Arquivo: August, 2010

Ver TV já não é mais uma atividade para TV…

Postado em Geek, review no dia 31/08/2010

No começo da semana muita gente divulgou a notícia (do jornal Financial Times) de que o Google usará o YouTube para criar seu serviço de vídeos sob demanda. Isso mesmo, uma ferramenta de aluguel de vídeos online (algo como o Netmovies Live) com acervo dos principais estúdios de Hollywood.

No Youtube.com/movies o usuário já tem acesso a filmes  dos mais diversos gêneros e países gratuitamente. A novidade vai ser poder ver filmes não gratuitos pagando o valor de uma locação (nos EUA dizem que o preço seria em torno de 5 dólares), num formato de vídeo sob demanda que o Youtube testou em janeiro deste ano no Festival de Cinema Independente de Sundance permitindo o aluguel online de alguns dos filmes participantes do festival ao preço médio de quatro dólares.

Da minha parte, confesso, já migrei há tanto tempo para a outra tela que nem vou sentir a diferença. Talvez sinta sim, no sentido de que passarei a ver alguns filmes que não acho por aí e que queria muito ver ou rever, como Home e versões antigas de clássicos, como Animal Farm de George Orwell e Heidi.

Ainda pago a TV a cabo, por desencargo de consciência, mas há muito tempo que eu não vejo os seriados de que tanto gosto na TV… vejo no computador, sem comerciais e na hora em que eu quero e posso. E quanto à TV propriamente dita, a não paga (TV aberta) eu só consigo ver quando estou, por exemplo, na cozinha ou esperando os meninos na saída das aulas extras. Resultado: vejo muito mais no aparelho móvel do que no que fica na sala de casa!

E aí, na sua casa, como é a relação com a “máquina de fazer doido“? Ainda é convencional ou já migrou para outras telas?

Eu já tinha falado sobre esta mudança da tela na Copa do Mundo, quando testei a TV digital do LG Scarlett – e abaixo tem videos de quem se encantou com o aparelho.

“Excelente opção para aqueles que precisam de uma TV de qualidade na palma da mão” diz @gnsbrasil

Celular com TV digital integrada pode ser para criança? Na Copa foi sim – e teve muito menino fanático por futebol se atualizando dos resultados na escola graças à TV no celular. Review do teste do aparelho por Enzo, de 10 anos.

Pensar a Infância e Novos Jovens no FICI

Postado em Cinema e TV, todos pela educação no dia 31/08/2010

Nem só de cinema para criança pequena vive o FICI (Festival Internacional de Cinema Infantil), evento que chega à sua nona edição neste ano e leva um panorama das produções para crianças e adolescentes a salas de cinema de várias cidades do Brasil.  Neste ano, talvez por estar com um pré adolescente em casa eu me fixei no que vi sobre o programa "Novos Jovens". A proposta é desconstruir em filmes os conflitos naturais da pré-adolescência com filmes que mostram que independente do local onde vivem as crianças tem novas motivações e muitas delas em comum. As sessões são fechadas e receberão turmas escolares com a mesma faixa etária dos protagonistas, acompanhadas pela pedagoga do FICI, Lilia Levy. Para participar, entre em contato através do e-mail contato@fici.com.br.

Nem só de cinema para criança pequena vive o FICI (Festival Internacional de Cinema Infantil), evento que chega à sua nona edição neste ano e leva um panorama das produções para crianças e adolescentes a salas de cinema de várias cidades do Brasil.  Neste ano, talvez por estar com um pré adolescente em casa (sim, Enzo, aos 10, está com alguns comportamentos que eu preciso creditar à “aborrescência” para não enlouquecer levando a sério!) eu me fixei no que vi sobre o programa “Novos Jovens”. A proposta é desconstruir em filmes os conflitos naturais da pré-adolescência com filmes que mostram que independente do local onde vivem as crianças tem novas motivações e muitas delas em comum. As sessões são fechadas e receberão turmas escolares com a mesma faixa etária dos protagonistas, acompanhadas pela pedagoga do FICI, Lilia Levy. Para participar, entre em contato através do e-mail contato@fici.com.br.

