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Born into brothels

Sempre queremos oferecer o melhor para nossos filhos. Hoje mesmo, no blog do Desabafo de Mãe, eu indiquei algumas obras de referência (dicionários e enciclopédias temáticas) para os que estão se alfabetizando como Giorgio ou são leitores compulsivos como Enzo.
No entanto, tudo isto me parece pequeno quando nos deparamos com a dura realidade que alguns menores enfrentam, aqui, na Ásia, não importa. Criança sempre toca o coração humano. Ciente disto, eu tinha um misto de curiosidade e de receio sobre o filme Nascidos em Bordéis.
Eu já sabia que o filme narrava a vida de crianças nascidas e pasmem criadas em bordéis de Calcutá e que ganhara o prêmio do público de melhor documentário no Festival de Filmes Sundance e também o Oscar de Melhor Documentário de Longa-Metragem em 2005, numa disputa com Super Size Me - A Dieta do Palhaço. Ainda assim, o tema me dava arrepios, achei que ia chorar como uma grávida em comercial de margarina (sim, eu chorava assim, por isso posso falar) e fui evitando. Mas passou no GNT e uma das maravilhas da TV a cabo é nos trazer o mundo que não iríamos buscar voluntariamente. Mas como vêm no pacote e a gente já está pagando, não custa olhar, não é? Estou sendo sarcástica com minha vidinha burguesa, mas é verdade.
Nascidos em Bordéis (Born Into Brothels) me surpreendeu. Primeiro, não chorei, mesmo tendo sentido muito pela triste sina das mães, pais (sim, acredita que as famílias moram no quartinho do bordel onde a mãe trabalha?) e as crianças. Gui comentou o que todo mundo deve ter pensado: o enriquecimento da Índia deixa de lados os menos favorecidos e numa proporção muito pior do que a da nossa desigualdade. Creio que seja a fé deles, a crença nas castas como forma de manifestação da lei cármica, e do outro lado nossa beneficência cristã que mudam o paradigma.
O que os documentaristas Zana Briski e Ross Kauffman mostram é que individualmente há esperanças. Tia Zana, que mora há anos no bairro da Luz Vermelha (onde estão os bórdeis), decide dar aulas de fotografia para as crianças. Dá-lhes câmeras simples e pede para elas fazerem retratos de tudo que lhes chamam a atenção, conseguindo resultados inusitados e emocionantes. Passeios ao zoológico e à praia são entremeados de cenas da luta da tia Zana para conseguir internatos que aceitem as crianças para dar-lhes uma oportunidade de vida. Um belo trabalho que nos dá vontade de sair da inércia e também mudar um pouquinho o mundo à nossa volta!
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Quem tem mais ou menos da minha idade teve a adolescência marcada por alguns programas de TV e no twitter hoje cedo eu confirmei sem querer, o quanto eles foram universais.
7 Responses to “Born into brothels”
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Simone
Says:
October 24th, 2007 at 12:25 am
obrigada pela dica do blog presente do futuro, fiz um comentário lá tbém.
beijos,
Si
gisele (alemanha)
Says:
October 24th, 2007 at 1:02 am
Beijos,
Gi
Meu Google Reader - 16/10 - 24/10 | 30 & Alguns
Says:
October 24th, 2007 at 3:23 pm
Meu Google Reader - 16/10 - 24/10 | 30 & Alguns
Says:
October 24th, 2007 at 3:23 pm
Lu
Says:
October 24th, 2007 at 7:55 pm
Parabéns pela postagem, muito boa!
Beijos
Lu, eu realmente gostei muito do filme… se eu tivesse contato com adolescentes creio que eu tb comentaria este e outros filmes (como o Hotel Ruanda, do qual falei há alguns dias).
Beijos e parabéns por sua postura como docente.
Kaká
Says:
October 27th, 2007 at 10:13 pm
Vou procurar prá ver se acho o documentário por aqui!
Beijos!
Lucia Freitas
Says:
October 30th, 2007 at 7:20 am