You can’t fool all the people all the time… #euvotonaeducacao
Postado em Música, Política e Cidadania no dia 30/10/2010“It is true that you may fool all of the people some of the time; you can even fool some of the people all of the time; but you can’t fool all of the people all of the time.”
Dizem que a frase é de Abraham Lincoln e na íntegra diria algo como (tradução livre): “é verdade que você pode enganar todas as pessoas por um tempo, você pode até mesmo enganar algumas pessoas por todo tempo, mas você não consegue enganar todas as pessoas o tempo todo“.
Eu confesso que descobri a fala numa música de Bob Marley (cantor jamaicano que viveu de 1945-81) e que muita gente relaciona ao movimento rastafari, mas foi acima de tudo um excelente compositor e um combativo ativista político, tendo citado em suas canções fatos históricos e muitas referências bíblicas.
Nossos sábados são regados a música, é o dia em que podemos relaxar em família e frequentemente passamos a manhã num café da manhã longo, inevitáveis arrumações da casa e planos de cozinhar todos juntos ao som de músicas que gostamos muito. Hoje a manhã teve Bob Marley e ao ouvir Get Up Stand Up pensei muito no último debate dos presidenciáveis que vimos ontem e na votação do segundo turno presidencial que acontece amanhã.
Vejam como as palavras casam com o momento:
Get up, stand up: stand up for your rights! – Levante, resista: lute pelos seus direitos!…
You can fool some people sometimes – Vocês podem enganar algumas pessoas algumas vezes…
But you can’t fool all the people all the time - Mas não podem enganar a todos o tempo todo…
So now we see the light (What you gonna do?) – Então agora que você enxerga a luz (O que você vai fazer?)
We gonna stand up for our rights! – Vamos lutar por nossos direitos!
E para quem acha que vale a pena anular ou votar segundo os resultados de pesquisa qualitativa, uma última frase de outro bom compostitor (Renato Russo, “Que País É Este?”):
“Nas favelas, no senado, sujeira pra todo lado! Ninguém respeita a Constituição, mas todos acreditam no futuro da nação.”
E para você que ainda está indeciso, vale ler, porque tem muito a ver com o voto na educação pelo qual militei neste ano eleitoral, o post do @marcelotas (que tem mais de 1 milhão de seguidores do microblog e naturalmente foi muito repercutido ao abrir seu voto para presidente) Vote em mim em 2038. Assino embaixo destas palavras, exceto que, como voluntária do Todos pela Educação, quero ver as 5 metas da educação alcançadas até 07/09/2022!

“Falta muito tempo? Nada disso, é justamente o contrário. Pergunte a você mesmo: se começarmos a trabalhar hoje, de forma sábia e cidadã, quanto tempo será necessário para transformar o Brasil em uma potência exemplar? (…)
Chega de pensar no curto prazo; em fazer acordos apressados com os canalhas de plantão de sempre. Você não sente que está na hora de sairmos do papo-furado; de ter que decidir entre Dilma e Serra; entre PMDB e DEM; entre o pior e o menos pior?
28 anos é um tempo bom e justo para mudarmos de mentalidade e ajudar a preparar esse Brasil, tão poderoso quanto caótico e injusto, para assumir seu papel e responsabilidade no planeta. A idéia é planejar e ajudar o Brasil nesses próximos 7 mandatos, depois a gente assume o poder, que tal? Para fazer o Brasil ser o país mais legal do mundo para se viver em 2038, o trabalho começa agora. Este blog busca “entender melhor as notícias” de forma educativa, interativa e divertida. (…)Você está convidado a ampliar, mudar, criticar… (…) Temos tempo!”
Obrigada pelo aval do #FollowFriday – Mas o que é FF? E por que Aval?
Postado em Cultura Web 2.0, Twitter no dia 29/10/2010No sentido figurado “Avalizar” significa abonar, afiançar. O termo é mais comum quando usado para falar de finanças (com cheque, por exemplo) ou para explicar quando apoiamos dando caução. Mas, apesar da ideia de que para precisar de aval a gente demonstra fraqueza, no fundo aval é uma coisa boa. Se o considerarmos como uma garantia dada por uma terceira pessoa ou entidade para os intentos de alguém, veremos que é uma coisa bem positiva, “a leap of faith“ como se diria em inglês – e “Leap of faith é uma dessas expressões para a qual não há uma tradução boa em português. Literalmente significa um pulo de fé. Mas na verdade, significa algo como tomar uma decisão e confiar que tudo vai dar certo”.
