Agressão física – ou porque agressão verbal é uma forma de violência psicológica
Postado em Comportamento no dia 01/02/2008 |
Agressão verbal é uma forma de violência psicológica. Muita gente não percebe isto, mas é a verdade. Por que nossa sociedade aceita a agressão física e não dá a mínima para agressão verbal?
O tema, apesar de não fazer parte da minha realidade cotidiana, é um dos que busco divulgar, pela triste realidade que conheci acompanhando o trabalho de minha mãe, também defensora pública (no Paraná). Os posts que escrevi sobre a Lei Maria da Penha e sobre Delegacia de Mulheres são, há semanas, os que mais trazem leitores para este blog nos mecanismos de busca, o que quer dizer que minha militância com palavras está tendo resposta. Recebi até alguns comentários emocionados, verdadeiros desabafos, que me dão ânimo para escrever mais e mais sobre mundo feminino aqui.
Enquanto escrevo, estou “zapeando” um programa de TV e escuto: “Pelo menos eu não apanho”. A frase é de uma entrevistada do programa The Oprah Winfrey Show. Susan Still, hoje militante dos direitos femininos, contava que pensava isto ao ouvir histórias de mulheres que sofriam abusos dos maridos e se consolava dos maus-tratos verbais porque ele não a agredia fisicamente. Mas a agressão começou a piorar e os filhos, num depoimento, contam que sempre souberam quando as agressões físicas aconteceriam, pois sucediam discussões feias. O comportamento é repetido aqui em nosso país, com a diferença de que aqui não é considerado um delito gravíssimo um homem chutar a mulher estando de tênis ou usar um livro para bater nela. O uso destes instrumentos foi considerado um agravante na condenação do ex-marido de Susan. Mas aqui sei que não teria a mesma importância e ainda me pergunto o que nos faz tão atrasados neste aspecto.
Curiosamente – ou não – eu estava lendo o post da Tânia sobre o mês da mulher na cidade onde ela é defensora pública e pensava em divulgar aqui algumas das ações em Cuiabá. Seguem abaixo:
No dia 03 de Março a Defensoria Pública (de Cuiabá) fará uma apresentação de teatro de fantoches explicando a Lei Maria da Penha às vítimas da Casa de Amparo de Cuiabá. Para o dia 8 de Março haverá na sede da Defensoria Pública de Várzea Grande um mutirão voltado para às mulheres daquele Município. Além disso, o Núcleo Estadual de Execução Penal estáde / programando uma visita ao Presídio Feminino (Pascoal Ramos) onde será feito atendimento jurídico pelo Programa de Assistência ao Segregado, oportunidade em que as reeducandas assistirão ao teatro.
Artigos interessantes sobre o tema:
- Palmada não resolve e não há castigo corporal tolerável
- E o sociólogo não me convenceu do valor da lei da palmada #rodaviva
- Um tapinha não dói
- Lei Maria da Penha
- Delegacia de Mulheres (relato da minha experiência fazendo uma denúncia lá)
- Agressão verbal é uma forma de violência psicológica
- Blog Diga não à erotização infantil
- Aprendendo a prevenir: orientações para o combate ao abuso sexual
- Cotidiano violento: oficinas de promoção em saúde mental em Porto Alegre
- Atenção a vitimizadores sexuais, suas vítimas e acompanhantes no município de Florianópolis
- Lições de Gravelina: violência fatal contra a mulher
- IBGE Teen explica os diversos níveis de agressão contra a criança e traz estatísticas sobre violência corporal e violência econômico-social, como o trabalho infantil, com links para os temas em destaque
- Infância na mídia traz um resumo diário de notícias sobre crianças e adolescentes, publicadas em mais de 80 revistas e jornais brasileiros
- Infância rima com Paz – Blogagem coletiva sobre violência infantil
Sam @samegui Shiraishi
Mãe, jornalista e blogueira no @avidaquer, hub multiplicador de cultura e conhecimento. Paranaense de alma nipônica morando na Mooca, apaixonada por gente.




Oi Samantha:
Este é um assunto muito desagradável para a mulher. Aliás, assuntos. Agressão física e verbal.
Digo o desagradáveis pela sensação de impotência gerada pela situação. Quem nunca sofreu com isto não pode imaginar como é e como se livrar dela. Quando a pessoa recebe ajuda ainda vai. Mas quando toma a resolução sozinha, é barra. E o ridiculo disso tudo é o julgamento das pessoas não envolvidas. Nunca pensam que o agredido tem razão. Então sair dessa situação é dificil, solitário, doloroso e leva muito tempo…Tinha até esquecido desse assunto. Foi bom lembrar, para dizer que é possível mudar as coisas. Com a crença em si mesma, em Deus e uma fé inabalável em sua criatividade, quer dizer seu poder de transformar e resignificar tudo que está perto de você. Começar de outro modo. Qualquer coisa melhor do que aceitar, engolir sapo, adoecer…
Qualquer solução que parte do auto respeito por si mesma, pode e deve ser feito. E se há pessoas que ajudam melhor ainda.
Acho (rs!) que me empolguei. Virou depoimento. Desculpe!
Abraço
Oi Sam!
Que bom saber que existem mulheres como vc, que não sofre violência, mas que se sensibiliza com às vítimas.
