email para: contato@paposnarede.com.br. As divulgações são sempre via twitter e  fan page do grupo.

P.S. Quer saber mais sobre Ativismo Social? Clique aqui e veja todos os posts do @avidaquer. E visite nossa categoria Sustentabilidade.

Informação é para circular, não para ficar guardada!

Postado em Ação e Cidadania, livros no dia 08/11/2011

Livros que estou libertando hoje no BookCrossing Blogueiro

Estou apoiando a divulgação no Twitter e Facebook há dias e já separei as obras que vou libertar nesta data, que marca a 3ª edição do BookCrossing Blogueiro. A ideia, que surgiu da querida amiga virtual Luma Rosa (do blog Luz de Luma), repetindo por aqui, na nossa comunidade geek, ligada tanto em cultura quanto em ativismo social, uma prática simpática: “libertar” livros para incentivar o hábito da leitura.

“Para participar, basta trocar com alguém que conheça (ou não) um livro por outro ou “esquecer” o livro por aí, em locais movimentados, como praças, ônibus, metrô, supermercados (locais onde o livro possa ser resgatado facilmente por quem passa). Coloque um bilhete ou uma dedicatória, no próprio livro, para que a pessoa agraciada fique sabendo o porquê do movimento e se sinta incentivada a levá-lo, transformando-se assim numa leitora, mesmo que, a princípio, não o seja. É uma forma de compartilhar cultura com quem não tem condições financeiras de comprar um livro ou mesmo para incentivar quem acha que não tem tempo.
Quem quiser divulgar o ato, com fotos e textos de incentivo, pode fazê-lo em seu próprio blog ou nas redes sociais. Podemos ainda, como sugeriu a Luma, trocar resenhas e impressões sobre os livros que libertamos.”

Confesso que nem saberia escolher a ação que considero mais importante, mas certamente a que rende mais frutos, creio, é conversar sobre leitura e incentivar, com um sorriso no rosto e um olhar amigo, que outra pessoa descubra a alegria e o prazer que você está sentindo na sua leitura atual ou naquele livro que marcou sua vida. Portanto, seja trocando, “esquecendo” ou comentando um livro, não deixe esta oportunidade passar em branco.

E, se você for do tipo desapegado (como eu), dê uma olhadinha naqueles livros que estão há tempos sem manuseio e utilidade na sua estante e liberte-os.


P.S. A querida Cris Guimarães (do Eu, eu mesma e a outra) fez post e ainda divulgou a ação no blog Pequenos Leitores. Veja como seu filho pode participar, ou como você pode fazer uma criança feliz com um livro hoje. Afinal, “é de pequenino que se torce o pepino” – e se consolida o amor pelos livros.

 

Basta dizer ‘eu sou contra e quero uma mudança’ (Bob Geldof por @bibianamaia) #avidaquerNoSWU

Postado em Ação e Cidadania, Sustentabilidade no dia 26/10/2011

“O problema do individualismo é que só funcionamos juntos. Precisamos estar juntos para sobreviver, mas o ser humano ás vezes é fantástico e noutras estúpido.” Bob Geldof 

Os muito ligados na web ou na política não deixaram passar um movimento de mudança que começou em Nova York e vai ganhando adeptos e versões em outros locais desde seu início. As mobilizações começaram no dia 17/09/2011 e em 1º/10 o protesto mobilizou entre cinco a dez mil pessoas, numa onda de protestos semelhantes. Occupy Wall Street (‘Ocupe Wall Street’) começou como um movimento de protesto contra a influência empresarial na sociedade e no governo dos Estados Unidos e a impunidade dos responsáveis e beneficiários da crise financeira mundial. Parece utópico, não é mesmo? De certa forma é uma utopia, mas  é também uma forma de “aproveitar” a onda iniciada com a Primavera Árabe (os movimentos de países árabes pela democracia que marcaram o ano de 2011). Estes movimentos foram citados por Bob Gelfof em sua apresentação no último painel do Fórum Global de Sustentabilidade SWU 2011 e a jornalista e blogueira Bibiana Maia (do blog Semente que voa) reuniu no texto que publicamos abaixo parte das reflexões deste que é um dos pioneiros nos movimentos de ativismo social multimídia. Famoso por seu rock n’ roll e por ter idealizado o Live Aid e o Live 8, Bob Geldof foi uma das celebridades mais esperadas no Fórum Global de Sustentabilidade. No último dia de evento o músico começou sua palestra com um tom duro, para acordar que ainda não está preocupado com os impactos que estamos provocando no planeta.

“Nos tornamos distantes do ciclo que nos faz ser seres humanos.”

