Ser “entusiasta” é diferente de ser “especialista”
Postado em Carreira e dinheiro, Cultura Web 2.0 no dia 30/06/2011“@vivivanblaso: Agora todo mundo é especialista em sustentabilidade, todo mundo faz consultoria na área, estou impressionada com a quantidade de profissionais que estão se vendendo no mercado como sustentáveis. Só espero uma coisa… que a sustentabilidade realmente aconteça.”
É o mesmo “fenômeno” das mídias sociais, todo mundo é especialista! Ser “entusiasta” é diferente de ser “especialista”. A palavra entusiasta vem do latim tardio (enthusiasta) e este do grego (ἐνθουσιαστής), que significa inspirado. Gosto mais da ideia de que algum tema – novas mídias, sustentabilidade, educação, cultura – inspire cada um de nós de alguma forma especial e por isso sejamos entusiastas do assunto.
es.pe.ci:a.lis.ta
- pessoa que se consagra com particular interesse e cuidado a determinado estudo e/ou habilidade
- pessoa que se dedica a um ramo de sua profissão
- ser, entidade ou objeto que tem habilidade ou prática especial em determinada coisa
en.tu.si.as.ta
que se dedica vivamente a alguma coisa, ou por ela se exalta, se toma de arrebatamento, se entusiasma
Mas a ideia de que podemos nos tornar especialistas – no sentido da pessoa que tem tem especial interesse e cuidado com um assunto – é algo que me parece exigir mais tempo. Considerando a etimologia da palavra, muitos (de nós) estariam aptos a, sem medo de parecerem arrogante, se autointitularem especialistas em mídia sociais, visto que nos dedicamos a este ramo como profissão, temos uma habilidade ou prática especial nesta área e temos cuidado com o estudo das inovações e ferramentas.
Será que não é preciso mais para ser um guru numa atividade assim? O que vocês acham?
Quanto é necessário de suor e de dedicação para passarmos de entusiastas a especialistas?
P.S. O post parece meio nonsense, mas tem um sentido: hoje é Social Media Day, o dia da mídia social. Há um ano eu estava no evento de lançamento da data, debatendo com outros profissionais que tiveram suas vidas alteradas pelas novas mídias sobre nossas experiências e nossas sugestões para quem está neste mercado tão novo e tão interessante.
Que coisa louca: é verdade que o amor é cego! Quem diria?
Postado em Comportamento, Saúde e Bem Estar no dia 30/06/2011“No recém-lançado “Sobre Neurônios, Cérebros e Pessoas” (Atheneu), o médico e neurocientista carioca Roberto Lent, 62, fala sobre descobertas da neurociência em uma língua que todo mundo entende. Nesta entrevista à Folha, ele explica como a desativação de certas partes do cérebro comprovam que o amor é cego e o ser apaixonado, louco.”
Iara Biderman

Ontem à noitinha vi esta nota na página da Folha de S. Paulo do Facebook: Neurocientista explica por que o amor é cego. Na hora tuitei brincando:
Que coisa louca: é verdade que o amor é cego! Quem diria?
E lendo a matéria com calma, gostei de várias coisas. A principal é a ideia de que Somos programados para amar. Bonito, não? Lent reforça a ideia que os românticos defendem há séculos: “Animais são programados para reproduzir, mas não podemos dizer que se amam. No nosso caso, há um ingrediente a mais, que é a experiência subjetiva“.
Aquelas sensações do amor – do arrepio ao orgasmo, do que nos faz corar, suar, ofegar, o coração bate mais rápido até se exibir para a pessoa amada – temos reações que poderiam ser confundidas até com o medo, admite o neurocientista. Segundo ele, estudos usando ressonância magnética funcional (aquela que mostra imagens do cérebro em atividade) é possível fazer um mapa de regiões que são ativadas em situações relacionadas ao amor e considerando as principais regiões ativadas (ínsula e núcleo acumbente, que não me perguntem o que são, mas vocês podem ver aqui) e notar que há ativação dessas regiões e desativação de outras áreas no lobo frontal do cérebro.
Em termos leigos, o que isso significa?
As regiões frontais são associadas ao raciocínio, à busca das ações mais adequadas. Desativar essas regiões significa perder o controle. Na paixão, a pessoa deixa de levar em conta certas contingências sociais e faz coisas meio malucas. A expressão “o amor é cego” reflete a percepção dessa desativação do lobo frontal descoberta pela ciência.
Segundo o pesquisador português Antônio Damásio, cada emoção tem uma combinação do que ele chama de marcadores somáticos, diz Lent.
