A mulher é a grande empreendedora da Nova Classe Média
Postado em Cotidiano e sociedade, todos pela educação no dia 08/09/2010 |
Eu perdi o primeiro episódio do especial Nova Classe Média, mas quero acompanhar os outros, que vão ao ar nos próximos domingos (dias 12 e 19/09, sempre às 23h) na GNT. Em três episódios, o especial mostra a história de pessoas que conseguiram melhorar de vida por meio de seus trabalhos e, para tanto, os repórteres Cristina Aragão e Sidney Resende viajaram pelo país para conversar com especialistas e conhecer personagens da classe C brasileira, que é formada hoje por mais da metade de toda a população do país, o que corresponde a mais de 90 milhões de brasileiros que têm renda familiar de R$ 1,6 mil a quase R$ 7 mil.
Os perfis que representam estes novos cidadãos são gente que encontramos cotidianamente e não raro chamamos abertamente de vencedores.
Exemplo é Lindalva Nóbrega, de Fortaleza, que há 10 anos, mesmo sem capital, pediu um empréstimo para uma financeira e construiu um colégio na comunidade em que morava e hoje tem centenas de alunos, dos quais cobra R$ 55 por mensalidade – e com o que ganha em seu negócio consegue proporcionar uma vida confortável para a família, vive em uma casa toda reformada e equipada, paga a educação da filha e, a cada dia, investe em melhorias para a sua escola.
A mulher é a nova empreendedora? Creio que sim e o outro perfil da série comprova esta tendência.
Rose Bezerra saiu da Paraíba com a filha pequena em busca de alguma oportunidade em São Paulo, sem recursos financeiros e sem estudo (tinha cursado só até a quarta série do ensino fundamental) e, mesmo sem nunca ter visto sequer um elevador ou um metrô, encarou ambos para voltar a estudar, fazer cursos técnicos para aprender um ofício e começar a carreira na área de estética feminina, trabalhando como manicure, cabeleireira e depiladora. “Com o tempo e muito trabalho, começou a formar uma clientela fixa e assim conseguiu juntar dinheiro para abrir um simples salão de beleza. Hoje, tem um apartamento próprio, já quitado, na capital paulista, e paga, sozinha, até faculdade particular para a filha, que se forma em Direito no final deste ano”, contam os repórteres.
Mas não são só mulheres, claro, que fazem os impressionantes números que comprovam o crescimento desta classe. Mas há um ponto em comum: o estudo! Só entre 2004 e 2007 houve um aumento de 75% no número de pessoas que fizeram cursos profissionalizantes, em seis regiões metropolitanas do Brasil. Os dados nos fazem crer num futuro diferente, não é mesmo?
[update] Me contaram que tem um quiz legal sobre o tema: “Descubra que tipo de consumidor você é!”.
Sam @samegui Shiraishi
Mãe, jornalista e blogueira no @avidaquer, hub multiplicador de cultura e conhecimento. Paranaense de alma nipônica morando na Mooca, apaixonada por gente.




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Não concordo com esse novo perfil da “classe média” brasileira. O fato das pessoas estarem se endividando mais graças a uma boa propaganda enganosa do estado e a um papo furado de um populista barato não condiz com a realidade de 52% da população dessa “classe média” em situação de inadimplência. Essa é a parte que os jornais que recebem verbas generosas de propaganda estatal não contam em seus programas sensacionalistas…a verdade é feia, suja e malvada, mas enxerga quem quer.