Geldof criticou o atual modelo de desenvolvimento que acredita em um crescimento econômico eterno. Esta idéia errada reforça o individualismo, algo que vai contra a nossa natureza. Segundo sua visão, as mudanças atualmente são encaradas de forma negativa, mas são características dos homens.

“A mudança faz parte da nossa ordem natural. Pensam que não mudamos, mas todos os dias ao acordar somos diferentes. Estas modificações podem ser boas ou ruins, isto depende do que requer a sociedade.”

Ele também criticou as táticas utilizadas quando a produção é maior do que a demanda. Tudo para evitar a perda de dinheiro, ao afirmar que “somos tão engenhosos que produzimos mais comida do que precisamos, mas pagamos impostos para armazenar e queimar estes alimentos enquanto existem 30 milhões de pessoas no mundo com fome.” O compositor acredita que o sistema atual reforça os problemas sociais ao invés de tentar solucioná-los. Precisamos levar a mudança às estruturas. “O que somos e o que podemos produzir não estão ligados com a fome e a educação, por exemplo. As estruturas políticas e sociais reforçam a fome. Para resolver esses problemas devemos buscar estas estruturas.” E, soco no estômago, Geldof não poupou ninguém ao afirmar que o que tornará nossa sociedade melhor são as ações políticas e não a caridade provocada pela culpa.

“A caridade é criticável. Diante do sofrimento o máximo que fazemos é colocar a mão no bolso. Se vinte pessoas doam é apenas bom, agora se um milhão doa estamos fazendo política”

Sobre o movimento Occupy Wall Street, Geldof defendeu o novo modelo de protestos. Em sua visão, não é necessário um programa, só precisa estar contra o que está estabelecido. “Esta é uma nova forma de democracia e protesto. Precisamos apenas dizer ‘eu sou contra e quero uma mudança’.” Bob Geldof deixou claro que nós é que precisamos efetuar esta mudança, e que as ferramentas da nossa sociedade não têm culpa dos problemas que causamos. E, finalizando, para deixar a todos nós com pulgas atrás da orelha:

“O dinheiro é um agente amoral. A questão é como você usa no bem comum.”

Voluntariado: o hobby que nos dá novos focos!

Postado em Ação e Cidadania no dia 27/09/2011

Há alguns dias eu participei de um debate numa faculdade e, defendendo o uso de blogs, Twitter, Facebook e do LinkedIn (rede social profissional), comentei que hoje podemos mostrar quem nós somos com mais facilidade. Aspectos da nossa vida que antes ficavam restritos ao mundo privado ganharam muita força na era do “Broadcast yourself” e agora nossos chefes podem acompanhar nossa opinião sobre a novela das nove e as reclamações que fazemos no trânsito por Twitter e saber por nossas fotos o quanto “aproveitamos” aquela festa na noite anterior.

Mas também se sabe muito sobre nossos outros lados bons. Na conversa com estudantes de Administração eu comentei que um trabalho voluntário, que no Brasil não tem muito valor no currículo, mas no exterior costuma ser um fator de desempate em alguns casos de disputa de vagas, pode e deve constar do perfil que divulgamos.

Sim, eu sei, na sociedade contemporânea as pessoas vivem cada vez mais ocupadas e se pararmos para pensar não há tempo para voluntariado. Mas se a agitação da modernidade nos leva a tantas atividades interessantes (tanto profissionais quanto educacionais), esta vida ocupada não precisa ser empecilho para que possamos nos dedicar a ações solidárias, sendo voluntário em alguma atividade, doando nosso tempo ou nosso conhecimento acumulado.

“Ser voluntário é doar seu tempo, trabalho e talento para causas de interesse social e comunitário sem esperar nada em troca e, com isso melhorar a qualidade de vida da sociedade.”

Aprendi a ser voluntária muito cedo. Aos 8 anos fui convidada para apoiar ações da Cruz Vermelha Internacional na pequena cidade onde morava no interior do Paraná e desde então sempre me envolvo em algum “pro bono”. Mas esta realidade não é comum. Segundo li, o número de brasileiros que exercem alguma atividade voluntária ainda é muito pequeno, cerca de 8% da população total, contra 40% da população americana que faz trabalho voluntário.  Tenho a impressão de que as pessoas não sabem como, onde ou o quanto podem ajudar.

Existem diversas formas e oportunidades de ser um voluntário: doar seu tempo ou conhecimento em questões ambientais, culturais, filosóficas, educacionais e de segurança. Você também pode doar sangue, ler para alguém, coletar livros, brinquedos, alimentos e lixo reciclável, prestar serviço em alguma instituição (infantil, asilo, hospital etc.).

