Aborto no Brasil
Quando vejo notícias como o levantamento sobre aborto no Brasil feito por UnB e UFRJ, que Lella (do blog Cinema é a minha praia ) me indicou em comentário do post Parto anômimo , não deixo de me perguntar:
- Será que ainda não chegamos num ponto em que seja possível evitar ao invés de se livrar?
- Como nós temos ajudado as mulheres que convivem conosco a ter uma atitude mais “pró-ativa” no controle da natalidade?
Aprendi que uma das formas de trazer luz aos assuntos é basicamente falar deles. Vejam bem, você conversa com uma pessoa sobre o assunto e fala claramente do tema, sem vergonha, sem meias palavras, oferecendo-se para uma troca de idéias.
Outro dia eu estava na manicure e bati um papo incrível , quase uma entrevista, com uma obstetra que fazia o cabelo ao mesmo tempo. A conversa serviu para elucidar temas para toda mulherada que estava lá e surgiu simplesmente do fato dela, a médica, não estar mais amamentando o filho recém-nascido porque tivera uma mastite. Simples assim. Mas precisamos conversar com os jovens, com nossas amigas, com os filhos (sim, se for o caso e a faixa etária) e não só com a médica. E se possivel, porque não escrever sobre o tema? Estas são formas de exercer a cidadania!
Fiz um texto para o Nossa Via levantando a questão: Quem aborta no Brasil?



Nossa, SAm. Também sou adepta de falar abertamente sobre assuntos “tabus”, sempre fui assim com meus alunos. Acho importante que formemos uma opinião, mesmo que contrária à da maioria. Mas alguns temas ainda me deixam com uma interrogação imensa sobre a cabeça: ABORTO e LEGALIZAÇÂO DA MACONHA. São tantos prós e contras. às vezes me posiciono a favor, outras vezes contra. Sobre o aborto, acho que vale um post também.
Beijos
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Lu, que legal, poste sim, quero ler sua opinião e vamos abrir o debate na blogosfera - e nas outras esferas da nossa vida também. Quanto à maconha nunca mudei de opinião, se cria dependência é droga, mas tanto quanto o álcool, o cigarro, até a internet, né? Se a pessoa for adulta, usar e o uso não fizer mal a ninguém, é uma opção. Mas se usa, anos força a fumar passivamente em lugares públicos e/ou coloca outras pessoas em risco (por exemplo dirige sob efeito de álcool ou drogas) é criminoso.
Do aborto, é uma questão a discutir, junto com a proposta do parto anônimo e tantas outras que trariam mais diginidade à mulher. Mas dignidade é liberdade real de escolha, não simplesmente complacência do parceiro para tomar uma decisão que não serve para previnir e sim para remediar uma situação que poderia ser diferente.
Passei por um aborto espontâneo antes de ter meus filhos e não provocaria um aborto. Mas não me julgo acima de ninguém e não me imiscuiria na privacidade dos outros, opinando e criticando. Discuto a postura da sociedade que finge que não vê que esta prática está se tornando tão freqüente e continua se negando a criar uma política aberta para debater o assunto. As famílias mudaram, as mulheres assumiram novos papéis sociais, mas continuam, infelizmente, arcando sozinhas com algumas responsabilidades e não se dão conta de que é hora de abandonar esta postura.
Abraços
Sam
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Particulamente, sou contra o aborto. Claro, sempre haverão os casos em que esta, por mais cruel que seja, é a melhor opção. Como por exemplo, na geração de fetos anencéfalos. Pra que levar uma gravidez assim adiante? É uma contagem regressiva.
Mas a questão vai mto longe. Fico pasma enquanto mulheres como nós, ficam organizando a vida afetiva e finaceira, em prol do sonho da maternidade e outras saem simplesmente tendo filhos em busca da bolsa família.
Ainda esses dias comentava com um amigo que defendeu a teoria: “Temos que ter filhos. Mais que um sonho ou projeto de vida, não podemos deixar o mundo para esses que simplesmente nascem e não terão futuro, serão apenas estatísticas”. Infelizmente concordo, é essa a nossa realidade.
