Arquivo: January, 2011

Por que o café da manhã é mais do que você imagina?

Postado em Artigo Patrocinado, Conversas de Cozinha, Famílias interativas no dia 31/01/2011

O começo da semana foi corridinho aqui – nem contei antes porque estava me refazendo da depressãozinha de me despedir dos filhotes. Coração de mãe é bobo mesmo, né? Eles acordaram animadíssimos, comeram seu cerealzinho, café com leite e torrada de pão caseiro e foram animados para a escola, onde a partir de hoje as crianças almoçam. E porque almoçam longe de mim, aumentou minha preocupação em reforçar o café da manhã.

Eis que na volta eu soube de um papo ligado ao tema e que tem o jeitinho da nossa rotina: o Nescau® Cereal está promovendo um concurso cultural vai distribuir prêmios “bem maneros” através do Twitter, FacebookOrkut.

promoção de nescau cereal tem muitos prêmios http://bit.ly/egpUSg

Protagonizada pelos personagens Bola & Pingo, a promoção “O Café da Manhã é +” vai distribuir kits Nescau® Cereal – incluindo mochilas, tigelas personalizadas e “aquela” Tablet mais famosa do mundo – para quem responder de forma criativa à pergunta “Por que o café da manhã é mais do que você imagina?”.

E como participar?

Achei inovador e simpático que as respostas devem ser enviadas pelo Twitter incluindo a hashtag #muitomais, ou pelo Facebook, na aba da promoção. Nesses canais, as mães também encontrarão dicas de nutrição e informações úteis para o dia a dia com seus filhos. No Orkut, a pergunta deve ser respondida na área de comentários.

Mas corra!

O concurso cultural começou no dia 24 de janeiro de 2011 e vai até o dia 28 de fevereiro de 2011. A avaliação das frases vencedoras será realizada entre os dias 1º e 25 de março de 2011, e o nome dos ganhadores será posteriormente divulgado no site de Nescau Cereal® e nos canais da campanha.

P.S. Você sabia que algumas marcas de cereais matinais reduziram o teor de açúcar e passaram a usar cereais integrais em suas fórmulas? Aqui em casa, como somos fãs de granola e outros mix integrais, adotamos as que fazem esta escolha (como o Nescau Cereal) para aproveitar ao máximo os nutrientes dos alimentos. Segundo a nutricionista Bianca Masuchelli Chimenti, “cereais são os grãos que provêm das gramíneas, cujas sementes dão em espigas: como o trigo, arroz, cevada,aveia, milho, sorgo, quinua. Já a classificação integral se deve ao fato deles não terem passado por nenhum tipo de refinamento, ou seja, não terem sofrido alteração em sua estrutura.”

Como dirigir com segurança na chuva

Postado em Trânsito e Mobilidade no dia 31/01/2011
Chuvas na Vila Madalena

Foto que tirei, de dentro do carro, numa das chuvas de verão de janeiro em Sampa. A mancha marrom que aparece à esquerda, creiam, é água...

Chuvas na Vila Madalena

... esta mesma água que duas quadras aditante formavam um rio (nas proximidades do Fórum de Pinheiros).

Utilidade pública, não é mesmo? Foi o que pensei ao receber este release com dicas e sugestões para evitar possíveis estragos ou danos ao veículo durante os dias de calor que resultam em chuvas torrenciais.

Levando em consideração os “sinistros” (esta palavra não é o péssima?) mais comuns que envolvem carros alagados, os “especialistas” indicariam como o motorista deve proceder para evitar imprevistos nos dias chuvosos:

  • O rádio no carro ou a televisão antes de sair de casa são grandes aliados. Fique atento às notícias sobre pontos de alagamento.
  • Nos dias com chuvas intensas, evite circular por trechos com histórico de risco de alagamento.
  • Se conseguir identificar que a altura da água ultrapassará o centro da roda, não tente atravessar o alagamento. Quando não for possível ver a profundidade, o risco de cair em um buraco, do carro parar ou até mesmo aquaplanar é grande.
  • Ao dirigir em trechos alagados, mantenha a marcha reduzida, baixa velocidade, com rotação constante, em torno de 2.500 RPM. Isso melhora a aderência e a dirigibilidade do veículo.
  • Se o carro apresentar aumento de esforço ao esterçar, anomalias das luzes de injeção eletrônica, bateria e ABS, além de variação na luminosidade do painel, mantenha a calma, redobre a atenção e desligue os equipamentos que não forem essenciais. Se alguma destas situações persistirem, encaminhe o veículo para uma revisão.
  • Ao apresentar sinais de alagamento, não dê a partida e procure removê-lo até uma oficina. Isso reduz o risco de danificar o motor.
  • Em veículos que sofrem danos por alagamento é necessário fazer uma revisão completa, ou seja, a verificação de todos componentes eletrônicos e mecânicos. Faça a troca do óleo e filtros, assim como a limpeza imediata do veículo, para não danificar estofamentos e carpete. O veículo pode não apresentar defeito no momento do alagamento, mas o contato da água com componentes eletro-eletrônicos pode gerar posterior anomalia, com a oxidação das peças.
  • Verifique também o estado do óleo da transmissão, dos eixos diferenciais e do cânister, dispositivo que reduz a emissão de hidrocarbonetos dos tanques de combustível. Eles podem ter a vida útil reduzida e aumentar o risco de falhas na embreagem, suspensão e freios.
  • É indicado também ao proprietário que faça uma limpeza do sistema de ventilação do veículo, que pode estar contaminado por fungos e bactérias.

Você tem outras dicas para dirigir em dias de chuva forte? Conte aí!

Blog materno é Baby Brother?

Postado em Campus Party, Famílias interativas, Mãe com filhos no dia 30/01/2011

Campus Party - fotos de @angelaernesto #cpbr4-148

Campus Party - fotos de @angelaernesto #cpbr4-146

A pergunta parece estranha para quem nunca entrou num blog de mãe de bebê até uns 18 meses, mas quem tem alguém próximo com bebê e blog, sabe exatamente do que estou falando. Eu não estou criticando, na verdade pouco emito opinião sobre o tema porque considero que blog pessoal é um diário e tem que ser um espaço de liberdade. Mas “especialistas” (detesto esta expressão tão em voga ultimamente) criticam a exposição da intimidade familiar e os primeiros “tudo” da criança, definindo este modismo “Baby Brother” como algo que pode prejudicar a definição dos valores e da formação infantil.

“A criança vai crescer possivelmente achando que é bom expor a própria intimidade, porque ela dá valor ao que os pais valorizam”, afirma Luciene Paulino Tognetta, pedagoga e pesquisadora do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Moral da Unicamp e da Unesp.

Tenho muitas dúvidas sobre isso. Como acontece com outras ferramentas, não é o espaço de exposição que faz mal e sim a forma como lidamos com a vitrine virtual que pode prejudicar ou ajudar. Eu escrevo profissionalmente como mãe desde 2006 e não usei, jamais, situações íntimas ou constrangedoras dos meus filhos para ganhar simpatia, atrair comentaristas ou causar polêmica. Uso sim as situações vividas com (ou por) eles como ponto de partida para reflexões pessoais e, por que não, coletivas. Aprendo muito ao abrir espaço para pensar coletivamente como as situações vividas por meus filhos podem ser significantes para a concretização de uma mudança que vemos acontecer na sociedade, mas nem sempre conseguimos entender para onde vai.

Foi com estas ideias em mente que cheguei à desconferência de blogs maternos “Baby Brother” que realizamos no último dia da Campus Party. A ideia, que surgiu de conversas com @alinekelly @smiletic @anamariacoelho, se tornou uma necessidade de ampliar o debate em torno do tema, chamando mães que estão ligadas à maternidade e de alguma forma expõem (ou não!) seus filhotes ou sua imagem como mãe na internet.

Campus Party - fotos de @angelaernesto #cpbr4-150

Da troca surgiu muita coisa boa, difícil de concentrar aqui, mas vale citar que debatemos a presença do pai, a sobrecarga da mãe, a forma como os filhos lidam com as imagens (fotos e vídeos) nas novas mídias (redes sociais como orkut, facebook, twitter, youtube, flickr) e acima de tudo sobre a importância que a troca de ideias – e até de confidências – neste espaço virtual é importante para as mães atuais. É na internet que nós conseguimos nos sentir “normais” ou “menos anormais”, dizem em uníssono as mães, porque aqui achamos outras pessoas passando pelas mesmas situações – achamos também críticos, como os que apedrejaram as mães na reportagem da Folha, mas o fato é que nos sentimos parte do todo neste universo onde nem sempre as pessoas falam de filhos.