E o #FF? Toda sexta-feira usuários de Twitter indicam outros tuiteiros e dão seu aval a eles citando suas @s e indicando dentre os 140 caracteres que se trata de um #FF, abreviação de Follow Friday (algo como Siga na Sexta), brincadeira que creditam ao usuário @micah e teria sido criada em 16/01/2009. E você pode ver muitas sugestões de #FF ao vivo clincando na busca do Twitter para o termo.
Segundo meu conceito, ao dizer a quem lhe segue no Twitter se os tuites de determinada pessoa merecem ser seguidos, você dá seu aval – mas é um Leap of Faith porque não temos como prever se os tuites daquela pessoa serão sempre bons. Apenas confiamos em nosso julgamento e instinto e acreditamos que será bom!
Fica aqui minha explicação para os muitos seguidores que me perguntam sobre a origem do termo e o agradecimento público aos que, às sextas, me presenteiam com seu aval ao conteúdo que produzo no microblog indicando meu nick @samegui no #FF. =)
Semeando e cultivando Pequenos Leitores #lerfazcrescer
Postado em Artigo Patrocinado, Little readers, livros no dia 28/10/2010
Nem preciso contar o quanto aqui em casa a gente lê com as crianças, não é mesmo? Uma rápida passada no meu Flickr ou no Twitter me entregam rapidinho. A coisa é tão próxima do vício aqui na família que há dois anos criei uma rede social (no Ning) para conversar com outros pais de pequenos leitores e acabei reunindo um grupo maravilhoso que inclui também escritores e ilustradores no que hoje é o blog Pequenos Leitores.
E meus pequenos (já nem tão pequenos assim) leitores têm seus “artistas” especiais, aqueles que conseguem falar com a alma infantil através dos desenhos e das palavras nos livros infantis. Dentre os favoritos do Enzo está a dupla Lalau e Laurabeatriz que, além de brincar com imagens contemporâneas (são fortes mas ternas, como as crianças atuais) fazem um jogo de poesia moderna linda.
Mas estes escritores, como tantos outros excelentes que conhecemos, publicam livros que não são tão baratos assim de comprar. Não dá para ter tudo e não dá para dar a todo mundo – embora nossa vontade seja sim de presentear cada criança amiga com eles! Mas dá para ganhar: os pequenos leitores que acessarem o hostsite da ação Ler Faz Crescer até o dia 31 de Outubro poderão receber em casa 4 livros infantis de presente. Isso mesmo, o Itaú Unibanco está distribuindo gratuitamente kits com a Coleção Itaú de Livros Infantis e para receber um kit em casa basta fazer o pedido pelo site: www.itau.com.br/lerfazcrescer
E se você ficou meio na dúvida e já está pensando que livro gratuito costuma ser de qualidade ruim, confie no meu aval: embora tenham apresentação simples, as obras são muito boas e tanto texto quanto ilustrações tem sua qualidade mantida. Meus filhos gostaram especialmente de duas delas: O jogo da parlenda (de Heloisa Prietro) e Bem-Te-Vi (de Lalau e Laurabeatriz), ambos da Companhia das Letras. Os outros dois títulos são O Lobisomem e Os três porquinhos, clássicos republicados pela editora Girassol, daquelas estorinhas que sempre agradam aos pequenos. No hotsite é possível ouvir “uma canja” e ter um aperitivo das histórias, deixando a curiosidade infantil rolar solta.
No vídeo abaixo, @enzobuzz é quem dá a canja de Bem-Te-Vi:
#ficaadica: Além de doar os livros, a Fundação está ensinando colaboradores a se tornarem Contadores de História. E no kit recebemos o desafio de, como pais, avós ou tios, sermos também figuras a estimular o “consumo de cultura” e a educação cultural infantil treinando nossa criatividade e distribuindo carinho na contação das histórias que recebermos. Vale lembrar sempre que mais do que o presente material, a criança fica feliz com a nossa presença amorosa e dedicada nas atividades do seu cotidiano de ler, crescer e aprender a todo instante. É a companhia do adulto – mais ainda que a quantidade de livros – que faz a criança ter interesse verdadeiro de folhear um livro, imaginar cenas da história e acompanhar a narrativa.