“Quando você tem de novo a exata combinação, produz o mesmo sentimento. No caso do amor, fica marcada em seu cérebro uma combinação de circuitos e reações que é ativada quando você encontra a pessoa amada, vê uma foto dela ou apenas pensa nela.”
Em suas palavras, a função do amor é aproximar pessoas, inclusive aproximações improváveis: como o amor é cego, você pode amar pessoas que normalmente são rejeitadas por outros. Sempre haverá um certo alguém para outro alguém. E nesta ideia de que seria desfavorável para as espécies se só se aproximassem entre si pessoas loiras de olhos azuis, eu ri e me achei porque afinal, sou uma mistura étnica, tanto quanto meus filhos!
E aí, você concorda com o pesquisador? Será que o amor é realmente cego ou na verdade ele é muito mais “inteligente” e vê mais longe do que os olhos na perpetuação da nossa espécie?
P.S. E tinha como não lembrar do filme O Amor é Cego, no qual o personagem de Jack Black é hipnotizado e passa a ver a beleza interior das pessoas no lugar de sua aparência externa? Divertido e um convite à reflexão.
Inverta do jeito certo
Postado em Artigo Patrocinado, Casa e decoração, Consumo Consciente no dia 29/06/2011
Um dos seriados que mais gosto atualmente é Mad Men, uma “novelinha” que passa na New York do começo da década de 1960 e retrata com muito detalhamento e acuidade a vida cotidiana da época. Cada vez que vejo um novo episódio duas coisas me chamam atenção: notar que até os “criativos” eram quadrados no seu pensamento sobre a sociedade e, em segundo lugar, perceber como as mulheres inverteram a sociedade a partir de conceitos muito básicos que elas traziam do uso dos objetos e da observação das pessoas.
Mas para chegar neste ponto de liberação (a história se passa na transição da sociedade tradicionalista para as ondas de mudanças comportamentais que varreram o mundo no final da década de 1960), noto que as donas de casa, da mãe de Peggy Olson à Betty Draper, as norte-americanas tiveram a sorte de ter à sua disposição muitos “assistentes domésticos” para poder mudar sua rotina de vida e ganhar novos espaços na sociedade com o tempo que sobrava.
Lembrei muito destes exemplos quando vi a proposta da campanha Inverta do Jeito Certo da Panasonic convidando a “brincar” com as possibilidades de inversão ao perguntar “O que você inverteria?”.
Eu vivo uma vida que muita gente considera invertida para minha geração – fui noiva quando ninguém fazia isso, casei cedo, demorei para ter filhos, larguei o trabalho para ficar com eles antes disso ser “comum”, trabalho de casa há mais de uma década em homeoffice, contrato pessoas em homesourcing para minha empresa por crer que O Mundo É Plano…. inversão é o que não falta aqui.
Eu rio de mim mesma e das loucuras do cotidiano misturando casa, filhos, trabalho e sociedade com o marido e se pudesse participar do concurso cultural “Essa eu inverto” teria fotos e vídeos descontraídos sobre inversões equivocadas e acertadas do dia a dia.

E se você ficou com vontade de participar, mas está sem ideias ou não se acha engraçado o suficiente, que tal se inspirar nesta participação cidadã que vi no hotsite? Tem muita coisa que a gente inverteria por aí, não é mesmo? Corre lá!
O que seria de mim sem os eletrodomésticos que facilitam minha vida? Eu jamais conseguiria ser multitarefa!
Pense na sua vida sem os gadgets de donos de casa (porque homem quando acostuma a comprar equipamentos para casa, é muito mais early adopter e heavy user que mulher né?) e descobrirá que você já é uma pessoa positivamente invertida pela tecnologia no lar e possivelmente não sobreviveria na sua correria sem produtos que unem inteligência e menor consumo de energia.
Falando em design, gostei do resultado da equação tecnologia X design que os refrigeradores da linha Inverter da Panasonic têm: o consumo de energia é “classe A” graças à sua nova tecnologia, que otimiza o funcionamento do motor, poupando energia. Além de ter o congelador na parte de baixo, quem quiser pegar só vegetais ou bebidas não abre tudo, diminuindo a troca de ar refrigerado com o ambiente.
E se você ficou com vontade de participar, mas está sem ideias ou não se acha engraçado o suficiente, que tal se inspirar nos exemplos que estão publicados no site? Tem muita coisa por aí que a gente inverteria, não é mesmo? Corre lá!
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O que fazer com as crianças nas férias de julho?
