Arquivo: November, 2011

Se eu não me cuidar, me tuita?

Postado em Artigo Patrocinado, Consumo Consciente, Saúde e Bem Estar no dia 30/11/2011

Já contei outro dia que estou retomando as rédeas da minha alimentação e encarando de vez os cuidados com a saúde. Mais um ano e entro nos “enta” e não quero fazer feio, afinal, tenho planos de ser uma senhorinha daquelas bem ativas e passar dos cem anos com saúde e qualidade de vida! E para isso, tenho que viver bem os próximos 60 (wow!) e começar já!

Um grande acerto no meu cotidiano é beber muito líquido. Chá e café sim (sempre sem açúcar), às vezes suco de fruta e outras bebidas menos recomendadas. Mas nada bate a quantidade de água que eu tomo.

A-d-o-r-o água!

E aqui em Sampa, com o clima seco e quente (que esta sulista aqui ainda estranha, mesmo gostando muito), para beber água é preciso que ela seja fresquinha. Daí que quando vi que a Bonafont, água da Danone que meus filhos e sobrinho chamam de “água levinha”, lançou uma mini-geladeira onde cabe exatamente as 4 garrafinhas de água que devemos tomar diariamente, gamei. E, para o gadget ser mais perfeito, ela ainda tuita, incentivando e lembrando quem segue os donos da mini-geladeira a manter o hábito também.

E como funciona?

“Os aparelhos ganharam “vida digital” devido a um dispositivo eletrônico capaz de integrá-los à web. Toda vez que a porta do eletrodoméstico for aberta, um tweet é postado automaticamente no perfil da pessoa, avisando seus milhares de seguidores que ela está bebendo água e os incentivando a fazer o mesmo. Caso o dono da geladeira fique 12 horas sem abri-la, o equipamento envia uma mensagem direta via Twitter para lembrá-lo de que é preciso se hidratar.”

Deste jeito lúdico e geek, tanto o dono da geladeira quando seus seguidores são relembrados da importância de beber água diariamente. Parece pouco importante, mas não é: a média de consumo dos brasileiros é pequena, abaixo da recomendação internacional.  No caso de famílias com crianças, como é a nossa, beber água é também dar exemplo e criar bons hábitos, concordam? Eu aprendi com meu pai – até hoje Shiraishi-san está sempre tomando água e mesmo em restaurantes pede a indefectível garrafinha de água para acompanhar a refeição – e espero que meus filhos tenham em mim o mesmo bom exemplo.

E se você curtiu, poderá acompanhar no meu perfil de Twitter @samegui os tuites da minha linda mini-geladeira inteligente a partir de hoje, 30/11.

Para saber mais sobre a ação, acompanhem também o perfil @BonafontBrasil ou acesse www.euqueroeliminar.com.br.

P.S. A ação é da  Wunderman, que desenvolveu a tecnologia do dispositivo eletrônico e da programação. É a mesma agência que, no Dia das Mães, criou para a Danone torradeiras que customizavam a superfície do pão com a frase “Tomou Actimel hoje?”, a fim de divulgar o leite fermentado entre blogueiras da área de saúde, alimentação e família. Contei da minha torradeira aqui.

Este post é um publieditorial. Este aviso mostra o comprometimento e transparência deste blog com o leitor.

Gostei! Usando o carro de modo mais sustentável #dirigebonito

Postado em Sustentabilidade, Trânsito e Mobilidade no dia 30/11/2011

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Outro dia, eu estava no trânsito entre um compromisso e outro (geralmente deixo um dia da semana para fazer tudo que preciso fora do escritório, otimizando meu tempo e o combustível gasto) e uma amiga me mandou um tuite com estas dicaspara deixar seu carro mais sustentável.

Gostei das sugestões e repito-as abaixo, mas deixo a ressalva de que sustentável mesmo é reduzir o uso de carros, privados ou públicos. Além de insistir para a redução dos veículos privados (aqueles carros com apenas um ou dois passageiros rodando e que ocupam – e poluem – como muitos!), é importante repensarmos o modelo das nossas cidades, evitando trânsito supérfluo (vale mesmo a pena ir “naquela” loja imensa no centro da cidade só para pagar um pouquinho mais barato?) e procurarmos novos modelos para nosso cotidiano no que diz respeito ao trabalho, educação, consumo de cultura.

