Archive for July 8th, 2009

Os (nada fracos) laços da internet

midia tradicional, redes sociais July 8th, 2009

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Hoje, no Dia do Amigo (20/-7/2009), li este debate sobre a matéria de Veja e achei interessante como testemunho do uso das redes sociais online e do valor dos amigos virtuais. Chama-se Veja? Eu não vejo.

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os nada fracos lacos da internet

Desde sábado quero colocar aqui o convite para leitura da matéria de Veja desta semana que trata das redes sociais – com o título Nos fracos laços da internet. Eu não sou leitora da revista e por isso não tinha conferido até hoje o teor da reportagem, apesar de saber dela há semanas porque estive com Liliane Ferrari no dia seguinte ao das fotos. A bela moça da capa é minha amiga e sei que estou no grupo dos 150 contatos virtuais com quem ela tem convívio no meio dos quase três mil virtuais.

lilianeferrari capadavejaO curioso – e que desbanca muita teoria conspiratória contra a internet – é que eu conheci Lili no Twitter. Depois nos vimos num encontro de blogueiras, nos encontramos em outros eventos, achamos assuntos em comum, nossos filhos se tornaram amigos queridos, nossos maridos acharam afinidades (fortes para superar a coisa São Paulo versus Corinthians!) e só bem depois nós achamos que poderíamos nos chamar de amigas. E hoje a Lili é uma pessoa com quem eu falo no telefone – coisa que eu não faço muito, pois acho o telefone intrusivo e aí mora o charme das redes sociais, onde deixamos o recado para a pessoa ler quando, como e se quiser. E quando tive que encontrar duas pessoas da minha confiança, tanto no caráter quanto na capacidade profissional, para compor a equipe que me apoiaria no Mãe com Filhos, a quem eu recorri? Liliane Ferrari e Cybele Meyer, outra amiga hoje muito real e que entrou na minha vida pelo mundo virtual.

O segredo, creio, nos relacionamentos virtuais – e eu também tenho histórias de decepções com pessoas que virtualmente eram uma coisa, pessoalmente se mostraram outra bem inferior – é não deixar que a coisa se aprofunde, ganhe corpo e se torne importante na sua vida sem trazer o relacionamento para a vida real. Para mim tem funcionado e eu considero que saí ganhando muito, inclusive bons e fortes laços através da internet!

[#meusamigossaoumsucessoLili?]

como usar um site de rede social

Crianças trabalhando para nosso entretenimento

TV, mãe com filhos July 8th, 2009

Ser mãe mudou muito o ponto de vista, o ângulo sob o qual eu vejo as coisas, alterando de modo indelével minha opinião. Em 2001 quando via a novela Um anjo caiu do céu, achava que a pequena Stephany Brito no papel de Dorinha era apenas nora que eu queria para o Enzo bebê,  sem jamais pensar no fato que para compor o elenco a menina já trabalhava duro.

Imagem da saída de Stephany e Pato da igreja. É reprodução do site EGO e notem que, como acontece cada dia com mais frequencia, o jornalista digitou tão rápido que trocou as letras...

Imagem da saída de Stephany e Pato da igreja. É reprodução do site EGO e notem que, como acontece cada dia com mais frequencia, o jornalista digitou tão rápido que trocou as letras...

Lembrei disso com a notícia do casamento dela e de Alexandre Pato. Ambos são tão jovens e estão se preparando ou trabalhando há tanto tempo, praticamente tanto quanto eu! A biografia da Stephany conta que aos sete anos ela já estudava teatro, fazia comerciais de brinquedos e produtos infantis e aos 12 fazia parte do elenco de Chiquititas – novela que, pelo que lembro, foi gravada na Argentina, portanto as crianças ficaram longe de casa para este job. Foi no ano que ela começou (1995) que eu, já com 22 anos, comecei meu primeiro estágio em jornalismo – o que quer dizer que começamos a trabalhar juntas, mesmo tendo 14 anos de diferença de idade! Pato também não se tornou o artilheiro do Campeonato Brasileiro sub-20 aos 16 anos sem ter trabalhado e treinado incansavelmente durante sua infância.

