Arquivo: November 28th, 2008

Trash Pour 4 recicla clássicos populares

Postado em A Vida Como A Vida Quer no dia 28/11/2008

Revistar músicas antigas, os chamados clássicos, é uma experiência pela qual vários artistas passam, no geral com boa aceitação do público. A Caixa Cultural apresenta neste final de semana shows gratuitos com a banda Trash Pour 4 que fazem esta viagem. Formado pelos amigos Natalia Mallo (baixista, vocalista e produtora), Mariá Portugal (baterista, vocalista, arranjadora), Gustavo Ruiz (guitarrista, violonista, arranjador) e Dudu Tsuda (tecladista, arranjador), o grupo surgiu em 2004 quando os músicos se uniram com o mero intuito de criar, num ambiente de total despretensão e liberdade, novos arranjos para músicas conhecidas, clássicos do pop e, em alguns casos, canções “descartadas” pelo público devido à sua sonoridade datada ou démodé. Desde então, vem surpreendendo público e crítica especializada.

A música Like a Virgin, por exemplo, lembrou um pouco as versões da Dani Carlos, mas menos arrastadas. E eu fiquei orgulhosa de ver uma baixista mulher (é estranho contar hoje, mas eu já tentei tocar baixo e ainda adoro este instrumento). 

Longe de se alinhar com movimentos de culto ao kitsch ou revivals dos excessos estéticos dos anos 80, o grupo tem como foco de sua pesquisa a transformação ou reciclagem (dai o Trash do nome) das informações estéticas na musica popular. O oposto de um cover (reprodução de arranjos originais); uma subversão dos valores timbrísticos e estilísticos na música radiofônica ou popular de modo geral, brasileira e internacional. Já são dois discos no mercado (Recycle vol. 1, de 2005, e Super Duper, de 2006, lançados no Brasil, na Coréia e no Japão), o grupo prepara seu terceiro, que, diferentemente dos anteriores, terá tanto releituras de sucessos quanto músicas autorais, todas elas com a sonoridade já característica do quarteto.

(abaixo Material Girl, outro sucesso da Madonna, show do começo da carreira da banda)

O show terá participações especiais de Érika Machado, Tatá Aeroplano e Tulipa Ruiz, interpretando suas canções e as existentes no repertório do quarteto TP4. 

Repertório:
  • 1- Geni e o Zepelin- Chico Buarque
  • 2-Father Figure (George Michael)
  • 3-Material Girl (Peter Brown / Robert Rans)
  • 4- Secador, maçã e lente – Érika Machado
  • 5- As coisas – Érika Machado
  • 6-Close to You (Burt Bacharach / Hal David)
  • 7-Quizas, quizás, quizás (Osvaldo Farrés)
  • 8-If I fell (Beatles)
  • 9 -Toxic (Britney Spears)
  • 10- Lithium – Nirvana
  • 11-Like a Virgin (William Steinberg/Thomas F. Kelly)
  • 12-Maricotinha (Dorival Caymmi)
  • 13- Dê – Tatá Aeroplano
  • 14 – Pareço Moderno – Tatá Aeroplano
  • 15-Puttin’ On The Ritz (Irving Berlin)
  • 16-What’s Up (Linda Perry) Ed. Warner 4:36
  • 17-Sufoco (Chico da Silva/Antonio José)
  • 18 – Volare (Francesci Migliacci / Domenico Modugno)

Serviço:

  • Recomendação de faixa etária: 14 anos
    • O quê: “Trash Pour 4 – Clássicos Populares Revisitados”
    • Quando: dias 29 e 30 de novembro, às 19h
    • Onde: CAIXA Cultural (Praça da Sé, 111)
    • Quanto: entrada franca (é necessário retirar ingresso com até uma hora de antecedência)
    • Lugares: 100
    • Duração: 60 minutos

    Blogueiros no Caminho das Índias

    Postado em midia social, TV no dia 28/11/2008

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    bitesglobo visita ao projac sam shiraishi blogueiros com juliana paes por você.