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P.S. Estive recentemente no QG da Fundação Itaú Social e conheci seu trabalho para o desenvolvimento pleno das crianças e dos adolescentes e que tem no Itaú Criança que, desde 2006, contribui para a garantia dos direitos de crianças e adolescentes, por meio de ações para a melhoria da qualidade da educação, dedicando o mês de outubro para estimular gestos concretos para essa causa. Se você não conhece e quer saber mais, me avise, terei prazer em apresentar a equipe que está por trás deste trabalho bonito.
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Os tuites de ontem e o bate papo com amigas sobre o tema me fizeram lembrar de muita coisa boa sobre leitura com as crianças. Abro um espaço aqui para registrar parte disso.
Sempre quis saber ler, mas fui daquelas crianças que só distinguiram as letras quando chegaram à primeira série, já com 7 anos completos. Sonho realizado, me faltavam livros de histórias para crianças, pois minha cidade não tinha nem biblioteca infantil nem livraria… minha mãe logo driblou isso com o Círculo dos Livros, aquele sistema de venda de livros por correio. Namorei tantas obras naquelas revistas como jamais namorei roupas ou maquiagem em revistas femininas depois! E tenho carinho muito especial pelos primeiros livros de lá que ganhei: Manu, a menina que sabia ouvir, que perdi há anos, e O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá, de Jorge Amado, que pude compartilhar com Enzo desde bebê. Ele aprendeu a falar, antes de 1 aninho, vendo as ilustrações do livro maluco de Jorge Amado no qual o Gato se apaixona pela Andorinha!
=)
Mas Enzo só ouviu histórias depois de nascer. Apesar de saber de estudos que indicavam a leitura desde que o bebê está na barriga, eu me sentia meio ridícula “por ler para ninguém”… que engano! Com Giorgio, que ouvia muitas histórias ainda na barriga por conta do irmão (engravidei do caçula quando o mais velho tinha perto de 2 anos, no auge do “conta de novo”), nasceu criativo e pronto para consumir cultura. Apesar de agitadíssimo em tudo, ele tem uma capacidade de concentração quando ouve histórias (ou música, ou vê teatro e filmes) que é sempre elogiada. Sinto que é reflexo desta educação que começou na barriga, desde os seus primeiros dias de vida… mas isso, queridos, fica para outro post, porque este adendo já ficou muito longo![/update]
Seminário discute temática de “Afinal, o que querem as mulheres?!”
Postado em Comportamento, TV no dia 28/10/2010
Quem acompanha TV já ouviu falar da uma minissérie (com direção de Luiz Fernando Carvalho) inspirada no romance real “Afinal, o que querem as mulheres?!” que estreia em novembro. Para aquecer a discussão, o Globo Universidade promove o seminário homônimo hoje, das 9h às 13h15, na PUC- Rio, em parceria com Departamento de Psicologia da faculdade, reunindo fortes nomes do meio acadêmico e participação especial de profissionais envolvidos na minissérie – os roteiristas Cecília Giannetti, João Paulo Cuenca e Michel Melamed, além da atriz Maria Fernanda Cândido.
Interessou-me porque o encontro promete discutir o universo feminino no mundo contemporâneo, com programação que contará com duas mesas de debates mediadas por Bernardo Jablonski: a primeira vai abordar a relação entre a mulher e o desejo; e a segunda, entre mulher e poder.
Está chateado porque não mora no Rio? Eu também! Mas o bom é que o encontro terá streaming e poderemos ver ao vivo pelo site do Globo Universidade ou pela home da Rede Globo.
A série parece ser divertida (pena que não me acerto com a “pontualidade nada inglesa” da TV aberta, raramente consigo ver antes de chegar ao DVD). De 11/11 a 16/12 veremos, em seis episódios, a trajetória do psicólogo André Newmann (Michel Melamed), que busca mulheres que possam responder a pergunta de Freud, sempre aconselhado pelo seu orientador-psicanalista Dr. Klein (Osmar Prado). O objetivo é terminar sua pesquisa para tese de doutorado. Será que André conseguirá responder a pergunta que Freud morreu fazendo? Afinal, o que querem as mulheres?