Neste dia em que o mundo parou para homenagear Michael Jackson, sobre quem já falei aqui da minha dor no coração ao perceber que foi descoberto quando era mais jovem do que meu filho Enzo é hoje – e o menino prodígio, como são todos eles, jamais parou de trabalhar depois daquilo -, reitero minha reflexão sobre a necessidade que temos de criar novos ícones infantis como foram Shirley Temple, Jodie Foster, Lindsay Lohan, e Macaylay Culkin. Será mesmo necessário ter uma Maisa para “alegrar” o horário infantil do SBT? A indústria da moda precisava mesmo da Ana Paula Arósio fotografando no Japão, EUA e Europa aos doze anos? A Angélica tinha que ser a sucessora da Xuxa mesmo sendo criança? Consideramos o trabalho infantil errado quando vemos as imagens das crianças carvoeiras ou dos cortadores de cana, mas não nos incomodados com o excesso de cenas das crianças da novela das sete e das oito!

Na novela Caras e Bocas ontem Walcyr Carrasco colocou a questão da exposição infantil e do abandono que os possíveis talentos sofrem por parte dos pais – os da menina Ada, numa alusão ao filme Little Miss Sunshine, sequer tinham visto o tipo de dança que a menina aprendia com a ex-vedete e que culminou na cena que posto abaixo. Vale a pena ver e refletir, bem como debater o tema e repensar a necessidade que nossa sociedade tem de enaltecer estas “princesinhas”.

P.S. Que fique claro aqui que não estou emitindo julgamento sobre os pais que agenciam os filhos, apenas reflexiono em voz alta sobre a necessidade que nós, como platéia, temos de aplaudir talentos cada vez mais jovens para nosso entretenimento.

Adotar ou comprar um cão?

cotidiano e sociedade July 8th, 2009

linda sem raça definida cadela adotada da ong amigos dos bichos

Nós pensamos em comprar, mas fomos surpreendidos com o amor à primeira vista de Giorgio por uma “sem raça definida”. Como na história de Sprite, de Salvando um vira-lata, a gente acha que os salva ao adotá-los, mas depois de algum tempo percebemos que é o contrário. Mark Levin contou que  o cão adotivo significou, em conjunto com  Pepsi, cão de raça comprado anos antes, a companhia e o apoio de que ele precisava em momentos difíceis na sua vida pessoal por conta de sua saúde.

Para nós o cão, que passamos tanto tempo planejando e escolhendo (li vários livros sobre cães, como contei aqui), vinha com o objetivo de ser uma cura emocional. Há um ano, em 08/07/2008, meu filho Giorgio sofreu um acidente grave que exigiu algumas plásticas e um longo período de recuperação – e a causa foi uma mordedura de pitbull no lado direito de sua face e cabeça. Dramas à parte – embora falemos disso sempre para alertar as pessoas, não fizemos drama nem na época -, o fato é que ele sempre adorou cães e naquelas férias nós já planejávamos adquirir um. E esta vontade foi crescendo conforme ele melhorava e se curava fisicamente, com a idéia de que a cura emocional se completaria quando ele tivesse a companhia amorosa de um cão.

Giorgio e Linda por você.

Giorgio e Linda vivem assim, grudados.

O destino nos fez conhecer uma SRD (sem raça definida) longe de casa, numa calçada do Brooklin, durante um passeio de domingo na festa gastronômica Mainfest. Foi a primeira vez que Giorgio pegou um cão no colo – e naquele dia não quis largar – e foi assim, numa feira da ONG Amigos dos bichos, que a Linda veio para nossa família. Passamos por entrevistas, assinamos documentos (cães tem registros de animal como nosso RG de gente) e assumimos o compromisso de castra-la para evitar novos filhotes indesejados. Em seguida saímos de lá, passeando pela feira, com aquela pecorrucha no colo, orgulhosos e recebemos muitos sorrisos e comentários simpáticos pelo caminho.

Ela tem sido uma companhia muito querida, amorosa, discreta, mas também bagunceira e animada, pois dizem que o cão reflete a personalidade do dono – e o dono é o Giorgio, claro!  Para Linda é o começo de uma vida feliz depois de ser encontrada por uma das cuidadoras da ONG num terreno baldio, abandonada na companhia de seus três irmãozinhos, e para nossa família é o final feliz de uma história que poderia ser triste, mas que preferimos encarar como mais um capítulo da longa vida que nosso pequeno tem pela frente.

[Linda] A garota da mamãe por você.

P.S. A ONG Amigos dos Bichos, que nos permitiu ter a Linda, tem feira de adoção de cães e gatos neste mês de julho, nos dias 18 e 19/07 no Pão de Açúcar da av. Ricardo Jafet, no Ipiranga.

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