Começar a apropriação das nossas regiões é tão importante quando reduzir o consumo quando começamos a batalhar por uma vida mais sustentável!

Mas, enfim, vamos às dicas:

- O motorista deve se certificar de que os locais de descarte dos resíduos do seu como, como óleos, pneus e peças, tenham realmente como destino final a reciclagem.

- Seja obsessivo na regulagem do carro, já que, quando funciona de maneira correta, o veículo terá a menor emissão de poluentes possível.

- Faça sempre a manutenção preventiva.

- Opte por lava-rápidos e postos de lavagem que se comprometam com o uso econômico da água. E, quando lavar em casa, tente ao máximo possível economizar água.

- Sempre que possível, deixe o carro em casa e caminhe, pegue uma carone ou use o transporte público.

Segundo li, essas e outras estão no Guia do Motorista Sustentável que está circulando em São Paulo.

P.S. Se o tema lhe interessa, tem muitos posts sobre o assunto na categoria Trânsito e aqui um vídeo no qual debatemos o assunto no Dia Mundial Sem Carro de 2011.

Onde você guarda os livros dos seus filhos?

Postado em Little readers, livros, Mãe com filhos no dia 29/11/2011

Hoje pela manhã o pessoal do site @mamatraca perguntou: onde você guarda os livros do seu filho?

Na hora, pensei:

- Ora, guardo com os nossos!

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A leitura aqui não tem grandes restrições – apesar de eu avisar que livros como O Abusado, de Caco Barcellos não são para ler por enquanto – e nós curtimos muito compartilhar as leituras. Creio que assim é que nós criamos por aqui um ambiente leitor. Mas, de fato, quando eles eram pequeninos (tenho filmes dos dois, ainda engatinhando, pegando e guardando livrinhos que ficavam ao seu alcance em estantes bem baixas) os livros ficavam sempre perto deles.

Eu fui criada assim: na sala, atrás da TV, ficava a imensa (mesmo) biblioteca do meu avô que cresceu muito com o amor aos livros de minha mãe e com a generosidade de meu pai, que nunca disse não para pedidos de aquisição de livros e discos.

[Ah, sim, eu sempre tive acesso ao toca-discos e herdei a coleção de LPs do vô jornalista! Mas isso é tema para outro post!]

Acho que tem livro em todo lugar por aqui! Mas boa parte fica no “quarto de brinquedos” e os favoritos ou que estão sendo mais lidos (os meninos adoram livros de referência) ficam nas estantes do quarto. E temos um canto para os divertidos (de quadrinhos, música, fotografias e viagens) na sala.

E você, querido leitor, onde ficavam os livros na sua casa? E como esta organização doméstica influenciou sua formação como leitor? Compartilhe sua opinião ou experiência nos comentários! Eu escrevo só para convidar você para esticar a prosa, já notou?

Das “marcas” ligadas à educação e o anacronismo do vestibular

Postado em Carreira e dinheiro, Comportamento, todos pela educação no dia 28/11/2011

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Neste domingo, logo cedo, li este tuíte:

“Boa sorte a todos os jovens que prestarão Fuvest hoje. Vcs tem minha solidariedade. Que um dia não precisemos mais desse funil iníquo. o/”

Como crítica de certos detalhes do atual modelo educacional e, acima de tudo, do processo competitivo que se cria cada dia mais cedo nas crianças, buscando um resultado “imediato” (das notas e da “posição do ranking”) que só se completa de fato com o sucesso num bom vestibular (este também com uma boa colocação), não resisti e comecei um longo papo com a autora do microtexto de boa sorte aos vestibulandos.

Em primeiro lugar ponderei que a Fuvest é um funil relativo. Vejo jovens que querem “o melhor’ viajarem para fazer vestibular aqui e isso tira um pouco da “realidade” do processo, que deveria atender prioritariamente aos “locais”, não acham? Eu creio que sim, porque são jovens criados sob a filosofia educacional que reforça a “marca” e não o “pertencimento”, assunto sobre o qual eu reflexiono muito aqui em Sampa. As pessoas movem mundos e fundos para colocar o filho “na escola certa” para a USP desde cedo, quando deveriam focar em criar uma relação de construção com as escolas e de cidadania com a educação do filho, que, no mundo ideal, estaria se formando para ser um cidadão e não simplesmente alguém com bom diploma para vencer processos seletivos (públicos ou privados).

