Arquivo: November, 2008

Como as crianças brincam

Postado em Criatividade em familia, Mãe com filhos no dia 30/11/2008
Brincando no Museu do Ipiranga.

Brincando no Museu do Ipiranga.

Como eu brinco com meu(s) filho(s)? Compartilhamos momentos maravilhosos passeando, consumindo cultura, lemos juntos e vemos TV ou filmes. Dançamos e cantamos juntos, jogamos juntos, mas não brincamos.

Aí me perguntei: será? Parte das mães que estão no debate têm filhos pecorruchos, mais novos que os meus e vivem efetivamente uma fase na qual sua presença é muito importante para as crianças. Mas aqui em casa é muito diferente. Concordo que a criança não gosta do brinquedo que já vem brincado – e aqui em casa os também até os grampos de roupa viram mil objetos, são tão usados quanto os Legos – mas já não sou mais a parceira principal das brincadeiras. Tenho refletido que sinto cada dia mais a necessidade de darmos liberdade para as crianças brincarem. Já orientei brincadeiras, quis “ajudar” a diversificarem, criarem, se organizarem, mas não valeu. O que os faz felizes é a liberdade de inventarem sem intervenção, dos brinquedos “prontos” (os eletrônicos, que falam e agem sozinhos, logo desplugados aqui e tranformados em brinquedos manipuláveis) aos criados a partir de sucata (uma atividade que os meninos amam é criar brinquedos, jogos, coisas novas com sucata) tudo tem valor na liberdade de serem eles e neste sentido minha presença chega a ser um empecilho. As mães de crianças na segunda infância poderiam me contar se é igual em suas casas? Fiquei perdida com minha constatação!

Afinal, qual é a brincadeira que você realmente adoraaaaaaaaa compartilhar com seu filho? Estou pensando nas minhas para escrever. Para me inspirar, leio os posts das participantes do É Hora de Brincar: Re MatteoniLuana MenezesLu IvanikeAna Laura, Simone MileticGrazielaAna Cláudia Bessa.

Outra reflexão que tive sobre pais e filhos veio de dois textos excelentes que li nesta semana. @veriserpa levantou um tema incrível em Minha casa vs nossa casa, texto memorável que partiu de uma entrevista que Will Smith concedeu à Oprah Winfrey e a fez reflexionar sobre a importância da sua própria família em meio a amizades e sobre o espaço que pais e fihos dividem, o lar, e as diferenças nas relações de posse e de autoridade que separam as famílias aqui e lá.

E Andréa do Z de Zebra comentava um comercial da Nike com Jadel Gregório e reflexionou sobre Pais, filhos e escolhas. Estou lendo (e adorando) o livro Mamãe e o sentido da vida, a obra mais autobiográfica de Irwin Yalom e o texto caiu como uma luva para pensar, me emocionar e até rir do fato de eu e minhas irmãs sermos com minha mãe (e pai e irmão) tão “Brothers and Sisters“. Sim, aquele seriado me prende como se eu visse minha vida na telinha nos comportamentos tão amorosos que são invasivos, nas mensagens de texto (às vezes encaminhadas de um para outro), nos telefonemas que são uma corrente maluca, nos encontros que combinamos com tanto entusiasmo e acabam sempre uma mega confusão à mesa. Família é uma maravilha, amo imensamente a minha e hoje estou com especial saudade de todos eles.

Eu entre minhas irmãs e minha mãe no batizado do meu sobrinho CJ em outubro.

P.S. Os brinquedos (patinete e pogobol) da foto no Museu do Ipiranga, usados no feriado da Consciência Negra, 20/11, estavam entre os objetos pessoais queridos que se foram ontem com nosso carro. Paramos no estacionamento interno do Parque do Iburapuera (perto da locação de bicicletas do portão 3) e quando voltamos o carro não estava mais. Roubaram com tanque cheio, som, GPS, objetos inestimáveis. Bem que me falaram que um Gol Power zerinho era convite a ladrão… agora é esperar a burocracia do seguro correr e termos a chance de escolher um outro modelo para comprar. Mas que é meio tristinho é. Ontem vimos o filme Transformers e cheguei a imaginar a “dor” do Golzinho sendo desmontado num desmanche. :(

Na casa da Ruth

Postado em A Vida Como A Vida Quer no dia 29/11/2008

Outro dia vi um cartaz no Sesc Vila Mariana que me encantou: show com Hélio Ziskind com canções escritas por Ruth Rocha