Veja abaixo como são interessantes os títulos:

As pequenas selvagens, de Vivian Naefe (Alemanha, 2006), 108 minutos com sugestão de faixa etária de 12 anos:

Toda menina precisa de uma melhor amiga. E Sprotte tem nada menos que três! Juntas, eles são as “Pequenas Selvagens”, a turma de garotas mais legal do lugar. Embora tão diferentes, as meninas são inseparáveis e invencíveis quando as coisas se complicam. Até agora, o maior problema é a gangue dos meninos, os Pigmeus. Mas algo acontece que soa o alarme: Vovó quer o abater suas aves, as mascotes da gangue e elas precisam recorrer aos Pigmeus, pois só eles podem ajudar numa hora como esta…

Karla e Jonas, de Charlotte Sachs Bostrup (Dinamarca, 2010), 82 minutos e sugestão de faixa etária de 14 anos:

Karla está naquela fase complicada em que não se tem certeza de nada. Ela gostaria de mudar tudo, desde a sua aparência até as regras familiares, para entender melhor as coisas. Sua amiga Katrina é a companheira inseparável nestes momentos. Jonas é o menino dos sonhos de Karla e também está passando por dificuldades. Com treze anos e morando em uma casa para órfãos, fica sabendo que seu mentor e melhor amigo vai partir para outra instituição. Ele não quer mais viver naquele lugar e resolve encontrar sua mãe biológica. Karla resolve ajudá-lo, fazendo qualquer coisa, mesmo que o encontro de Jonas com a mãe signifique a separação para eles.

Antes que o mundo acabe, de Ana Luiza Azevedo (Brasil, 2010), 104 minutos, não recomendado para menores de 10 anos:

Daniel está imerso em seu pequeno mundo com problemas que parecem insolúveis: uma namorada que não sabe o que quer, um amigo que está sendo acusado de ladrão e uma pequena cidade que vai ter que ser deixada pra trás. Tudo acontece quando ele recebe uma carta do pai que nunca conheceu. Através das cartas e fotos enviadas pelo pai, Daniel descobre que o mundo é bem maior do que aquele que até então conhecia. Maria Clara, a irmã pequena de Daniel, observa tudo o que acontece à sua volta e, com um olhar crítico, narra esta história.

E para quem trabalha com educação, fica a dica do projeto "A tela na sala de aula", parceria com a Centre National du Cinéma Et De L’Image Animée. A entidade implementou na França, desde 1989, dispositivos para proporcionar aos alunos (desde o maternal até o vestibular) educação artística na área do cinema e do audiovisual. O FICI exibe cinco filmes deste projeto para alunos de escolas públicas e particulares e disponibiliza extenso material pedagógico para os professores para futuras atividades.  E para os pais pensarem, vale ler o que aconteceu no fórum Pensar a Infância. Pelo segundo ano consecutivo realizadores, espectadores e incentivadores discutiram o cinema para crianças e jovens, abrindo espaço para idéias e reflexões sobre o mercado cinematográfico brasileiro e internacional. Compilação dos debates está aqui.

E para quem trabalha com educação, fica a dica do projeto “A tela na sala de aula”, parceria com a Centre National du Cinéma Et De L’Image Animée. A entidade implementou na França, desde 1989, dispositivos para proporcionar aos alunos (desde o maternal até o vestibular) educação artística na área do cinema e do audiovisual. O FICI exibe cinco filmes deste projeto para alunos de escolas públicas e particulares e disponibiliza extenso material pedagógico para os professores para futuras atividades.

E para os pais pensarem, vale ler o que aconteceu no fórum Pensar a Infância. Pelo segundo ano consecutivo realizadores, espectadores e incentivadores discutiram o cinema para crianças e jovens, abrindo espaço para idéias e reflexões sobre o mercado cinematográfico brasileiro e internacional. Compilação dos debates está aqui.

Cansaço, desânimo, unhas fracas, pele seca: pode ser hipotiroidismo #mulhersemfalta

Postado em Saúde e Bem Estar no dia 30/08/2010

“Cansaço. Desânimo. Unhas fracas. Pele seca. Queda de cabelos. Todos estes sintomas, também comuns a outras doenças ou situações do dia-a-dia, podem, às vezes, indicar problemas na tireoide, glândula localizada no pescoço, logo abaixo da saliência conhecida como pomo de adão.”

Há alguns dias estive num encontro interessante sobre saúde da mulher que mesclava coletiva de imprensa e seminário. Na ocasião eu e outros jornalistas de todo Brasil pudemos ouvir, a convite da Sanofi Aventis, especialistas em hipotiroidismo: Dra Laura Ward, professora da Unicamp e vice-presidente do departamento de tireoide da SBEM e a Dra. Gisah Amaral de Carvalho, professora da UFPR e vice-chefe do serviço de endocrinologia e metabiologia do  HC da UFPR.

