A TV Globo e as mídias sociais
No Conexão Bites – Cases 2.0 eu testei o streaming via qik de algumas palestras e no final da tarde pude gravar a apresentação que Mônica Albuquerque, Diretora de Comunicação da TV Globo, fez contando da inserção da Rede Globo nas mídias sociais.
Como tenho contato com a equipe de Atendimento ao Consumidor – interessante, eles definiram os atores de mídia social como consumidores, não imprensa, e considero que acertaram em cheio! – avisei-os e eles me contaram que toda equipe parou para ver meu streaming. Já pensou ser a pessoa que faz um ao vivo para uma equipe da maior empresa de broadcasting do seu país? Só as mídias sociais permitem isso!
Eu ia contar um pouco sobre a exposição dela, mas ontem li um post que narrava tudo que ela falou e como foi escrito por uma das pessoas envolvidas no treinamento que a emissora fez com uma equipe de 200 profissionais para compreenderem e assimilarem este novo universo – o das mídias sociais online. Assim, sem mais delongas, deixo o link para que confiram o texto lá e tirem suas próprias conclusões sobre Como a Rede Globo se relaciona com as mídias sociais.
O que ele não enfatizou lá e eu posso falar, por estar entre primeiros atores de mídia social a manter um relacionamento (hoje diria que bastante estreito e frequente) com a equipe da emissora é que as coisas estão caminhando como ela conta no vídeo. Temos sido convidados a conhecer, desmistificar e acompanhar os lançamentos e campanhas da Globo sempre no melhor modelo de cortesia e camaradagem. Se postamos sobre os temas que, honrosamente, hoje recebemos antes até do que a imprensa, é porque eles caberiam em nossos espaços – foram boas pautas – e não porque somos pagos ou especialmente “convidados” para tanto.
P.S. Eu não preciso, mas vou explicar que tanto eu quanto Marcos Alencar, do painel Eu e meu n95, não fomos patrocinados pela Nokia para fazer uso do aparelho. Cada um adquiriu o seu por meios próprios e se acabamos usando e falando dele no mesmo evento de mídia social é porque a câmera do gadget é incomparável – pelo menos por enquanto não achei nada igual!








Thursday, Thu Jun 2009
Sam,
Confesso (cá entre nós) que acho o posicionamento da CGCOM ainda tímido, por se tratar da maior empresa de telecomunicação do Brasil – uma das maiores do mundo. Mas (e pode até parecer paradoxal) acho louvável a postura de “aprendizes” que adotam nesse momento frente aos desafios que os novos canais de comunicação que a web 2.0 trouxe pro cenário lhes trazem.
Eu gostaria muito de ver um agente forte e expressivo desse universo de mídias sociais infiltrado nos grupos de trabalho da TV Globo que a Mônica mencionou na sua apresentação. Alguém com autonomia e arrojo para desafiá-los a “acelerar a marcha” com mais segurança por essa estrada 2.0.
Também anseio por ver o que acontecerá com o modelo de negócio da empresa quando partirem, finalmente, para a adoção dos formatos de mídia social na sua produção em si e de fato – não apenas na forma como comunicam seus produtos no mercado. Isso acontecerá mais cedo ou mais tarde e a velocidade e a capacidade da empresa tomar essa decisão e partir para implementá-la hão de ser fundamentais no futuro dos seus negócios.
Sim, eu sei, falar é fácil, né? É, falar é fácil. Mas levo a maior fé no pessoal da empresa – muitos dos quais conheço e com os quais já tive oportunidades de trabalhar. Como você, sou fã dos caras e me orgulho de ser colaborador esporádico nessa trajetória da empresa.
Tuesday, Tue Oct 2009
[...] O interessante nesta troca é que é preciso entender o player de mídia social como uma figura à parte, nem totalmente consumidor (porque ele tem um ou mais veículos na mão para “botar a boca no mundo”) nem como profissional de comunicação, porque de fato ele vive intensamente as experiências e é quase impossível que o blogueiro/twitteiro seja isento. Sem parecer parcial, admito que me surpreendi com a capacidade de Mônica Albuquerque, Diretora de Comunicação da TV Globo, de planejar a relação com as mídias sociais – e de entender este novo player. [...]