Anticinema de Yasujiro Ozu
Creio que as pessoas estão começando a cansar de ouvir falar do Centenário da Imigração Japonesa. Mas eu, muito ligada ao meu lado japonês e ainda acostumada a pensar como jornalista que escreve para imprensa étnica. Como contribuição pessoal ao Centenário da Imigração Japonesa, estou fazendo um levantamento de obras publicadas em português que retratem o Japão ou a imigração japonesa no Brasil.
Encontrei alguns títulos interessantes no site da editora Cosac Naify, umas das minhas favoritas, pela qualidade indiscutível de todos os títulos. O que me chamou atenção hoje foi O anticinema de Yasujiro Ozu, um ensaio, de autoria do também diretor de cinema Kiju Yoshida (Eros + Massacre, 1969), que penetra o universo fascinante de Ozu, considerado ao mesmo tempo o mais japonês dos diretores e o de linguagem mais ocidental. Detalhes aqui.

E por falar em cinema japonês, o Centro Cultural São Paulo, um dos meus lugares favoritos na cidade e que fica pertinho da Liberdade, promove nesta semana uma mostra de filmes de Yoji Yamada. Famoso por um personagem de série de TV que fugia completamente do padrão de sociedade japonesa da época (1969), o caixeiro-viajante Tora-san, um personagem temperamental que não tem uma vida estável aos 40 anos e por isso não consegue uma boa esposa. Como já morei no Japão posso garantir que, mesmo 30 anos depois (voltei de lá em 1999) as coisas ainda passavam por alguns conceitos antiquados no que concerne aos casamentos e família.
Mas vamos aos filmes, listei-nos no Movimento Dekassegui, clique aqui e verá datas e horários. Como sempre nas mostras lá no CCSP, a idade recomendada é de 14 anos e a entrada é franca, porém é preciso retirar os ingressos uma hora antes de cada sessão.