“Minha brasília amarela, ‘tá de portas abertas”… @pobregram
Postado em Cotidiano e sociedade, Cultura Web 2.0 no dia 30/04/2011Outro dia, na feira, vi este carro e não resisti: mandei pro Instagr.am dizendo:
“Quem se lembra que as brasilias tinham porta-malas na frente? Mamonas Assassinas feelings…”

"Se no dia da foto da feira eu soubesse do pobregr.am, o tumblr que faz piada do aplicativo do iPhone, eu teria mandado para lá!"
Alguns curtiram e rolou até uma discussãozinha sobre ser variant ou brasilia, além de muitas lembranças dos Mamonas Assassinas que faziam um humor tão próximo do que hoje se faz nas redes sociais – já pensaram que Dinho e cia se dariam super bem com Youtube e Twitter?
Esta veia humorística, tão feliz entre os brasileiros, é tema de uma reportagem da Época desta semana que traz os famosos das redes sociais que estiveram no youPIX nesta semana, com poucas novidades para quem lê blogs e segue Twitter o tempo todo, mas muita coisa interessante para quem está fora deste universo geek.
#ficaadica
Limites e respeito em família
Postado em Comportamento, Mãe com filhos no dia 30/04/2011
Nos mais de dois anos em que fui articulista no Mãe com filhos recebemos muitas perguntas sobre limites dos filhos, com pais que se dizem perdidos diante da cansativa tarefa de colocar limites no cotidiano dos filhos. Afirmações como “não me obedece a não ser por ameaça” ou “já cheguei bater nela, por de castigo, mas ela so piora” são uma demonstração que de a pessoa chegou ao seu limite. Como pais nós também temos direitos, também chegamos ao limite e cansamos de tanto repetir as mesmas ordens, sugestões, orientações sem sermos ouvidos.
Ainda tenho momentos assim com meus filhos, mas sofri mesmo quando eles estavam na “pior idade”, ou seja, a fase do reizinho, entre 2 e 4 anos. Gosto muito de ler e foi nos livros que achei soluções para nossa convivência. O livro que me ajudou muito a compreender a importância de estabelecer, manter e respeitar os limites, tanto deles quanto meus, foi Limites sem Trauma, da filósofa, mestre em Educação e professora da UFRJ Tânia Zagury (que tem um site com conteúdo muito bom aqui ). Inclusive, acabo de indicar para minha irmã, que está começando a sofrer com a manha do meu sobrinho, de pouco mais de um ano.
Tânia Zagury foi a pioneira em tratar dos limites na educação dos filhos, exatamente quando todos os profissionais da área defendiam a liberdade total para as crianças, com o propósito de não traumatizá-las.Precisamos de um pouco de história para compreender: até os anos 1960 a educação se baseava na repressão e no autoritarismo dos pais, linha que foi substituída por uma tendência à liberalização que acabou conduzindo à falta de limites. Pesquisando os resultados desta mudança nas famílias brasileiras, Tânia alertava no livro “Sem padecer no paraíso “, em defesa dos pais ou sobre a tirania dos filhos (resultado de uma pesquisa feita em 1989 com 160 pais) acerca das conseqüências sociais da liberdade excessiva que estava sendo dada às crianças. Os pais que foram reprimidos como filhos, continuaram a ser reprimidos como pais e a liberdade se confundiu com falta de autoridade. A autora também deixa um apelo nas suas entrevistas sobre o tema, afirmando que “a coisa mais importante é redirecionar os pais para o seu verdadeiro papel, o de educadores.”
