Arquivo: March, 2009

Lançamento da ABRADi

Postado em midia social no dia 31/03/2009

Desde que deixei meu espaço confortável e seguro de mãe blogueira e assumi uma postura de jornalista coordenando projetos em mídias sociais, há pouco mais de um ano, participo de conversas sobre a necessidade de uma entidade de classe ou uma federação que reuna e organize este novo mercado.

Estas conversas aconteciam em todo país e nesta terça-feira uma coletiva apresentará à imprensa especializada uma associação que reunirá entidades regionais de Agências Digitais, fortalecendo e expandindo seus horizontes. Sinto-me privilegiada por testemunhar este momento e por estar presente no lançamento da ABRADi nacional. Faço votos de que, como está descrito em suas publicações, a entidade seja a voz a tratar das questões que tem determinando os caminhos tomados por quem está envolvido com o mercado digital no Brasil.

No blog da entidade carioca li que

“Desde as primeiras conversas sobre a criação de uma Associação voltada para as agências digitais tínhamos claro que ela deveria ser singularmente plural. O mercado digital tem uma natureza tão dinãmica e transdisciplinar que seria difícil estabelecer fronteiras e levantar muros. Na verdade, aprendemos a conviver em um mundo onde novas atividades e profissões são criadas cotidianamente assim como novas oportunidades de negócios, e mesmo novos modelos de negócios. Neste mundo, antigas e novas competências se somam para desenhar soluções digitais encantadoras, interativas, efetivas e supreendentes através de tecnologias maduras e outras que acabaram de ser propostas em estado de beta perpétuo.”

Faço coro aos que desejam um mercado cada vez mais justo e qualitativamente competitivo; com outras associações e poderes constituídos para propor uma regulamentação mais adequada e com empresas e instituições de ensino para compartihar conhecimento e discutir o presente e o futuro de um mundo cada vez mais digital.

P.S. Será possível acompanhar a coletiva pelo Twitter na tag #abradi ou nesta busca. E a partir das 10h30 tem transmissão ao vivo via webcasting no link http://www.setimaarte.com.br/abradi

Netvibes e Zorpia

Postado em midia social, redes sociais no dia 30/03/2009


Ao olhar meu e-mail neste domingo percebi que meus contatos de mídia social estiveram ocupados ontem. Early adopters – como eu orgulhosamente sou – creio que eles estiveram reconhecendo novas redes e serviços online. Uma característica dos novos serviços nos quais ingresso atualmente é a integração com outros – para facilitar a nossa vida e garantir o ar de rede social geralmente é possível encontrar os contatos dos e-mails (web based como gmail e yahoo ou os que estão no catálogo de outlook ou thunderbird) e alguns até permitem que encontremos seguidores de twitter e perfis de redes sociais como facebook. O site tem uma interface sugerida com vários espaços de notícias e uma certa ênfase no IG, que eu raramente visito e foi uma boa redescoberta. 

Eu já estava em dois destes novos serviços há algum tempo sem parar para verificar. Quando @babifranzin me favoritou no Netvibes que lembrei dele. Netvibes é um serviço gratuito que traz suas fontes de mídia favoritas e serviços online. Eu diria que é um igoogle – mas vão achar que o Google me paga para falar bem dos serviços dele – mas enfim o fato é que o espaço promete reunir numa só página online “Tudo o que importa para você — blogs, notícias, previsão do tempo, vídeos, fotos, redes sociais, e-mail e muito mais — é atualizado automaticamente a todo momento que você visita sua página”.  Uma das coisas úteis que já percebi lá foi a facilidade para compartilhar notícias (lidas no próprio site, sem precisar ir para outro link) enviando-as por e-mail, facebook ou twitter aos amigos.

(Não tenho esta dificuldade, mas me pareceu até uma alternativa para burlar firewall em algumas empresas)

Já o Zorpia é uma rede social mesmo, visivelmente focada em novos relacionamentos. Não tenho interesse em encontrar novos parceiros – mas a rede me pareceu bem organizada para se encontrar um novo amor, com especificações várias para se decidir detalhes do novo par – e o que me interessou foi o espaço para encontrar “new zorpians” que sejam do meu país ou da minha cidade. ;) Mas para quem quer ampliar sua rede, vários grupos dão a entender que a Ásia está por lá (tanto no extremo oriente quando na ásia central) e creio que seja um bom espaço para realmente conhecer pessoas novas – and refresh your ideas.