Postado em A Vida Como A Vida Quer, Artes no dia 29/06/2011
"As ferias de julho prometem: sem tarefa, #aos8 me convenceu a deixar testar o jogo online Pandanda (e o melhor amigo dele dá dicas ao telefone!)"
Ficar em pânico com a chegada destas férias que liberam as crianças, mas muito raramente os pais, é algo que já me ocorreu, lá em 2005, primeiro ano com os meninos sem nenhum parente em Sampa e sem empregada-babá também. O caçula tinha 2 aninhos e era muito novo para colônia de férias, quase tanto quanto o mais velho, à época com 5 anos recém-completados.
O que eu descobri foi muita criatividade para criar atividades em casa, envolvê-los em brincadeiras sem minha participação direta (já começando a experimentar o Brincar Desestruturado, do qual depois me tornei defensora), conviver com coleguinhas e sobretudo aproveitar os programas culturais da cidade.
Nas últimas semanas algumas mães e pais me pediram nas redes sociais dicas para as férias com as crianças e estou planejando um especial no blog durante o mês de julho, com sugestões de leitura, audiovisual, jogos online ou offline e atividades culturais externas para as crianças aprenderem sem perceber neste mês em casa.
Convido você a ajudar com suas dicas:
Se tem posts legais com sugestões, faça um poutpourri para republicarmos aqui com links para os leitores do @avidaquer continuarem a leitura no seu blog e assim conhecerem sua visão, que tal? Se você é produtor de cultura e quer divulgar seu trabalho, avise a gente também. E se você (ainda) não tem um blog, não se faça de rogado: mande seu texto ou sua dica para este e-mail e publicaremos aqui no especial, ok?
Comente escolhendo um livro nesta lista – a melhor resposta vai receber o exemplar em casa por nossa conta
Postado em Artigo Patrocinado, livros no dia 28/06/2011Não sou uma pessoa super consumista, quem lê o blog sabe bem disso, daí eu não ter sido rendida pelos clubes de compras e outras novidades da web, mas tenho um fraco – todo mundo tem um calcanhar de Aquiles né? – que é livraria. Gosto tanto de ter novos livros que o investimento em leitura está no meu orçamento doméstico, em categoria separadinha lá na planilha de investimentos mensais. Comprar livros novos e compartilhar as leituras com as crianças, ler em parceria com o Gui, me aprofundar em temas que descobri num filme, num documentário, numa reportagem da internet, num blog que leio é uma parte ‘sine qua non’ do meu mês.
Se cabe no bolso, por outro lado na minha agenda raramente cabe a ida à livraria. Apesar de gostar tanto das megastores quanto as livrarias ultra especializadas de São Paulo, não tenho tempo para ir às lojas porque minha rotina é bem cheia e, (fica aqui a crítica) não há tanta livraria boa na região em que moro. E, talvez pelo hábito de menina de interior que escolheu seus primeiros livros na revista mensal que a mãe assinava para escolher as novas obras da biblioteca familiar, eu tenho uma relação positiva com a espera das entregas de livro.
E quando me convidaram para divulgar que um grupo com presença no e-commerce, o eFácil, tinha boas ofertas em livros e gostaria de oferecer ofertas exclusivas para os leitores do @avidaquer, eu gostei muito da ideia.
O eFácil é o site de compras para a pessoa física do Grupo Martins, um dos maiores distribuidores atacadistas da América Latina, com presença de norte a sul do Brasil. Tendo como base a solidez, a confiabilidade e a qualidade dos serviços Martins, o eFácil é reconhecido como um dos melhores e mais completos endereços de e-commerce do país. Ou seja, quando você compra a qualidade eFácil, leva junto também toda a credibilidade e tradição do Martins. Um nome que o Brasil inteiro conhece e confia.
E para animar os leitores – e deixar o convite para irem lá visitar a loja virtual e abastecer suas bibliotecas familiares – tem duas promoções exclusivas, que são um convite para visitar o site e conhecer a “estante virtual” de lá.
O eFácil concede um descontão especial exclusivo para compras de livros em duas categorias que escolhemos – comportamento e literatura infanto-juvenil – que eu já conferi e considero que valem muito a pena. Para aproveitar basta ir ao site por aqui ou aqui.
E o @avidaquer vai dar um presentinho especial para os leitores que comentarem neste post indicando uma obra que esteja nestas categorias da promoção e que tenha vontade de ler por conta de uma indicação ou reflexão que leu aqui. Conte qual o livro e porquê você merece ganhá-lo – a melhor resposta vai receber o exemplar em casa, por nossa conta. Valem os comentários postados entre 28/06 e 05/07 com livros que estejam listados neste link.