Se você está vivendo esta situação, lembre-se de que tanto você quanto seu companheiro e seu(s) filho(s) têm direitos e deveres na família e que uma condição para viverem em harmonia é respeitarem uns aos outros. Ensinar nossos filhos a respeitar as regras da boa convivência em família e tentar atender às necessidades de cada um é um dos maiores legados que deixaremos a eles como cidadãos. E com uma boa conversa, atitude firme (de quem não volta atrás porque tem certeza de estar certo) e amor vocês conseguirão passar por esta fase sem precisar cair na tentação de experimentar tapinhas ou castigos físicos para se fazer respeitar.
P.S.Um truque que eu uso quando fico em dúdiva sobre isso é me perguntar como eu reagiria se estudasse ou trabalhasse com uma pessoa como meu filho. Na hora eu percebo se o ensinamento é necessário ou não para ele ser feliz e realizado no futuro.
[Texto originalmente publicado no Mãe com filhos em 11/03/2009]
Participe do #WorldWishDay e faça uma criança sorrir
Postado em Ação e Cidadania no dia 29/04/2011“Nós realizamos os Desejos de crianças com enfermidades que colocam em risco as suas vidas, enriquecendo a experiência humana com esperança, força e alegria.”
http://www.makeawish.org.br
Sempre falamos aqui de voluntariado, de usar nossa capacidade de comunicação e de ação para tornar o mundo mais humano, mais solidário, mais feliz. Hoje eu e você podemos fazer parte disso no World Wish Day, um dia de voluntariado e arrecadação de doações que vão além do dinheiro: um tweet, um post ou um espaço no seu blog o banner da ação valem muito para esta causa.
Se você quiser doar um post, o release sobre o World Wish Day e a Make-A-Wish está anexo, e tem muita informação útil. Se você prefere o Twitter, lembre-se de usar a hashtag #WorldWishDay.
Se você gostaria de veicular o banner, os formatos estão no link www.makeawish.org. Basta clicar no botão “Ajude a divulgar” e escolher o melhor formato para seu blog ou site
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Se você quiser doar algum valor, visite a página para doação (via PayPal ou PagSeguro) da Make-A-Wish Brasil.
Venha ter o poder mágico de fazer uma criança sorrir.
Para conhecer melhor o projeto no Brasil visite também o Twitter, Blog, Fanpage, Youtube e Flickr.
As mães protegem os filhos, mas quem ganha com isso são as filhas
Postado em Comportamento, Mãe com filhos no dia 28/04/2011“Quantas famílias vocês conhecem em que os rapazes são protegidos em relação às meninas? Eu conheci algumas. A garota estuda mais, começa a trabalhar cedo, corre atrás da vida e recebe pouca ajuda dos pais. Ela é tão eficiente em cuidar de si mesma que parece nem precisar de apoio, material ou afetivo. Avança sozinha. Enquanto isso, o garoto, ou garotos da casa, têm vida mais fácil. Estudam menos, demoram a buscar trabalho e moram com os pais até casar. Eles têm casa, comida, roupa lavada e, com sorte, até um carrinho. É uma situação muito comum na classe média.”
Com estas palavras começa o artigo de Ivan Martins, diretor-executivo da Época, sobre uma possível conspiração das mulheres – algo no estilo Pinky e Cérebro e que, se pensarmos bem, está mesmo acontecendo.

