MSN – e o Twitter – nas redações
Postado em redes sociais, Twitter no dia 21/07/2009Há uns anos fui entrevistada por uma repórter do jornal que foi de meu avô em Ponta Grossa (PR) acerca de uma homenagem que ele receberia. Ela me ligou e como eu tinha umas coisas para lhe passar, sugeri que terminássemos o papo por MSN, pois assim eu poderia enviar os arquivos e tudo mais. Minha imensa surpresa foi ouvir que o MSN era proibido na redação!
Bem, eis que hoje me deparei com um debate no Comunique-se que tratava exatamente deste tema, MSN nas redações: facilidade ou problema? O texto de Clarice Passos e Svendla Chaves trazia à tona uma questão que hoje vejo se replicar quanto ao Twitter, a dificuldade de separar o uso profissional do MSN (e do Twitter) do uso pessoal que é mais voltado ao lazer.
Uso o MSN para o trabalho há tantos anos que perdi a conta, possivelmente desde que voltei do Japão e passei a trabalhar à distância para a redação de lá, ainda em tempos de internet discada por aqui. Talvez por conta das limitações que vivi nesta transição e do fato de ter começado a usar o MSN para o trabalho – e não para lazer -, me habituei a não “perder” tempo nele durante o horário de trabalho. Mas não é fácil, a tentação de divagar com amigos neste espaço virtual é imensa.
E não estou só. Segundo dados do Ibope/NetRatings citados na matéria, o “MSN é utilizado por 74% dos internautas residenciais ativos no Brasil, somando cerca de 17,1 milhões de pessoas por mês”. Como fazer para focar no trabalho sem ficar eternamente aparecendo offline no MSN? Minha sugestão é a mesma que fiz no post de Dicas e Ferramentas para Twitter: a criação de uma identidade corporativa, na qual apenas estão adicionados contatos profissionais – ideia corroborada por Renata Giacobone e citada no texto que comento. Fiz isso há um ano e meio e tem sido muito bom!
Achei muito interessante o que ponderou o professor do curso de jornalismo da PUCRS, André Fagundes Pase:
“O jornalista precisa saber que dentro do MSN existe outro tipo linguagem, outro tipo de resposta. Não se tem, por exemplo, a resposta facial ou vocal, para saber se a fonte está sendo irônica ou não. É outro código de linguagem. (…) “A falta desses elementos não-verbais pode trazer problemas de interpretação e de comunicação que podem comprometer a entrevista: “É preciso usar com muita calma, para compreender os sentidos. O mesmo tom que eu estou usando agora pode parecer muito frio no comunicador. Eu não tenho como observar uma ironia, uma malandragem”.
Além de servir para o jornalismo, pesa para vários outros campos profissionais que utilizam Instant Messengers para sua atuação cotidiana – e aqui pessoas como meu marido que usam o Skype para tratar dos negócios passam a ter muita razão!
E você, o que acha do uso destas redes sociais de comunicação para o trabalho? Ajudam ou atrapalham?
Dia de Liberdade
Postado em from posterous no dia 21/07/2009[estou republicando este texto que foi ao ar pela manhã e, sabe-se lá por quais razões tecnológicas, foi motivador de um bug no blog!]

A praia é uma imagem de muita liberdade para mim... lá consigo ficar sem internet, 3G, livros, só não consigo ficar sem tirar fotos!
Eu sempre fui uma pessoa com “mania” de estar ocupada. Desde criança estava sempre fazendo algo, construindo, estudando, enfim, sendo produtiva. Foi ótimo, fui aluna exemplar e uma filha boazinha (claro, isso até a adolescência, quando todo mundo fica rebelde de alguma forma), mas, ao chegar iniciar a vida adulta (leia-se, entrar na faculdade) revi parte desta postura.
Nesta fase, quando voltei morar com minha irmã Tiffany aprendi muito na convivência com ela. Como toda taurina, ela é a espontaneidade em pessoa e foi com ela que eu revivi coisas boas da adolescência. E contei também com a ajuda de uma amiga que me foi muito cara na faculdade – e com quem não tenho mais convívio, confesso, porque é do rol de amigos offline que não usam muito a internet – que instituiu um Dia de Liberdade para mim.
Todo dia 21 do mês ia ser um dia para fazermos alguma coisa que não faríamos porque engorda, é infantil, é obsoleto, enfim, coisas simples e prazeirosas como comer uma torta diferente, ir ao cinema à tarde, escolher um CD novo.
E foi ótimo. Serviu de terapia e há anos não preciso mais de do dia certo para me permitir “ter o tempo livre de ser, de nada ter que fazer” (como diz a música Capitão da Indústria).
E você, tem se permitido um dia assim?
Games no Itaú Cultural
Postado em Geek no dia 21/07/2009
Notaram a falta de imagens de mãe coruja? Lá no Itaú Cultural é proibido fotos e até o uso de celular (tive que usar o telefone público para falar com o Gui) e eu achei mais fácil usar as fotos de Veja SP do que tentar me cadastrar como imprensa!
Na quinta-feira passada fomos conferir a exposição “GamePlay” no Itaú Cultural (av Paulista, 149, SP-SP) e foi um cansaço imenso. Seis instalações artísticas interativas e os onze consoles de videogame variados não me pareciam tanta coisa até eu entender que os três andares da mostra ficam lotados de crianças e adolescentes que aproveitam a chance de jogar gratuitamente alguns dos games mais famosos da atualidade. A exposição, aberta até 30/08 em São Paulo, é gratuita e para jogar basta se inscrever na entrada de cada console e aguardar sua vez.
Mas se prepare para esperar mesmo – e os pufes que ficam no centro de cada andar lotam de pais esperando os filhos -, especialmente para experimentar (e adorar, como aconteceu conosco) o “Diorama Table”, de Keiko Takahashi, o “Quadro Sonoro”, de Carlos Praude, e o Bio Body Game. A mostra foi para mim chance de jogar e testar games e consoles antes de definir qual é o adequado para a faixa etária dos meus filhos – e prentendo repetir a visita para complementar e tirar várias dúvidas.
Alguns jogos são mesmo muito violentos, mas outros, como o World of Goo e o Katamari Damacy, são muito educativos sem deixar de divertir. Testamos os dois e nos divertimos. Achamos uma graça também o Little Big Planet e o http://www.crayonphysics.com/, mas não conseguimos jogar de tão lotada que a sala estava – e isso numa tarde no meio da semana! E nem pensar em esperar na fila de horas para os sucessos Mario Kart Wii e o FIFA Street 3.
Meu conselho: o passeio é ótimo, mas vá num dia de semana pela manhã ou, no máximo, no horário de almoço.