“A meritocracia não pode ser medida apenas pelo resultado econômico”
Postado em Cinema e TV, Política e Cidadania no dia 28/06/2011“A meritocracia não pode ser medida apenas pelo resultado econômico“, afirma Vera Zaverucha, nova nomeada da ministra da Cultura na Ancine… Qual será a boa medida para decidir quem merece apoio do Fundo Setorial do Audiovisual?
Zaverucha sugere que pesquisas de mercado ajudem a definir quais produções realmente merecem o apoio da Ancine, a Agência Reguladora do Cinema, órgão do Governo Federal que tem como proposta “fomentar, regular e fiscalizar a indústria fonográfica e videográfica nacional”.
A questão, para os consumidores de cultura como nós, é saber se a nova fase da gestão do Fundo Setorial do Audiovisual, gerido pela Ancine e ainda o grande agente de fomento ao setor, levará às telas as produções que queremos ver.
Concordo que “é necessário que existam linhas para todos os tipos de cinema, do comercial ao autoral“, mas eu gostaria de me sentir representada, tanto como consumidora quanto como cidadã.
E você, tem acompanhado este setor? Quais produções gostaria de ver apoiadas pelo fundo do “nosso” governo?
Corrente da confiança
Postado em Comportamento no dia 27/06/2011“Uma menina de 10 anos foi cruelmente espancada pelo pai por não ter feito todos os serviços da casa em Sooretama, no Espírito Santo, informou a TV Gazeta, do Espírito Santo. A menina ficou com hematomas por todo o corpo e teve o pulso quebrado. Ela contou que apanhou com mangueira e um pedaço de pau.
Enquanto a menina apanhava, a mãe trabalhava na lavoura.
(…)
Mais de 90% dos casos de violência contra crianças na região partem dos pais, que dizem que bateram para educar os filhos.”
Parece notícia antiga? Mas saiu no jornal O Globo de 16/06/2011
Sabem aquela marca de produtos para o lar com vendas door-to-door que promove reuniões entre amigas para divulgar os produtos? Eu lembro nitidamente porque no interior, onde cresci, estes encontros eram muito comuns e nos divertíamos muito acompanhando as mães. Mais tarde também fui consumidora dos produtos porque uma vizinha se tornou uma revendedora. Há uns dois anos ganhei um brinde da assessoria da marca e junto com ele informações sobre uma campanha que me interessou sinceramente.
Trata-se da campanha “Chain Of Confidence” (Corrente da Confiança) que busca uma mudança na sociedade em relação às mulheres – sejam elas mães, esposas, donas de casa ou profisisonais, a campanha afirma que focar nas mulheres é encontrar um caminho para uma sociedade mais justa. A campanha é internacional e tem como madrinha a atriz Brooke Shields, de quem já falei na época do lançamento do seriado Lipstick Jungle e que é uma figura feminina em evidência desde a mais tenra idade (foi lançada ao estrelato antes da adolescência com Lagoa Azul, Amor sem fim e Pretty Baby, filme no qual ela interpretava uma menina de 12 anos prostituída) e há alguns anos surpreendeu os fãs confidenciando que teve depressão pós-parto, mostrando-se uma mulher comum, como qualquer uma de nós.
Na campanha brasileira a empresa adotou a Fundação ABRINQ – e isso foi outro ponto positivo para mim, pois até meu cartão de crédito é ligado à fundação para ajudar em seu trabalho de subsidiar educação infantil e de certa forma controlar o trabalho infantil com seu famoso selo.
“A instituição privada deve se preocupar com as mulheres desde a sua infância, só assim obteremos melhores resultados quando se tornarem adultas”.
Não só as crianças serão beneficiadas por esta campanha, essa “corrente” também oferece às mulheres, troca de experiências, de relacionamento saudável, melhoria na qualidade de vida e chances de transformar seu potencial em oportunidade de carreira.
Segundo a Central de Atendimento à Mulher, um serviço 24 horas vinculado à Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, da Presidência da República, 27,5% foi o aumento de denúncias ao Ligue 180, que atende a relatos de agressões ou ameaças à mulher. Entre nesta luta também, visite o www.violenciamulher.org.br e compartilhe informações com sua rede de amigos!
P.S. Este post NÃO é um publieditorial. É ativismo social.
[update] Outros posts sobre o tema:
- Você sabe para que serve o Conselho Tutelar e como deve acioná-lo se for preciso?
- Palmada não resolve e não há castigo corporal tolerável
- Limites e respeito em família
- Agressão física – ou porque agressão verbal é uma forma de violência psicológica
- Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher
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