As doações e os sonhos de consumo realizáveis
Postado em Casa e decoração, Família no dia 31/05/2009Creio que motivados pela Casa Cor 2009 – ou pelo vazio da sala de estar depois que doei alguns móveis para as Casas André Luiz – ontem saímos em busca de uma mesa de centro. Não sou de acumular móveis, Gui tampouco tem este hábito, por isso estamos sempre trocando, mudando, variando… encontramos duas mesas de linhas bem retas, design clean e cobertura epoxi branca. Serão boas para usar o notebook, jogar jogos de tabuleiro, comer pizza vendo filme, enfim, o básico de uma família com filhos pequenos como nós – são duas porque a sala é toda de estar, a mesa de jantar com cristaleira que herdei da vovó fica na cozinha, como condiz a uma família que cozinha por prazer.
Enfim, de todos os sonhos de consumo, uns realizáveis, outros não, a mesa para jogar o War Império Romano com organização é dos mais fáceis, não? E algumas pessoas, como o Giorgio, precisam apenas de almofadas no chão para sentir que a sala virou um taxi! Diante disso, como eu posso querer mais?

convite de filho para passear no seu taxi em plena sala de casa... dá para dizer não a este taxista?
P.S. Não é a primeira vez que eu faço doações à Casa André Luiz. Eles aceitam objetos em boas condições que depois são vendidos em feiras e têm a renda revertida para a instituição, que atende pacientes (menores portadores de deficiência mental em regime de internato) e suas famílias. Se você tem móveis, utensílios domésticos, CDs, DVDs, livros, roupas, calçados, materiais para reciclagem e quer doar, pode ligar para 0800 773 4066 e eles buscam na sua casa.
Arvore particular
Postado em Casa e decoração no dia 31/05/2009
Colagem de tecido de algodão sobre a parede branquinha. Amei.
As crianças que queremos demais
Postado em Família, Mãe com filhos no dia 30/05/2009Home is where fun is foi indicação do @alessandro_m. Valeu querido, os meninos agradecem.
Qual será a casa dos sonhos das crianças? Um texto no Mãe com Filhos hoje falava das crianças que ninguém quer, numa alusão à triste história da menina de oito anos adotada e devolvida pelos pais sem a apresentação de uma justificativa. Juristas se dividiram e uma das soluções seria o pagamento de uma pensão até que a criança complete 24 anos – mais a indenização de 100 salários mínimos com o objetivo de atenuar os efeitos do ‘novo’ abandono, arcando com as despesas de um tratamento psicológico. Esta e outras histórias podem ser lidas aqui e ali.
Mas no geral nossos leitores são daqueles pais que querem tanto os filhos que não sabem mais o que fazer para agradá-los.Confesso que eu sou muito assim. Meus filhos têm um quarto para os brinquedos e os livros, no geral definimos os programas nos finais de semana de acordo com a estréia do cinema – Jonas Brothers ou Uma noite no Museu, mesmo que a gente queira ver Anjos e Demônios ou Budapeste – e, como fizeram meus pais, deixamos de fazer coisas que seriam boas para “nosso currículo” para pagar o curso de inglês deles, ou o futebol, fonoaudiólogo, artes.
Relembrei o Não basta ser pai, tem que participar, da campanha que a Gelol fazia na TV há alguns (muitos) anos e escrevi sobre a família dos sonhos, convidando os pais a aproveitarem o final de semana de frio para inventar uma brincadeira em casa com os filhos, algo que fuja do tradicional cinema + shopping das grandes cidades.
A verdade é que, como pais, nossa geração quer demais acertar, quer demais ser feliz, quer demais estar presente, quer demais uma vida perfeita. E neste querer demais é comum esquecermos que as crianças precisam de muito pouco para se sentirem felizes: amor, companhia, paz, harmonia, liberdade com segurança.
Mas, se for possível, como comentou minha irmã outro dia, dá para criar umas coisas divertidas em casa, como no blog Home is Where the Fun Is… sem neuras, porque o lar está onde está a diversão, a alegria, a felicidade.
P.S. Minha proposta para os pais neste final de semana era inventar algo com caixas de papelão, revivendo um tópico da comunidade do orkut na qual muita gente boa comentou como suas crianças adoram inventar com papelão. O que me re-inspirou foi a @cyncardoso e o Cardboard Design.
#euteamo
Postado em Comportamento, Geek no dia 29/05/2009Já falei aqui de uma promoção de Dia dos Namorados que acontece no twitter. Pois está pegando fogo uma ação que a rede MdeMulher lançou há dois dias. Quem twittar uma declaração, desabafo, musica, link seguido da tag #euteamo tem sua mensagem em destaque no especial do Dia dos Namorados.
(Eu já deixei meu recado pro Gui, que estava um charme hoje de terno – sempre adorei homem de terno e meu marido fica realmente handsome neste tipo de roupa.)
Ao saber do especial, fui ver quais posts eu tinha sobre o tema e me surpreendi! Como tem coisa! Já pensei nos relacionamentos online em Tecnologia pode comprar amor? e sobre minha fase de namoro online pós-casamento em Mens@gem de @mor. Refleti como estas datas são comemoradas fora do Brasil em Valentine´s Day no Japão e sobre as diferenças de São Valentino e Santo Antônio em Valentine’s Day e me pus a imaginar O que há para comemorar no dia dos namorados? em 2007.
E você, tem blog e também tem suas reflexões sobre relacionamentos que valem vir à tona no dia dos namorados? Mande seu link por twitter para o especial do MdeMulher usando a tag #euteamo no final. E se você não usa twitter, pode deixar o link ou declaração aí nos comentários e eu tentarei enviar! Mas não esqueça que no microblog as mensagens têm que ter menos de 140 caracteres.
Preconceito travestido de lei
Postado em preconceito no dia 29/05/2009São duas notícias que li e me fizeram pensar no quanto o preconceito ainda é presente nas sociedades. No geral aqui no Brasil não há um preconceito tão escancarado no cotidiano, mas ainda há, tanto que comerciais como o do fogão cooktop da Continental que traz um casal multirracial curtindo a vida de recém-casados e chama atenção – não lembro agora da marca dos produtos, mas eles e a equipe publicitária merecem destaque pela abordagem natural e simpática.
Infelizmente nem sempre é assim. Na África do Sul uma atriz abandonou uma produção – uma peça infantil que deveria promover a harmonia multirracial – porque tinha que beijar um colega negro, o ator Unathi Dyantyi. Carolyn Forward nega que o motivo seja esse, afirmando que beijar um homem em cena era ”não-higiênico” e “inapropriado” para o público a que se destinava (crianças de até 8 anos de idade). O mesmo motivo, higiene, aconteceu na Europa. A britânica Laura Whotton foi proibida de amamentar seu filho de quatro meses na piscina de um clube em Nottingham. O argumento dos donos do lugar foi de que ela estaria violando uma proibição de ingerir alimentos e bebidas à beira da piscina, além de cometer um ato contra a higiene, a saúde e as regras de segurança.
Sinceramente, fico feliz por estar no Brasil, mesmo que aqui haja preconceito enrustido e piadinhas de bom-mau-gosto (ontem cheguei no HPFashion e já me chamaram de prima da Sabrina Sato, como sempre quando estou meio peruinha). Creio que este comportamento mais tolerante pode ser um dos valores que a gente pode exportar junto com soja, jogadores e técnicos de futebol e minério de ferro.
(Quero muito colocar o video ou a foto do comercial para ilustrar o post, quem souber onde eu consigo, avise, please!)
[update] A querida @cyncardoso me enviou link do vídeo da campanha. Obrigado! [/update]
Uma canção do Roberto (Carlos)
Postado em Música, TV no dia 28/05/2009Tenho uma teoria: todo mundo tem um momento afetivo importante que foi vivido com uma música de Roberto Carlos. Se não é assim, no mínimo sempre somos tocados por alguma música dele e simplesmente nos sentimos compreendidos por suas palavras. Para mim esta vivência se dá com Debaixo dos caracóis dos seus cabelos, canção que ele fez para Caetano Veloso quando o músico baiano (de quem sou assumidamente fã) estava exilado.
A letra ainda me é cara por explicar um sentimento dúbio que só entende quem já viveu fora de seu país.
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Uma história pra contar
De um mundo tão distante
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Um soluço e a vontade
De ficar mais um instante(…)
Você anda pela tarde
E o seu olhar tristonho
Deixa sangrar no peito
Uma saudade, um sonho
Lembrei muito disso ao ver a homenagem que várias cantoras gravaram para Roberto ontem no Teatro Municipal de São Paulo. Segundo li, o espetáculo será exibido pela Rede Globo no domingo, 31/05, e as gravações se converterão em um CD e um DVD.

