Flores são filtros verdes dentro do lar
Postado em Casa e decoração no dia 31/07/2010Imaginem se eu, que tenho esta mania nipônica de fotografar flor, não amei?

A matéria é de Karla Precioso e conta que além da decoração, as flores e folhagens podem trazer mais para sua casa, atuando como filtros verdes. Tudo graças à capacidade das plantas de absorver substâncias químicas do ambiente, melhorando o ar que a gente respira.
Veja qual planta colocar em cada ambiente da sua casa:

- Onde colocar: No banheiro.
- O que ela faz: Camufla o odor forte do amoníaco.
- Como cuidar: É necessário regar uma vez por semana e deixá-la exposta ao sol pelo menos duas horas por dia.

- Onde colocar: Na cozinha.
- O que ela faz: Absorve a fumaça das panelas no fogão.
- Como cuidar: Basta molhar o vaso a cada três dias ou sempre que perceber que a terra está seca.

- Onde colocar: Perto de aparelhos de TV e micro-ondas.
- O que ele faz: Barra as ondas eletromagnéticas.
- Como cuidar: Aguar uma vez por semana — para não apodrecer a raiz — está ótimo.

- Onde colocar: Próximo a janelas, porque necessita de luz solar e ventilação.
- O que ele faz: Reduz a concentração de benzeno (presente em solventes e desengordurantes), que causa problemas respiratórios.
- Como cuidar: Regar com frequência.

- Onde colocar: Na sala e quartos (mas cuidado, em quartos pequenos é desaconselhável ter plantas, use só se o quarto for grande).
- O que ela faz: Acaba com o cheiro desagradável de cigarro — enquanto você não consegue se livrar do vício.
- Como cuidar: Molhe uma vez por semana e arrume um lugarzinho onde bata sol para colocar o vaso durante três horas por dia.

- Onde colocar: No jardim, sacada ou varanda.
- O que ele faz: Absorve o monóxido de carbono, gás tóxico que pode provocar alteração na pressão sanguínea e sensação de sufocamento.
- Como cuidar: Precisa ser aguado com frequência. Mas cuidado para não encharcar!

- Onde colocar: Em ambientes com pouca ventilação.
- O que ele faz: Absorve os poluentes do ar.
- Como cuidar: Evite o sol nos momentos mais quentes do dia, de preferência entre 11 e 15h. E nada de deixar a terra do vaso secar completamente, hein?!
P.S. Para quem gosta do tema, @deniserangel falou nesta semana sobre Ervas decorativas e terapêuticas. Concordo com ela, cultivar uma hortinha dentro de seu apartamento é estimulante e terapêutico.
História do Design brasileiro é tema de livro e exposição
Postado em Casa e decoração no dia 31/07/2010“No início do século passado é quando se começa a usar o móvel construído em série, e nossas peças passam a sofrer a influência dos movimentos europeus, como a escola Bauhaus, o art déco, o funcionalismo, o modernismo”.
Pedro Ariel Santana, curador da mostra Design Brasil – 101 Anos de História

No meio da correria no trânsito de Sampa, você já deu uma paradinha no Museu da Casa Brasileira? Fizemos este passeio em família uma vez e viramos fãs do local, que fica bem no começo da av. Faria Lima (no número 2705, Jardim Paulistano, São Paulo – SP). Vale como dica para quem gosta de decoração, design e de lar.
Está acontecendo por lá até dia 08/08 uma mostra imperdível: “Design Brasil – 101 Anos de História”, que começa com o marco histórico da criação da marcenaria de Celso Martinez Carrera, em Araraquara (SP), em 1909, e o início da produção em série da cama Patente, seis anos mais tarde. São 48 peças símbolos de um século de design, moderno e contemporâneo, destacando-se os móveis pioneiros da década de 1930 e de 1940: a cadeira de braços de metal, de John Graz; o revisteiro Leque, de Gregori Warchavchik; a cadeira em metal e percintas de couro, de Flavio de Carvalho; a cadeira para escritório, da fábrica Móveis Cimo; e a cadeira Três Pés, de Joaquim Tenreiro.
Poderão ser vistos também exemplares da época de ouro do mobiliário nacional nas décadas de 1950 e 1960: o Bar, de Zanine Caldas; a poltrona Bowl, de Lina Bo Bardi; a cadeira em palhinha, de Geraldo de Barros; a cadeira Paulistano, de Paulo Mendes da Rocha; a poltrona Dinamarquesa, de Jorge Zalszupin; e peças da marca Branco e Preto, de Carlos Milan e Miguel Forte. Para completar, a poltrona Mole, de Sergio Rodrigues, o primeiro brasileiro a ter um móvel premiado no exterior, em Milão.
Segundo o curador
“Na exposição, pode-se ver o preciosismo de nossa marcenaria, a evolução do móvel seriado, o impulso dado pela construção de Brasília e o sucesso internacional de nossos designers. Chegamos até o início do século 21 com o design contemporâneo e suas duas vertentes – os materiais inusitados e ecológicos, e seu viés de humor, graça e ousadia. Acreditamos que esta exposição, assim como o livro, seja uma contribuição significativa para o reconhecimento e a memória do design brasileiro”.
E se você não mora aqui, mas gostaria de ver tudo, uma alternativa é conferir o livro ”Design Brasil – 101 anos de história“, da Editora Abril, onde estão 400 produtos dos 84 designers que exprimem a trajetória do desenho e das formas no nosso país.
Sobre pesos e medidas das confecções brasileiras
Postado em moda e estilo no dia 30/07/2010“Em tempos em que a indústria propaga investir em modelagem plus-size você entra em lojas em que o número 40 de hoje equivale ao 36 ou 38 de ontem. Pior, você descobre que quem usa 40 ou 42 hoje pode ser considerado plus-size por algumas marcas e agências, apesar da numeração vestir pessoas com corpo dentro da normalidade.”
@smiletic em Alguém adivinha o manequim?

