Arquivo: February, 2009

Les Gout-Reunis

Postado em Artes, Música no dia 28/02/2009



Quem diz que não consome cultura porque custa caro vai ter que rever o discurso. No dia 01/03 recomeça a série de concertos dominicais no Centro Cultural São Paulo. Valorizando jovens talentos da música clássica brasileira – intérpretes e compositores – e apresentando artistas já consagrados, a série é uma tradição local e acontece às 11h30 do dia 01/03 na Sala Jardel Filho com entrada franca e censura livre. É necessário porém retirar ingressos duas hora antes na bilheteria do CCSP (rua Vergueiro, 1000, São Paulo, SP).

Neste domingo Daniel Stein (violino barroco), David Castelo (flautas doces) e Rose Ana Carvalho (cravo) trazem ao público um repertório de música francesa e alemã do alto barroco. Como contam os organizadores 

“Ao longo do século XVII, Itália e França desenvolveram, sob o ponto de vista estilístico, características de escrita e linguagem musical muito particulres, que refletiam a busca por uma identidade nacional através da música. Nesse contexto, surgiram as “escolas nacionais” no período barroco, quando Itália e França infuenciaram o gosto musical em toda Europa. Entre o estilo italiano ou francês, a Alemanha, devastada após a Guerra dos Trinta Anos, aproveita ao máximo as lições de ambos. O mesmo acontece com outros países e já nas primeiras décadas do século XVIII as barreiras musicais entre culturas começam a se diluir, mesclando influências de ambos os lados. Les Gout-Reunis – Música Francesa e Alemã do Alto Barroco procura mostrar a convergência estilística que caracterizou o final do período barroco.”

Os artistas envolvidos são um show à parte:

  • Daniel Stein, que toca violino barroco, graduou-se na USP sob orientação de Evgenia-Maria Popova e realizou o mestrado na Universidade de Indiana (EUA) para estudar com Nelli Shkolnikova e atualmente é doutorando em em Indiana sob orientação do professor Stanley Ritchie (com quem estuda violino clássico e violino barroco). Ex-integrante da Orquestra Experimental de Repertório, da Camerata Fukuda e da Orquestra Jazz Sinfônica, ele venceu duas vezes o concurso Jovens Solistas da OER e foi finalista do Concurso Etoile-Galaxie em Montreal com o grupo Vitruviani, do qual é membro co-fundador.
  • David Castelo, responsável pelas flautas doces, é professor da Faculdade Carlos Gomes, estudou regência na Unicamp e é formado em flauta doce pela Faculdade Santa Marcelina, na classe de Isa Poncet. Aperfeiçoou-se no Conservatório Real de Haia (Holanda) com Reine-Marie Verhagen e Peter van Heyghen. Como intérprete e palestrante tem se destacado em eventos e orquestras como Festival Internacional Bach (Rotterdan, Holanda), Festival Internacional Bach de Amsterdam, Festival Internacional de Música Antiga de Deventer (Holanda), Orquestra Sinfônica Nacional (Niterói) e Festival de Música de Londrina, entre outros. Atualmente se dedica a pesquisa de pós-graduação na Unicamp abordando a performance do repertório brasileiro do século XVIII, com orientação de Helena Jank.
  • Encantou-me acima de tudo o cravo, instrumento que em criança eu sonhava tocar desde que ouvi uma “fita cassete” do instrumentista Roberto de Regina. Rose Ana Carvalho, graduada em piano em Londrina, dedica-se ao cravo desde 1984, frequentando cursos de extensão com Edmundo Hora, Helena Jank e Roberto de Regina, entre outros. Especializou-se em cravo na Holanda, como bolsista do CNPq, sob orientação de Jacques Ogg. Como concertista já se apresentou em recitais solo em São Paulo e Londrina e como camerista atuou com conjuntos espacializados em música barroca, além de orquestras como a da Sociedade Pró-Música Antiga de São Paulo e a Sinfônica da Universidade Estadual de Londrina. Atualmente integra o conjunto “Gli amanti dei sospiri”.

O programa tem a Suite em Si Menor de C. Dieupart (c. 1667-1740), Sonata Opus 5 nº 1 em Ré Maior de A. Corelli (1653-1713), Trio Sonata em Lá Menor de G. P. Telemann (1681-1767), Sonata em Ré Menor de G. P. Haendel (1685-1759), Trio Sonata BWV 529 em Dó Maior de J.S. Bach (1685-1750). 

P. S. Confira a programação dos outros domingos do mês de março aqui e planeje um final de semana diferente e educativo. É possível assistir a um Recital de Canto e Piano no dia 08/03 (Marcia Domingues e Helenice Audi), A música para piano no século XX (Maria Helena Del Pozzo) no dia 15/03, O universo romântico de Clara Schumann (com Eliana Monteiro da Silva) no dia 22/03 e Recital de violão (com Fábio Scarduelli e Rogério Peruchi) no dia 29/03.


