Brincar de pirata?
Antes da pirataria, devo avisar: andei sumida, é verdade. Senti falta? Claro! Mas foi por boa causa: feriadão, minha mãe, minha irmã e meu cunhado me visitaram e eu prometi às crianças que não ia trabalhar. Para eles, se eu ligo o computador é trabalho, então, fiquei “de castigo”, mas foi bom me desligar do mundo virtual um pouco. Contabilizei e percebi que devo ficar on line, realmente em frente ao computador, uma média de 10 horas por dia. Achei um exagero. Quando eu falo para Giorgio se desligar do Discovery Kids ele me fala: mas e você, vai ficar liberada do seu computador? E ele tem razão! Uma mãe “addicted to tecnology” é um exemplo - péssimo - para uma criança.
Não fiquei de todo off line, pois a matéria da revista semanal era sobre nativos ou imigrantes virtuais e acabei lendo sobre tecnologia. Inclusive, para os blogueiros que me visitam, posso contar: o teste fala apenas de crianças nascidas na era da internet ou que migraram para ela, mas nos sentimos parte do 4400 ou Heroes, meio fora daquele padrão apresentado. Ao ver as questões do teste, me perguntei: “nossa, será que pulei algumas gerações? Sou uma nativa com certeza!” Repercuti o tema, reforçando o post do e-mail das crianças hoje no Blog do Desabafo de Mãe, falando sobre um Guia de segurança online para pais: idades e estágios que encontrei em uma comunidade do orkut e postei no um blog do Enzo. Para quem se interessa, o Instituto WCF-Brasil (Childhood Brasil) lançou recentemente a cartilha Navegar com Segurança, que orienta os pais sobre como proteger os filhos nas relações virtuais. É possível baixar a cartilha pela internet em pdf clicando aqui.
Mas e a brincadeira de pirata? É aquela do comercial da NET, em que o menino pergunta: “Pai, pirata é legal?” Contei lá o que os meninos fizeram quando expliquei o que é pirata, mas aproveito para tocar no tema aqui: ainda acho que precisamos evoluir para a pirataria ser resolvida. É mais uma questão de mentalidade do que de outra coisa. Parar de consumir pirataria é pensar: um trabalho dá renda que consome que cria emprego que dá renda que consome, etc. Enfim, a cadeia produtiva nos pega em algum ponto, de forma positiva ou negativa, como uma cadeia alimentar. Se você tira o ganha-pão de alguns e os impostos de outros, em algum ponto isto pode influenciar sua vida produtiva e sua renda. Um barato que sai caro se consideramos que como sociedade estamos interligados. Sábado acompanhei minha irmã à rua 25 de Março, famoso centro de compras de bugigangas e utilidades de São Paulo e tive a impressão de que a quantidade de ambulantes vendendo produtos piratas aumentou. Estou reflexionando sobre o tema desde que li dois textos que recomendo: A pirataria, sua importância e como combater e crianças fazem download ilegal porque ‘”todo mundo faz”. E vocês, o que pensam a respeito?