E.T. Seguindo a linha transmídia que a emissora tem assumido a partir de 2010, o protagonista da série terá um blog onde sentimentos e (inúmeras) reflexões serão compartilhadas até o dia do último capítulo da série. A produção garante que “o ineditismo da ação fica por conta da alimentação de posts e interação com o público, que será realizada durante todo o tempo pelo próprio personagem”.
Agora #aos8
Postado em Mãe com filhos no dia 27/10/2010Tô meio sumida desde ontem, mas por uma boa causa: foi aniversário do meu caçula. Oito anos, fechando uma primeira infância muito bem vivida em meio a brincadeiras no parque, subidas em árvores, alguns videogames (não é à toa que o nick dele é @giorgio_bros, pois adora Super Mario) e muita criatividade. Haja papel, lápis, tinta, durex colorido, tesouras, post-it, legos, blocos de madeira e massinha para satisfazer este menino que vê “arte” em tudo. Meio Vik Muniz ele não deixa de inventar nem quando come ou toma banho, pensando em formas e quadros na espuma do xampu, no prato de arroz com feijão, nas nuvens no céu!

Aproveitando o presente do aniversário: mini bateria para Rock Band do Wii
Fica aqui minha homenagem e meu amor infinito por este garoto que é meu herói por mil e um motivos. (more…)
Jornalismo de indexação e o uso do crowdsourcing
Postado em Carreira e dinheiro, Cultura Web 2.0 no dia 26/10/2010“Para @pollyanaferrari, o uso das redes sociais vem impactando não só na sociedade em si, mas também na Democracia que se tranformando junto da web. Segundo a pesquisadora, o desenvolvimento das novas tecnologias de informação permitem o surgimento de uma Democracia Social de forma espontânea. @Hermida complementa dizendo que as novas tecnologias da informação e da comunicação (NTIC’s) permitem que os cidadãos comuns exerçam funcçoes antes concentradas nas mãos dos grandes meios. “Mídia participativas e colaborativas reduzem as estruturas hierárquicas entre proprietários, produtores e a audiência da mídia tradicional”, defende em seu blog.”
Eloy Vieira

Na semana passada o @eloy_vieira me convidou para comentar um post dele sobre jornalismo e crowdsourcing. O nome é estranho – e se não sabe exatamente o que é pelo nome, certamente você sabe o que é crowdsourcing pela prática: definido como “um modelo de produção que utiliza a inteligência e os conhecimentos coletivos e voluntários espalhados pela internet para resolver problemas, criar conteúdo ou desenvolver novas tecnologias”, na nossa prática brasileira é o trabalho (voluntário ou contratado) para divulgar notícias nas redes sociais (Orkut, Facebook, Twitter, mas notadamente mais frequente em sites especializados como Ueba, Digg, Rec6, Gafanhoto, Gostei!, Ocioso).
Há quem critique dizendo que o crowdsourcing é o “novo lugar da mão-de-obra barata”, mas eu acredito mais na linha de pensamento de que são “pessoas usando seus momentos ociosos para criar conteúdo, resolver problemas e até mesmo para pesquisa e desenvolvimento”.
O fato inquestionável é que se bem usado o crowdsourcing pode gerar ideias novas, reduzir o tempo de investigação e de desenvolvimento dos projetos, diminuir nos custos e, acima de tudo, criar espaço para criar uma relação direta com os leitores. E se usado sem cuidado, pode trazer resultados absurdos ou simplesmente não trazer resultado algum fora um link fora do seu site ou blog.
Gosto da visão de Tapscott e Antony D. Williams em Wikinomics de que as novas “armas de colaboração em massa”, que têm um custo reduzido (citando temas como ligações Voip, software livre e eu insiro cloud computing) e permitem que milhares de indivíduos e pequenos produtores criem em conjunto produtos, ganhem mercado e agradem seus clientes, coisas que até pouco tempo só as grandes empresas conseguiam. As pessoas agora partilham conhecimentos e recursos que lhes permitem criar uma vasta gama de bens e serviços que qualquer um pode usar e modificar.
E voltando ao texto do Eloy, achei interessente as propostas dele com 3 maneiras de aproveitar o crowdsourcing:
- Observação: Consiste basicamente na coleta de dados a partir de discussões em fóruns ou outras plataformas sobre aspectos polêmicos ou cotidianos e, depois, agregá-los à notícia. Esta prática é comumente adotada pela BBC e, no Brasil, o Estadão costuma fazê-la muito frequentemente no Facebook e às vezes no Twitter.