Na geração de nossos pais quase todo mundo tinha alguma relação com crianças – as famílias ainda moravam muito próximas, quase todos os casais tinham filhos, não raro tios e tias solteiros ainda moravam perto dos rebentos da família e tinham intimidade com os assuntos familiares. Hoje, apesar de tanta informação e da consolidação da presença do homem numa paternidade ativa, as mulheres não raro se sentem solitárias quando se tornam mães. Não há mais quem “acampe” na casa durante a “dieta”, enchendo de cuidados a mãe e o bebê, não tantos amigos com filhos com quem conversar e trocar informações, não há mais a avó aposentada com tempo para ajudar em tudo. E o que nos resta, muitas vezes, é a internet que nos une de forma indelével.

Se for também assim para você, conte abaixo, nos comentários, como a internet tem lhe ajudado a viver melhor a maternidade – e pode opinar sobre o Baby Brother, a exposição dos filhos na internet também.

Campus Party - fotos de @angelaernesto #cpbr4-153

Campus Party - fotos de @angelaernesto #cpbr4-151

PS: Meus agradecimentos pela presença “física” dos queridos @anamariacoelho @smiletic @vivianevivis @ glauciananunes @redemulheremae @maternidadedeles @deniserangel @doduti @criancaeconsumo @gnsbrasil @vanerodrigues @lidifaria. E a participação online de @deborasebriam @universomaterno @gra_flor @designerLu  @1001roteirinhos.

Pesquisa mostra como é alimentação, esportes, criatividade, diversidade na Geração 5.0

Postado em Criatividade em familia no dia 28/01/2011

“Acreditamos que a alimentação, a atividade física, a sustentabilidade, a criatividade e a diversidade transformam a criança de hoje no adulto melhor de amanhã. Os pais e a sociedade precisam acompanhar as mudanças. E a escola e os meios de comunicação continuam sendo de extrema importância para a discussão desses temas”.
Beatriz Mello, responsável pelo estudoGeração 5.0 – Os Novos Pilares da Infância“.

Meus filhos e os de @alinekelly na oficina de criatividade de Pritt e Silvio Alvarez

Soube da pesquisa, lançada no início deste ano e que traz um panorama das famílias interativas do Brasil, Argentina, Chile, México, Colômbia, Venezuela e Peru, pela equipe de @PrittBr, e coletivamente festejamos o fato de a criatividade ser uma das marcas mais visíveis na infância brasileira.

Além da criatividade, outros temas marcantes do universo infantil e adolescente da atualidade, como alimentação, atividade física, sustentabilidade e diversidade estavam registrados na pesquisa, que revelou também que (dentro do universo pesquisado, de 7 países da América Latina) o jovem brasileiro é o que menos se preocupa com o meio ambiente e sustentabilidade. Por outro lado, quando o assunto é sustentabilidade, existe uma troca de informações em casa.

“Pais ensinam valores, como não jogar lixo na rua, mas também aprendem com os filhos: uma em cada duas mães brasileiras diz que aprendeu muitas coisas sobre meio ambiente/reciclagem com o filho. E embora não saibam muito bem o que fazer, as crianças desempenham o básico: não jogam lixo na rua, não ficam mais do que 15 minutos no banho, não desmatam a natureza, não escovam os dentes com a torneira aberta e não imprimem muitas folhas.”

Preocupa-me sobremaneira saber que menos de 39% das nossas crianças tiveram contato real com a diversidade. Se você já pensou que falamos apenas em aceitar o mundo gay, faço questão de dizer que não, diversidade é aceitar quem é diferente da gente – e não trabalhar a aceitação e acolhimento do diferente pode ser o fator decisivo no desenvolvimento de comportamento violento, como o bullying.

É muito importante que as crianças tenham contato com a diversidade. Quando não existe o contato com o diferente, a violência aparece , surge a agressão verbal e psicológica em sua modalidade eletrônica. É o famoso cyberbulling, que acontece principalmente por e-mail, comunidades, vídeos, redes de relacionamento e MSN”

Mas vamos às coisas boas: as crianças brasileiras estão bem no que concerne à criatividade! Sei que não preciso explicar a vocês, mas é sempre gostoso reiterar que a criatividade faz muito bem às crianças pois promove relações abertas e positivas com a realidade, flexibilidade às novas situações e faz a criança lidar melhor com fracassos e provocações. Segundo os dados divulgados, 84% das mães acham extremamente importante estimular a criatividade dos filhos. Curiosamente a pesquisa demonstra que as mães (infelizmente só mães e crianças foram entrevistadas, deixando de lado os pais, cada vez mais presentes na vida das famílias) ainda são bastante tradicionais em relação às atividades criativas, preferindo as atividades que são reconhecidas pela sociedade.

