Porque beijar faz bem à saúde! A história e estudos sobre o beijo #diadobeijo

Postado em Comportamento no dia 12/06/2009 |

Roy Lichtenstein, The Kiss, 1962.

Roy Lichtenstein, The Kiss, 1962.

Pode ser no pescoço, na boca ou no rosto como este do quadro de Roy Lichenstein. O fato é que dia dos namorados tem que ter beijo.

Li vários estudos sobre a importância do beijo, selecionados numa matéria de Tamara de Anda na revista Seleções deste mês e trago aos leitores não minha opinião, mas os links para que conheçam os livros e estudos e vejam como parece inevitável concordar com boa parte dos argumentos dos defensores do beijo apaixonado como um elixir da vida.

Permito-me citar um trecho que comprova cientificamente o que digo:

“Dos 12 pares de nervos cranianos que temos, cinco são estimulados quando beijamos, enviando mensagens dos lábios, da língua e do nariz ao cérebro, que processa todos os movimentos que acontecem”, diz o Dr. Amaury Mendes Junior, pós-graduado em Sexologia pela Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana. Trinta e quatro músculos funcionam ao mesmo tempo e há liberação de oxitocina. “Também conhecida como ‘hormônio da união’, o nível de oxitocina aumenta depois do beijo”, acrescenta.

E o beijo também nos oferece intuição biológica. Um estudo publicado em 2007 e liderado pelo psicólogo Gordon Gallup mostra que beijar é uma maneira de trocar, de forma subconsciente e por meio dos sentidos, informações importantes sobre a pessoa à nossa frente para saber se ela é ou não o par ideal.

(Essa “intuição biológica” pode ter falhado a Uma Thurman no casamento com Ethan Hawke, mas a personagem dela que contracena com ele no filme Gattaca estava certa ao usar o DNA do beijo na boca para ver se ele seria um bom parceiro. E por falar no “feiinho” do Ethan, o que dizer dos beijos de Before Sunrise? Eles garantiram Before Sunset!)

Gallup também concluiu que o beijo é mais importante para a mulher. Nós usamos a compatibilidade do beijo para concluir se o outro pode ser um parceiro em potencial e depois para manter a intimidade da relação (a longo prazo), enquanto eles consideram através do beijo a probabilidade (e proximidade) da relação sexual.

O beijo Gustav Klimt

O beijo, de Gustav Klimt.

Seja como for, “o beijo é íntimo, é pessoal, é tradutor de sentimentos e precursor de sensações. Tudo começa com um beijo. O primeiro beijo dos nossos pais nos traz à vida”, defende Julie Enfield, autora de dois livros sobre o beijo: A história íntima do beijo (citado na matéria) e A história social do beijo. Neste último a autora faz um passeio desde os tempos pré-históricos citando beijos que mais marcaram as artes plásticas, a literatura, o cinema e a fotografia.

E se você quer se aprimorar, uma dica é o Dossiê do beijo, de Pedro Paulo Carneiro.  O autor conta que pesquisou muito para seu dossiê e indica 484 formas de beijar. Ele afirma que fez mais de 16 mil entrevistas (no Brasil e exterior) para classificar os beijos discriminando-os de acordo com a pressão, a respiração, a salivação, a posição da língua, a profundidade e o gestual. Na minha opinião, sistematizar o beijo boa parte do clima, mas o autor oferece até dicas para beijar melhor. Enfim, tem público para tudo!

O resumo é: o objetivo de um bom beijo é a produção da serotonina, um neurotransmissor de prazer. Precisa motivo melhor para beijar?

O no Hotel de Ville, por Robert Doisneau. A foto mostra Françoise Bornet e Jacques Carteaud em 1950.

O beijo no Hotel de Ville, por Robert Doisneau. A foto mostra Françoise Bornet e Jacques Carteaud em 1950.

P.S. Você sabe como surgiu o hábito de beijar? Segundo li, “as primeiras evidências da existência da prática do beijo datam de 1500 a.C. e estão nos templos de Khajuraho, na Índia, em imagens de casais se beijando. No entanto o cientista Charles Darwin, em sua teoria da evolução das espécies, afirma que a origem dessa carícia é mais antiga: trata-se de uma sofisticação das mordidas que os macacos trocavam em seus rituais pré-sexuais”.

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Sam @samegui Shiraishi

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Mãe, jornalista e blogueira no @avidaquer, hub multiplicador de cultura e conhecimento. Paranaense de alma nipônica morando na Mooca, apaixonada por gente.


11 Responses to “Porque beijar faz bem à saúde! A história e estudos sobre o beijo #diadobeijo”

  1. celina says:

    Beijar é uma delícia! Há quanto tempo nao encontro ninguém pra beijar!!! snif Mas também nao procuro.

    Beijo, Sam, no rosto também é bom. rs

  2. No #nodiadobeijo um post que diz porque beijar muito – e sempre – faz bem para saúde http://bit.ly/gsyrPj

  3. RT @samegui: No #nodiadobeijo um post que diz porque beijar muito – e sempre – faz bem para saúde http://bit.ly/gsyrPj

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  5. “O beijo é íntimo, pessoal, tradutor de sentimentos e precursor de sensações. Tudo começa com um beijo.” #diadobeijo http://bit.ly/gsyrPj

  6. Paulo Carmo says:

    RT @samegui: No #nodiadobeijo um post que diz porque beijar muito – e sempre – faz bem para saúde http://bit.ly/gsyrPj

  7. RT @samegui: “O beijo é íntimo, pessoal, tradutor de sentimentos e precursor de sensações. Tudo começa com um beijo…. http://bit.ly/gsyrPj

  8. No #diadobeijo um post que diz porque beijar muito – e sempre – faz bem para saúde http://bit.ly/gsyrPj via @samegui

  9. O objetivo de um bom beijo é a produção da serotonina, neurotransmissor de prazer. Precisa motivo melhor para beijar? http://bit.ly/gsyrPj

  10. Hummmm…saquei!! RT @samegui: O objetivo de um bom beijo é a produção da serotonina, neurotransmissor de prazer. http://bit.ly/gsyrPj

  11. “@samegui:O objetivo d um bom beijo é a produção d serotonina,neurotransmissor d prazer.Precisa motivo melhor p/beijar?http://t.co/TMgA19s”

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