Há alguns dias Simone Miletic levantou no seu blog um tema sobre o qual eu já falei aqui há alguns anos e que me incomoda profundamente: o manequim das roupas no Brasil. Eu não sabia, mas ela se formou em tecnologia têxtil em 1995 e conta que já naquela época “a questão da numeração em roupas brasileiras era um problema discutido e rediscutido pela indústria – além da questão da falta de padrão entre as lojas, existe a questão da falta de padrão dentro de uma mesma marca“. Simone continuava
“O tempo passou, ouvimos falar sobre uma lei que estabeleceria limites de diferença para uma mesma numeração. Mas ela não vingou.
Em tempos de internet alguns sites optaram por criar no cadastro das usuárias uma tabela em que ela entre com suas medidas, o site faria a comparação com as medidas da marca e então diria o tamanho certo de roupa a ser comprada ali. Eficiente em alguns casos, em outros a tabela deixa a desejar, principalmente quando falamos de sites multimarca.”
[Eu uso o tamanho que ela comentava no post, normalmente compro calças e saias tamanho 38 e, vamos combinar, não tenho nada de padrão né? Com 1,50, sou muito pequena para ser um tamanho que deveria ser o padrão brasileiro. E fico feliz porque depois de ter filhos eu "encorpei" e consigo comprar roupas prontas aqui no Brasil!]
Em Tamanhos e padrões eu refletia o padrão – não só o temanho – das roupas masculinas. Será possível comprar roupas no Brasil guiando-nos apenas pelos tamanhos descritos nas etiquetas? Ainda falta à indústria brasileira adotar um padrão mais flexível, na minha opinião um baseado em medidas, não em tamanho. No Japão as roupas são para determinada altura de peso (no caso de crianças e adolescentes) e na altura para os adultos. As calças têm medida de quadril e cintura, perfeito, quase dá para comprar sem provar! E ainda tem aquele detalhe da lingerie que faz ficar perfeita: medida de “bust”, “underbust” e três tamanhos de bojo. Será que um dia chegaremos lá?
P.S. Sugestões de leitura sobre o mercado e os tamanhos diferentes:
- Sou GG, e daí? dica de @balzaquianas e @anajoanamoda no Twitter
Guia para o Uso Responsável da Internet #webdobem
Postado em Cultura Web 2.0, Famílias interativas no dia 29/07/2010Estive ontem num debate interessantíssimo, tanto pelo tema – os aspectos educacionais, sociais e legais do uso consciente da internet – quanto pela escolha do local – uma lan house bem popular no centro de São Paulo (em frente ao metrô Marechal Dedoro, logo abaixo do Minhocão). No debate, que reuniu o apresentador Marcelo Tas; Helen Sardenberg, titular da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática – DRCI/RJ; Rodrigo Baggio, fundador e diretor-executivo do CDI (Comitê para a Democratização da Informática) e Rodrigo Nejm, psicólogo e diretor de prevenção da SaferNet Brasil, e Tatiana Weinheber, gerente de Comunicação Corporativa da GVT, lançavam o “Guia para o Uso Responsável da Internet”.
Iniciativa mantida desde 2008, esta terceira edição, que teve o conteúdo organizado pela Mingau Digital Produções, está separada em três áreas, reproduzindo a realidade vivenciada pelas famílias interativas. Crianças, Pais e Professores são atendidos nos guias que podem ser acessados através do endereço internetresponsavel.com.br. Segundo Elisa Araújo (do blog Crianças e Mídia), da Mingau Digital