Para as mães digitais se identificarem, um ponto no qual facilmente nos veremos retratadas: o estímulo à criatividade dos filhos está em diversas plataformas, como vídeos online, blogs, twitter, etc. Para 78% das mães assistir programas infantis é uma atividade que estimula a criatividade dos filhos (lembram-se do quanto já falamos sobre programas educativos e como a TV pode ser o início das conversas culturais?). E nem os jogos de computador ficaram de fora: uma em cada duas mães acha que jogos interativos na Internet estimulam a criatividade dos filhos. E para quem se interessa pelo tema, vale ler o post de @tuliomalaspina no @atitudeeco sobre a palestra “Parece impossível mas não é: Educação e Diversão” que rolou na área de Games da Campus Party.

E é sobre os jogos – mas não os eletrônicos – que eu fecho os temas levantados pela pesquisa, conclamando os pais a assumirem um papel ativo e a estimularem as escolas de seus filhos a estimularem mais a prática esportiva nas suas dependências.

“A escola é o lugar onde as crianças mais praticam esportes segundo os pais, mas as escolas não têm valorizado ou priorizado essa atividade. As crianças e adolescentes nunca entenderam tanto de esporte, só que hoje, elas são cyber esportistas e não esportistas reais. 50% das crianças jogam futebol “real” enquanto 87% jogam vídeo-game.”

Na comparação com argentinos, chilenos, mexicanos, colombianos, venezuelanos e peruanos, o jovem do Brasil é o que menos pratica esporte nas escolas. A prática de esportes e atividades físicas vem perdendo força e espaço para outras brincadeiras e atividades. Dados dão conta que em 2003, 75% das crianças andavam regularmente de bicicleta. Hoje esse número caiu para 41%. E dessa pouca atividade física, 79% são realizadas na companhia de amigos e na escola. Em casa e com os pais, a porcentagem dos exercícios físicos cai bastante – apenas 34%.

Não são só os pais que podem – e devem – mudar esta realidade. Podemos começar perto da gente, mesmo sem ter filhos, como fez o Fred Fagundes, do blog Quem Matou a Tangerina, que aproveitou a Campus Party para reunir blogueiros em para contribuirem com a Creche Comunitária do Pedregal, de Cuiabá (MT) – uma instituição  criada em 1984 pela própria comunidade num bairro com a criminalidade altíssima, a creche é o local onde mães deixam os filhos para trabalhar com tranquilidade. E o próprio Fred me contou que é voluntário na instituição, como instrutor esportivo.

Enfim, resumo da ópera: as pesquisas podem nos dar uma noção da realidade e, muito além da crítica ou da aceitação, podemos aproveitar os dados para mudar a realidade que nos cerca e criar um mundo melhor para as gerações que virão. ;)

O Estudo Geração 5.0 – Os Novos Pilares da Infância pode ser lido na íntegra aqui.

Babel gastronômica via metrô por @cozinhamatilde

Postado em Conversas de Cozinha no dia 26/01/2011

Ainda na vibe do aniversário da querida Sampa, um videozinho delicioso que Letícia Massula compartilhou hoje cedo no Facebook: um roteirinho gastronômico que ela fez para reportagem do Jornal da Globo, indicando lugares diferentes (e de culinárias diversas) que podemos saborear passeando só de metrô!

Para quem mora aqui, sugestão que permite deixar o carro em casa e descobrir lugares novos (ou rever antigos queridos). E para quem não mora em Sampa, #ficaadica de um roteiro delicioso!

#saopaulo457anos

Postado em Trânsito e Mobilidade no dia 25/01/2011

Crédito da foto: reprodução do portal R7

Para não dizer que me calei no aniversário da cidade que me acolheu, há seis anos, me ensinando a verdadeira sensação de lar, um resumo de reportagens que vi hoje pela TV.

São Paulo é a maior cidade do Brasil e uma das maiores do mundo. Assim como Nova York, Tóquio e Londres, a capital paulista conquistou o título de metrópole internacional.
Com 11 milhões de habitantes, a cidade recebe, por ano, um número de visitantes equivalente ao de sua população.”

E numa reportagem que passeou apenas no centro mais antigo da capital, vale ver os prédios que marcaram o crescimento de São Paulo e se tornam cartões-postais:

Mas a visão que mais me agradou foi das sete mil pessoas pedalando no aniversário de São Paulo, da Ponte Estaiada pela Marginal do Rio Pinheiros. Quando cheguei na cidade, vindo de Curitiba no começo desta tarde, vi vários ciclistas voltando do passeio – confesso que meio que atrapalhando o trânsito na nada #bikefriendly Radial Leste, mas ainda assim bem felizes.

