Uma brincadeira no twitter me fez pensar no passado e no futuro ontem. Usando a tag #twitter1998 escrevemos nossos microposts de até 140 caracteres como se fosse 1998. Dez anos fazem diferença e foi engraçadíssimo notar a idade das pessoas! Entregou mesmo, quem já estava na faculdade, quem estava no primário, no colegial, ou quem já trabalhava como eu. E foi uma nostalgia gostosa. Depois, rapidinho, um pulo no futuro para imaginar #twitter2018!
E vi no G1 esta dica de um software que acelera o envelhecimento, o ProphecyMaster. Para quem quer se sentir meio CSI, quem sabe? A tecnologia de reconhecimento e transformação facial do programa pode satisfazer a curiosidade e divertir.
Basta fazer o upload de uma foto do seu rosto, para que o ProphecyMaster faça a análise das suas características faciais e aplique sofisticadas transformações matemáticas, que garantirão 20 anos de envelhecimento à sua pele.
A versão demo, disponível para download gratuito no Baixatudo, tem o limite de 10 transformações e não permite salvar as imagens geradas com o programa. Mas vale dar um “print screen” e enviar para os amigos!
A Evellyn me passou um meme no dia das crianças e hoje posto aqui em homenagem ao Giorgio, que faz 6 anos neste domingo – sim, tem festa para família em Curitiba!!!
Devo lembrar de coisas da minha infância seguindo as regrinhas abaixo:
Álbum de figurinha - Colocar o selinho na postagem.
Hora do Recreio - Conte qual era a melhor brincadeira de criança da sua infância.
Brincando de Cozinha - Escreva a receita que fazia sucesso na sua infância.
Passa-passa 3 vezes - Escolha 3 blogs e desafie para brincar.
Minhas respostas:
Hora do recreio- Brinquei muito de amarelinha na escola e depois passei a pular elástico e bambolê. Difícil acreditar que eu, hoje tão sedentária, fui uma criança tão ativa! À tarde a brincadeira da minha rua era carimbo (caçador, brincadeira de bola com dois times), esconde-esconde e alerta vermelho. Vida feliz que meus filhos não têm!
Brincando na cozinha – Adorávamos um bolo que minha mãe fazia e chamava de “bolo do sítio do picapau amarelo” e era um pão de ló bem caprichado. Minha vó Maria fazia um bolinho da graxa (bolinho de chuva) incrível e a Batian (minha vó japonesa) fazia o melhor oniguiri (bolinho como sushi, mas sem peixe) do mundo com sekihan (arroz moti e feijão azuki cozidos no vapor).
Eu passo a brincadeira para a @giseleramos, @smiletic e @annylinha.
(Se Enzo quiser escrever também, será lindo de ver!)
Tapetes Contadores de História em Brasília (jan/08)
Neste sábado a a Caixa Cultural abre ao público a exposição interativa “Tudo o que a gente vê ou toca tem história pra contar”, da companhia Os Tapetes Contadores de Histórias. Vi os vídeos deles no youtube e fiquei com vontade de levar meus filhos que adoram este tipo de atividade cultural. A mostra é gratuita e comemora os 10 anos do grupo, reunindo diversas atividades como exposição, palestra, oficinas e sessões de histórias.
A companhia traz os elementos que inspiraram seus projetos e pesquisas sobre diálogo entre oralidade, literatura e artes visuais e de criação e uso de suportes plásticos para contar histórias. As crianças vão amar a possibilidade de conferir e manusear os cenários, tapetes, painéis, malas, aventais, saias, vestidos, teares, caixas de pano e jogos interativos para descobrir, inventar, ler e contar histórias.
Seu trabalho é muito elogiado porque cada obra é baseada em um conto e acompanhada pelo livro correspondente, presenteando a audiência com um repertório precioso de autores como Ana Maria Machado, Luís da Câmara Cascudo, Marina Colasanti, Peter Bichsel e Ricardo Azevedo, bem como contos populares brasileiros e peruanos. Notei nos vídeos esta mistura étnica simpatissíssima.