Tatu-bola em família

Postado em Artes, Mãe com filhos no dia 28/02/2009


tatubolan_1214929841 Já estivemos nas atividades do Tatu-Bola em família em outubro, mês das crianças e foi uma experiência ótima. Neste sábado acontece no CCSP (rua Vergueiro, 1000, São Paulo, SP, ao lado do metrô Vergueiro) mais uma manhã de atividades com este mobiliário educativo, desta vez incentivando as crianças a participar de jogos teatrais e brincadeiras poéticas, sob a orientação de Marcela Pupatto. Como sempre, os carrinhos do tatu-bola recebem o público em família para esta oficina. A partir de jogos, brincadeiras e atividades sonoras, as crianças podem vivenciar diferentes elementos da linguagem teatral. A atividade é recomendada para crianças maiores de 7 anos, acompanhados dos responsáveis.

Lady in red

Postado em Cotidiano e sociedade no dia 27/02/2009



Lembram-se desta música? A mulher de vermelho, um verdadeiro fetiche masculino, agora tem uma explicação científica. Uma pesquisa da equipe do psicólogo Andrew Elliot, professor da universidade de Rochester (Nova York), comentada na Folha Online,  mostra que homens acham as mulheres mais atraentes quando trajadas com roupas vermelhas, afirmando que a cor pode ser um chamariz do sexo masculino. O professor admitiu que “o efeito do vermelho pode ser fruto de uma sociedade que faz conexões entre as cores e temas relacionados a sexo, há também algo de científico nesta afirmação, vindo de raízes biológicas primitivas, provavelmente dos primatas”.

Japonês tem quatro filhos…

Postado em preconceito no dia 27/02/2009


Imagem do blog Panorama Nihon, do texto sobre A tímida miscigenação do povo japonês

A piadinha com o Hino à Independência tem outras versões, mas quando eu estava no primário as crianças zombavam de mim cantando assim porque meu pai era um dos únicos japoneses na cidade e, por azar, tinha mesmo quatro filhos. Um post compartilhado por @veriserpa no Google Reader me lembrou esta e outras humilhações (que eram chamadas de brincadeiras) que eu e meus irmãos sofremos por morarmos em cidades com poucos orientais – e mesmo quando passamos a conviver com orientais éramos excluídos por sermos mestiços. Destaco abaixo a parte final do texto no qual a carioca Lilly conta Sobre ser oriental no Brasil. Muitas das suas palavras, além de calarem fundo no meu coração, poderiam ser ditas por mim e por isso agradeço a ela por sua coragem em compartilhar estes momentos com os leitores. ;)

“Cresci assim, meio querendo ser oriental e meio me negando. Sendo brasileira e chamada de japonesa. Não adiantava dizer para mim: “você é bonita”. O que ficava na cabeça era: “japonês é feio” e o resto ia por associação. Vim para São Paulo e virei carioca. Japonesa paraguaia, japonesa falsificada, tudo quanto é tipo de rótulo que vocês possam imaginar. O que sempre me salvou na história foi ter um senso de humor grande e uma mente muito aberta. E ser muito sociável. Depois de anos de crise, posso dizer para vocês o que eu aprendi: existe gente feia e gente bonita em qualquer raça. Existe gente bonita por fora e feia por dentro. Assim como existe gente bonita por dentro e feia por fora. Hoje eu tenho orgulho de ser oriental. Orgulho do meu cabelo, da minha pele e da minha aparência jovem. Orgulho de ter recebido valores íntegros, noção de que o trabalho vale a pena. Orgulho de ter uma sensibilidade apurada, de estar atenta para a beleza das coisas, de um legado artístico, da organização, exercício da paciência, humildade. Valorizar a família, alimentação, gostar de verduras, legumes, modo de vida saudável. Orgulho de ser oriental e de amar os orientais. Dedicado a todos os orientais no Brasil. Conhecidos e desconhecidos. Desejo que todos possam algum dia inebriar-se com a dádiva de ser oriental.”

P.S. Ontem à noite eu conversava com meus filhos dizendo a eles que considero imprescindível que eles tenham a chance de viajar para os países de onde vieram seus ancestrais (sul da Europa por parte do pai, Japão e Alemanha por parte da mãe) para que possam se ver nas pessoas, enxergar seus biotipos como “normais” e “comuns” e para que se aceitem com suas características genéticas sem sofrimento, pesar ou revolta. Para mim morar no Japão representou esta reconciliação comigo mesma, a chance de encontrar roupas com minhas medidas (não fazer acertos em mangas e barras), usar qualquer xampu para meu cabelo (pois todos são lisos e levemente oleosos), encontrar vários produtos de maquiagem para meu tom de pele levemente amarelado e não ter vergonha de sorrir porque meus dentes não são branquinhos e alinhados.

Tamanhos e padrões

Postado em moda e estilo no dia 27/02/2009



Será possível comprar roupas no Brasil guiando-nos apenas pelos tamanhos descritos nas etiquetas? Renata Ruiz, do blog Moda para usar, tocou num tema que nós já tínhamos conversado longamente no shopping: O problema da falta de padrão da modelagem de roupas e Tamanhos de roupas, a discussão continua.