A cidade podia se reinventar começando pelo apoio aos veículos movidos a tração humana, não é mesmo? E para começar, que tal uma @ciclofaixasp na Zona Leste, permitindo que na Radial Leste a gente chegue pelo menos até o Parque do Piqueri, no Tatuapé? #ficaadica

Pensar antes de digitar… Você exercita?

Postado em Campus Party no dia 24/01/2011

O que vale a pena publicar na internet? O que vale a pena trazer do “privado” para o “público”? Você já pensou sobre isso? Pois bem, durante a última Campus Party (que você já deve saber que aconteceu nessa semana que passou), um grupo de pessoas utilizou um dos poucos horários vagos do evento para conversar sobre isso.

Organizada por @anarina, sob as benções do Sr. @Inagaki e com o apoio/participação minha, de @Samegui e @Metheoro, a “desconferência” (clique aqui para saber como foi a dinâmica) aconteceu no último dia do evento e contou com a participação de um grupo de pessoas interessado em “pensar antes de digitar”… ou não!

Várias coisas chamaram a atenção durante as conversas que aconteceram ali. Uma delas, na minha opinião, ainda é a aparente falta de compreensão da maioria das pessoas, de termos e/ou posturas em relação às redes sociais.

Está muito na moda “ser Troll” ou “trolar” (tá vendo, já virou até verbo!), mas se formos olhar mais de perto, a maioria dos vulgos trolls da web não sabe o que isso significa (ou, pelo menos, o que poderia significar!). Claro que, estou colocando como premissa do respeito às leis vigentes no país e a vontade de utilizar a web de forma inteligente.

Se levarmos em conta a chatice do “politicamente correto”, um Troll seria aquela pessoa que vem para destruir verdades pré-estabelecidas, pré-conceitos sobre questões que “aparentemente” tem uma única possibilidade de leitura. Um Troll (daqueles que valem a pena seguir) é inteligente o suficiente para não ser enganado pela “Grande Imprensa” e/ou por algum “porta-voz da mídia independente”.

O oposto do Troll é o “BFF” (Best Friend Forever!)… mas tão insuportável quanto! É aquela pessoa que concorda com tudo o que você diz, nunca questiona nada e ainda faz o favor de sair repetindo algo que você disse, obviamente sem entender o significado e o deturpando no caminho!

Dessa forma, podemos perceber que um dos problemas das redes sociais não é ser um Troll e/ou ser BFF. Muito menos concordar com tudo ou discordar de tudo. O problema é não usar sua inteligência para pensar sobre o que você está lendo/escrevendo. É repetir posturas sem saber o “porquê” de se colocar desta ou daquela maneira.

Outro aspecto que apareceu na desconferência (desculpem o post longo, mesmo com o pouco tempo que tivemos, a discussão foi muito instigante!) foi “O quê” criticar/elogiar.

Um exemplo bastante esclarecedor (e conhecido por todos à exaustão) foi o caso do pior tuite de 2010. (Lembra? Está reproduzido abaixo) A discussão, obviamente, nos levou a pensar sobre a necessidade de julgarmos (quando for o caso!) as “ações” de uma pessoa e não quem ela é. Criticar alguém por algo que lhe é inato é cruel e desnecessário.

Primeiro porque ninguém poderá deixar de ser nordestino/sulista, homem/mulher, gay/hetero. Depois porque esse julgamento, na maioria das vezes crime, não ajuda a mudar a realidade sobre a qual estamos falando e/ou criticando.
Acredite, ninguém vai deixar de ser gay porque você não concorda com isso. O máximo que você vai conseguir com este tipo de discussão é mostrar o quanto você é preconceituoso e, talvez, mal resolvido.

Por fim, um coisa que parece ter ficado bastante clara durante a desconferência é que quem se utiliza das redes sociais com inteligência, sempre consegue encontrar a “forma correta” de chegar ao outro. Seja para criticar, para elogiar, para se divertir ou para divertir os outros. Se por acaso, você é um Troll ou um BFF. Se você é direto ou irônico. Se assume esta ou aquela postura, mas no final acaba “agredindo” ou “humilhando” alguém com suas ações, você está fazendo algo errado.

Pense nisso!

Postado por:

Max Reinert é dramaturgo, ator e diretor de Teatro de Florianópolis (SC). Escreve nos blogs NoGhetto e Pequeno Inventário de Impropriedades. às vezes, habla español! :P

Participou da Campus Party a convite do “A Vida Como A Vida Quer”.

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