Monday, April 28th, 2008...11:30 pm
Blogagem coletiva Abre Aspas
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Perguntas em forma de Cavalo-Marinho, de Carlos Drummond de Andrade, em homenagem aos meus filhos Enzo e Giorgio, na blogagem coletiva Abre Aspas de nossa amiga em comum Lunna Guedes.

Que metro serve
para medir-nos?
que forma é a nossa
e que conteúdo?
Contemos algo? somos contidos? dão-nos um nome? estamos vivos? A que aspiramos
Que possuimos?
Que lembramos?
Onde jazemos? Nunca se finda
Nem se criara
Misterio é o tempo
Inigualavel
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6 Comments
April 29th, 2008 at 12:53 am
E pensar que essa brincadeira de blogagem coletiva “Abre Aspas” surgiu assim de repente, numa conversa contigo no gtalk.
Foi uma das poucas vezes que visitar inúmeros blogs foi um diversão tranqüila, calma que se estendeu por todo o dia e ainda não terminou. Embora o dia já tenha ido embora.
Isso me lembra Cecília “A vida só é possível reinventada” ou lembra Emily também “Seria fantasia faltando a abelha?” Lembra tantos outros também que assim no meio da madrugada serei obrigada a ser injusta porque o Poeta é um fingidor já disse o mestre Fernando em suas pessoas sem igual.
A segunda-feira alcançou sua perfeição e um entusiasmo que satisfez. Bem, não vou agradecer sua participação, como fiz com os demais porque caíria em contradição, afinal, sou eu quem a perturba com os obrigados, não é?
Então farei assim, vê se aprecia:
“Abre Aspas”
Versos soltos no meio da madrugada
Quero prolongar a conversa de todo esse silêncio
Cá estou sentada, desperta
Com os olhos empolgados
…lá fora, não vejo nada
Mas a ilusão reverencia meu percurso!
Sózinha,
O cachorro funga lento e demorado
Dorme, talvez como você dessa lado oculto agora
E continuamos a conversa silenciosa e solitária!
Será diálogo, afinal: é isso que sou.
Metade silêncio
Metade ausência
Fecha aspas.
Madrugada de terça, 00h53
April 29th, 2008 at 10:47 am
Que incrível! Não conhecia esta poesia do Drummond, mas quando li “Perguntas em forma de Cavalo-Marinho” me identifiquei e lembrei imediatamente disso:
“Não vim com rótulo. Modo de usar. Indicação. Não sei pra que sirvo. O que contenho. Se curo ou enveneno. Se tenho prazo de validade…”
Escrevi em fevereiro/2006 e esta aqui:
http://roccana2.blogspot.com/2006/02/rtulo.html
Acho que isso que nos encanta tanto quando lemos uma poesia: a IDENTIFICAÇÃO!!
Adorei!!
April 29th, 2008 at 5:33 pm
Ainda em ritmo de blogagem coletiva, venho aqui para ver seu homenageado. Sua escolha me deixa muito contente por ver aqui uma poesia que muito me encanta. E Drummond merece todos os aplausos.
Um abraço
Jacinta
April 30th, 2008 at 7:39 pm
Oi Sam: Então escolheu Drummond para o dia da blogagem coletiva. Parece combinado, né?
Adorei o poema que você escolheu. Não conhecia. Muito lindo.
Bjos
May 1st, 2008 at 9:14 pm
Perfeito Drumond na sua dança das palavras.
Lindo e delicado o poema da Lunna em seu comentário.
BJS!
May 1st, 2008 at 9:19 pm
Sam,
Não considere o erro que eu cometi na hora de digitar o nome do nosso querido poeta . Corrigindo: DRUMMOND !
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