A questão é mais séria do que parece e considero que uma das piores no Brasil é a pequena gama de tamanhos. Meu marido é alto e não muito magro, frequentemente ele fica sem tamanho disponível e desistimos da compra, indo para outra loja. Como a Renata, já tentei comprar roupas para o Gui na TNG e não consegui que nada desse certo, acabo sempre na Colombo, que tem uma gama maior de tamanho e cujo corte dá certo para ele.

 

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No meu caso e da Renata, como podem ver na foto (acima, que tiramos outro dia no Shopping Eldorado), nós duas devemos ficar sempre meio fora dos manequins de lojas assim! Estar fora foi o que me fez começar a costurar quando eu era adolescente e muito magrinha – situação que já resolvi ganhando uns quilinhos! (risos)

Ainda falta à indústria brasileira adotar um padrão mais flexível, na minha opinião um baseado em medidas, não em tamanho. No Japão as roupas são para determinada altura de peso (no caso de crianças e adolescentes) e na altura para os adultos. As calças têm medida de quadril e cintura, perfeito, quase dá para comprar sem provar! E ainda tem aquele detalhe da lingerie que te falei: medida de bust, underbust e três tamanhos de bojo. Será que um dia chegaremos lá?

(post publicado originalmente no blog Style em 23/04/2008)

Escatologia pela TV

Postado em TV no dia 27/02/2009

seriados-de-tv-house-eleventh-hour-cold-case-er-law-order

No feriado me permiti um descanso geek, usando o computador apenas para achar uns filmes do Oscar e alguma referência cultural ou de culinária. Com descanso beirando o excesso, muita chuva e a cidade super calma, teve também muita TV. Adoro TV, não tenho o menor pudor de admitir isso e, cá entre nós, desconfio de quem critica a televisão e a intitula de alienante – sempre acho que há algum programa de TV escondido na rotina destes “intelectuais”. 

Ontem descobri que um texto do Cracatoa Simplesmente Sumiu que compartilhei no Google Reader foi replicado no Só Seriados de TV – e gentilmente @smiletic linkou a mim e @alessandro_M ao publicar, o que me permitiu ver o pingback e a partir dele reflexionar sobre dois posts dela. Um divertia o leitor com 10 sinais que podem indicar amor e o que o Dr. house pensa disso – merece ser lido por quem adora o seriado e o médico mais insuportável e acertivo dos seriados (segundo meu marido, Gregory House é o Romário dos seriados). Simone comentava também dois episódios do seriado Eleventh Hour, um dos novos seriados “científicos” que estou acompanhando. Com um quê de Grissom do C.S.I. numa “armadura” mais leve e humana, que lembra um pouco Wilson (o amigo oncologista de House, ator com o qual é mpossível não simpatizar  por conta de A Sociedade dos Poetas Mortos), o médico Jacob Hood tende a conquistar o público que vai ficar órfão do C.S.I. 

Nas férias eu tentava explicar para o Gui porque eu vejo com tanta regularidade alguns seriados. No caso de House, Law & Order SVU, Cold Case e Eleventh Hour foi só deixar ele ver um epsiódio inteiro comigo para ele ficar “habituée” como eu… huahauha.  Qual será a mágica?

Acho que queremos explicações para a vida como ela é e as encontramos nestes devaneios dos cientistas que lidam com o fora do comum tanto quanto nas atividades dos detetives dedicados ao trabalho (e complicados na vida pessoal) como Lili Rush e Elliot Stabler. Tem um quê de escatológico na nossa afeição por suas atividades profissionais. E uma fuga da realidade (neste caso sim, assumidamente alienante) porque todos nós merecemos escapar de vez em quando da realidade que o entretenimento permite!

P.S. Engraçado é que conversando com minha irmã que é médica (e que via E.R. comigo antes de se formar na faculdade) eu notei que os profissionais de saúde fogem destes seriados médicos tanto quanto eu fujo dos que se passam em ambientes ligados à comunicação – e como tem jornais, agências de publicidade e assessores de imprensa nos seriados e filmes, não?

P.P.S. Por falar em TV e coisas bizarras: os homens da familia adoram Discovery Channel e Nat Geo e nestes dias vi duas “reportagens” com casos tristes: O homem de 560 quilos e O Pequeno Hércules. Tristes.

Uma sereia de verdade

Postado em Cotidiano e sociedade no dia 26/02/2009

Como eu já fui um dia, minha afilhada de 5 anos é uma garotinha apaixonada por sereias e tem todas as “barbies mermaids” que existem. Uma vez ela esqueceu conosco uma das barbies num final de semana e eu brinquei muito com ela (e os meninos com os Max Steel deles) na piscina, realizando parte do sonho de toda menina de ser uma sereia. 


A tecnologia permitiu que a neozelandesa Nadya Vessey – que precisou amputar as duas pernas do joelho para baixo e hoje caminha com ajuda de próteses – se tornasse uma verdadeira sereia. O objetivo de Nadya era nadar e a equipe do estúdio Weta Workshop (o mesmo que faz trajes e efeitos especiais para filmes como O Senhor dos Aneis) criou uma prótese de sereia para ela. Vejam o vídeo e me digam se não é fantástico que consigamos realizar feito assim!

Li a notícia no Bombou na web.

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