Baby friendly
Uma amiga me contou que ficou chateada porque a filhinha, de quase 2 anos, foi tratada com muita frieza e indelicadeza na academia de ginástica que ela freqüenta – e que tem aquele espaço com brinquedos, por isso a filha a acompanha com relativa freqüência. Ela reclamava que tanto algumas adolescentes quanto uma moça que estavam nos sofás da sala de descanso (ou recepção) da academia ficaram criando clima para a menina sair de perto, demonstrando o incômodo – e a antipatia – pela bebê.
Bom, eu vou arriscar ser antipática: acho que as pessoas não têm obrigação de gostar de crianças e muito menos de gostar dos filhos da gente. Aliás, aceitar que nem todo mundo se apaixona pelos filhos da gente é uma das tarefas mais duras do começo da maternidade! Enfim, acho que academia não é lugar para criança, embora seja permitido, mas tenha um “lugar próprio” na academia para eles brincarem. Eu só “cobro” esta simpatia e cordialidade com os meus filhos nos ambientes que são “baby/kid friendly”, que aceitam crianças. Naqueles que não aceitam, a invasora, a indelicada e sem noção sou eu.
Quando os levo em eventos de literatura não-infantil, por exemplo, vou ciente que pode ser uma bomba, pode ser chato para eles e terei que sair para não começarem a brincar para se distrair ou me retirar porque as pessoas usam termos chulos ou falam de temas que acho desaconselhável. Mas eu não reclamo a ninguém, porque assumi o risco de levar os meninos num evento que não esperava receber uma audiência da faixa etária deles.
Mesmo eu, que sou mãe, não consigo ser totalmente simpática quando as pessoas levam bebês e crianças pequenas em lugares onde eu acho que não devo levar nem meus filhos, porque muitas vezes vou para trabalhar ou simplesmente quero relaxar e não pensar em ser mãe. Por outro lado, o desabafo dela me fez pensar numa conversa rápida que tive entre um bloco e outro do encontro de sábado passado (no Gafanhoto) com o Manoel Fernandes (que ainda me relaciona, como quase todo mundo, aos temas do Desabafo de Mãe) sobre lugares que são baby friendly em São Paulo. Ele me disse que tem pensado muito no assunto porque nem sempre encontra onde ir com os filhos de 2 e 5 anos (eu entendo e admito que me sinto mais livre agora que os meus chegaram na segunda infância). Não alongamos a conversa, mas creio que ele estivesse buscando aquele lugar que os pais podem ir e também aceita crianças, como o Bar Mooca, onde chegamos para o chope e os meninos ganham revistinhas de pintura e gizes de cera para passar o tempo.
Vale fazer uma listinha e trocar entre amigos para poupar o tempo da gente e aproveitar melhor do que a cidade tem de bom!
P.S. Estou aqui perguntando para a Evellyn, no msn, se é baby friendly mesmo, mas nenhuma de nós tem certeza do termo mais usual. Corrijam se souberem de um mais adequado, tá?








Friday, Fri Apr 2008
Sá,
Só pra esclarecer, já que você tocou no assunto: a academia é freqüentada pela Yumi porque ela também faz atividades lá (aula de natação e psicomotricidade, do programa Cia. Baby). Ela é aluna e paga a academia como todos os demais – e tem o mesmo direito de usar o espaço como as outras pessoas.
E o espaço onde ela estava é destinado a todos os alunos, sempre há crianças por lá, maiores ou menores que ela. Tem também o “child care”, que é o local para deixar as crianças brincando, com as monitoras, enquanto os pais fazem suas atividades. Mas nós estávamos lá apenas esperando a aula da Yumi começar – não fui eu que fui treinar, foi ela.
Eu, como você, evito freqüentar locais que não sejam adequados a crianças – ainda mais na faixa etária dela. Realmente, é chato incomodar as outras pessoas em ambientes que não são adequados às crianças – e é um passeio chato pra elas também, que ficam sendo podadas o tempo todo.
Eu também não acho que todos devam simpatizar com crianças, não foi isso o que eu quis destacar. O que eu acho é que as pessoas têm sim que ser educadas umas com as outras. Se não, onde é que vamos parar?
Saturday, Sat Apr 2008
ótima reflexão! tenho filhinha de 2 anos e recentemente optei por dispensar a babá e cuidar dela enquanto toco meus trabalhos do escritório em casa. eventualmente ela me acompanha em almoços mais informais e 80% do tempo se comporta bem.
na frança é muito comum as mães levarem seus filhos pequenos, até uns 4 anos, junto em seus compromissos de trabalho, e isso é visto com naturalidade e compreensão.
levo minha filha em eventos tbém como vc faz e a gente sabe quando ‘temos’ que ir embora, porque o que faz as pessoas se incomodarem é choradeira, birra e agitação excessiva, se a criança está na dela, sem atrapalhar ninguém, ocupando o espaçø dela e alguém se incomoda pela presença, sinceramente eu nem me dou o trabalho….ignoro numa boa.
quanto a lugares que recebem bem os pequenos
minha dica é o America.
acho que tudo tbem vai do bom-senso dos pais, porque se a luisa está agitada nem pensamos ir pra um restaurante mais quietinho…. agora tbem depende do bom senso das pessoas que precisam saber conviver umas com as outras.
Saturday, Sat Apr 2008
Oi Sam!
Não temos filhos ainda, mas me arrisco a indicar um lugar que adoro em Sampa e, até onde me lembro, eles tem monitores para entreter as crianças.
É o Chácara Santa Cecília – em Pinheiros, que é restaurante (com uma comida deliciosa), bar e danceteria. Parece que o esquema dos monitores é para o restaurante, durante o dia.
O Chácara éra uma chácara de verdade antigamente e preserva até hoje parte da vegetação. Eles ainda fizeram pequenas trilhas onde encontramos algumas galinhas da angola soltas, circulando por lá. No pequeno lago, além de algumas carpas, tem também algumas tartarugas que devem ter a idade da propriedade.
Gostamos tanto de lá, que quase sempre que estamos em sampa, marcamos lá nossos encontros com os amigos … será uma ótima oportunidade para nos conhecermos pessoalmente
bjs