Amor tem dor também

Postado em Mãe com filhos no dia 04/07/2008 |

Abraço em família no quarto de hóspedes da casa da minha mãe antes de voltarmos para São Paulo na segunda-feira

Dia de arrumação em casa, pois voltei de Curitiba na segunda à noite e as malas ainda estão no canto da sala – que foi limpa e as coisas para triagem mudadas de lugar. Esta coisa de mudar de lugar o que precisa ser arrumado é, infelizmente, a minha cara. Nem feng shui consegue consertar esta minha mania de protelar as arrumações! Sempre acho algo mais interessante e produtivo para fazer antes de organizar armarios, pastas de arquivos no computador (hoje até meu media player vai passar por uma faxina), contas pagas e outras baguncinhas que eu acumulo.

Preciso me ocupar. Como previsto, bateu a saudade, não aguentei nem uma semana sem ficar chorona com a falta dos meninos. Na terça me ocupei, cheguei super tarde em casa, na quarta o trabalho online e a companhia da faxineira me distrairam, mas ontem não teve jeito. Nem o entusiasmo do dia com Orbita do Terra na Daslu (já vou postar sobre o evento), almoço no Curry House do Top Center com amigos e a  instalação de 2 giga de memória no meu notebook me deixaram contente de verdade. Voltei para casa perto das 20h, sozinha (meu amor demorou mais ontem no escritório), peguei o carro limpinho (sem brinquedos nem farelos) no estacionamento do lado do metrô, passei no mercado e foi meio vazio fazer compras para dois adultos. Claro, pensei numa comidinha especial para meu amor, comprei vinho, mas foi meio “vazio”. Jantamos, trocamos idéias sobre o dia sem interrupções e eu fui ficando quietinha, com aquele jeito de que vai entrar na concha. Em alguns momentos eu achava que sentia os bracinhos do Giorgio envolvendo meu pescoço ou o Enzo chegando de mansinho perto de mim. Peguei no sono chorando quietinha e meio escondido – pro Gui não pensar que era algo com ele – e acordei louca para ligar para os meninos. Sabe-se lá porque a webcam não ia servir hoje, tinha que ser no fone.

Enfim, estou me preparando para passar o primeiro final de semana sem eles – serão muitos até o final de julho – me enchendo compromissos adultos para me convencer de que serão férias para mim também como mãe. Amor tem dor também, mesmo quando é plenamente correspondido! A dor da saudade.

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Sam @samegui Shiraishi

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Mãe, jornalista e blogueira no @avidaquer, hub multiplicador de cultura e conhecimento. Paranaense de alma nipônica morando na Mooca, apaixonada por gente.


3 Responses to “Amor tem dor também”

  1. Núbia says:

    Ownnnn!! Que lindo e emocionante! Só sendo mãe p saber a dor de ficar longe dos nossos pequenos… Creio eu que vou ficar na msm situação, nunca passei mais do q dois dias longe da minha Bella.

    Beijos

  2. Báh Sam meu coração tá apertadinho aqui lendo este texto… meu pequeno ainda não levantou vôo :) , dormiu duas vezes na minha mãe que é do outro lado da rua rsrsrsr, mas sempre com a gente insistindo, ele diz que gosta de dormir na casa dele, sei lá ele é ainda pequeno mesmo né, fez 4 anos outro dia KKKKKKK tá eu confesso quando ele fizer 18 eu vou dizer a mesma coisa… KKKKK brincadeira eu tento estimular muito a indepência a e autonomia dele porque por default o guri já veio grude mesmo rsrsrsr
    Adorei esta frase: “Amor tem dor também, mesmo quando é plenamente correspondido! A dor da saudade.” Bem coisa de mãe!
    estrelinhas coloridas no teu coração!

  3. Fernanda says:

    Ah, Sam, senti a nostalgia….
    Não sei realmente quando conseguirei deixar as minhas crias, noutra casa, sem mim!
    Bem, mas para te animar: eles estão óptimos, não é?!
    Bjo

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