Sessões de Histórias acontecem de terça a sexta para escolas e grupos fechados e sessões abertas nos finais de semana (com retirada de senhas meia hora antes). E nas sextas à noite há o Divinas y Humanas para adultos e jovens a partir de 12 anos.
Na quinta, dia 30/10, há uma palestra Sobre textos e têxteis, das19h às 21h. Inscrições pelo tel.: (11) 3321-4400
FICHA TÉCNICA:
Tudo que a gente vê ou toca tem história para contar
Coordenação, Direção Artística e Curadoria:
Carlos Eduardo Cinelli e Warley Goulart
Atores e Contadores de Histórias:
Andréa Pinheiro, Carlos Eduardo Cinelli, Edison Mego,
Helena Contente, Ilana Pogrebinschi, Rosana Reátegui e Warley Goulart.
Criação e Confecção das Obras:
Carlos Eduardo Cinelli, Edison Mego, Ilana Pogrebinschi,
Helena Contente, Rosana Reátegui e Warley Goulart (Brasil);
Maria Gutierrez, Maruja Santana, Elisabeth Morales,
Julia Vicuña, Norys Vasquez e Jesus Morales (Peru);
Tarak Hammam (França)
Serviço:
O quê: exposição interativa “Tudo o que a gente vê ou toca tem história pra contar”, da companhia Os Tapetes Contadores de Histórias
Quando: de 25 de outubro a 23 de novembro, de terça a domingo, das 9h às 21h
Onde: CAIXA Cultural (Praça da Sé, 111)
Quanto: entrada franca
Informações: (11) 3321-4400 ou www.caixa.gov.br/caixacultural
Sessões de histórias: para grupos e escolas: de terça a sexta, com agendamento; abertas ao público: finais de semana, com retirada de ingresso até 30 minutos antes das apresentações (40 lugares)
A imagem e a dica peguei (na cara dura) do Agenda Cultural! Ambas incríveis e sinto porque não estarei aqui neste final de semana.
O programa do Recital “A LUZ DA LUA AZUL” de shakuhachi e koto com Danilo Tomic (baikyo) e Fernando Neves contempla músicas contemporâneas japonesas de rara beleza e lirismo, quase todas inéditas no Brasil. Nesse concerto você terá a chance de ouvir pela primeira vez a composição “Rise” de Danilo Tomic, primeiro brasileiro mestre no instrumento shakuhachi. Além disso, um número acompanhado pela cerimõnia do chá. Se você nunca viu, não pode perder essa oportunidade!
A maior novidade, queridos leitores amigos, é que mudei o template. Este Desk Mess é a minha cara (exceto pelo iphone, já que uso um HTC) porque sou uma bagunceira e só sei trabalhar com mil coisas espalhadas. Antigamente meus arquivos eram organizados e eu podia dizer que tinha uma “cyberlife” perfeita, mas agora estou ficando sem alterego virtual. Dó!
Fiquei bem feliz e quem me lê no feed, por favor, passe aqui para conferir! Agradeço as sugestões de template do @renatoan, do @lemp e da @pattymuller no twitter. E ao @helton que está personalizando para mim!
A outra novidade: saiu o resultado do concurso do Desabafo de Mãe sobre a metodologia da escola do seu filho. Quem ganhou foi Marilena do blog Tudo ao mesmo tempo e, admito, não fiz sorteio como a Evellyn e a Renata, porque sou mais feeling e gostei demais das participações dela aqui. E continuo admirando as meninas por sua organizaçao com tudo, queria ser assim, uma executiva em tudo, como as duas são! Quem sabe na próxima encarnação se eu nascer com um mapa astral menos caótico! (não tenho nada em signo de terra, explica alguma coisa?)
E ainda sobre concursos: até as 23h59 de hoje é possível comentar ou postar contando o que você fazia no dia do sequestro do ônibus 174 e concorrer a um par de ingressos para ver o filme Última Parada 174 aqui no blog. Eu vi o filme numa das cabines da 32a Mostra Internacional de Cinema e simplesmente adorei. Participe comentando ou linkando este post.
Agora preciso tentar sair da vida virtual, viajo hoje para casa dos meus pais onde vamos festejar o aniversário de 6 anos do Giorgio!
