Uma biblioteca pública em cada cidade brasileira
Postado em Cotidiano e sociedade, livros no dia 30/06/2009O governo federal irá zerar o número de municípios sem bibliotecas este ano. De acordo com o Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas, 661 municípios ainda não têm esses equipamentos.
Sua cidade não tem biblioteca pública municipal? Avise aqui e reinvindique uma!
E se você não sabe se sua cidade tem ou não bibliotecas públicas, confira nesta lista as que já estão atendendo adequadamente seus cidadãos.
2ª Convenção Nacional Hot Wheels
Postado em Artes, redes sociais no dia 30/06/2009Apesar de eu contar com orgulho, pouca gente sabe que eu e meu filho Enzo somos fundadores de uma das primeiras comunidades do orkut de colecionadores de carrinhos Hot Wheels no Brasil – a Eu coleciono Hot Wheels. Eu modero sozinha – e tem que ser moderada, porque dezenas de crianças entram na comunidade todo dia -, mas Enzo acompanha tudinho e se orgulha do fato de termos quase sete mil membros lá. Já estivemos em eventos que reunem colecionadores e soube agora que neste mês acontece a 2ª Convenção Nacional Hot Wheels aqui em Sampa.

O evento, que acontece no Shopping Eldorado (com entrada gratuita), promete reunir 70 expositores por dia com relíquias como o primeiro Hot Wheels (de 1968), clássicos que marcaram época, como como o Corvette (mais popular da marca nestes 40 anos) e outras excentricidades, como um modelo cravejado de diamantes.
O que me encantou foi ter a chance de participar de uma palestra com Larry Wood, o principal designer de Hot Wheels. Meu filho está encantado com a idéia de ouvi-lo falar sobre o trabalho dos sonhos, o que permite usar a imaginação para desenhar carros inéditos, sem restrições e ainda ser famoso por isso! (risos)
Enzo e Giorgio também querem ver de perto o piloto Chico Serra, que nesta temporada dirige um verdadeiro carro dos sonhos na Hot Wheels Racing Team, equipe que corre na Stock Car. Em uma tarde de autógrafos ele também apresentará um carro boneco da competição.
Para quem acha que este esporte é brincadeira de criança eu digo é hora de rever seus conceitos. Os números divulgados pela Mattel dão conta de que há 15 milhões de colecionadores no mundo, cada qual com uma coleção de cerca de 1,5 mil unidades. E o Brasil é o país onde a marca mais vende pistas, perdendo apenas para os EUA em vendas de carrinhos.
P.S. Estou habituada a procurar as assessorias como veículo de mídia social para os eventos, né? Pois desta vez eu procurei (recebi o convite porque estou no mailing como consumidora) para avisar que nossa comunidade estaria representada, mas eles não têm um espaço para as redes sociais – tampouco demonstraram interesse nesta inclusão. Sabem, não pela publicidade, mas eu queria só saber como eles planejavam fazer a cobertura nas redes sociais… tuitei isso e troquei mensagens com @nickellis, um dos idealizadores do excelente Blog de Brinquedo que, como o nome diz, fala muito de hot wheels e seria um dos primeiros que eu contataria para divulgar este evento. Concordamos que “é o que um erro de posicionamento da parte deles“. Uma pena.
Paper Toys e a música brasileira
Postado em HQ, Música no dia 30/06/2009
Paper Toys estão se tornado uma mania e, seguindo esta tendência, o Multishow liberou em seu site as imagens dos principais concorrentes ao Prêmio Multishow 2009. Se você curte a montagem ou apenas quer conferir como ficaram os concorrentes nas categorias melhor cantor, melhor cantora e revelação, vale visitar o site. Eu me diverti com algumas “charges” divertidíssimas, como a da Malu Magalhães e do Samuel Rosa.