E se você não encontrou ainda motivação, uma dica: no LinkedIn, rede social da qual falei antes, há uma nova seção chamada de ”Trabalhos voluntários e causas” que permite que o usuário cite as causas que apoia, como alívio à pobreza, ciência e tecnologia, crianças, educação e meio ambiente, entre outros.

“Milhões de profissionais doam seu tempo em trabalhos voluntários que causam impacto na vida de outras pessoas. Acontece que o voluntariado é tão bom para sua carreira como para as pessoas que você ajuda”.

P.S. Quem é voluntário por razões altruístas vive mais, sabia? Li aqui.

Faltam motivos para você se cadastrar como doador de medula? Conheça o @joaobombeirinho #doemedula

Postado em Ação e Cidadania, Saúde e Bem Estar no dia 23/06/2011

“Seja o amigo oculto de alguém por toda a vida”
#doemedula

"Conhecido pelo sonho de ser bombeiro e por ter sido destaque em telejornais nacionais, João Daniel tem leucemia e já passou por 11 cirurgias e tratamentos de quimioterapia."

Você certamente já ouviu falar de famílias que lutam bravamente para encontrar doadores de medula compatíveis. Eu já contei que quando eu estava para casar uma família nordestina foi apoiada por meus pais na fase de transplante de seu filho. Naquele caso o irmão era um doador compatível, mas nem todos os casos são resolvidos assim, como num romance. Quando moramos no Japão, em 1999, Gui substituiu na JB Communication uma moça boliviana que descobrira a leucemia junto com uma gravidez. O caso dela era muito delicado porque ela decidiu manter a gestação (e a filha nasceu bem, poucos meses antes do Enzo), além de ter um agravante: como mestiça (de hispânico e japonês) seu perfil biológico fugia do padrão japonês. Desde aquela época eu digo vou me tornar doadora de medula porque meu tipo (mestiça de japonês e alemão, com um pouco também de ancestralidade portuguesa) pode ser um destes raros de se achar. Mas, a vida é ocupada e a gente pode até desejar doar, mas vai deixando para amanhã, para semana que vem, para o outro mês, quando tiver mais tempo.

Bem, os pacientes que precisam da doação não têm tempo. Como no caso do menino que é o atual símbolo da luta contra leucemia nas redes sociais, o ‎@joaobombeirinho, cada dia é um novo dia de vida, mas também um a menos na busca por um doador em tempo de salvar a vida de quem precisa do transplante de medula.

Nem sempre ganhamos estas lutas. Outra família, a do menino catarinense Cauã, que teve sua história amplamente veiculada e ampliou muito o banco de doadores em Florianópolis onde vivia, não encontrou um doador compatível em tempo. E vendo histórias como a destes dois meninos eu sinto mais força para finalmente vencer a inércia, preencher o cadastro e ir ao local indicado para deixar uma amostra de sangue, permitindo que meu perfil biológico amplie a rede de doadores de medula no mundo.

Se você também gostaria de se cadastrar para ser doador de medula óssea e mora em São Paulo, A RMA Comunicação fará um mutirão em parceria com a AMEO (Associação da Medula Óssea) para coleta de sangue no próximo dia 28/06, das 13h às 17h, na sua sede em Pinheiros (Rua Cunha Gago, 700), buscando ampliar o cadastro do banco de doadores de medula óssea.

Que tal dar uma fugidinha do trabalho na hora do almoço, passar por lá com esta ficha preenchida e deixar algumas gotinhas do seu sangue? E se você não é de São Paulo mas gostaria de participar, faça o mesmo: reuna um grupo no seu trabalho, escola, faculdade, condomínio e promova um mutirão de doações também!

Luthier encontra no lixo materiais para mostrar seu amor à música

Postado em Ação e Cidadania, Música no dia 21/06/2011

Quando passa por um terreno abandonado com sofás e guarda-roupas jogados em meio ao lixo, o que você vê? O abandono da cidade, a falta de cuidado da prefeitura, o descaso dos cidadãos… pois este luthier de 20 anos da periferia de São Paulo vê insumos para produzir instrumentos musicais.

Ao ver a reportagem de Vanessa Correa (com versão em vídeo, que incorporo abaixo) me emocionei com este jovem que descobriu em 2009 o universo da luteria (arte de “construir” instrumentos musicais) e que busca no lixo a madeira para montar seus próprios instrumentos.

