A princesinha medrosa

Postado em Artes, livros, Mãe com filhos no dia 07/03/2009 |

Neste sábado um evento cultural infantil promete horas de diversão para família das 15h às 17h na Livraria da Vila (Rua Fradique Coutinho, 915 – Vila Madalena, São Paulo, SP). Uma oficina criativa e contação de histórias apresentam às crianças A Princesinha Medrosa, 

“uma princesinha que tinha muito medo do escuro. E este foi apenas seu primeiro medo – depois vieram muitos outros. Eram tantos que já não havia mais o que fazer. Até o sol ficara proibido de se deitar, para que sempre fosse dia claro. Eis que, de repente, a princesinha conhece alguém capaz de lhe ensinar a olhar e a escutar as estrelas…”

Prêmio de Melhor Livro para Crianças, em 2002, concedido pela Fnlij, a obra ganhou edição revista e aprimorada (publicada pela Cosac Naify) e as belas ilustrações de Odilon Moraes, que se lançou na literatura infato-juvenil com esta obra.  Impossível não identificar comportamentos infantis neste livro pois a pequena (e aparentemente frágil) princesa usa toda autoridade e prepotência para lidar com seus maiores inimigos: os medos do escuro, da solidão e da pobreza. A sinopse conta que a estrutura narrativa lembra as fábulas clássicas e deixou nossa família com vontade de ler e saber como a pequena princesa “passa dias e dias construindo anteparos, escondendo-se nos muros do palácio para afastar tais medos, independentemente das conseqüências de seus atos”. Dizem que ela toma atitudes drásticas: o Sol fica proibido de apagar, os súditos são obrigados a dormir dentro do palácio e os trabalhadores não podem descansar.

Com toda sutileza característica das obras de Odilon, a pequena princesa não percebe que seu medo é, na verdade, do próprio medo. E, enquanto se ocupa em temer o invisível e o improvável, ela deixa escapar a própria felicidade. Eis aqui o ponto no qual, como ocorre nas obras infantis publicadas pela Cosac Naify, os adultos encontram ecos de seus sentimentos, inclusive de alguns atuais. E podemos perceber que até nós temos quem nos ensine a ouvir o sussurro das estrelas para lidar com a tristeza. ;)

Sobre o autor

Odilon Moraes nasceu em 1966, em São Paulo. Passou a infância e a adolescência no interior paulista. Talvez daí venha seu gosto por histórias simples e bem contadas, seja como escritor, seja como ilustrador, atividade que começou em 1989, antes mesmo de concluir o curso de arquitetura. Odilon desenvolve alguns projetos especiais, como o livro-objeto Ismália (Cosac Naify, 2006), criado a partir do poema de Alphonsus de Guimaraens. Na Cosac Naify coordena, com o editor Augusto Massi, a coleção Dedinho de Prosa, para a qual já ilustrou O homem que sabia javanês, de Lima Barreto, O presente dos magos, de O. Henry, e Será o Benedito!, de Mário de Andrade.

P.S. Ismália é um dos livros mais lindos que temos em nossa biblioteca e nos rende momentos ternos, servindo quase que como uma terapia. :)

[update] Fomos ao evento (e quase encontramos a @smiletic por lá), mas notei, com pesar, que estes compromissos já não são mais tão adequados ao Enzo… ele estava entediado de dar dó. E só quando pode ler uns livros da sua idade, depois que a contação de histórias acabou, ele se sentiu mais à vontade. Este meu tween…

Contação de histórias A princesinha medrosa por você.

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Sam @samegui Shiraishi

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Mãe, jornalista e blogueira no @avidaquer, hub multiplicador de cultura e conhecimento. Paranaense de alma nipônica morando na Mooca, apaixonada por gente.


One Response to “A princesinha medrosa”

  1. A princesinha medrosa: hoje tem contação de histórias e autógrafos de Odilon Moraes na Livraria da Vila Madalena http://ping.fm/9iQEv #m …

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