“As mães protegem os filhos, mas quem ganha com isso são as filhas“. Como assim???, podem perguntar as profissionais e estudantes que ainda se sentem “meninas” prejudicadas no amor e cuidados que os irmãos “homens” recebiam a mais em casa. Para responder podemos seguir a linha divertida e concordar que “é como se as mães intuíssem uma fraqueza e apoiassem quem precisava delas“, mas eu gostei mais da ideia de que “o que vem acontecendo, há várias gerações, é uma espécie de conspiração inconsciente das mulheres em benefício das suas filhas. Como as meninas tinham e ainda têm muito a conquistar em relação aos homens, são ensinadas pela mãe destacar-se na escola e lutar pela vida, de uma forma dura e efetiva: as mães, nas palavras da amiga, empurram as filhas para fora do ninho, enquanto os irmãos ficam lá, de boca aberta, piando até por volta dos 30, ou depois. O que parece proteção para os meninos, diz minha amiga, é uma sacanagem de longo prazo contra eles. Se as meninas estudam mais, trabalham mais e são incentivas desde cedo a serem auto-suficientes, quantas décadas vai demorar antes que elas ponham os homens no chinelo e tomem o lugar de privilégio na sociedade?”
E nesta tarde em que estarei no youPIX debatendo os blogs femininos (no painel Blogueiras anos 50), tem assunto melhor para eu deixar em aberto aqui no blog?
BLOGUEIRAS DOS ANOS 50
O nosso debate se propõe a explorar uma curiosa questão quem vem surgindo na blogosfera: Se por um lado a mulher na era da internet possui autonomia e independência financeira, por outro a temática de muitos blogs populares como os vencedores do Bloggie Awards (considerado o Oscar da categoria) estão voltados para temas mais tradicionais como dicas do lar, culinária e moda.
Nada contra blogs dos temas acima – você, querido leitor, sabe o quanto eu estive envolvida com blogs femininos de todas as tribos como curadora da rede de blogs do MdeMulher, da Editora Abril, de 2008 a 2010 – mas o fato é que tem que ter espaço para mais. E este “plus” que já existe na blogosfera, mas não tem aparecido nos prêmios e eventos, é o tema da conversa para a qual convidamos você.
Opinem aí e assistam o painel aqui.
Quer ir à Indy neste final de semana? Tem sorteio de ingressos no Twitter e na Fanpage do @avidaquer
Postado em A Vida Como A Vida Quer, Artes, Trânsito e Mobilidade no dia 28/04/2011[update]
Os vencedores da promoção foram @andypinheiroo e @dan1elgo1s
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Em comemoração aos 6 anos do blog A Vida Como A Vida Quer, que nasceu do encantamento com a diversidade de eventos culturais para aproveitar em família na cidade de São Paulo, estamos promovendo alguns sorteios de temas ligados ao cotidiano do blog.
Nesta quinta-feira, 28/04/2011, o convite é para aproveitar que a fórmula Indy está na capital paulista. Como os parceiros @velocidade e @autozine, o @avidaquer tem 2 pares de convitinhos para arquibancada setor vitória da corrida de fórmula Indy (Itaipava São Paulo Indy 300 Nestlé) que acontece neste final de semana em São Paulo. Os felizardos poderão ver os treinos oficiais no sábado e a corrida no domingo, mas é preciso ser rápido: o sorteio, que faremos por Twitter e Facebook, acontece hoje, às 23h, e os ganhadores terão que nos mandar seus contatos até as 9h da manhã desta sexta-feira, ok?
Como participar do sorteio por Twitter
- siga o @avidaquer
- RT a mensagem “Quero ir à @indyemsaopaulo a convite do @avidaquer e as #BateriasMoura http://kingo.to/zSX“
E para concorrer no Facebook:
- seja fã da página do blog no Facebook (se você usar tb Twitter terá duas chances de ganhar)
- depois de curtir (ou se você já é fã!) basta clicar neste link, que vai te levar direto à promoção. Se você já é fã, basta clicar no link direto. Chegando lá, é só clicar em participar. Pronto!
Lembrando que serão dois sorteados e cada um vai levar um par de ingressos para o setor Vitória, válidos para sábado e domingo. Nos dois casos vale apenas para quem mora em São Paulo (porque não estão inclusas despesas com delocamento e hospedagem) e for seguidor do @avidaquer no Twitter e/ou fã do blog do Facebook.
A “decisão” acontece via sorteie.me ainda hoje, às 23h ! Por isso, seja rápido. Os ingressos serão entregues pela própria Moura nos endereços informados pelos ganhadores.
E para quem acha que o tema não tem nada a ver com o blog, vale ver o vídeo abaixo, da @maecomfilhos no comercial das Baterias Moura, que patrocina estes convites para os leitores do A Vida Como A Vida Quer.
P.S. As regras são simples: (more…)
Tornar palpável o resultado da reciclagem ajudaria?
Postado em Consumo Consciente, Sustentabilidade no dia 28/04/2011“Em Israel, a Coca Cola abriu uma pop up store que comercializa apenas produtos reciclados, feitos a partir de garrafas e latinhas do refrigerante. Os clientes foram convidados a trazer embalagens da bebida para a loja e, com a adiçao de um pequeno valor em dinheiro, trocá-las por produtos novos, entre roupas, jóias, acessórios, bolsas e até mobília.”
Debora Schach

