Brasileiros surfando menos no trabalho
Postado em from posterous no dia 08/10/2008 |
Desde cedo estou com algumas notícias abertas em abas aqui no navegador e pensando nelas. Segundo a repórter do IDG Now! Lygia de Luca, os brasileiros passam 51 minutos por dia em sites pessoais no trabalho.
Os funcionários de empresas brasileiras passam em média 51 minutos por dia navegando em sites não relacionados a trabalho, segundo o estudo Web@Work 2008, divulgado pela Websense. O tempo médio gasto em sites de uso pessoal caiu 28,2% em relação a 2007.
Os responsáveis pelo estudo atribuem três razões principais ao fenômeno: as empresas estão mais conscientes e pararam de tentar barrar o tráfego pessoal, o que gerou uma resposta positiva dos funcionários; os usuários estão mais maduros e usam menos sites pessoais; ou as empresas estão aplicando filtros mais severos.
Acredito que o hype de redes sociais vai entrar em declínio e passaremos a acessá-las com alguma finalidade. Não é mais, como disse Murilo Benício, aquele lugar onde vamos para encontrar gente do passado. Orkut é para trabalhar. E para a empresa, sinceramente, acredito que manter uma network (e o meio mais fácil ainda é o digital) ajuda muito na execução dos trabalhos e na relevância do pessoal.
Mas, como disseram as meninas do Imezzo (e vou citar mais de uma vez), esta nova mídia veio para ficar. Este foi um dos temas do Digital Age 2.0, evento do qual participei na semana passada e que pretendia debater o futuro dos negócios tendo a Internet como plataforma de relacionamento – sobre o qual eu reflexionei num post do blog da Coworkers. Marcelo Coutinho, do Ibope e do IDG Now!, escreveu sobre o painel que moderou no evento, num texto que fala da – já batida, mas importante – inclusão digital da classe C. Em A nova cyberperiferia ele vaticina: o atendente de telemarketing virou canal de distribuição e embasa sua idéia, claro, em números. Para quem se interessa e quer conhecer o mercado, vale ler o texto inteiro aqui.
O extraordinário crescimento do uso das tecnologias digitais pelas classes populares no Brasil vai obrigar as empresas envolvidas em toda a cadeia da comunicação a repensarem as ameaças e oportunidades de negócios nos próximos anos.
(…) Quando observamos os dados do Comitê Gestor, verificamos que as classes populares apresentam um uso menos variado da Internet do que as camadas mais ricas, exceto em 2 aspectos: comunidades sociais e games. De acordo com Osvaldo Barbosa, da Microsoft, elas também utilizam menos comunicadores instantâneos como o MSN Messenger, mas ainda assim sua taxa de utilização é elevada: 60%.
Não tenho conclusões, embora a vontade seja de dizer que a inclusão digital é ótima e que, embora alguns – que me lembram personagens da nobreza caída da Revolução Francesa – digam que a inclusão de novas camadas na internet vai nivelar por baixo (juro que ouvi isso várias vezes neste ano), acredito que vai ampliar o leque de opções para todos. E viva o livre-arbítrio que nos permitirá escolher onde e com quem surfar!
P.S. Já que falei em navegador, me adaptei ao Google Chrome, esqueci do Firefox, quem acredita! Como dizia uma matéria, Ame-o ou deixe-o. Eu estou comprometida com o Chrome, nunca mais perdi coisas porque travou o navegador!
Sam @samegui Shiraishi
Mãe, jornalista e blogueira no @avidaquer, hub multiplicador de cultura e conhecimento. Paranaense de alma nipônica morando na Mooca, apaixonada por gente.




Veja só que coisa: a empresa em que trabalho parece que anda pra trás quando se trata de internet.
Lá tinha um monte de coisas que eram bloquadas – blogs, inclusive. Agora que estou de licença-maternidade, alguns colegas me contaram que bloquearam tudo! Só pode acessar site de banco – pra evitar que os funcionários saiam durante o trabalho pra ir ao banco…
Lá, eles acham que proibição funciona melhor do que conscientização e do que uma boa gestão. Agüente um povo tão retrógrado…