Educação e as crianças da geração Z
Postado em Mãe com filhos, todos pela educação no dia 29/11/2009


Recebi um artigo de Eduardo Shinyashiki, que me pareceu muito pertinente para compartilhar com os leitores do Mãe com filhos. O autor conta que nota que sempre em outubro há uma enxurrada de textos sobre educação. Embora não critique o oportunismo das pautas, ele nos faz pensar sobre coisas além da violência, da educação formal, do lazer. Nos convida a pensar na Geração Z: nascidos a partir da metade da década de 1990 e que representam uma promessa de revolução para o futuro.
São aqueles que já nasceram sob o domínio da tecnologia e possuem uma aptidão natural para trabalhar com objetos eletrônicos, aprendem rápido como usar DVDs, celulares e computadores. Quais os fatores que influenciam esses jovens da Geração Z? Entre outras características, podemos destacar o mundo globalizado, interconectado e tecnológico em que vivemos, que gera características únicas nas crianças, sendo a principal delas, e que nos interessa para este artigo, a sua integração total à tecnologia.
A era digital, o reflexo das telas na face de nossos filhos, sua imersão no mar infinito da web, a conexão constante – em casa pelo modem, nas ruas por meio dos celulares e em cafés com redes sem fio (wireless) – e a inserção da internet no ambiente escolar.
Eduardo Shinyashiki pegunta:
Com a internet completamente integrada ao dia-a-dia das crianças, por que não começar a usá-la de forma ativa, integrando-a, também, a rotina escolar?

Eu me faço a mesma pergunta sempre. E gostei das três idéias que ele nos indica:
- o uso de comunicadores instantâneos, como o MSN, para a realização de plantões online, alguns dias antes da prova ou da entrega de algum trabalho
- o desenvolvimento de redes sociais e colaborativas para o compartilhamento de informações, como trabalhos e resumos, que seria um misto de Wikipedia e Orkut, no qual os alunos poderiam socializar e navegar pelo conhecimento
- o uso da conexão na própria sala de aula, para a realização de pesquisas em conjunto com o resto da sala e o professor, um bom momento para o educador tentar substituir o famoso e famigerado copia-e-cola por um método apropriado de pesquisa, de real formação do conhecimento a partir das fontes
O comunicador instantâneo e a rede social possibilitam um aprendizado contínuo, pois devem ser acessados após o termino da aula, além de divertido, pois aparecem para a criança como um entretenimento e não uma atividade maçante. Já a conexão em sala faz da aula uma atividade ágil, que desperta e responde a várias curiosidades do aluno, na velocidade da internet. Existem muitas outras opções possíveis de interação entre o professor, o aluno e a web. O limite é determinado apenas pela capacidade imaginativa e o conhecimento de informática do educador, que pode negar-se a aproveitar as possibilidades oferecidas pela ferramenta digital ou atualizar-se e encarar de frente o computador, um trunfo didático quando bem aproveitado.
E aí, que tal considerarmos isso com os pais e professores de nossos filhos para o próximo ano letivo? Eu vou tentar!