    Blogueiros no Projac

     

    Do jeito que escrevi parece que o próximo blogcamp será em Nova Déli… não é, mas um grupo de blogueiros estará mesmo envolvido com o país asiático, com seus costumes, descobrindo diferenças e semelhanças com o Brasil. Vamos imergir na nova novela das oito da Rede Globo, Caminho das Índias, num Café.com Glória Perez, autora da trama. Ela é conhecida por trazer às novelas temas atualíssimos como a Barriga de Aluguel, Doação de Órgãos (De Corpo e Alma), clonagem humana (O Clone), da questão da imigração pós-globalização (em América) e trazer ao horário nobre campanhas como a das crianças desaparecidas. Para mim sempre se destacou nos seus roteiros uma preocupação com a questão social, a inclusão, a vivência pós-racial, aceitação do diferente (o transexual que tentava adotar uma criança vivido por Floriano Peixoto, os homossexuais em América) e o respeito aos costumes ancestrais  (que tinha nos núcleos dos ciganos de Explode Coração e dos muçulmanos de O Clone). Tenho acompanhado a produção há muitos meses no blog da autora, De tudo um pouco, e pude notar o amplo e profundo trabalho de imersão cultural que Glória fez para entender o mundo indiano, as nuances daquele país milenar que nos parece anacrônico, ora por sua imersão na cultura contemporânea (com Bollywood, os casamentos bilionários, os grandes executivos que saem de lá para conquistar multinacionais no mundo todo), ora por suas tradições e suas diferenças que ainda mantém o país no terceiro mundo (a famosa história da vaca sagrada, do banho no rio Ganges, o sistema de castas e tantas outras que nos deixam incapazes de compreender o indiano). O que aproxima a novela Caminho das Índias (que tem um Diário de Bordo virtual) dos blogs é um personagem blogueiro que vai interagir na história. Outro dia a @djmisscloud comentou comigo no twtter que a personagem Dara, cigana da novela Explode Coração, foi a primeira numa novela a usar chat na internet, com o qual ela se comunicava com seu par romântico, vivido por Edson Celulari. O buzz é que o blogueiro deverá ser uma ponte entre as duas nações. Lembrei imediatamente de uma carioca que conheço virtualmente porque mantinha um blog para contar da sua vida na Índia, a Poliane Latta do Rumorejo. ;)   Será que vamos ter uma explosão de blogs? Pode ser, concordo com a Tiffany quando diz que o que pegar em novela da Globo vira moda. Gostei quando ela falou que

    “Isso é comum na nossa sociedade consumista e culturalmente falando, é uma das características do nosso povo brasileiro… acompanhar as novelas, vivenciar juntos a vida dos personagens (muitas vezes confundindo a trama com a realidade dos atores) e sair dando pitaco por aí. Se por um lado é grotesco e tende para a superficialidade e alienação cultural, por outro (e talvez seja o lado mais forte) acaba sendo a única forma de oferecer mais informação, cultura e consciência social na maioria dos lares brasileiros, inclusive naqueles lugares onde quem é intelectual ou crítico demais nunca teve interesse de visitar.”

    Esta tentativa de incluir consciência social é que me chama atenção nas tramas da novelista. E por isso estou feliz por ser uma das pessoas que irá ao evento, mais ainda porque levo comigo dez convidados VIP, blogueiros que compõem a rede de blogs externos do portal M de Mulher da Revista Abril. (Breve conto aqui quem são eles) O Café.com Glória, promovido pela  Revista Bites acontece na sede da Rede Globo em São Paulo no Projac em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, no dia 09 de dezembro e reunirá cerca de 50 blogueiros num bate-papo que servirá de laboratório para um melhor aprofundamento do tema. Por trás dessa conversa há uma quebra de paradigma que merece ser registrada. No momento que a maior empresa de comunicação do País coloca no seu horário nobre o tema da produção de conteúdo individual na Internet é uma clara demonstração que esse fenômeno é irreversível.  Sorte nossa! ;)