Quando fui atuar na Vara de Violência Doméstica pesquisei muito sobre o assunto e descobri que as mulheres que vivem esse tipo de relacionamento sofrem de uma doença chamada co-dependência. Estudei a co-dependência para tentar entender o universo das vítimas. Fiz visitas a grupo de auto-ajuda como MADA(Mulheres que amam demais anônimas) e CODA(co-dependentes anônimos) e isso me ajudou a suportar o estresse de ter que lidar com a vítima arrependida de ter denunciado o marido agressor.
Agradeço vc em nome todas as vítimas de violência doméstica
Assisti esse programa também. Acho que não é um fato apenas brasileiro esse “atraso”, mas algo comum nos países em desenvolvimento. Por incrível que pareça, no México, por exemplo, muitas esposas ainda referem-se ao marido como “senhor”. Esse tipo de violência, na minha opinião, é ainda pior que a física, porque destrói completamente o lado emocional… um tapa na cara (não que isso seja permitido também) é mais fácil de cicatrizar que anos e anos de humilhação que resulta em baixa estima, depressão e muitos outros problemas que levarão anos e anos para serem resolvidos. Muito triste isso, ainda mais triste é saber que existem milhares de mulheres nessa situação (pode ser nossa amiga, nossa vizinha) que se calam com medo do marido, e vergonha dos amigos, familiares… e também por falta de coragem de aprender a viver por si só.
Uma vez ouvi alguém dizer que bate quem pode, apanha quem merece. Fiquei tão irritada que precisei respirar fundo dezenas de vezes para não responder o tal comentário de forma ríspida.
Sempre pensei que bate quem é fraco e apanha quem engole a fraqueza do outro.
Fiz treinamento de defesa pessoa na adolescência e certa vez defendi uma mulher que estava apanhando no meio da rua. Minha atitude acabou por machucar o marido dela que teve uma leve entorse no braço. A mulher ficou irritada e disse que eu tinha machucado o marido dela. Foi uma das poucas vezes que tive pena de alguém.
Poucos entendem que apanhar em determinado momento torna-se prazeroso pra quem apanha. É doentio, mas infelizmente é realidade. E a omissão quanto ao agressor nem sempre ocorre devido ao medo.
Samanta,
Um link que escrevi sobre violência verbal, porém mais voltado ao âmbito corporativo:
http://blog.felipecoury.com/jep/2008/02/intimidacao-verbal-ou-como-tra.html
Espero que goste!
Abraços,
Felipe.
Achei esse trabalho muito interresante Oportal da mulher brasileira e pretento participar
[...] pode ser lido aqui). Na falta de carícias positivas, o ser humano passa a aceitar as negativas (agressão física, maus-tratos, xingamentos, etc) para não ficar sem [...]
fui agredida fisicamene e vebalmene por uma louca, onde moro. Do nada descobri q eu tinha feito isso e aquilo sem ter feito nada. Na verdade moro num lugar miserável onde as pessoas não teêm pespectiva de vida.Eu sempre tive q trabalhar para ter minhas coisas. Creio q me acham diferente. Outro dia uma outra abusada teve a cara de pau de dizer na minha cara, q: – as mulheres na rua não gostam de mim poque sou xique. Fiz todos os prcedimentos legais em que corre uma ação criminal contra esta louca e mesmo correndo uma ação criminal, ainda continuam com os fuxicos a meu respeito. Parece que não tem fim.Espero que esta seja devidamene punida. Qual o tipo de punição para esses casos.
Agressão física – ou porque agressão verbal é uma forma de violência psicológica http://bit.ly/d7Z7jb
RT @avidaquer: Agressão física – ou porque agressão verbal é uma forma de violência psicológica http://bit.ly/d7Z7jb
fui agredida verbal e fisicamente por uma vizinha quando pedi que ela não deixasse o lixo na minha porta. Tenho direito de processá-la/
RT @avidaquer: Agressão verbal é uma forma de violência psicológica. Muita gente não percebe isto, mas é a verdade… http://fb.me/15eHEczap
muito bom parabens
cristhian gomes 9 anos sp
bem,boa noite eu queria saber sobre um fato acontecido onde eu moro, minha mae quase levou um tapa hoje a noite,de um rapaz que dava pra ser filho dela, e ainda chigou minha irma de rapariga ,bem a coisa foi para na delegacia,o procedimento foi uma entimaçao na casa do rapaz, como devo proceder depois disso, nao é a primeira vez que ela foi agredida pela fasmilia do rapaz.
acho um absurdo uma crianca sofrer pressao psicologica de uma colega na escola so porque é tem suas ideias e principios morais e educacao
[...] Agressão verbal é uma forma de violência psicológica [...]
[...] Agressão verbal é uma forma de violência psicológica [...]
[...] Agressão verbal é uma forma de violência psicológica [...]
tudo bem!
Eu venho percebendo que muita coisa na minha vida que eu achava normal nao é. Eu nao consigo numca falar de alguma coisa que me chateia com o meu marido.E quando consigo ele ou reaje muito mal(me agride muito verbalmente,diz q eu numca faço nada bem feito e nao sirvo pra nada)ou me ignora por completo.quando ele faz isso me sinto super mal.
Tenho medo de falar fico num dilema pra tomar uma decisão por mais simples q seja.
as vezes me da vontade mudar toda minha vida da agua pro vinho.
será q eu to doente?