Brinquedo + cinema + game + TV é a estratégia para conquistar crianças de 6-12 anos e seus pais

Postado em Carreira e dinheiro no dia 18/01/2010 |

Postei sobre jogos de tabuleiro que aumentam o Q.I. e depois lembrei de uma entrevista interessante que eu li (em 22/12/2009 no Valor Econômico) com Brian Goldner, diretor-presidente da Hasbro.

A empresa não dorme no ponto, tampouco o faz Goldner, que já esteve à frente da japonesa Bandai. Para conquistar crianças que têm gastado cada vez mais tempo com I-pods e videogames, a Hasbro está licenciando brinquedos para cineastas e criando programas de TV a cabo inspirados em suas personagens.

Claro que você já tinha visto isso, mas talvez, como eu, nem tenha parado para pensar a sério sobre o assunto. Transformers era um brinquedo da década de 1980 e se tornou um sucesso de bilheteria que gerou receita de mais de um bilhão de dólares em brinquedos desde 2007.

Espera-se que G.I.Joe: A origem de Cobra siga o mesmo caminho. Quem tem mais de vinte anos lembra destes bonequinhos… meu cunhado ainda tem a coleção (praticamente sem uso) e eu vejo em casa que um colecionador vai no mesmo caminho. Enzo não brinca com os Hot Wheels (da Mattel, concorrente direta da Hasbro e que também tem produções com seus personagens como o Max Steel), mas sabe todos os detalhes das duas centenas de modelos de carrinhos tunados que tem.

A novidade que me chamou atenção na entrevista (concedida a Willa Plank e Joseph Pereira, do The Wall Street Journal) é que a Hasbro agora tem uma parceria com o canal Discovery. Goldner conta que “outros canais voltados para jovens parecem focados demais em adolescentes. Achamos que há uma grande oportunidade na faixa de 6 a 12 anos e em seus pais. E temos muitas marcas que pretendemos usar. (…) É certo que você poderá assistir a programas do My Little Pony e dos brinquedos Tonka, mas uma parte significativa da programação terá novas ideias. O canal deve ser lançado (nos EUA) no segundo semestre de 2010.”

Quem está neste grupo, pensando em formas de conquistar nossos filhos? Bob Orci e Alex Kurtzman (roteiristas de Transformers e Star Trek – o futuro começa e de Fringe), Lauren Faust (de Meninas Superpoderosas e Mansão Foster para amigos imaginários), em trabalho que terá também a Overbrook, produtora de Will Smith e James Lassiter. Em resumo, não tem como escapar! O lado bom é que a empresa vê o Brasil com bons olhos. “É uma população muito jovem e já predisposta a gostar de brinquedos e jogos”, e aí, quem sabe, surjam também empregos para muitos dos meninos e meninas que eles vão encantar com a parceria jogos e mídia nos próximos anos?

P.S. Não achei a versão online da entrevista, mas, atendendo a uma leitora, deixo aqui a imagem da versão impressa. Basta clicar sobre ela para ir para a imagem em tamanho grande. ;)

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Sam @samegui Shiraishi

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Mãe, jornalista e blogueira no @avidaquer, hub multiplicador de cultura e conhecimento. Paranaense de alma nipônica morando na Mooca, apaixonada por gente.


6 Responses to “Brinquedo + cinema + game + TV é a estratégia para conquistar crianças de 6-12 anos e seus pais”

  1. Leia no blog: Brinquedo + cinema + game + TV é a estratégia para conquistar crianças de 6-12 anos e seus pais http://tinyurl.com/ykyzokq

  2. Roger Yabiku says:

    RT @samegui: Brinquedo + cinema + game + TV é a estratégia para conquistar crianças de 6-12 anos e seus pais http://tinyurl.com/ykyzokq

  3. Simone says:

    Bom bom, voltei. rs Só faltou o link da entrevista. Ok que posso buscar no google, tentar, mas fica a sugestão.

    Obrigada pela explicação da @Twitess. E, continue falando sobre jogos. Além de divertidos penso também no meu sobrinho.

    Sam Shiraishi Reply:

    @Simone, o Valor Econômico não libera todo conteúdo online. Eu sou assinante da versão impressa do jornal, por isso li. ;)

  4. jair says:

    interessante tudo isso, ainda que as ações do mercado voltado para o público infantil seja um terreno muito delicado.

    Sam Shiraishi Reply:

    @jair, eu acabo acompanhando este mercado por força do meu trabalho e cada vez mais o caminho é sensibilizar os pais para chegar ao consumidor infantil. Exemplo: do “use ortopé pra proteger o seu pézinho” passamos a uma abordagem com pais se liberando do terno e gravata e pisando no chão descalços como crianças. ;)

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