Produções Silenciosas
Postado em Artes, Cinema e TV no dia 29/07/2009Até 16/08 a Cinemateca Brasileira traz a São Paulo a III Jornada Brasileira de Cinema Silencioso. São 77 títulos das três primeiras décadas do século XX, mais 74 filmes curtíssimos dos irmãos Lumière. No melhor formato de cinema mudo, os filmes são exibidos com acompanhamento musical ou sonoro.
Não sabia das edições anteriores – e agradeço à Cintia Costa por ter compartilhado o release sobre esta -, mas os organizadores garantem que, como nos outros anos, “o formato da cinematografia nacional do período silencioso será privilegiada, de forma a destacar os trabalhos dos arquivos de filme de um determinado país.” E no Ano da França no Brasil, a mostra trará Arquivos Franceses do Filme/Centro Nacional de Cinematografia, da Cinemateca Francesa e dos Arquivos Albert Kahn.
Os cinéfilos poderão se deliciar com a exibição de uma coleção dos primeiros trabalhos dos irmãos Lumière, documentários curtos sobre a Córsega, a Tunísia, a Abissínia, e filmes de longa metragem – comédias, romances e filmes policiais da década de 1920, em cópias tingidas, como se usava na época. Entre as grandes realizações artísticas, as atrações ficam por conta de L’homme du large / O homem do mar (1920) e de Maldone (1928), realizados respectivamente por Marcel L’Herbier e Jean Grémillon, cineastas marcantes da vanguarda cinematográfica francesa. Salambô (Pierre Marodon, 1925), filme histórico de grande espetáculo, adaptado do romance de Gustave Flaubert, encerrará a Jornada.

Fiquei curiosa pelo trabalho de Alice Guy Blaché, primeira diretora de cinema do mundo. Figura atípica para sua época – e cuja obra todas nós, mulheres, devemos valorizar ainda hoje – Alice nasceu em 1873 e a partir de 1896 dirigiu 400 filmes, produziu centenas de outros e foi pioneira também como empreendedora, pois dirigiu seu próprio estúdio por alguns anos (The Solax Studio, de 1910-14).
Se você ficou curioso, a programação completa (com locais de exibição) está aqui.E se você não tem paciência para ver cinema mudo, que tal rever uma homenagem feita ao período de transição dos dois formatos? O musical Dançando na Chuva (um dos meus filmes favoritos de todos os tempos, com Gene Kelly e Donald O’Connor) trata exatamente disso! Nele, a belíssima Debbie Reynolds faz o papel da dubladora de uma atriz famosa no cinema mudo que tem voz horrorosa e não sobreviveria ao cinema falado sem ela! Não achei vídeos das duas para ilustrar o post, então deixo abaixo uma das cenas que adoro porque explica porque gostamos tanto de cinema.
P.S. Parte do charme desta mostra está nos 34 artistas convidados para acompanhar todas as sessões: Felipe Julián, Carlinhos Antunes,Simone Sou, Leo Cavalcanti, Antonio Eduardo, Livio Tragtenberg, Ordinária Hit, Marco Scarassatti, Nelson Pinton Filho, Eric Nowinski,Marilú Figueiredo, Paulo Rubens Costa, Unholly Quartet, DuoPortal, Fabio Tagliaferri, Fabio Petrucelli, Daniel Allain, Beto Birger, Gabriel Levy, Miriam Biderman, Carlos Careqa, Marlui Miranda, Gisela Muller, Gustavo Barbosa Lima, Angela Nagai, Marcelo Onofri, Fábio Caramuru, Pedro Baldanza, Magda Painno, Eduardo Janho-Abumrad , Mário Manga, Lucila Tragtenberg, Pascoal da Conceição.
Ouvir boa música e falar francês
Postado em Artes, Música no dia 29/07/2009No Ano da França no Brasil são várias as chances de imersão na cultura francesa e esta promete ser uma noite para desvendar a originalidade de uma geração de artistas com forte personalidade, ousadia e gênio criativo.
A francesa Pauline Charoki Ferrantelli conduzirá um Atelier de cultura francesa no qual os participantes poderão ouvir peças musicais de artistas consagrados da cena musical francesa como Charles Aznavour, Jacques Brel, Serge Lama, Claude François, Jean Ferrat e Edith Piaf. Análise e breve contextualização das obras serão posteriomente feitas por Pauline, mestre em direito pelas universidades de Nantes e Aix-Marseille, diretora pedagógica do IFESP, responsável pelo desenvolvimento de ateliês culturais e cursos preparatórios para as provas oficiais de proficiência em língua francesa.
O evento acontece hoje, às 19h30, na Livraria da Vila – Alameda Lorena, 1731, Jardins, São Paulo, SP. É gratuito, mas é preciso reservar vagas enviando nome e telefone para contato@ifesp.com.br ou ligando para (11) 3031-3599 / (11) 3926-6781 .