Soube por @gustavodrums que é o primeiro lançamento infanto-juvenil do Selo SESC, uma estréia fonográfica memorável que reúne a escritora Ruth Rocha, o compositor Hélio Ziskind, a cantora Fortuna. Fazem parte também o Coral Infantil do SESC Vila Mariana (24 crianças entre 8 e 12 anos, sob regência de Gisele Cruz), o ator Rafael Zolko e o quinteto instrumental sob direção de Gabriel Levy. Naum Alves de Souza assina o roteiro e a cenografia. Os figurinos, de Miko Hashimoto, foram criados a partir das ilustrações de Mariana Massarani.

Meus filhos são fãs apaixondos por Ruth Rocha, para nós o maior nome da literatura infanto-juvenil brasileira. Seus quarenta anos de atividade como escritora (130 títulos publicados em mais de 25 idiomas) fazem dela uma “tia” cuja casa adoramos visitar, um mundo de palavras, imagens e histórias.

O show de lançamento no SESC Vila Mariana (hoje e amanhã às 18 horas) está lotado, mas o espetáculo acontecerá também em outras unidades ao longo do mês (SESC Santos – 6/12 eSESC Interlagos – 7/12).  O jeito é me contentar com o CD, à venda neste link.
Segundo o SESC

“O projeto começou a ser desenvolvido há cerca de dois anos, por iniciativa da cantora Fortuna. Decidida a enveredar pelo universo da criança, ela foi procurando parceiros para sua viagem. A escritora acolheu a idéia com entusiasmo e sugeriu a ela que fossem musicados poemas do livro Toda Criança do Mundo Mora no Meu Coração. Encantada com o livro, Fortuna o levou ao compositor Hélio Ziskind, um de nossos maiores autores de música para crianças. “Conversamos sobre como desenvolver as coisas e nos veio a imagem de que era como se as crianças estivessem indo fazer uma visita na casa da Ruth, e lá criassem vínculo afetivo com os textos das canções”, explica Ziskind.

O repertório foi escolhido por Fortuna em função de seu conteúdo. “São textos que falam da diferença, da diversidade contida em cada criança e, ao mesmo tempo apresenta um universo poético e lúdico que incita a criança a sonhar, brincar, cantar”, diz a cantora. Do livro originalmente indicado foram selecionados nove poemas. De outro livro da autora (Quem Tem Medo de Monstro), saiu a décima canção da nova parceria Ruth Rocha-Hélio Ziskind. E Fortuna resolveu incluir no CD ainda quatro canções populares infantis (“Alecrim”, “Trem Maluco”, “Caranguejo não é Peixe” e “Borboletinha”), todas de domínio público.

O lançamento, no SESC Vila Mariana, contará com a presença de Ruth Rocha autografando os CDs. E será gravado em vídeo para edição de um DVD a ser lançado pelo Selo SESC no início de 2009.”

MAM 60 e Frans Krajcberg

Postado em Sustentabilidade no dia 29/11/2008

Imagem:Franz Krajcberg space.jpg

Um dos nomes mais combativos no meio artístico brasileiro, o polonês naturalizado brasileiro Frans Krajcberg está na Oca, no Parque do Ibirapuera, até 14 de dezembro. Conheci Krajcberg numa exposição no Jardim Botânico de Curitiba há muitos anos e sua obra feita com madeira retorcida e desprezada me tocou fundo na alma, um convite para uma mudança de atitude. Ao logo dos anos fui colhendo informações sobre este pintor, escultor, gravador e fotógrafo que mora num pequeno paraíso na Bahia, onde produz uma obra que reflete a paisagem brasileira, em particular a floresta amazônica, e atua na preservação do meio-ambiente.

A exposição Natura faz parte do MAM 60 que mostra um painel histórico do modernismo brasileiro através de um passeio por trabalhos de Mira Schendel, Ismael Nery, Marcello Nitsche, Flávio de Carvalho, Leonilson e outros nomes. e Krajcberg é o complemento da festa de aniversário com sua exposição Natura que reúne 65 esculturas e quarenta fotografias no subsolo da Oca.
Palco para as comemorações dos sessenta anos do prédio vizinho, o MAM (fundado em 1948 pelo industrial Cicillo Matarazzo). Suas obras se mesclam a outras 500 e a 200 documentos (parte significativa de sua vasta coleção, normalmente trancafiada em depósitos) distribuídos pelos três andares da Oca.