Hoje estive na coletiva para imprensa da Bienal de Arte e, dentre coisas que vi e ouvi, recebi as imagens que postei num álbum do Picasa (nem posso colocar aqui porque são bem pesadas). Dão uma dimensão do que veremos por lá neste ano. @helton me acompanhou (estava com a câmera e pensaram que era o fotógrafo profissional que me acompanhava, o que era meia-verdade) e tirou fotos legais do espaço ainda em construção. Estão no Flickr da Coworkers.
Tô super cansada, morrendo de calor (como todo mundo) e prometo amanhã falar mais da Bienal, do Comunidade Saúde e da DM9 Planeta Terra. Mas tem fotos de tudo no meu flickr para quem estiver bem curioso!
Esta é uma crônica da vida de blogueira que escrevi a pedido do @andersoncosta e está na página 12 da revista B2B deste mês. Atirem pedras se quiserem… mas acredito que muitos de vocês vão se identificar comigo!
Desde que me assumi blogueira no sentido de editora de mídia social e não apenas mãe-coruja blogando por diletantismo, estou caminhando para ser uma Coristina. Como no comercial do tradicional medicamento, no qual a atriz Regina Casé mostra uma cabeleireira faz-tudo (gerente, caixa, secretária, etc), acabo editando o blog com reuniões de pauta mentais. É sério: recebo um release (ou leio / assisto algo), encaminho a idéia para um compartimento, discuto comigo mesma se – e quando, com que relevância – vale um post, escrevo, edito, divulgo, respondo ao leitor, assumo responsabilidade sobre o veículo, trato pessoalmente das questões burocráticas da tecnologia, dos patrocínios. Enfim, somos micro-mini-empresários como editores de blog profissionais, embora nem sempre – e nem todos! – admitamos.
Recebemos mal (ou é pouco ou é muito e o adsense demora), trabalhamos muito além do horário, não temos seguridade social, não temos glamour ou reconhecimento fora do nosso nicho (celebridades de twitter não valem muito no mundo real, risos) e ainda assim quem ultrapassa a linha e se assume editor de si mesmo não volta a ser empregado. Por quê?
Como blogueiros podemos estar numa coletiva com empresários (ou o prefeito) da maior cidade da América do Sul e nos sentar à mesa, como os cavaleiros da Távola Redonda, falar o que pensamos sem censura prévia, postar sem censura posterior, sair no meio da conversa para tomar cafezinho e comer o lanchinho e, ainda mastigando e equilibrando tudo, subir numa cadeira e tirar fotos do evento com o celular. Podemos aparecer sempre com a mesma roupa sem medo de parecer pobre (porque no nicho todos sabem quem é empresário), sem qualquer preocupação sobre o que o chefe vai falar. Se o chefe falar algo, você responde mal ou faz piada, porque o chefe é você. Precisa mais?
Estou há muitos dias devendo um MUITO OBRIGADO (alto assim) para as mulheres maravilhosas – e alguns homens incríveis – que participam durante este mês da campanha de conscientização “Não aceite informação pela metade”, que descobri numa coletiva da Femama (na qual estive na companhia da @kakah) e que me motivou a lançar na blogosfera o desafio de falarmos abertamente sobre o câncer de mama.
Convidei pessoas que respeito e que têm muito mais prática do que eu em blogagens coletivas, @lumarosa e @meiroca. Elas estavam entre as primeiras blogueiras que eu li quando comecei a escrever para leitores, deixando meu blog que era apenas um diário para os familiares sobre nossas aventuras longe deles. As meninas foram incríveis – com campanhas como as das @luluzinhas e da @gabibianco – e o movimento foi ganhando vida própria, me deixando a sensação boa de que tinha feito uma semeadura importante num solo fértil e generoso. Esta vida, que me escapa nos trackbacks e vive independente, me orgulha e me enche de esperanças na humanidade, na capacidade de agirmos com altruísmo e na mobilização que podemos fazer quando somos imbuídos do bem em nossos corações.