Tão bonitinho

Postado em Mãe com filhos no dia 30/03/2009

Alguns valores são herdados, são passados de pai para filho. Muitos deles são relembrados ou revividos nas marcas tradicionais que, independente de seu investimento em marketing, reinam absolutas porque estão no nosso inconsciente. Ao me ler você lembrou doLeite de rosas (ou de colônia) e o creme Nívea de latinha que faziam a pele da avó ser um pêssego, da pomada Minâncora que resolvia os problemas de acne, do perfume de sabonete phebo que o avó exalava no jantar, da brincadeira que tudo cabe na Cônsul ou que aquilo “não é uma Brastemp“?

Sinesteta que sou, senti o cheiro da infância. E senti uma emoção deliciosa também ao assistir neste domingo com meus filhotes o novo comercial da Ortopé. Eu e meus irmãos fomos aquelas criancinhas sempre de sandália ortopé (sem salto nem frufrus, mas anatômicas e de muita qualidade, como defendia minha mãe), geralmente branca ou bege, que distoavam um pouco do resto da molecada da rua. Verdade, hoje fã de havaianas, eu nunca as usei na infância. Kichute, que Gui conta que tinha aos montes, meu irmão nunca usou – e ele sempre dizia que minha mãe lhe dava aquela sandália unissex e por isso ele parecia a quarta menina da familia. Seja como for, eu gostava muito dos meus calçados que combinavam com os vestidos de menina e os laços de fita que eu usei até ficar mocinha e que aguentavam pular corda, amarelinha, correr na rua à noite brincando de pique alerta, cair mil vezes da bicicleta. Brincadeiras que meus filhotes, nascidos e criados em apartamentos, mal conhecem, mas que para mim são marcas de um tempo feliz. 

O comercial está aí abaixo, o código foi uma gentileza do marketing da Ortopé que me mandou uma mensagem gentil contando que acompanha meu trabalho como mãe que bloga e como jornalista que está à frente do site Mãe com filhos. E a mensagem dele fica como um convite para todos os pais que visitam o blog: vivam uma vida mais alegre e descontraída também. A campanha (que tem detalhes da criação contados de forma muito simpática no blog de Alessandro Garcia) instiga as pessoas a perceberem que existem maravilhas nas pequenas coisas porque todo mundo tem um lado criança para se soltar. E quem é melhor do que as próprias crianças para ensinar como se faz isto?

E vai ser assim, como se não fosse nada
No meio de uma ação completamente inusitada
Num instante simples qualquer…

E prepare-se, porque vai acontecer onde você estiver!

Vai pegar você de surpresa
No carinho de um abraço demorado
Ah, você vai adorar este momento totalmente inesperado!

Porque está gravado na sua lembrança
Esta alegria imensa: isto é ser criança!

E vai ser assim, como se não fosse nada
E tudo vai ficar como você sempre quis
Na atitude simples, inesperada, você vai se dar conta
de como sua vida pode ser muito, muito mais feliz.

A mensagem me lembrou muito um dos pensamentos que me guiam e que é de John Lennon:
A VIDA É AQUILO QUE ACONTECE ENQUANTO FAZEMOS PLANOS PARA O FUTURO.

Vamos deixar de planejar e começar a viver hoje de forma mais leve, mais feliz, soltando a criança que ainda está dentro de nós.

Nota: este post não é um publieditorial.

Hoje é dia de circo!

Postado em Artes, Cotidiano e sociedade no dia 28/03/2009

A história do circo se funde com vários momentos da humanidade e está intimamente ligada ao prazer infantil de simplesmente se divertir, sem preconceitos, questionamentos ou complicações. A idéia básica do circo é de uma companhia itinerante reunindo artistas de diferentes categorias (malabares, palhaço, acrobacia, monociclo, adestramento de animais, equilibrismo, ilusionismo) que se apresentam numa série de atos que divertem o público em coreografias com músicas. As apresentações que acontecem numa arena circular com assentos ao redor – podendo ou não ter uma tenda que o cubra – favorecem a idéia de que o circo depende da platéia.

Para mim o circo surgiu com Saltimbancos Trapalhões, filme de Renato Aragão que tinha Lucinha Lins como protagonista – aquela mocinha por quem Didi passava o filme apaixonado e que ao final casava com um “galã”, deixando-o com uma “carinha de Carlitos” que encantava e conquistava a platéia.