Liga da Canela Preta
Postado em Esporte, preconceito, TV no dia 29/06/2009Ontem assisti no Esporte Espetacular uma matéria de Tino Marcos sobre uma liga que é uma prova de resistência brasileira, válida até para pensarmos na postura que nosso país deve adotar quanto a questões combatidas como as cotas raciais. O jornalista contou que em meados da década de 1920 os negros eram impedidos de atuar nos clubes do Rio Grande do Sul e que, para jogar, eles fundam um torneio próprio só com jogadores da raça negra.
Para quem não lembra, os negros gaúchos são fora do padrão. Por que eu falo isso? Primeiro porque conheço pessoalmente um dos líderes do movimento racial lá, um grande amigo da família do Gui. Segundo porque o Gui mesmo sempre me fala como eles foram para nós, na época da Guerra do Paraguai, o que os Buffalo Soldiers foram nos EUA na Guerra da Secessão. Como o Brasil colônia não tinha fazendas de café, minas de ouro nem canaviais no sul do Brasil -região que ficou em litígio, como sabem, naquela luta sobre a qual tem livros incríveis do Erico Verissimo – não tinha mão de obra negra escrava por lá. Mas eles chegaram com força e ficaram como homens livres na época da Guerra do Paraguai, pois receberam a promessa de liberdade caso lutassem – e sobrevivessem.
Foi sob este ponto de vista que eu vi a matéria ontem. E ficamos Gui e eu conversando sobre o futebol brasileiro no século XX, que ficou marcado pelo maior jogador de todos os tempos, Pelé, um negro, mas começou com histórias como a Liga da Canela Preta. No meu estado uma história racista determinou o apelido de um dos times da capital. As más línguas dizem que os jogadores (e hoje os torcedores) do Coritiba são chamados de Coxa Branca porque o time, fundado por alemães, não aceitava jogadores “de cor” por muitas décadas. Mas ahistória oficial dá conta de que
“O apelido nasceu em 1941. Foi na decisão do campeonato paranaense daquele ano, na primeira vez que a dupla AtleTiba disputou uma final.
O mundo vivia Segunda Grande Guerra Mundial e o cartola Jofre Cabral e Silva decidiu agitar o clássico, com uma provocação: “Quem for brasileiro deve torcer pelo Atlético“.
O Coritiba tem até um alemão no elenco, o Breyer, aquele COXA BRANCA” – teria vociferado o dirigente atleticano. Hans Hergon Breyer, teve sua carreira abreviada no futebol por causa por causa do rótulo que lhe impuseram. Torcedores do Atlético o chamavam de quinta coluna e coxa-branca.”
De uma forma ou de outra, o time ficou marcado como o que valorizada os que tinham a pele alva – e sobre esta vontade de branquear o Brasil começando pelo Paraná eu já falei quando contei que os japoneses não foram autorizados a migrar para lá (chegaram ao estado somente depois, já como proprietário de terras, mais baratas que as paulistas.
Camélias no meu jardim
Postado em Casa e decoração no dia 28/06/2009Moro em prédio, mas felizmente aqui temos um um jardim imenso.
E hoje as camélias estavam dando um show… aproveitei para testar o módulo de close do n95:



Blue Jeans na Pinacoteca
Postado em Artes no dia 28/06/2009Quem não gosta ou não liga para futebol e não vai ficar preso na frente da TV para ver a final da Copa das Confederações, pode aproveitar para ver as novidades da Pinacoteca do Estado (Praça da Luz, s/n, São Paulo, SP). Uma das novidades lá, no Projeto Octógono, vem do artista João Loureiro, que criou uma grande escultura em forma de baleia (18m x 3m), revestida com jeans. A instalação ocupa boa parte da Pinacoteca de 20 de junho a 23 de agosto de 2009.
Com quatro ou cinco projetos por ano, o Projeto Octógono já realizou, desde 2003, cerca de 20 exposições de artistas como Regina Silveira, Joana Vasconcelos, Leonilson, Jürgen Partenheimer, Alex Pilis, Suzanne Lafont, Andreas Knitz & Horst Hoheisel, José Bechara e Eliane Prolik. Cada projeto é acompanhado por um folder distribuído ao público e recebe artistas brasileiros e estrangeiros, com trabalhos encomendados ou não, acompanhados de atividades educativas, como oficinas e discussões com os artistas, painéis de debates, conferências e publicações.
Heal the world
Postado em Mãe com filhos, Música no dia 27/06/2009
Não resisti, depois de um dia ouvindo – e prestando atenção pela primeira vez em alguns casos – músicas do Michael Jackson no especial que o Multishow fez nesta tarde, reflexionei sobre o menino que ele parecia ser.
Escrevi no Mãe com Filhos um desabafo que eu faço questão de registrar, ao menos minimamente, com os leitores daqui também:
“Ele era uma pessoa com várias questões complicadas sim, desde as acusações de pedofilia (numa das quais foi absolvido, na outra fez um acordo financeiro, e nas duas eu discuto a posição dos pais que permitiram que os filhos dormissem na casa do astro) até as confusões acerca de seus casamentos e filhos biológicos. Mas, como mãe, eu o vi como aquele menino de nove anos (exatamente a idade do meu filho) que se apresentou pela primeira vez num teatro lotado num show de talentos. E depois deste show nunca mais pode ser criança – e pelo que muitos contam, não foi jamais amado, acarinhado e protegido como as crianças precisam e merecem.
Se temos algo a aprender com a história trágica dos 50 anos de vida de Michael é que há sempre tempo para a genialidade – não importa em que área, a idade adulta é longa e há tempo para que as pessoas brilhem depois de adultas – mas a infância, época em que os seres humanos precisam imensamente de amor e proteção, é curta. E devemos ter a sabedoria, como pais e mães, de cuidar de nossas crianças acima de tudo!“
Esta pode ser a nossa forma de salvar (curar) o mundo, como diz a canção abaixo.
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