O que eu ouvi me impactou e me fez desejar compartilhar tudo – enchi a timeline com tuites sobre o tema (que reuni na página do blog no Facebook) e pude trocar ideias com muitas seguidoras que conhecem de perto uma das disfunções mais comuns da tireoide, o hipotireoidismo (que ocorre quando essa glândula fabrica os hormônios em quantidade insuficiente e acaba deixando as funções do corpo mais lentas). Não há grandes riscos para a saúde, mas o hipotiroidismo precisa ser diagnosticado o mais rapidamente possível porque, sem tratamento adequado, as doenças da tireoide podem afetar o coração, os ossos, alterar as gorduras no sangue, além de outros problemas para sua saúde.

E aposto que, como eu, você já lembrou de algumas amigas que convivem com esta disfunção. Segundo um estudo realizado no Brasil pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (publicado em 2007 na revista Clinical Endocrinology) 12,3% das mulheres brasileiras acima de 35 anos apresentam hipotireoidismo. E dentro desta realidade é que se criou a Campanha #mulhersemfalta, que nos convidou para o seminário e pretende alertar as famílias sobre os sintomas do hipotireoidismo, ressaltando a importância do diagnóstico precoce.

Muitas pacientes participaram pelo Twitter, confirmando o que eu ouvia das médicas presentes. Uma delas foi @engracadinha, que lembrou que “a sutileza dos sintomas do #hipotireoidismo são fácilmente confundidos com preguiça. Poucos médicos pedem o exame sangue T4.” O T4, ou teste de tiroxina, é parte de uma avaliação da função tireoidiana. Se você tem algum dos sintomas citados ao longo deste post, deve conversar com seu clínico geral sobre a possibilidade de fazer o exame para descartar a possibilidade de uma disfunção da tireoide. Por isso, mantenha seus exames em dia. A partir dos 35 anos, é recomendável fazer uma avaliação da tireoide a cada 5 anos.

“O hipotireoidismo pode ser combatido apenas com a reposição dos hormônios que a glândula tireoide não produz adequadamente. A reposição deve ser feita de maneira individualizada, nos níveis adequados a cada paciente.”

E o que leva ao hipotiroidismo?

Doenças genéticas, medicamentos e falta de “matéria prima” (iodo) na alimentação são algumas das causas.

Quais os sintomas?

Os sintomas do hipotiroidismo são pouco definidos, sonolência, frio, depressão, desânimo, pensamentos e reflexos lentificados. São frequentes também sinais de intestino preso, bradicardia, diminuição de rendimento físico, fadiga, perda de peso repentina, assim como queda de cabelos, pele seca, aumento do frio, pele rugosa, ganho de peso.

Acomete só mulheres?

Dados internacionais mostram que a doença tireoidiana é 3 vezes mais frequente em mulheres do que em homens.
E para você que deseja se aprofundar mais, sugiro visitar o hotsite - www.mulhersemfalta.com.br - onde há informações sobre hipotireoidismo, fatores de risco, causas, alerta sobre exames e autoexame e esclarecimento de dúvidas com especialistas no assunto. Para os mais geeks, a campanha também está no Twitter (@portaldasaude), Facebook e Orkut.

[Agradecimentos a @missma @donalilian @jecasouza @marciaceschini @mosaicosocial @consuzurlonepo @engracadinha @simonestf @bygabis que me acompanharam e trocaram ideias nos tuites que fiz pelo @samegui e @maecomfilhos]

P.S. Um dos temas do encontro foi o câncer de tireoide, tema sobre qual não me sinto apta a falar. Mas sei repetir que “quando o médico suspeita da presença de nódulos, ele pode sugerir a realização de exames complementares, como ultrassonografia, cintilografia ou mesmo uma biópsia” e que, de acordo com o Inca (Instituto Nacional do Câncer) a presença de um nódulo na tireoide, na maioria das vezes, não significa câncer. E mesmo nos casos registrados, o prognóstico costuma ser bastante positivo, principalmente se detectado precocemente. Caso tenham interesse no tema, vale contatar a professora Laura Ward, especialista na área.

[update] Este post teve um trackback muito legal da Lily, no blog Realizando Sonhos. Obrigada por escrever e por compartilhar sua história! [/update]

Redes sociais unindo apoiadores das mesmas causas #SWUBrasil #insider

Postado em Cultura Web 2.0, Sustentabilidade, SWU no dia 29/08/2010

Enfim, ontem estive  no Ibirapuera para o flashmob do SWU. A gente não cantou como um verdareiro coral, mas foi muito gostoso estar no parque com gente empenhada em divulgar nas redes sociais as causas sustentáveis nas quais creem.