Mas o circo é muito antigo. Na Roma Antiga ele era uma construção para exibição de cavalos e corridas de bigas, shows equestres, batalhas encenadas, shows de animais adestrados, malabaristas e acrobatas, numa possível inspiração das corridas de biga dos gregos. Dizem que com a queda de Roma os grandes circos desapareceram da Europa, sobrando apenas treinadores de animais e outros artistas itinerantes. No entanto, havia circo no oriente, como mostram descrições de circo na China desde a Dinastia Han ( 206 a.C. a 220 d.C.).

Historiadores indicam que o conceito moderno de circo remonta ao final do século XVIII e apontam Philip Astley como um dos pioneiros da época e o responsável pela popularização do circo na Inglaterra. No Brasil o circo chegou no século XIX, em manifestações marcadas por interpretações teatrais, creio que ao melhor estilo Lisbela e o Prisioneiro – está bem, a venda de elixir, que está no trecho abaixo, lembra também O físico de Noah Gordon, mas é um belo espetáculo popular.

Há um movimento chamado de novo circo e ele adiciona às técnicas de circo tradicionais à influência de outras linguagens artísticas. Saem os animais e entram dança e o teatro, num belo trabalho que encanta a todos em companhias como o Cirque de Soleil e o Unicirco.  Há várias companhias e escolas de circo moderno no Brasil, como a Academia Brasileira de Circo (Circo Spacial), Circo Roda BrasilCirco VoxCirco AlegriaGalpão do CircoAcademia Brasileira de Circo, Jogando no Quintal – curso de Clown, Trip CircoEscola de Circo de LondrinaCentro Londrinense de Arte Teatral – CLACCirco BrasíliaTeatro de AnônimoSe essa rua fosse minhaCirco GirassolCirco SpassoEscola Picolino de Artes do Circo. (Dados da Crescer)

Fernando Souza gentilmente me avisou há alguns dias que as apresentações do Festival de Circo e Espetáculos de Rua – que comemoram o Dia do Circo (27 de março) no Beco do Projeto Cidade Escola Aprendiz, na Vila Madalena aconteceriam neste final de semana. Quem for até a rua Belmiro Braga esquina com a rua Luis Murat na Vila Madalena vai ver malabares, acrobacias, monociclo, trapézio, tecido, pirofagia, perna de pau e samba de roda. Há também um palco aberto no qual qualquer pessoa da platéia pode apresentar seus números. Conforme a programação, no dia 31 acontecem competições circenses e malabrísticas. Fernando deu link para a galeria de fotos do Circo no Beco no Flickr e para um vídeo das apresentações. Gostou? Então, siga os conselhos dele:  leve a família, vá com roupas confortáveis e pronto para se divertir!

Ópera à brasileira

Postado em Artes, Música no dia 27/03/2009

Ao ver este título, meus filhos perguntariam se é o navegador para mobile que agora está mais brasileiro! Menos geeks e moderninhos, outros pensariam imediatamente em Carlos Gomes e O Guarani que, mesmo no século XIX, foi mais um fenômeno internacional do que efetivamente brasileiro. Mas nosso país tem outros artistas de renome nesta área musical e podemos conhecê-los no livro Ópera à brasileira, escrito por João Luis Sampaio.

Conhecido por sua coluna sobre cultura no jornal  O Estado de S.Paulo, autografa a obra no dia 27/03 (na Livraria Cultura Conjunto Nacional, à av. Paulista, 2073, São Paulo-SP), trazendo textos de especialistas que, na imprensa ou na academia, têm se dedicado a refletir e acompanhar a vida musical do país.

A obra traz um panorama da história recente da ópera brasileira eaponta caminhos para sua consolidação, pensando o gênero no contexto mais amplo da vida cultural do país. Como contou em seu blog Música clássica… e um pouco de tudo, o jornalista entrevistou grandes cantores de ópera brasileiros dos anos 50 e 60, como Ida Miccolis, Aracy Bellas Campos, Assis Pacheco, Paulo Fortes, Maria Henriques, Gloria Queiroz, Diva Pieranti, Niza de Castro Tank, Neyde Thomas. “Foi uma geração muito rica, composta por vozes de exceção, que não apenas garantiam a base da programação dos nossos teatros da época como ainda se apresentaram ao lado dos grandes nomes da ópera de então, como Beniamino Gigli, Giuseppe Di Stefano, Maria Callas, Renata Tebaldi, Jussi Bjöerling, que faziam temporadas no Brasil”, conta o pesquisador, que driblou as dificuldades da pouca documentação da atividade no Brasil. Ele enaltece iniciativas como a da família do tenor Alfredo Colósimo, que reuniu em três CDs trechos apresentados no Municipal do Rio e os disponibilizou na internet para download gratuito aqui.

Related Posts with Thumbnails