Amor robotizado
Postado em Mãe com filhos no dia 07/04/2009 |“Quem me dera que os avanços tecnológicos pudessem ser capazes de eliminar relacionamentos robotizados.”
Dá para fazer um único comentário sobre uma coisa desprovida de nexo como esta?
O robôzinho androide japonês tem mais ou menos o tamanho do meu filho mais velho (33kg, 1,30m) e além da aparência e “comportamento” de criança humana, ele tem pele de silicone – e conta com mais cinco motores e 197 sensores táteis. Prestem atenção no olhar! Creepy, como li neste blog. Criado por pesquisadores da Universidade de Osaka, no Japão, o CB2, me deu um nó no estômago e me fez pensar na utilidade de uma pesquisa que pretende usa-lo para analisar as expressões faciais das mães reproduzindo o relacionamento entre mãe e filho.
Ainda bem que tem estudiosos como @oatila que pesquisam coisas realmente importantes para a humanidade…
P.S. A notícia me lembrou, claro, o filme Inteligência Artificial (2001), de Steven Spielberg e Stanley Kubrick, tanto quanto o livro de David Levy Love + Sex with robots, mas me abstenho de comenta-los e indico um daqueles textos ótimos de @inagaki, que termina com a frase perfeita com a qual abri este post.
Sam @samegui Shiraishi
Mãe, jornalista e blogueira no @avidaquer, hub multiplicador de cultura e conhecimento. Paranaense de alma nipônica morando na Mooca, apaixonada por gente.




“Quem me dera que os avanços tecnológicos pudessem ser capazes de eliminar relacionamentos robotizados” http://is.gd/riF2
/”Ainda bem que tem estudiosos como @oatila que pesquisam coisas realmente importantes para a humanidade…”/
Acho que você foi infeliz nesse comentário.
Você pode até achar que pesquisas em robótica são totalmente desprovidas de nexo, mas o você *achar* e ter essa *certeza* existe um buraco bem grande.
Pesquisas como do neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis (http://pt.wikipedia.org/wiki/Miguel_Nicolelis) tem como objetivo criar próteses neurais para a reabilitação de pacientes que sofrem de paralisia corporal.
Ou seja, quando a Universidade de Osaka investe em uma pesquisa dessa ela indo muito além do que apenas “sentimentos” entre humanos e robôs.
Esses “sentimentos” eu diria que é apenas uma curiosidade, se é boa ou não, isso é questão pessoal e eu respeito muito isso.
Afinal, eu também questiono algumas coisas, entretanto… dizer que a pesquisa é irrelevante mostra apenas uma visão *única* de algo tão abrangente que uma pesquisa dessa representa.
Enfim, há muito mais nessas pesquisas do que nossa divulgação científica é capaz de publicar.
Abraços.