Pode ser utopia, mas creio que se a gente educasse para pertencer e construir colaborativa e coletivamente uma sociedade melhor, as pessoas se fixariam, sem cortar as asas do conhecimento e a sede do saber, mas cresceriam com objetivos maiores do que ter esta ou aquela marca impressas no diploma.

Mas quem sou eu? Há anos discuto o excesso de gente com curso superior que nem sabe o que queria fazer, mas entrou aos 17! Há alguns anos escrevi um texto num blog colaborativo no qual era colunista e o texto “bombou” de comentários. O título tinha grande afinidade com a reflexão de hoje – algo como Por que decidir aos 17 o que se quer fazer pelo resto da vida – e o fiz na defesa do filho de um conhecido que queria que o filho, que recém completara 17 anos e concluía o ensino médio, entrasse “o quanto antes” na faculdade de Administração, seguindo os vitoriosos passos do pai. Faz tanto tempo que o jovem já se formou na faculdade e, pelo que sei, tem sua própria empresa, numa carreira promissora e empreendedora. Mas ainda tenho aqui com meus botões a necessidade de que nossa sociedade rediscuta a ansiedade com o diploma “o quanto antes e a qualquer custo“.

Na conversa de ontem pelo Twitter, minha interlocutora citou o “bacharelado interdisciplinar” com o qual simpatizo, mas entendo que, até para esta alternativa funcionar bem, a criança tem que se formar como ser, não como uma “peça incompleta” até que cumpra o ritual de passagem do vestibular/diploma.

Sempre converso com pais, de crianças ou adolescentes, que me pedem conselhos sobre escolas e metodologias de ensino. Noto nas conversas esta ansiedade com o futuro ligada à mítica de passar no vestibular, em geral sem reflexionar as reais (e boas) qualidades que a criança sempre demonstrou, focando neste “passe mágico” para uma vida melhor.

Visão anacrônica!

A busca pelo melhor diploma não é mesmo uma visão de um Brasil recém saído do império, tateando no escuro para refazer o status dos ricos? Quando acabou o coronelismo e as capitanias, o filho rico teria que “se diferenciar” com um diploma, sendo doutor. Quando escrevi sobre o luxo como algo que poucos têm e por isso é desejável pensei muito nesta relação das marcas na educação.

Ok, na teoria é fácil, mas como você reagiria se fosse o seu filho?

Aqui em casa, embora distantes do vestibular, temos nossa estratégia. Se ainda nos falarmos por aqui você poderá comprovar que não haverá pressão para faculdade, queremos que eles se ocupem de forma positiva, aprendam, ensinem e aí então se encaminhem para o trabalho. Se escolherem uma área que exija diploma, apoiaremos, mas sem insanidade com marcas educacionais.

P.S. Na minha coluna sobre Economia Doméstica no hotsite “Investe em vc” falo um pouco disso em cada texto. Procuro enfatizar que não se deve contrair dívidas e sofrer financeiramente para ter uma vida confortável e sim buscar sonhos reais e pessoais, sem se deixar levar pela ansiedade coletiva. O vestibular da Fuvest é um exemplo disso.

Máquina do tempo

Postado em Comportamento, quotes no dia 27/11/2011

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Há algumas semanas ganhei de presente o DVD do clássico dos anos 1980 De volta para o futuro. Passamos horas divertidas assistindo em família e foi gostoso ver que meus filhos não sentiram vontade de “voltar no tempo” para mudar algo do passado e com isso mudar seu presente e futuro. Dias depois me deparei com este trecho:

“Desejo a máquina do tempo para que não haja o havido e eu recomece misericordiosamente.”
Adélia Prado

Até ir morar fora do Brasil e, enfim, ter a sensação de que minha vida me pertencia, eu admito que às vezes pensava nesta máquina do tempo. Mas depois de tantas aventuras, alegrias (e tristezas, também), mas acima de tudo de tanta vida, eu não zeraria mais minha vida. E, acima de tudo, depois de ter os meus filhotes, eu não trocaria mais um minuto da vida. Às vezes a gente precisa viver a história inteira para compreender o significado de cada momento dela, não é mesmo?

E você, gostaria de uma máquina do tempo?

Revivendo os objetos antigos (e queridos)

Postado em Consumo Consciente, Famílias interativas no dia 26/11/2011

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Neste sábado a Folhinha lançou um desafio sustentável: antes de “enviar a lista ao Papai Noel”, que tal abrir o baú e escolher brinquedos que ainda divertem?