Em homenagem aos 50 anos de carreira de Roberto Carlos, cantoras interpretaram as músicas do Rei, no show “Elas cantam Roberto”, no Teatro Municipal de São Paulo. Entre as cantoras estavam Daniela Mercury e Wanderléa (foto), além de Hebe Camargo, Marília Pêra, Ivete Sangalo, Alcione, Zizi Possi, Ana Carolina, Cláudia Leitte, Fernanda Abreu, Luiza Possi, Paula Toller, entre outras. (Foto: Divulgação)
50 razões para rir no metrô
Postado em Artes no dia 27/05/2009Estou saindo para pegar metrô e lembrei desta exposição.

O que você faz enquanto espera o metrô ou trem? Uma boa é aproveitar para consumir arte. E este momento pode ser divertido.
A exposição “50 razões para rir” de Toni D’Agostinho traz caricaturas com quase um metro de altura que retratam pensadores, artistas e cientistas de vários séculos acompanhados de suas frases sobre o riso, tornou-se um grande sucesso. “O objetivo é estreitar a relação entre o público e a arte da caricatura, além de mostrar a positividade do riso nas relações humanas. As pessoas que passarem pelo local, com certeza, poderão se beneficiar dos momentos agradáveis que uma caricatura pode proporcionar”, explica o organizador.

Por enquanto a mostra está na estação Trianon-Masp do metrô de São Paulo e em junho fará baldeação para estação Brás da CPTM, onde será inaugurada uma nova biblioteca do projeto “Embarque na Leitura”, uma experiência que aproxima a população da leitura disponibilizando diversos títulos em estações de trens e metrô – e os cartoons seguem depois para outras estações da CPTM.
Segundo o organizador (que é sociólogo, artista plástico e diretor de teatro)
“A caricatura é a representação satírica, não necessariamente cômica, de um objeto; mais que uma simples ‘libertinagem’ da imaginação a serviço, tão somente, de um fato divertido, ela convida o ser humano à reflexão. Através da Caricatura pode-se conhecer a história de uma nação, os processos políticos e as peculiaridades de um povo. Essa manifestação artística tem o poder de atingir ao espectador, independentemente de sua classe social ou nível de instrução”.