Serviço:

  • O que: MAM 60 e Frans Krajcberg Natura
  • Onde: Oca. Parque do Ibirapuera, Portão 3, São Paulo, SP
  • Quando: Terça a domingo e feriados, até 14/12
  • Quanto: grátis
Neste sábado acontece uma mesa-redonda com Frans Krajcberg, Fabio Feldman, Floriana Breyer e Felipe Chaimovich sobre os Desafios atuais da Arte e Ecologia às 10h30 na Oca.
 

Trash Pour 4 recicla clássicos populares

Postado em A Vida Como A Vida Quer no dia 28/11/2008

Revistar músicas antigas, os chamados clássicos, é uma experiência pela qual vários artistas passam, no geral com boa aceitação do público. A Caixa Cultural apresenta neste final de semana shows gratuitos com a banda Trash Pour 4 que fazem esta viagem. Formado pelos amigos Natalia Mallo (baixista, vocalista e produtora), Mariá Portugal (baterista, vocalista, arranjadora), Gustavo Ruiz (guitarrista, violonista, arranjador) e Dudu Tsuda (tecladista, arranjador), o grupo surgiu em 2004 quando os músicos se uniram com o mero intuito de criar, num ambiente de total despretensão e liberdade, novos arranjos para músicas conhecidas, clássicos do pop e, em alguns casos, canções “descartadas” pelo público devido à sua sonoridade datada ou démodé. Desde então, vem surpreendendo público e crítica especializada.

A música Like a Virgin, por exemplo, lembrou um pouco as versões da Dani Carlos, mas menos arrastadas. E eu fiquei orgulhosa de ver uma baixista mulher (é estranho contar hoje, mas eu já tentei tocar baixo e ainda adoro este instrumento). 

Longe de se alinhar com movimentos de culto ao kitsch ou revivals dos excessos estéticos dos anos 80, o grupo tem como foco de sua pesquisa a transformação ou reciclagem (dai o Trash do nome) das informações estéticas na musica popular. O oposto de um cover (reprodução de arranjos originais); uma subversão dos valores timbrísticos e estilísticos na música radiofônica ou popular de modo geral, brasileira e internacional. Já são dois discos no mercado (Recycle vol. 1, de 2005, e Super Duper, de 2006, lançados no Brasil, na Coréia e no Japão), o grupo prepara seu terceiro, que, diferentemente dos anteriores, terá tanto releituras de sucessos quanto músicas autorais, todas elas com a sonoridade já característica do quarteto.

(abaixo Material Girl, outro sucesso da Madonna, show do começo da carreira da banda)

O show terá participações especiais de Érika Machado, Tatá Aeroplano e Tulipa Ruiz, interpretando suas canções e as existentes no repertório do quarteto TP4. 

Repertório:
  • 1- Geni e o Zepelin- Chico Buarque
  • 2-Father Figure (George Michael)
  • 3-Material Girl (Peter Brown / Robert Rans)
  • 4- Secador, maçã e lente – Érika Machado
  • 5- As coisas – Érika Machado
  • 6-Close to You (Burt Bacharach / Hal David)
  • 7-Quizas, quizás, quizás (Osvaldo Farrés)
  • 8-If I fell (Beatles)
  • 9 -Toxic (Britney Spears)
  • 10- Lithium – Nirvana
  • 11-Like a Virgin (William Steinberg/Thomas F. Kelly)
  • 12-Maricotinha (Dorival Caymmi)
  • 13- Dê – Tatá Aeroplano
  • 14 – Pareço Moderno – Tatá Aeroplano
  • 15-Puttin’ On The Ritz (Irving Berlin)
  • 16-What’s Up (Linda Perry) Ed. Warner 4:36
  • 17-Sufoco (Chico da Silva/Antonio José)
  • 18 – Volare (Francesci Migliacci / Domenico Modugno)

Serviço:

  • Recomendação de faixa etária: 14 anos
    • O quê: “Trash Pour 4 – Clássicos Populares Revisitados”
    • Quando: dias 29 e 30 de novembro, às 19h
    • Onde: CAIXA Cultural (Praça da Sé, 111)
    • Quanto: entrada franca (é necessário retirar ingresso com até uma hora de antecedência)
    • Lugares: 100
    • Duração: 60 minutos

    Blogueiros no Caminho das Índias

    Postado em midia social, TV no dia 28/11/2008

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    bitesglobo visita ao projac sam shiraishi blogueiros com juliana paes por você.

