A beleza roubada

Posted by Sam Shiraishi on Jun 11, 2008 in agenda cultural, comportamento, consumo, livro, mulher |

Estou lendo, ávida e animada, com mil conjecturas na mente, o livro A Beleza Roubada - Mulher, Mídia e Consumo de Rachel Moreno (Editora Ágora , 80 págs, preço médio 25 reais). Tem sido um soco no estômago em muitos momentos, mas um "acorda menina" bem merecido (e faço uso do bordão famoso de uma apresentadora de TV a propósito).

O livro tem noite de autógrafos na Livraria Martins Fontes (Av. Paulista, 509, próximo à estação Brigadeiro do metrô), hoje a partir das 19h. Destinada a mulheres, maridos, pais e educadores, a obra alerta para os malefícios da imposição social de um padrão de beleza e ensina a reconhecer os limites dessa ditadura. Psicóloga, feminista, experiência no cuidado com a saúde integral feminina -e como ela enfatiza, além de seu tempo de vida reprodutivo), Rachel trata da possibilidade real de o excesso de vaidade se tornar um problema de saúde pública, dada a interferência da mídia, da publicidade e dos interesses do mercado na formação das crianças e adolescentes.

“O ideal de beleza cria um desejo de perfeição, introjetado e imperativo. Ansiedade, inadequação e baixa auto-estima são os primeiros efeitos colaterais desse mecanismo. Os mais complexos podem ser a bulimia e a anorexia”, afirma Rachel, lembrando que mesmo as mulheres adultas podem ter sua estabilidade emocional afetada.

Rachel Moreno é formada em Psicologia pela Universidade de São Paulo (USP). Fez especialização em Sexualidade Humana e Dinâmica do Movimento Expressivo no Instituto Sedes Sapientiae, além de ter estudado terapia corporal com J. A. Gaiarsa. Rachel tem pós-graduação em Meio Ambiente pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP). Trabalha com pesquisa sobre a mulher e atua no movimento feminista, no qual busca inspiração e fontes de (in)formação e ação.

Serviço:

  • Título: A beleza impossível – Mulher, mídia e consumo
  • Autora: Rachel Moreno
  • Editora: Ágora
  • Preço: R$ 25,90
  • Páginas: 80

2 Comments

Fábio Max
Jun 14, 2008 at 11:57 am

Sempre digo que a beleza ideal está nos olhos de quem a vê, e não nas páginas de CARAS ou, pior, de Playboy.

Se dependesse de Playboy, o ideal de beleza deste mês seria uma mulher obesa, ignorante, exibida e vulgar… E se a moda pega, terá centenas de meninas lindas saindo da bulimia em direção à obesidade.

Deviam explicar melhor para todas as pessoas (não só as mulheres), que existe gosto para tudo. Há mulheres que curtem homens carecas e com alguma barriguinha. Há homens que curtem gordinhas. Há mulheres que gostam dos tipos brucutus. Há homens que gostam das patricinhas.

E também que o padrão de beleza que aparece na mídia é quase sempre armação. Aquelas mulheres lindas são,via de regra, fruto de maquiagem. E os rapazes sarados, fruto de anabolizantes…

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Sam Shiraishi
Jun 14, 2008 at 12:24 pm

Fábio, este livro, que termino de ler hoje e devo resenhar no Nossa Via na segunda, é daqueles que a gente fica com vontade de dar de presente para todo mundo, sabe? Amiga, irmã, mãe, filha… todas as mulheres deveriam ter a chance de dar uma parada e repensar sua idéia de beleza, pois a gente começa a ver que está sendo títere da mídia sim, o tempo todo! Não vou virar uma feminista depois disso, nunca fui e não tenho aptidão, mas eu percebo que mudei um pouco o foco, ampliei minha visão. Algo bem parecido com o filme O amor é cego, lembra deste?

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