A joia de Medina #review
Quando comecei a ler o livro A joia de Medina, de Sherry Jones, que fez parte do Book Crossing Bites Record de agosto, achei instigante e esperava realmente apreciar o universo charmoso do Oriente Médio. Mas não foi assim. A teia de mentiras, hipocrisia e desamor, aliados ao excesso de trabalho de uns e o ócio de outros, situações completamente sem justificativas, foi me tirando do sério. E imaginem que quando eu tinha 16 anos li a bigrafia de Maomé (mas de antes de ele se tornar um profeta velho e cheio de esposas) e até o Livro Verde do Aiatolá Kohmeini eu li… risos.
Enfim, não consegui com esta obra uma coisa que considero fundamental para se apreciar de fato um livro: a identificação. Sem empatia como se emocionar? No entanto, nos tempos em que vivemos, é importantíssimo saber como certos costumes já eram arraigados nos povos do oriente médio antes de serem “o Islã”, porque explica para o ocidente como o oriente é outro universo cultural e os motivos que fazem as mulheres de lá aceitarem o que nós chamamos de opressão.
Ai’sha não é uma heroina no sentido que gostamos no século XXI, mas ela é no sentido humano, por ter aprendido lições importantes sendo ainda muito jovem e ter conseguido ser sábia e terna quando foi necessário para seu povo. Não vou fazer spoiler nem reiterar a história (até porque as resenhas de @ladyrasta (com um video ótimo de Mary Del Priore sobre romances históricos) @smiletic @cybelemeyer @elfinha e da minha mãe (com uma explicação fantástica sobre o lado religioso) darão um panorama ótimo para quem quiser se aprofundar!).
Tem debate nosso sobre o livro no GoodReads e n’O Livreiro.
[update] a @maitelemos também fez review, ela ganhou o livro no sorteio do blog da @smiletic
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Monday, Mon Oct 2009
[...] This post was mentioned on Twitter by Sam Shiraishi and Maite Lemos, CristineM. CristineM said: resenha do livro "A Jóia de Medina" feita pela @samegui #clubedolivro http://bit.ly/31K4b [...]