    Blogueiros no Projac

     

    Do jeito que escrevi parece que o próximo blogcamp será em Nova Déli… não é, mas um grupo de blogueiros estará mesmo envolvido com o país asiático, com seus costumes, descobrindo diferenças e semelhanças com o Brasil. Vamos imergir na nova novela das oito da Rede Globo, Caminho das Índias, num Café.com Glória Perez, autora da trama. Ela é conhecida por trazer às novelas temas atualíssimos como a Barriga de Aluguel, Doação de Órgãos (De Corpo e Alma), clonagem humana (O Clone), da questão da imigração pós-globalização (em América) e trazer ao horário nobre campanhas como a das crianças desaparecidas. Para mim sempre se destacou nos seus roteiros uma preocupação com a questão social, a inclusão, a vivência pós-racial, aceitação do diferente (o transexual que tentava adotar uma criança vivido por Floriano Peixoto, os homossexuais em América) e o respeito aos costumes ancestrais  (que tinha nos núcleos dos ciganos de Explode Coração e dos muçulmanos de O Clone). Tenho acompanhado a produção há muitos meses no blog da autora, De tudo um pouco, e pude notar o amplo e profundo trabalho de imersão cultural que Glória fez para entender o mundo indiano, as nuances daquele país milenar que nos parece anacrônico, ora por sua imersão na cultura contemporânea (com Bollywood, os casamentos bilionários, os grandes executivos que saem de lá para conquistar multinacionais no mundo todo), ora por suas tradições e suas diferenças que ainda mantém o país no terceiro mundo (a famosa história da vaca sagrada, do banho no rio Ganges, o sistema de castas e tantas outras que nos deixam incapazes de compreender o indiano). O que aproxima a novela Caminho das Índias (que tem um Diário de Bordo virtual) dos blogs é um personagem blogueiro que vai interagir na história. Outro dia a @djmisscloud comentou comigo no twtter que a personagem Dara, cigana da novela Explode Coração, foi a primeira numa novela a usar chat na internet, com o qual ela se comunicava com seu par romântico, vivido por Edson Celulari. O buzz é que o blogueiro deverá ser uma ponte entre as duas nações. Lembrei imediatamente de uma carioca que conheço virtualmente porque mantinha um blog para contar da sua vida na Índia, a Poliane Latta do Rumorejo. ;)   Será que vamos ter uma explosão de blogs? Pode ser, concordo com a Tiffany quando diz que o que pegar em novela da Globo vira moda. Gostei quando ela falou que

    “Isso é comum na nossa sociedade consumista e culturalmente falando, é uma das características do nosso povo brasileiro… acompanhar as novelas, vivenciar juntos a vida dos personagens (muitas vezes confundindo a trama com a realidade dos atores) e sair dando pitaco por aí. Se por um lado é grotesco e tende para a superficialidade e alienação cultural, por outro (e talvez seja o lado mais forte) acaba sendo a única forma de oferecer mais informação, cultura e consciência social na maioria dos lares brasileiros, inclusive naqueles lugares onde quem é intelectual ou crítico demais nunca teve interesse de visitar.”

    Esta tentativa de incluir consciência social é que me chama atenção nas tramas da novelista. E por isso estou feliz por ser uma das pessoas que irá ao evento, mais ainda porque levo comigo dez convidados VIP, blogueiros que compõem a rede de blogs externos do portal M de Mulher da Revista Abril. (Breve conto aqui quem são eles) O Café.com Glória, promovido pela  Revista Bites acontece na sede da Rede Globo em São Paulo no Projac em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, no dia 09 de dezembro e reunirá cerca de 50 blogueiros num bate-papo que servirá de laboratório para um melhor aprofundamento do tema. Por trás dessa conversa há uma quebra de paradigma que merece ser registrada. No momento que a maior empresa de comunicação do País coloca no seu horário nobre o tema da produção de conteúdo individual na Internet é uma clara demonstração que esse fenômeno é irreversível.  Sorte nossa! ;)