Hoje, ao ver no BlueBus a notícia do lançamento desta loja da Coca-Cola em Israel, reflexionei sobre o quanto tornar “palpável” (de pegar, usar, ver com as mãos) poderia ajudar a divulgar a ideia do reuso de materiais. Para muitos consumidores falta a noção de como o lixo que podemos reciclar ou reutilizar pode ser transformado em objetos bons, bonitos e baratos.
Tem que ser os três, não concordam? Ter o “trabalho” de separar o lixo e depois comprar objetos feitos com este produto reutilizando pagando muito caro por algo que não tem a mesma qualidade do novo não anima! Mas, pelo menos no vídeo que incorporo abaixo, me parece que se trata de um conjunto variado de objetos de boa qualidade.

Se a loja existisse por aqui você optaria por produtos reciclados ou de reuso de materiais em detrimento de novos?
P.S. E fica a pergunta para os militantes: é válido estimular a compra de produtos reciclados ou já estamos num ponto em que deveríamos caminhar para uma desaceleração do consumo como um todo?
Jabuticabeira é luxo – e condomínio é purgatório! Será?
Postado em Casa e decoração no dia 27/04/2011“A pressa do mercado em mandar projetos imobiliários para aprovação está pasteurizando as moradias paulistanas.”
Juliana Mariz no Blue Chip

Falei há pouco de Classe C e lembrei de uma entrevista com Silvio Kozuchiowicz, da SKR, que tratava das tendências no consumo de uma fatia do mercado que, geração vai, geração vem, continua consumindo: os jovens casais. Estima-se que 30 mil paulistanos vão mudar de casas para apartamentos até o próximo ano, no geral casais jovens entre 25 e 35 anos e com renda média de R$ 4 mil que deverão ocupar os cerca de 300 condomínios econômicos projetados em SP até 2012. O levantamento (da Lello), também parte da classe C, mas numa visão bem diferente da do post anterior. É gente que quer aproveitar os condomínios com modelo característico: 120 apartamentos cada, duas torres, piscina, churrasqueira e valor de condomínio em torno de R$ 200.
Os desafios deste grupo não estão na conta bancária para arcar com tudo, mas na convivência com uma realidade totalmente nova, “a vida em coletividade, vizinhos em cima, abaixo e dos lados, assembleias ordinárias e extraordinárias, necessidade de observar as normas internas e colaborarem com a segurança do prédio”. É uma realidade que ouço meus pais negarem sempre que digo que a casa onde moram está grande e que dá muito trabalho para os dois, aposentados sem crianças em casa. Minha mãe responde, convicta: “filha, condomínio é purgatório!”.

Mas condomínio é a alternativa para se sentir seguro e ao mesmo tempo ter certos luxos. O que devemos ter em mente antes de mudar para edifícios é qual o modelo de vida dos moradores, que padrão de vida as pessoas viverão, qual seu nível educacional, quais suas prioridades quando de uma decisão coletiva. Como saber? Na verdade não sei, mas identifico em detalhes como o valor e o detalhamento da taxa condominial e os benefícios aprovados para as áreas coletivas um bom sinal do que importará para o grupo com o qual conviverei por um longo tempo se comprar determinado imóvel.
E, ao ver projetos surgindo na minha querida e tradicional Mooca, me pergunto se as crianças precisam de brinquedoteca fechada para se divertir. Críticos afirmam que elas existem em condomínios para as babás conversarem – e as mães sem babás se sentirem estranhas no local.
“Ela [a criança] precisa de uma jabuticabeira onde possa bater o pique no esconde-esconde. E a família tem que estar junto. Não precisa de um clube enorme onde você perde a criança de vista. Ter contato visual com a criança é fundamental“, afirma Kozuchiowicz.
Mas isso tudo não era a moda?
Foi uma tendência, em muito fortalecida pelo papo de vendedor. Concordo com Kozuchiowicz sobre algumas das tendências que vão além da churrasqueira na varanda – que pode ser um incômodo terrível dependendo do tipo de vizinho que a gente tem, né?

Prefiro pensar nestas novas tendências:
- a ideia de ambientes mais abertos, no estilo loft, que transforma espaços menores em boas áreas de convivência
- a alternativa de reciclar o quarto de empregada, criando um espaço multiuso (mais útil até do que o tal depósito na garagem)
- espaços de home office para guardar livros ou trabalhar/estudar podem mudar totalmente com os laptops, tablets e leitores de livros digitais
- salões de festas transformados em espaços multiuso que podem abrigar uma festa, mas também ser um lounge e se integrar de alguma forma a recepção do prédio
- hub social para aqueles momentos em que a gente traz trabalho para casa ou quem trabalha em casa precisa arejar a cabeça e mudar de ambiente, criando um espaço que estimule a interação das pessoas – já pensaram quantos potenciais parceiros comerciais podem estar pertinho de você?
E o que mais me agradou foi saber que o luxo mudou de parâmetro: não é mais a sofisticação e sim buscar a qualidade de vida atendendo as necessidades reais de cada família.
E aí, concorda com esta visão das tendências nas moradias? O que você busca (ou gostaria) num lar ideal? Conte aí nos comentários!