#SWUBrasil boa parte da turma reunida: @djmisscloud @poperotico @gustavojreige @samegui @gemaria_ser @lidifaria @alinekelly

#SWUBrasil boa parte da turma reunida: @djmisscloud @poperotico @gustavojreige @samegui @gemaria_ser @lidifaria @alinekelly

[Thanks ao Gui pelas fotos ótimas que reuni num álbum do flickr]

Algumas destas pessoas na foto comigo se tornaram amigos por conta de ações sustentáveis na web. Destes, a mais ligada na prática sustentável é @alinekelly (do Sustentável 2.0), que me foi apresentada por @thanuci (do Radar Verde) no congresso Sustentável 2010 e tem sido uma parceira e tanto em ações ligadas a terceiro setor e educação.

E aí, do papo na web, dos RTs no Twitter e do curtir no Facebook a gente vai achando outros amigos que são ligados nas causas nas quais também somos e que, não fossem as redes sociais, a gente nem ia descobrir!

Então, além de registrar minha satisfação por ter visto estas pessoas tão queridas ontem, fica aqui meu convite para você pensar no quanto as redes sociais estão ajudando a unir pessoas com pensamentos em comum. E se você é ligado em sustentabilidade também, passe neste fórum onde estamos debatendo exatamente o quando a mídia social une os praticantes e apoiadores da causa!

P.S. E o Gui fez até um video para mostrar o clima:

Participação dos pais, um exemplo a ser seguido #euvctpe

Postado em todos pela educação no dia 29/08/2010

O blog Eu, Você, Todos Pela Educação sempre fala que acompanhamento dos pais é fundamental para a Educação de seus filhos. Muitos são os relatos de celebridades contando de sua presença na vida escolar dos filhos (ou de como seus pais eram presentes), mas e como age gente como a gente?

O vídeo “Como você participa da Educação de seu filho?”, produzido pela Revista Nova Escola on line tem entrevistas e dicas para que essa importante missão seja bem cumprida.

E quanto às celebridades, gosto do vídeo dos atores Milton e Maurício Gonçalves falando sobre a importância da participação e acompanhamento dos pais na Educação de seus filhos.

A tênue linha entre ser panfletário e ser natural #GLBTT

Postado em preconceito no dia 28/08/2010

Há alguns meses, numa viagem de trabalho, conversei durante o vôo com uma pessoa que vive uma união homoafetiva, mas que insiste em argumentar de modo fugidio sobre o tema. Até aí, respeito completamente seu direito à privacidade, mas quando me deparo com alguém que critica abertamente a liberdade de outros se assumirem eu fico cabrera. Não pode ser “normal” a pessoa criticar algo que está ali, visível para todos, como uma escolha de vida sua não é mesmo?

Pois pode. Escrevi para o NoGhetto um post contando de uma entrevista na Oprah da cantora country estadunidense Chely Wright. Acompanhada do pai, ela assumia sua homossexualidade e enfatizava um ponto que @maxreinert, editor do @noghetto, já tinha tratado em outros posts: a importância de se ter figuras públicas positivas nesta área. Sem me perder na discussão do certo ou errado no assumir e no possível estímulo dos jovens a adoção de uma postura sexual diferente, concentro-me aqui (como fiz no post) na importância de ser aceito como ser humano.

Chely admitia para Oprah que tinha a mesma atitude que vi no companheiro de viagem que citei no começo: criticava gays em público para evitar ser “reconhecida” por eles. Como dizia o pai da cantora, “ao invés de fechar uma porta, abra seu coração”. O pai disse que, embora ele tivesse sido criado numa sociedade que tratava a homossexualidade como um “pecado”, ao saber da filha ele pensou “eu a conheço, sei do seu coração e da sua mente, ela é uma boa pessoa”.

E foi o que eu pensei quando conversava no voo e a pessoa citou um dos meus amigos – daqueles que podiam ser descritos como “gay para apresentar à família”, de tão bem educado que foi (por uma mãe e um pai amorosos que o aceitam incondicionalmente) – criticando-o como uma pessoa que exibe seu lado gay demais.

Mas como é não exibir? Quer dizer, como se faz para não ser a gente e ser outro alguém (como Chely contou que sempre fez!) sem soar falso o tempo inteiro?

Menu do dia: Big Mac para ajudar a GRAACC #mcdiafeliz

Postado em Saúde e Bem Estar, Terceiro Setor no dia 28/08/2010

O McDia Feliz é um evento anual coordenado pelo Instituto Ronald McDonald em que a renda líquida dos sanduíches Big Mac é redirecionada para instituições de apoio e combate ao câncer infanto-juvenil de todo país. O evento é sempre realizado no último sábado de agosto, contando com a mobilização voluntária de cidadãos, artistas e personalidades.