Há alguns anos, nesta época, eu promovi a Blogagem Coletiva do Consumo Consciente e sugeria algo parecido: repensar e rever o que temos antes de planejar novas compras. Minha inspiração vinha da experiência da infância, de sempre olhar algo para doar antes de ganhar e do “apego” dos meus meninos com seus brinquedos antigos. Como eu sugeri que não daria nada novo no Natal para quem não doasse, eles começaram a ver o que tinham para escolher objetos para doar e acabaram descobrindo que ainda “adoravam” os brinquedos antigos, que voltaram à roda do brincar diário. E eu tive que manter a palavra naquele 2008, época da foto abaixo (na confusão da separação de brinquedos para doação!)).

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Desde então, admito, os pedidos de presentes mudaram e se tornam cada dia mais conscientes, menos ansiosos e mais assertivos. Mas a necessidade de uma lembrança sobre os brinquedos e um estímulo para o brincar continua. Quando conheci o movimento Dirty is good (porque se sujar faz bem), descobri uma fundamentação teórica para algo que eu já intuía: brincar se aprende. Somos seres lúdicos e criamos brincadeiras com quase tudo na infância, mas precisamos ser convidados a brincar e este momento precisa ser compartilhado com boas companhias. Cabe a nós, pais e mães, tios e avós, fazer este papel de agregador e facilitados do brincar infantil, mas será que estamos realizando bem esta tarefa ou nos satisfazemos em comprar os insumos, deixando a obra por conta dos pequenos aprendizes?

Então, a um mês do Natal e no Dia Sem Compras, que tal dedicar o tempo que seria dedicado (perdido?) em lojas e shoppings e revistar os brinquedos, aproveitando para brincar com eles?

Já pensou em se divertir sem precisar de brinquedo novo? Pense em novos jeitos de brincar com o que tem em casa. Ou troque com amigos: o que é velho para você pode ser novidade para eles.

P.S. E para quem não tem crianças, mas curtiu a idéia: que tal conversar com amigos e ver se um não usa, pode ser exatamente o que o outro precisa? Estou trocando o sofá e uma amiga minha vai ficar com ele para a sala de TV da casa dela, numa troca que me deixou contente pois quando for visita-la vou me sentir ainda mais em casa (risos).

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Outros Dias Sem Compras:
http://www.samshiraishi.com/um-vdia-sem-compras/
http://www.samshiraishi.com/consumista-eu/
http://www.samshiraishi.com/dia-sem-compras/

Aqui entre nós: pedir para se abster de comprar em dia de folga pode ser uma maldade, ainda mais para quem, como nós, trabalha tanto que nunca tem tempo né? Mas vale registrar a data (um dia depois do Black Friday e um mês antes do Natal) como um dia para repensar o consumo de modo consciente. ;-)
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Calar é permitir, denunciar é combater

Postado em Ação e Cidadania, Blogagem coletiva, mulher no dia 25/11/2011

“Não se trata de um tema para punir o homem, mas para envolvê-lo, porque a questão afeta homens e mulheres e pode destruir a família”.
Luis Felipe Miranda

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No começo do ano, especificamente no Dia da Mulher, escrevi que tenho orgulho porque entre os posts mais buscados no @avidaquer estão textos sobre Lei Maria da Penha e outros direitos da mulher pelos quais toda sociedade deve lutar sempre. Comentava que, como conquistamos espaço e direitos neste século XXI, meu desejo era de que demonstremos no cotidiano que as lições da luta registrada em 08/03/1911 de valorizar a vida, criar oportunidades para todos e que unir forças para construir um futuro mais justo e digno perdurem em nossos corações e mentes. E que, neste caminho, não deixemos de lado o amor e a capacidade humana (e aqui fica minha crítica a quem enaltace como femininos os sentimentos de amor de que o ser humano é capaz) de amar, acolher e entender o próximo.

Mas nem todas as mulheres vivem esta realidade. Dados divulgados em julho, levantados na pesquisa Instituto Avon / Ipsos intitulada Percepções sobre a Violência Doméstica contra a Mulher no Brasil dão conta de que seis em cada 10 brasileiros conhecem alguma mulher que foi vítima de violência doméstica. (more…)

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