O tampo desse violão clássico é de abeto, uma madeira da Europa parecida com o pinho. Veio de uma caixa de bacalhau da Noruega que eu peguei no Mercadão“, conta, com simplicidade, David Rocha, que já construiu com materiais como estes “um alaúde, um cavaquinho, um bandolim, uma rabeca e um violão barroco“.

O mais curioso é ver de onde isso surgiu!

Ele conta que sempre gostou de música e ainda criança assistia pela televisão aos concertos da Sala São Paulo (viva os canais como TV Cultura e outros que têm estes programas na grade!) e aos 16 aprendeu a tocar em uma igreja evangélica. Como queria um violino (instrumento pouco acessível, como bem sei, pois minhas duas irmãs estudaram violino e nem para meus pais foi fácil comprar um bom violino, que dirá dois), David decidiu montar um usando a madeira de móveis descartados. Achei lindo ouvir, no vídeo, ele contando que cheira a madeira para sentir se ela serve! Que alma sensível!

David cursa o último ano do ensino médio e hoje é monitor da oficina de luteria durante a tarde, trabalho pelo qual recebe uma bolsa de R$ 450 da Fundação Tide Setúbal (@TideSetubal no Twitter), que promove o curso no Galpão de Cultura e Cidadania de São Miguel Paulista.

Para além da história do jovem luthier (cujos instrumentos ainda não são considerados violinos de fato, constam como rabeca popular), chamo atenção para o valor de trabalhos sociais em todas as comunidades, carentes ou não, e do papel que cada um de nós tem na promoção humana. Um jovem como este poderia não evoluir em sua habilidade musical, tampouco aprender este ofício para o qual parece ser tão naturalmente qualificado e, pior, deixaria de ser um “inspirador” para que outros jovens descubram uma vida que vê mais ao seu redor, que busca qualificar para ter qualidade.

Creio que trabalhos como este – há três décadas, em trabalho com o Corpo Municipal de Voluntário de São Paulo, Tide Setubal expressou a importância de despertar a consciência de que cada cidadão é responsável pela sua comunidade – nos mostra que o trabalho integrado de todas as instituições e recursos é capaz de criar condições para o despertar de toda a população.

Se desejamos mudar a realidade, além de debater leis e nos unirmos em manifestações por direitos, urge que consigamos nos mobilizar como grupo, unindo diferentes atores, colocando as demandas que nos parecem importantes em discussões transparentes e concretas que desencadeiem de fato mudanças no caminho do desenvolvimento local sustentável.

E pensar que se a gente apoiar podem surgir muitos talentos como este. Não dá vontade de arregaçar as mangas e começar a participar mais da comunidade já?

P.S. Sobre a madeira e a luteria: a reporter contava que “o interesse de David por materiais reciclados pode se tornar uma vantagem, já que o ofício sofre com a falta de madeira nacional disponível”. Acontece que a maioria dos bons violões é feita com jacarandá-da-bahia, madeira que tem o corte proibido, ou de mogno, madeira difícil de ser encontrada.

P.S. Obrigada @deborahdubner por compartilhar!

Virou.gr é uma ação do bem. Apoie!

Postado em Ação e Cidadania, Conversas de Cozinha no dia 16/06/2011

Virou.gr, o encurtador de url do bem

Para quem usa encurtador de url na web: virou.gr é uma ação do bem. E estamos virando as 5 primeiras toneladas de doação de alimentos.

;-)

“O virou.gr é um encurtador de URLs com uma funcionalidade a mais: além de diminuir seus links, ele também ajuda a diminuir a fome.

Para ajudar, você não precisa ter conta em banco e nem preencher nada. É só encurtar qualquer URL que a mágica acontece:cada caractere vira 1g de alimento que o Carrefour vai doar para a Cruz Vermelha Brasileira, a instituição beneficiada pelo projeto. E o bom é que você ajuda sem ter custo nenhum. Bem rápido e simples, não é? Então encurte, doe e divulgue.

E para onde vão as doações?

“Os 10 milhões de caracteres transformados em gramas, quilos, toneladas de alimentos através do virou.gr, serão doados pelo Carrefour para a Cruz Vermelha Brasileira, sociedade civil filantrópica e sem fins lucrativos que, por meio de suas filiais espalhadas em todo o país, contribui na arrecadação de alimentos, melhoria de saúde e prevenção de doenças.”

Para saber mais sobre a instituição, seus projetos ou até mesmo como fazer outros tipos de doação, clique aqui.

P.S. Estou apoiando e faço parte dos blogueiros voluntários que apadrinham a causa. Comigo estão também @inagaki, @fepineda, @fabiorex, @papodehomem. Quer apoiar também? Basta começar a usar o agregador (aqui) e contar para seus amigos!

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