África em São Paulo
Postado em Artes no dia 09/02/2009 |No sábado o SPTV (jornal local da Globo em Sampa) mostrou uma reportagem que nos encantou. Imaginem um empresário angolano (Yonamine) que decidiu montar uma nova galeria de arte no Brasil e o fez na tradicional (e empobrecida) Avenida São João (é, aquela que Caetano cantava em Sampa “quando atravesso a Ipiranga e a avenida São João”). Não satisfeito, ele também tem planos de restaurar o hotel onde hospeda os artistas que vêm de longe, em especial lá da sua terra, Angola. O que me encantou, além da paixonite por exposições de arte, é que são dois prédios que mereciam restauro e cuidados como patrimônio arquitetônico local. Eles também são considerados prédios de grife porque foram criados por dois arquitetos famosos: o Edifício Seguradoras (projetado por Oscar Niemeyer) e o Hotel Central (projetado por Ramos de Azevedo).
A reportagem abaixo dispensa mais comentários meus e ainda mostra algumas das obras dos artistas angolanos Kiluanji, Yonamine e Cláudia Veiga.
E tem imagens do Senegal na Caixa Cultural (Praça da Sé, 111, São Paulo, SP), numa mostra que reune 30 fotos da jornalista Márcia Guena feitas em Dakar, Bakel e Tambacunda. A baiana, que pesquisa temas ligados aos africanos na diáspora, viajou ao Senegal há nove anos em busca de elementos de identidade do povo africano e nos brinda com imagens dos gestos, cores e sorrisos da alma africana no Brasil. Segundo Márcia, “a identidade aparece no elemento físico, não só na estrutura do corpo, mas também no gestual, na forma de sorrir, de andar, de olhar, traços que agradam bastante”.
Ela conta que estabeleceu a relação identitária (critério de seleção das imagens da mostra) viajando sozinha e descobrindo que a identidade se constrói. Como tive esta mesma percepção ao viajar e morar no país de meus ancestrais (Japão), identifiquei-me no ato com seu ponto de vista. Mais do que o elemento físico, as pessoas e suas ações em diferentes momentos e locais das cidades é que permitem que nos vejamos no outro.
Outros detalhes da entrevista dela ao site Catraca Livre, na qual fala que quer que este trabalho contribua para a percepção da ancestralidade negra, me lembraram conversas com @veriserpa e o blog da @thaianem.
P.S. Na reportagem da TV, adivinhem se @gnsbrasil e eu não nos identificamos com a cena do Yonamine mostrando a galeria para a familia através da webcam do notebook. Terno e muito geek.
Sam @samegui Shiraishi
Mãe, jornalista e blogueira no @avidaquer, hub multiplicador de cultura e conhecimento. Paranaense de alma nipônica morando na Mooca, apaixonada por gente.




Oi Sam,
Tem um selinho no Vanguarda pra vc.
Tenha uma boa semana.
beijinhos
Que giro. E que bom que é lembrar sempre essa canção…