“A idéia é que o material seja compartilhado em escolas, famílias, telecentros e lan houses. A versão impressa, com tiragem de 50 mil exemplares, alcançará 1,4 mil lan houses de todo o Brasil por meio da ABCID (Associação Brasileira dos Centros de Inclusão Digital), 475 CDIs Comunidades de 15 estados e o Distrito Federal, seis mil colaboradores da GVT além de laboratórios de informática apoiados pela empresa na região Sul e Nordeste. A SaferNet Brasil, que apóia a iniciativa, passará a utilizar o guia como complemento em suas oficinas sobre navegação segura. Secretarias municipais e estaduais de educação também vão receber exemplares do Guia. Licenciado pelo Criative Commons do Brasil, o material pode ser reproduzido livremente desde que os autores sejam citados. Escolas e instituições que tiverem interesse em fazer isso ou saber mais informações devem entrar em contato pelo email para educando@gvt.com.br. Alem disso, as três versões do Guia impresso estão disponíveis em pdf para download no site.”
Estive lá – na companhia de @cybelemeyer (parceira no Mãe com filhos e editora do Educa Já) e de @vanerodrigues (do EducaRede) – e gostei do que vi e ouvi, a começar por uma crítica do formador de opinião de várias infâncias @marcelotas (Professor Tibúrcio, Plantão do Tas, CQC) à hashtag indicada pelos organizadores do evento – #webdobem. Não há web do bem ou do mal, há um espaço incrivelmente democrático no qual precisamos interagir com base não em ferramentas tecnológicas, mas no nosso bom senso e na capacidade que temos de nos relacionar de forma positiva com pessoas e conteúdos. [Veja a íntegra do debate no vídeo abaixo] Por conta disso, quando um pai ou um professor diz ter receio da internet e das redes sociais porque as crianças e adolescentes sabem muito mais, estou com a delegada Helen Sardenberg: o adulto responsável que fica ao lado do menor pode compartilhar com ele sua experiência de vida. E desta troca pode sair o caminho do meio entre o “medo” que adultos sentem dos espaços virtuais e a impetuosidade que os muito jovens demonstram frente às telas. Segundo Helen, 95% dos crimes que acontecem no mundo virtual já existem – e eles estão cobertos pela lei -, portanto vale lembrar que nada mudou no que chamamos de crime contra honra, pedofilia, etc, continuam valendo nossas regras de conduta ética e a nossa capacidade de julgar as situações como certas ou erradas. E igualmente vale, mesmo no novo ambiente, o virtual, os ensinamentos que podemos passar para nossas crianças e adolescentes sobre o que é bom ou ruim para a vida deles. E, quanto ao receio das novas ferramentas, bem frisou Rodrigo Nejm, “a mesma arma que a polícia usa para nos defender o bandido usa para nos intimidar”. A questão me parece ser menos de demonizar a internet e suas ferramentas e mais de estimular a proliferação de ambientes de uso responsável da internet.
[Matéria do Jornal Nacional de ontem sobre o tema - dica da @rogeriathompson e da @blogdati]
Este, aliás, foi o verdadeiro foco do debate, no qual a CDI (Comitê para a Democratização da Informática) relembrou vários cases e demonstrou o valor das lan houses em todo Brasil para a democratização do acesso à informação. Ao invés de proibir as lan houses, Rodrigo Baggio da CDI indica que a sociedade transforme estes espaços em locais de educação e formação. Ele contou que a CDI Lan tem um projeto com o Sebrae par formalização dos microempreendimentos que são as lan houses, de forma a trazê-los para a legalidade e criar nestes espaços ambientes de multinegócios, além de um espaço no qual os afiliados estão dentro de uma comunidade e aceitam partilhar (cobrar?) com seus clientes regras de conduta positivas para toda sociedade. [O CDI lan pode ser conhecido aqui] E este papo, longo, ainda vai ser muito replicado em outros posts. Se você ficou curioso, visite o endereço internetresponsavel.com.br ou conheça o Guia para o Uso Responsável da Internet.
A gente prefere não trabalhar…
Postado em Comportamento no dia 28/07/2010“A gente prefere não trabalhar. Mas somos mais felizes quando trabalhamos”
Vi na @revistasuper e como não trazer a reflexão para cá?

Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Chicago (EUA) fez uma série de testes com estudantes universitários e descobriu mais um paradoxo interessante na enorme lista de esquisitices humanas: apesar de a maioria de nós, se tiver escolha, preferir ficar na preguiça, jogados no sofá e sem fazer nada (segundo eles, isso é “um resquício evolutivo que garante a conservação de energia”), todos nos sentimos mais felizes quando estamos ocupados.


Mas aqui entre nós: as imagens de preguiça são muito mais atraentes do que as de trabalho!

Brasil animado e Anima Mundi
Postado em Cinema e TV, HQ no dia 28/07/2010
Ver animações brasileiras em destaque no cinema, na TV e em festivais é uma das coisas que me deixa feliz e orgulhosa. Começa hoje em Sampa a 18a edição do AnimaMundi, o Festival Internacional de Animação do Brasil. Criado em 1993 por Aída Queiroz, Cesar Coelho, Lea Zagury e Marcos Magalhães, o “encontro” tem a intenção de informar, formar, educar e entreter utilizando as infinitas possibilidades da linguagem de animação. E ao festejar sua maioridade (são 18 anos de sucesso), ele comemora também o fato de ser o segundo maior festival da área do mundo, perdendo apenas para o de Annecy, na França (um senhor festival, que tem cinco décadas de história).
Não é fácil ganhar o mundo deste jeito, mas, aqui entre nós, os brasileiros conseguem. Nomes como Maurício de Sousa e Ziraldo nos mostram como é possível fazer animação e conversar com o público infantil (ou até adolescente, como mostram os mangás da Turma da Mônica Jovem) sem perder o jeito local, mantendo a identidade com nossa cultura sem cair em esteriótipos chatos e antiquados, mantendo-se antenado no que acontece no mundo. Outros, como Fábio Yabu, responsável por outra animação nascida no Brasil de sucesso internacional, as Princesas do Mar, optam por mostrar a infância independentemente das cores locais. E ao conferir o excelente trabalho que eles fazem podemos provar para os nossos futuros desenhistas, produtores, cinegrafistas, diretores de animação e empresários culturais que é possível ser bem sucedido e ganhar o mundo sem esquecer de onde viemos.
Há alguns meses eu e meus filhos tivemos a honra de conversar com toda equipe do estúdio de Mariana Caltabiano para ver, ao vivo e a cores, como são feitos os desenhos que veiculam no canal Cartoon Network. Foi uma manhã divertida e imensamente feliz para meus meninos, especialmente para Enzo, que sonha em ser desenhista e vive inventando seus próprios personagens. E lá pudemos ter uma sessão cinema com os episódios da série “Gui e Estopa no Fundo do Mar”, misto de animação e cenas reais – e faz uma educação sustentável sem ser chata. Além da TV a cabo, As aventuras de Gui e Estopa estão disponíveis para as crianças num site com atividades infantis online.
No AnimaMundi 2010 Mariana Caltabiano divulgou oficialmente seu novo projeto: o primeiro longa brasileiro em 3D, Brasil animado, estrelado pelos personagens Stress e Reléx, que são dois produtores de animação. Na visita ao estúdio os meninos puderam ver a animação 3D sendo feita e acompanharam parte da viagem de Stress (estressado, investidor, o cara da grana) e Reléx (o cara das ideias) em sua busca por um tesouro brasileiro. No filme as crianças terão, além da tal sensação 3D de se estar dentro do filme, a chance de viver isso numa história na qual suas paisagens, sua realidade e sua vida estarão retratadas com a mais alta tecnologia. O filme estreia no final do ano e já estamos ansiosos para ver.
Se você também adora animação, veja aqui a programação paulista do evento, que acontece entre os dias 28/07 e 01/08 no Centro Cultural Banco do Brasil e no Memorial da América Latina.
Batalha de Bandas #Criesp25anos
Postado em Música no dia 27/07/2010“O projeto Criança Esperança está completando 25 anos, foram arrecadados R$ 215,6 milhões, beneficiando mais de 5 mil projetos e 4 milhões de crianças e adolescentes em todo o Brasil. Este ano, o projeto contará com um concurso de bandas para que mais pessoas possam fazer parte desta história.”
Dica rápida para quem tem uma banda amadora e quer uma chance de aparecer: a “Batalha das Bandas” é um concurso entre bandas amadoras de todo o Brasil. Para participar, basta gravar um vídeo com uma versão para a música do Criança Esperança 2010 – “Um novo tempo”. As inscrições podem ser feitas até o dia 4 de agosto através do site. Um júri escolherá as 10 melhores versões e elas são publicadas no site para que o público vote e escolha a melhor. O resultado final será divulgado no dia 11 de agosto e a banda vencedora vai parar na tela da TV Globo.
Mas vale lembrar: serão aceitos apenas vídeos nos formatos avi, mov e mpeg; e o peso do conteúdo não pode ultrapassar 30MB.