    Mil Machados

    Postado em Artes, livros no dia 27/11/2008

    Acredito que tem um Machado para cada um de nós e, nesta conta, mil é pouco. Nem que seja porque você leu forçado para a escola ou na lista de livros do vestibular, mas o fato é que em algum momento de sua vida já leu um livro do Machado de Assis. Ele pode ter ficado marcado como a coisa mais chata do mundo, ficado com o gosto da professora mais desagradável (tenho isso com Guimarães Rosa por conta de uma professora) ou ter mudado sua vida. Bem, a minha vida mudou. Admiro Machado e eu e meus irmãos brigamos até hoje por três volumes em papel bíblia e capa de couro das obras completas, herança de meu avô Juca. (Mas eu não sou medida, tenho uma quedinha por romances que falam do comportamento de certa época, pela crítica velada ao que é artificial, tanto que li tudo do Eça de Queiroz.)

    Duas propostas que visitei nesta semana nos convidam a revelar o leitor machadiano que mora em nós. Na exposição do Sesc Consolação o convite é para sentar num dos nichos, olhar-se no espelho e ouvir trechos (quiçá obras completas, não testei) do grande escritor brasileiro. Há também discussões, leituras poéticas e encontros imperdíveis. 2008 é o ano de Machado de Assis porque marca o centenário de sua morte e de uma mudança no paradigma das letras brasileiras. Ele foi consagrado em vida e é sinônimo da Academia Brasileira de Letras mesmo sendo mulato. Ovacionamos tanto Barack Obama, mas já tivemos nossos grandes homens que superaram a questão racial e foram maiores do que os preconceitos. Ler Machado é poder pensar um pouco nisto, na importância (relativamente pouca na minha opinião) que estas questões tiveram na sua obra, ainda que tenham tido na sua vida pessoal.

    A outra homenagem a Machado é virtual e, por isso, mais democrática e inclusiva. O site Mil Casmurros (que a @palpi me indicou) traz o convite para gravarmos um trecho da obra que nos seja caro por algum motivo. O hotsite é um viral para divulgar a série da Rede Globo (veiculada de de 9 a 13 de dezembro) que focará, novamente, a personagem mais comentada da obra machadiana (não entendo, mas até reli Dom Casmurro há dois anos para tentar entender a fixação sobre ela). Como não gosto de gravar videos (mas muita gente já o fez), não sei se participarei ativamente, mas estou acompanhando o site. Segundo os organizadores, será

    Não qualquer leitura coletiva, mas provavelmente a maior do Brasil (seria também do mundo?). Basta entrar, fazer o cadastro, gravar e pronto. Atores, intelectuais, atletas, “anônimos”, enfim, todos participam. E, por “todos”, são TODOS, mesmo: de Ferreira Gullar a Romário, de Tony Ramos a Moacyr Scliar, de Angélica a Cid Moreira. Participe da leitura coletiva, no site. E melhor: leia ou releia o livro.

    [udapte em 22/06/2009] Hoje a ação Mil Casmurros, feita pela Livead para TV Globo ganhou Leao em Cannes.[update]

    Cuidado: TPM!

    Postado em Saúde e Bem Estar no dia 27/11/2008

    Este recado estava no MSN de algumas amigas virtuais hoje. E lembrei de comentar aqui que senti duas mudanças em mim com a tal Dieta dos Sucos, neste mês não tive TPM nem espinhas nesta “fase”. Como contei lá no Conversas de Cozinha, vi no portal M de Mulher que a Giovana Antonelli e outras estrelas fizeram a dieta e resolvi seguir. Incrível, o suco dá uma animada no astral, faz bem para o corpo como um todo e ainda me deu este brinde que eu não esperava, ficar sem TPM. Nem vi passar! Viva!

    Se quiser experimentar, veja lá como. E se preferir outros alimentos menos saudáveis para aliviar a TPM, veja este vídeo que, como a Flávia comentou, só pode ter sido feito com a inspiração feminina do que mais precisamos nestes dias.

    Conectando pessoas

    Postado em midia social no dia 26/11/2008

    Em inglês, esta frase já se tornou um símbolo da finlandesa Nokia. Sempre achei perfeita para uma empresa de mobile e, como sabem, estou apoiando uma das causas da Nokia como embaixadora do Connect Art – e confesso que fora meu atual smartphone (um velhinho 2G Qtek, agora HTC), todos os meus celulares foram da Nokia porque adoro a interface intuitiva deles. 