- Manchetes: A redação pede que seu público envie fotos, vídeos ou depoimentos sobre acontecimentos importantes como desastres naturais, por exemplo, em que o repórter não pode cobrir. O primeiro exemplo desta prática foi em 2004 com a Tsunami na Ásia e no Brasil o caso do G1 e até da TV Globo em relação às chuvas no Rio foram emblemáticos.
- Investigação: Trabalho nada novo para os redatores e pauteiros. Procurar informações através de seus leitores e cruzá-las entre si além de estabelecer paralelos com estatísticas e documentos oficiais sempre foi prática comum nas redações, a diferença é justamente que isso é feito junto com o leitor, ou seja, o material de análise estará disponível tanto para o jornalista como para o público. O The Guardian do Reino Unido já fez isso enquanto investigava despesas de parlamentares britânicos.
Segundo o texto, apesar de “ainda visto com certo ceticismo por muitos veículos, o crowdsourcing pode ser uma ferramenta poderosa quando vemos que quase metades das notícias online são compartilhadas nas mídias sociais, pois, além de enriquecer o conteúdo jornalístico, o internauta naturalmente compartilhará a notícia que ajudou a construir. Para Mariana Grzesiuk, jornalista e autora do artigo “Jornalismo Cidadão na Internet“, o internauta já pode ser considerado um repórter e passa produzir notícias, o que implica diretamente no conceito de Esfera Pública.”
Concordo plenamente com sua afirmação de que pessoas do mundo inteiro se mobilizam por uma causa maior sem nenhuma coordenação ou mediação – o #outubrorosa no qual estou envolvida há dois anos tem estas características-, mas quanto ao jornalismo de indexação, ele funciona melhor na produção de conteúdo focado na web (no uso consciente das ferramentas para boa indexação nos mecanismos de busca do google e eventualmente nos espaços de crowdsourcing) e ainda muito mal na observação e investigação por parte dos colegas.
O que vejo no jornalismo que acompanha as redes sociais ainda é um uso frequente do espaço para buscar pautas de nicho (o que é bom, mas não pode ser focado só na busca visto que o usuário de redes sociais quer relacionamento) e na repercussão de temas consagrados em espaços como Orkut e Twitter. Seguindo esta tendência pode-se pensar que o jornalismo definha, não é mesmo? Há que se pensar na web 2.0 como alternativa para ampliar o debate sobre os temas, mas não como a grande substituta para o trabalho de investigação e de compilação de informações que é o grande resultado das boas reportagens.
Ser jornalista não é conseguir a melhor fonte e repetir ipsis literis o que lhe foi dito de forma inédita ou inovadora. É saber o que perguntar, onde replicar e, especialmente, como mesclar estas novidades à cultura que nós, como individuos ou sociedade, já absorvemos no contexto de nossas histórias.
Webdoc Fazendo Novela: censura do primeiro beijo, falhas em cena e outras curiosidades da teledramaturgia
Postado em TV no dia 25/10/2010
Eu sei que já se falou muito dos 60 anos da transmissão televisiva no Brasil e até eu, que gosto tanto de mídia, cansei um tantinho. Mas gostei desta novidade que recebi da Rede Globo: a série Fazendo Novela, que vai ao ar na web nas próximas quatro semanas, de segunda a sexta, com pílulas do webdocumentário que traz momentos marcantes do processo de profissionalização do estilo mais brasileiro de se contar história, a novela.
O projeto é exclusivo para web e traz um recorte diferente de curiosidades que compõem uma narrativa da formação da teledramaturgia tal como a conhecemos. Nesta primeira semana poderemos conhecer curiosidades sobre a dramaturgia feita na TV brasileira antes da chegada das novelas – lembram de ter ouvido falar do teleteatro? – e começar a entender a dinâmica social que envolvia o progresso da teledramaturgia.
O pesquisador especialista em dramaturgia Mauro Alencar (cujo acervo pessoal de cenas e discos com trilhas de novelas capaz de lotar um apartamento) conta a história, que teve gigantesca pesquisa feita pelo Cedoc da TV Globo, coordenada pelo pesquisador Leonardo Belfort.
Abaixo tem prévia das pílulas da primeira semana: (more…)