Tbm acho que existam caminhos para a melhora dessa condição, mas acredito, por mais duro que pareça, que maternidade deveria ser um direito para algumas, como em adoções. Radical? Pode ser, mas vc só adota se prova finaceiramente e psicologicamente que está apto, pq sair tendo filho indiscriminadamente é considerado socialmente normal?
Antes de pensar em aborto, penso em contra-concepção e educação. Infelizmente temos que encarar o “aconteceu”do povão mesmo sabendo que hj só fica grávida quem quer.
Oh my… esse assunto ainda dá mto pano p/manga…
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Dani,
Eu sou contra aborto por formação, minha familia sempre militou contra, mas ao mesmo tempo, o trabalho da minha mãe (como defensora pública) me fez saber de tanta coisa que hoje eu tenho penso muito e não julgo.
Deve ser o último dos últimos recursos, mas para sermos contra ele devemos fazer nossa parte pressionando e trabalhando por uma sociedade mais justa para as mulheres. Quando falo nisso quero dizer que para algumas mulheres falta auto-estima e uma base emocional e psicológica (que nós temos e por isso não temos noção do que seja não ter) para entender que ter ou não um filho é mais do que uma forma de manter um relacionamento. Se tivessem esta noção, creio que usariam com mais sabedoria as informações que atualmente recebem na escola e que podem encontrar na mídia.
Obrigado por se juntar ao debate, querida.
Sam
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Este assunto dá realmente muito pano pra manga… Particularmente sou contra o aborto, somente sou a favor no caso de estupro. Se o aborto for liberado aqui no Brasil, vão abortar como quem troca de roupa… o problema está na consciência de cada um.
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É verdade, há um receio - bem fundamentado - de que se torne um método de controle de natalidade comum. Morei no Japão (onde, aliás, engravidei do meu primeiro filho) e lá abortar é comum, social e legalmente aceito. Nem por isso eu mudei de idéia. Acho que vai pesar mais a educação e a consciência de cada um do que a legalidade.
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Sam,
também sou contra o aborto, principalmente por causa da minha religião (sou espírita). Sim, deveríamos conversar mais sobre esse tema, começando com as pessoas que convivem conosco. Até hoje sinto um aperto no peito quando lembro que uma amiga de faculdade fez um aborto e eu só soube depois… Poderia ter aconselhado-a… A Silvia, do Consulta Sentimental, também escreveu sobre o tema no blog dela: http://consultasentimental.blogspot.com/2008/04/pela-vida.html
Beijos
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Oi Sam!
Primeiro, desculpas por não ter vindo ontem. Eu cheguei a ler também a sua matéria. Na parte da manhã só vim ao pc para deixar um texto. Como o meu Blog é só com análises de filmes, no dia 1º resolvi trazer filme com personagens femininas como protagonistas. A princípio, até o dia 8. E à noite, fiquei na busca de alguém para me ensinar camuflar fotos no texto (Fotos trazidas do HD). Ainda sou nova nesse visual dos Blogs.
Sobre a matéria…
Eu sou contra o aborto. Sou à favor da descriminalização. E não julgo quem fez o aborto.
Agora, eu também acho que o melhor caminho é não engravidar. E com o manancial de informações, atualmente, cabe aos dois se precaverem. Fazer até desse momento algo prazeroso.
Continuem, você e as demais, não deixando o assunto ficar esquecido.
Beijo grande,
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Evellyn, querida, eu também tenho uma pessoa querida que passou por isso e mudou minha postura. Gostei muito do que a Lella escreveu aí:
“Eu sou contra o aborto. Sou à favor da descriminalização. E não julgo quem fez o aborto.”
Acho importante que nós toquemos no tema com as pessoas com quem temos intimidade porque é uma forma de fazer a coisa ficar menos obscura. Nada como o esclarecimento para tornar a vida melhor. Vou visitar o Consulta Sentimental.
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Lella, até esqueci de te avisar, ainda bem que você veio ver o post!
Gostei muito do teu resumo sobre o aborto que citei no comentário acima!
P.S. Não entendi o que queria fazer no teu blog, mas se precisar de algo, quem sabe eu posso te ajudar?
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