Babá eletrônica
Acabei de assistir um programa inglês sobre a TV. O canal GNT tem varios programas britânicos nos quais as pessoas aceitam ter sua intimidade em casa revirada por um “especialista” durante algumas semanas e, mesmo achando que são estranhos, divirto-me e aprendo muita coisa, como no caso do You are what you eat. Além do mais, é lazer, precisa ser leve.O programa de hoje discutia a TV em família:
TV é uma boa babá eletrônica?
O que acontece com o comportamento de crianças de 7 a 8 anos de idade de uma mesma turma escolar quando ficam por um período de duas semanas sem as tvs, os computadores e os videogames? Você vai ver o resultado desta experiência, conduzida por especialistas, neste documentário da BBC.
A surpresa, e vou estragar o prazer de quem quiser ver o programa na reprise domingo, às 7h30, é que ficar sem TV não fez diferença para as crianças na escola (só uma apresentou uma melhoria significativa, notável), mas fez uma imensa diferença na família. Sim, todos ficaram sem TV e um pai que (escondido) via o jogo de futebol no computador me fez pensar sem como seria esta proibição aqui em casa!
Mas será que precisamos ficar totalmente sem TV? Não sei. Podemos ter bons momentos com ela, mas realmente não temos uma troca de qualidade em família na sua presença, pois todos ficam voltados para a telinha. É preciso sabedoria e parcimônia com ela, com tudo na vida aliás.
P.S. Já que falei de filhos, amanhã o programa Contemporâneo vai discutir quanto custa ter um filho, entrevistando o economista Roberto Zengraf. E para quem gosta de culinária, é imperdível o encontro Truques de Confiança - brincadeira com os nomes dos programas Truques de Oliver e Menu Confiança - de Jamie Oliver e Claude Troisgros, às 21h.
No novo blog, Style, eu postei hoje - em Casa com o seu estilo - sobre meus planos para renovar a cozinha e deixei fotos dos modelos que gostei, além de contar algumas historinhas. Passem lá e vejam, tem muita coisa bonita.
Pois é, Sá. Eu e minha eterna briga com a TV. Descobri que ela é quem tem sido a babá lá em casa… Apesar da minha proibição (que não é total, mas autorizei o máximo de 1h por dia, durante o dia - à noite, acabamos vendo um pouco também, não tem como…), a babá tem deixado a TV ligada quase que o dia todo! Como descobrimos? Gravando os “sons” da casa, com um mp3 player escondido… O pior de tudo nem foi ver que a TV fica ligada quase que o dia todo (a empregada não perde Ana Maria Braga, nem os programas da Record, nem Video Show), mas sim perceber que a empregada quase não conversa com a Yumi.
Aí, voltando àquilo que vc me falou um dia (que a Yumi já estava muito pronta pra aprender a falar), eu pergunto: como uma criança vai aprender a falar, se ela não tem com quem conversar a maior parte do dia?
Claro que já estou providenciando outra babá. A escolinha ainda está fora de questão, porque vou entrar em licença daqui à pouco e quero aproveitar pra ter mais tempo com a Yumi.
Acho que TV tem sim seu lado bom, mas como tudo na vida, deve ser “consumida com moderação”.
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Fico pensando no que as crianças têm para assistir na TV hoje em dia. Na minha época (ai meu Deus, quanto tempo!) era Xuxa, Mara Maravilha, Bozo, Sérgio Malandro, Angélica, TV Colosso… enfim, todos aqueles programas infantis que sempre eram recheados de desenhos animados (os clássicos, claro). Também tinha Videoshow, Sessão da Tarde, Faustão e Sílvio Santos, os mesmos programas de hoje (com exceção dos Trapalhões… rsrsrs!); novelas, então, nem se fala.
Não sei explicar, mas parece que a TV de hoje está mais “aberta”, está perdendo o controle de seu conteúdo, assim como a internet não conseguiu (e não é agora que ela vai conseguir) controlar o dela.
Pra falar a verdade, ainda acho que o perigo está na internet.
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Sam
Vc sempre com dicas maravilhosas!
parabens!
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Também vi o programa e, realmente, foi muito interessante ver como a conclusão não correspondeu à hipótese.
A gente ainda é de um tempo em que tv era uma só, na sala. Hoje, o isolamento que a tv causa entre pais e crianças é ainda maior, já que cada um se tranca no seu quarto para ver o que bem entende.
Ah, eu *adoro* o “You are what you eat”.
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