    Para piorar (ou melhorar), estive com vários “viciados” como eu no Nokia Social Media Connections há duas semanas – e desde então eu devia um post aqui, contando um pouco da minha experiência.  Voltei de lá com uma nova “turma” de amigos virtuais (além de tornar reais alguns amigos online, como a @veriserpa e a @cynarar), a maioria entusiasta das facilidades da marca.

    Mas antes da experiência, vou contar da expectativa. Saí de casa imaginando “perder” o sábado de sol com minha família num encontro “mais do mesmo“, com as mesmas caras amigas dos blogs, no mesmo lugar de sempre, ouvindo e fingindo discutir os mesmos temas. Para minha surpresa, estive num dos eventos mais marcantes da minha vida. 

    Descobri no sábado que a Nokia merece todos os créditos da interface intuitiva e da frase. No Nokia Social Media Connections eu e 30 pessoas envolvidas em mídias sociais – blogueiros, moderadores de comunidades de orkut, líderes de fóruns de tecnologia – pudemos interagir de uma forma inusitada e pela primeira vez, graças à condução do @lagarra, descobri o sentido de integração de uma dinâmica de grupo bem feita. Voltei de lá sabendo tanto das pessoas, mesmo sem saber quase nada do que formalmente costumamos apresentar (profissão, status, etc) que me senti em casa.

    Ao final do dia olhava para os rostos cansados e sorridentes e, de alguma forma, me via em cada um. Dos mais marcantes estava @bulla, responsável na Nokia do Brasil pelo empreeendimento corajoso, pela proposta inovadora de reunir pessoas para conversar sobre sua forma de se conectar com o mundo, independente da interface que usam –  para terem uma idéia, o gadget mais citado e lembrado foi o Atari!

    Qual foi o saldo? Voltei feliz, esticamos num #NOB (nerd on beer) com o pessoal de fora (que acabou cireroneado pelo @mobilon porque o bar não aceitou que meus filhos entrassem e voltei antes para casa) e  além da agenda lotada de novos contatos (e uma vontade imensa de ter um N95 ou um E71 huahuahua), fiquei orgulhosa (modéstia mode off) por estar à frente do Connect Art. Só mesmo uma empresa que entende a importância dos relacionamentos sugeriria uma conexão, uma aproximação da experiência sensorial entre a arte e seu consumidor.

    Aliás, falta só uma semana: passem lá e votem no Connect Art para podermos passear num museu tendo como guia um celular da Nokia a nos orientar no caminho de história e beleza proporcionado pela arte. 

    Pessoal que esteve presente no 1 Nokia social media connections

    Foto "roubada" do The Best ;)

    P.S. Copiei a lista dos participantes que o gentil e simpático Rodrigo Toledo postou (aliás, hoje o vi no trânsito congestionado e quem disse que tinha anotado o fone para ligar e dar oi?): José Antônio (NokiaBr), Tiago Dória (Tiago Doria Weblog), Samantha Shiraishi(Nossa Via), Tiago Mobilon (Tecnoblog), Luiz Jerônimo (Tarja Preta), Rodrigo S. Toledo (rodrigostoledo), Jonny Ken (Infopod), Renê Fraga (Google Discovery),  Gilberto Knuttz (Ueba), Daniel Soares (xPock), Cynara Peixoto (Mundo Tecno), Juliano Eberhardt (inDrops) e Veridiana Serpa (Geek Chic), Helton Kuhnen (HiTech Live Blogs), Symbians MalucoGalera Mobile, Marcelo Tinoco (Symbian Solution), além de comunidades da Nokia e Symbian do orkut, fóruns de tecnologia de quase todas as regiões do país, representantes do Baboo Fórum, Plug GSM, Superdownloads, Clube do Hardware e entre muitos outros (espero não ter esquecido de ninguém!). 

    Por um futuro melhor

    Postado em A Vida Como A Vida Quer no dia 26/11/2008

    Vi no blog da Renata e ela conta que quem produziu as imagens foi Tais. Uma contribuição “por um futuro melhor para a humanidade e para o planeta.”

    Uma das formas de alcançarmos a sustentabilidade é justamente criamos gerações mais felizes. :)

    Metrô e CPTM em São Paulo

    Postado em Cotidiano e sociedade, são paulo no dia 25/11/2008

    Desde que mudei para Sampa em 2005 eu tenho preferido usar o transporte público para circular pela cidade. Mesmo com ressalvas (realmente é sufocante de tão cheio nos horários de pico e são poucas estações de metrô, especialmente na minha região), eu ainda prefiro deixar o carro perto de uma estação e seguir no trem/metrô. Nesta terça tenho dois compromissos e para o segundo vou tentar sair da região da Paulista e chegar em Santo Amaro usando a linha de trem da CPTM, seguindo uma dica que uma amiga me passou – ela costuma usar a linha 9 Esmeralda saindo da Cidade Universitária – e ver se fica mais rápido.

