Vitrines de Paraty
Postado em moda e estilo no dia 28/07/2009Hoje a Renata Ruiz, editora do Moda para usar, publicou fotos que eu tirei de uma das vitrines de Paraty – ela lançou esta seção há um tempo e eu devo ser a maior entusiasta de ideia de poder divulgar minhas fotos e ler a opinião de de uma editora de moda sobre minha visão das tendências.
Conheci a loja com Flávia Penido (aka @ladyrasta) quando estava na cidade para a FLIP2009. Depois de ver o post lá resolvi mexer nos meus arquivos e achei o nome da grife: Figurino do Brasil. Nome para turista, tanto quando os preços – salgadíssimos para o meu gosto, mas que mostram que o mercado para quem faz um belo trabalho de customização de peças, com toque artesanal de bom gosto, sempre tem espaço garantido. A loja fica na rua Dr. Costa, 11, Paraty, RJ.
As flores me lembraram o artesanato de O Ateliê Virtual, que eu conheço do Flickr, mas pretendo ver -e e adquirir – quando for ao Rio. As peças estão à venda na rua Teixeira de Melo, 31, em Ipanema, todo domingo, das 12h às 20h. Há tempos estou de olho numa destas peças multi-uso (fitas que se transformam em acessórios de cabelo, gargantilhas e cintos) para consertar um estrago que fiz num vestido chemisier de linho que eu adoro.
DNA de escritor – ou de periodista!
Postado em Carreira e dinheiro, livros no dia 28/07/2009
A foto é minha, com jornais que trouxe da FLIP2009, e teve inspiração nesta aqui
Minha cunhada, professora de arquitetura, me disse uma vez que se ela não passa por um lugar sem notar as construções e a urbanização, eu não deixo de achar um períodico para ler. Fluente em espanhol, ela me fez apreciar o termo “periodista” – como chamam os jornalistas naquele idioma.
[Achava que periodista tinha uma conotação que fazia o jornalismo parecer um trabalho temporário demais - e hoje (com um acervo grande de revistas e jornais atualmente quase inúteis nos quais fui publicada) sei que ele tanto é, quanto não é e isso é tema para outro post.]
Creio que a ideia de capturar o momento e convertê-lo em alguma reflexão (palavra cujo radical nos remete a uma visão de nós mesmos) é mais do que uma mania, é uma condição em mim. Não faço uma busca consciente de motivos, mas, vez ou outra, encontro-os na minha história e na dos meus ancestrais.
Há 105 anos nascia meu avô Juca – a quem já prestei homenagens aqui -, de quem herdei a profissão. Ele foi dono de jornal nos aúreos tempos em que jornal e rádio eram os grandes veículos de comunicação e as revistas não eram tão descartáveis. Consumiu sua fortuna em seu trabalho, mas nos deixou uma herança incomensurável nos livros de sua biblioteca (que já doamos, pois era vasta e merecia ser compartilhada) e na forma como conduzia conversas em família. Não o conheci – ele faleceu quatro anos antes do meu nascimento, ainda novo, com apenas 63 anos, deprimido com o Golpe Militar que o tirou tanto do jornal quanto da prefeitura de sua cidade -, mas a influência que teve sobre minha mãe chegou a mim e me “ensinou a pensar” desde tenra idade.
Revivi isso ao ler, justamente nesta data, uma reportagem de Kelly de Souza para a edição 24 da Revista da Cultura (sim, aquela mesma que é distribuída gratuitamente nas livrarias de mesmo nome), na qual algumas famílias de escritores foram entrevistadas – Mário Prata, Maria Prata, Marta Góes e Nirlando Beirão; Sérgio e André Sant’Anna; Maria Carpi, Carlos Pejar e Fabrício Carpinejar – ou apenas citadas – Alexandre Dumas (pai e filho); Erico e Luiz Fernando Veríssimo; Sérgio e Chico Buarque de Hollanda; Jorge Amado e Zélia Gattai. Para quem tem acesso a uma das livrarias, minha sugestão é que leia a matéria – pode ser que você se identifique como eu, mas no mínimo creio que lhe sucitará “reflexões” e lembranças do quanto o cotidiano de sua família pode ter lhe influenciado na sua forma de pensar e de se posicionar no mundo.