Na foto, Dr. Sérgio Petrilli com as crianças da casa de apoio da GRAACC. Levei comigo as crianças para poderem ouvir as histórias de superação e aprender como podem ser cidadãos solidários desde cedo, mesmo que com pequenas ações.

Ontem eu estive na coletiva de imprensa do McDia Feliz e pela primeira vez pude ouvir, ao vivo e para muito além das propagandas em mídia, o que tem sido feito pela parceria entre Instituto Ronald McDonald e entidades como o Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer GRAACC, uma ação que já tem mais de uma década e que se torna conhecida do público sempre na celebração do McDia Feliz. A data, que anualmente é no último sábado do mês de agosto, é a maior campanha em prol de crianças e adolescentes com câncer do país.

O que ouvi de Francisco Neves, superintendente do Instituto Ronald McDonald, Dr. Sergio Petrilli, superintendente clínico e um dos fundadores do GRAACC, e Lúcio Mocsányi, diretor de Relações Intistucionais e Comunicação Corporativa, me fez pensar que vale “doar” ao comprar o (delicioso, admito) Big Mac neste dia. Ao tomar conhecimento dos números da campanha nos últimos anos, os principais avanços e também a programação e a destinação dos recursos do McDia Feliz 2010 em São Paulo, me convenci do impacto do McDia Feliz no tratamento do câncer infanto juvenil no Brasil.

[Concordo com o Gui, não é o ideal precisarmos do Mc Donald's para resolver isso, mas é uma forma de reagir como sociedade]

Sim, no Brasil: como frisaram os responsáveis na conversa com a imprensa, crianças de todos os estados do Brasil são beneficiadas com os avanços tecnológicos e médicos nos hospitais (com a formação de uma rede de unidades capacitadas para atender os casos nas diversas regiões do Brasil), mas igualmente com a melhoria da qualidade de vida das famílias em tratamento. E, gostei de saber, há um empenho grande para a “reinclusão social” dos pacientes em remissão e já curados para que possam ter uma vida “normal”. Não é mesmo o que todos nós gostaríamos de oferecer para todas as crianças?

Então, vale ajudar hoje comendo 1 (só um mesmo) Big Mac!

Já pensaram como ficam as mães que sofrem com seus filhos em tratamento contra o câncer? Se não conseguimos nos colocar no lugar destas pessoas, pelo menos podemos ajudar, né?

Ao longo de 21 anos de realização da campanha, a renda obtida com o McDia Feliz contribuiu para o expressivo crescimento do índice de cura da doença no Brasil: de 15%, no final da década de 80, podendo chegar a 85% em alguns casos. Com os resultados obtidos desde o primeiro ano de sua realização, em 1988, a campanha já reverteu a mais R$ 100 milhões para mais de 100 instituições brasileiras, em mais de 20 estados. Os recursos têm viabilizado a implantação de unidades de internação, ambulatórios, e salas de quimioterapia, casas de apoio e unidades de transplante de medula óssea, entre outros projetos em benefício de crianças e adolescentes com câncer.

Objetivos da Campanha

  • Despertar a atenção de toda a sociedade e sensibilizá-la para a maior causa de morte por doença entre crianças de 5 a 19 anos
  • Captar recursos e concentrar esforços para a realização de projetos prioritários em nível local, regional e nacional
  • Contribuir para o aumento do índice de cura do câncer infanto-juvenil

Nota: Nem tudo é consenso, eu sei! Olhem só o post manifesto do Gui (meu marido) sobre a mesma coletiva! Ele juntou várias “revoltas” – Stallone e o macaco de brinde, as eleições e Tiririca, o inchaço das repartições públicas… – mas não deixou de admitir que vai ajudar…

P.S. Quando eu estava na faculdade e prestes a casar convivi com uma família que mudou do nordeste para Curitiba por um período para tratamento de câncer infantil. Soube deles através da rede de solidariedade formada pelos voluntários do Movimento Nacional dos Meninos e Meninas de Rua (do qual fui voluntária na década de 1990) que se uniu para tentar ajudar a família (que não era de criança de rua, mas precisava de apoio) a conseguir meios para se hospedar em Curitiba enquanto tratava a leucemia de um jovem de 13 anos. Minha mãe e suas amigas da igreja se cotizaram e por meses pagaram a mensalidade da pensão onde a mãe e o garoto moraram durante o tratamento no Hospital de Clínicas e acabamos nos aproximando tanto que eles passaram o Natal daquele ano em nossa casa. Anos depois a mãe “me achou”, já casada e com filhos, ligando do interior de Pernambuco para me dar notícias daquele jovem que pude ajudar a se tornar homem e começar uma vida “normal” depois do tratamento. Valeu todo o esforço!

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