    O legal do transporte público é que, além de contribuir para a cidade ser mais sustentável – tirando seu carro da rua você deixa de consumir combustível, jogar monóxido de carbono na atmosfera e ainda convive com outras pessoas – eu posso ler coisas que não tenho tempo nunca e até descansar entre um compromisso e outro, coisas que não faço se estou dirigindo.

    Descobri que no site do metrô é possível traçar rotas como no da SPTrans (assunto sobre o qual fiz um post que inspirou a idéia de Blog Cidadão), definindo o melhor trajeto usando metrô e trens da rede. No meu caso a rota sugerida seria a que mostra a imagem abaixo:

    Se você precisar ou quiser traçar rotas para seu cotidiano, clique aqui e escolha as estações. A única coisa complicada é que você precisa saber qual estação fica perto do destino e da origem. Se você não está acostumado a tudo, faça como eu, antes de traçar veja no Google Maps como ir de um ponto a outro e lá verifique quais estações aparecem nas proximidades. O Maps funciona tanto com CEP quanto com endereço (informando rua, número, cidade, estado).

    E mais uma dica: no site do metrô você pode ver alguns pontos de interesse (cultura, lazer, turismo, saúde, etc) nas proximidades das estações. ;)

    [update] Vale ler o post-tratado Truques do metrô de SP , Vá de bicicleta até o metrô/trem e Trabalho remoto é uma das soluções para as grandes cidades[/update]

    Game Cultura

    Postado em A Vida Como A Vida Quer no dia 25/11/2008
    “Faça Você Mesmo!” é o convite que o SESC Pompéia faz aos jovens na terceira edição do Game_Cultura – Festival de Jogos Eletrônicos, no qual os freqüentadores da unidade podem jogar vídeo games e participar de oficinas e bate-papos. O tema deste ano é “Faça você mesmo!”, fazer um jogo pode ser tão interessante quanto jogar.

    O evento começa no dia 25 de novembro e permitirá aos freqüentadores da unidade jogar vídeo games e participar de oficinas e bate-papos, descobrindo que fazer um jogo pode ser tão interessante quanto jogar. Idealizado pelas equipes de Internet Livre e de Oficinas de Criatividade do Núcleo de Eventos do SESC Pompéia, possui programação específica para as diversas faixas etárias (crianças, adolescentes, adultos e terceira idade) e acontece em dois espaços: o galpão da unidade e as oficinas de criatividade.

    No galpão, um cenário inspirado no design de uma placa de computador que abriga os jogos, as palestras e as competições. Nesta edição, haverá três desafios: o enduro, espécie de “reality show” em que equipes devem criar, a partir de um tema proposto pelo SESC, um jogo em 24 horas; o ARG (alternative reality game), tipo de gincana de caça ao tesouro que acontece tanto no mundo real como no virtual; e o pitching, no qual os participantes devem apresentar para uma banca julgadora a idéia de um game em cinco minutos, sem utilizar computador ou qualquer outro recurso audiovisual.

    Nas oficinas de criatividade, acontecem diversas atividades do ateliê multimeios (que misturam técnicas artísticas manuais com recursos tecnológicos), como a oficina “Hackeando seu carrinho de controle remoto” e o ateliê para pais e filhos “Robôs de R$ 1,99”, no qual os participantes criam robôs utilizando brinquedos de R$ 1,99 desmontados. Neste espaço também acontece a exposição de obras do artista plástico Guto Lacaz, com catorze serigrafias e quatro traquitanas.

    Serviço:

    • O que: Game_Cultura
    • Onde: Galpão e Oficinas de Criatividade do SESC Pompéia, rua Clélia, 93, São Paulo, SP
    • Quando: de 25 de novembro de 2008 a 8 de fevereiro de 2009
    • Quanto: Gratuito.

    [update] Hoje, 30/12/2008, descobri o blog e um álbum no flickr do Game Cultura e fiquei ainda mais encantada com as atividades e a proposta! Em janeiro de 2009 vamos lá! [/update]