Tentarei aqui agradecer linkando todos – e sei que já devo começar a pedir desculpas por mil esquecimentos que virão e por nomes e links que não tenho porque não são trackbacks no meu post, mas estão por aí nos posts-filhos que, com certeza, vão ter gerações de descendentes a perder de vista e de controle. Quem não for citado e quiser estar aqui, é simples, deixe um comentário abaixo ou me mande uma mensagem (o e-mail é também msn/gtalk). Estou seguindo a lista da @kakah.
Vou começar com o mais recente dos posts, que li agora à noite e no qual a @smiletic conta detalhes de um programa da Oprah que tratava do tema e contava a história de sobreviventes e da própria campanha October Pink (sim, é uma campanha internacional). Segundo ela
o movimento é do início dos anos noventa, quando campanhas publicitárias adotaram o rosa como o tom da esperança e o pequeno laço como símbolo da luta contra a doença. A escolha do laço seguiu o exemplo do laço vermelho usado na luta contra a AIDS tempos antes por Jeremy Irons.
Existe ainda um corrente que conta algo curioso: dizem que um homem usava um laço rosa em sua lapela e ao ser questionado pelos demais sobre o motivo disso aproveitava a oportunidade para falar sobre a doença e a importância dos exames regulares.
No sábado estive com algumas blogueiras que conheço do twitter num café da manhã rosa e continuamos no Vão Livre do Masp, onde o rosamóvel (van da campanha) estava. Fui convidada para dar um testemunho para um vídeo institucional da Femama e nele enalteci exatamente vocês que participaram e que, em sua maioria, fez muito mais do que eu que apenas tive a inspiração divina para esta ação. OBRIGADO, OBRIGADO, OBRIGADO.
Para mais informações sobre como prevenir ou detectar o câncer de mama acesse o site da FEMANA. Acesse também o site MulherConsciente, tire suas dúvidas e saiba tudo que está acontecendo aqui no país por causa da campanha.
Divulgue, participe, apoie, converse com as pessoas próximas a você. Vamos juntos encontrar uma forma de proteger todas as mulheres.
No jantar, agora há pouco, eu contei pros meninos do Jantarte da @lilianeferrari. Enzo se empolgou e começaram a nos contar sobre todos os personagens do desenho animado do Cartoon Network “Chowder”, que conta as mágicas aventuras de um jovem aspirante a chef que vive na pequena cidade de Marzipã, onde os “carrocóis” congestionam as ruas e os coloridos cidadãos andam apressados.
A história, que gira em torno das aventuras de um aspirante a chef, tem personagens com nomes de pratos famosos. Chowder é o confuso funcionário da cozinha de um bufê e deseja ser um grande chef, assim como o experiente e excêntrico dono do restaurante, Mung Daal. Criado por C. H. Greenblatt, veterano em “story boards” do Cartoon Network Studios, é uma doce criança que por onde passa apronta confusão.
Foi incrível ver como eles lembravam perfeitamente do significado dos nomes dos personagens: (amanhã Enzo faz um update aqui com mais informações!)
Chowder: sopa de mariscos.
Mung (Mung Daal): feijão verde.
Schnitzel: carne austríaca.
Trufa: famoso chocolate com recheio.
Kimchi: prato coreano de vegetais.
Gazpacho: sopa espanhola de hortaliças, fria ou quente.
Frida sempre me lembra minha querida amiga Manu. Ela adora a artista mexicana e sua paixão foi o que me convenceu a vê-la com olhos simpáticos. Não lhe tenho antipatia, simplesmente não sentia nada por ela até ver pessoas que admiro falarem de Frida.
Outra destas pessoas é a Lili Ferrari. E a paixão dela vai ser materializada num Jantarte, um jantar com arte que ela promove com Letícia Massula na quinta-feira, dia 23/10, a partir das 19h30. Bem, alguns blogs amigos vão poder oferecer um presentinho especial para os leitores que forem ao jantar: seus leitores que participarem do jantarte um paper toy da Frida Kahlo, criado pelo designer Souzacampus (os leitores somente precisarão se identificar como tal na reserva).
Lili dará a aula sobre a cozinha de Frida, que, como sua pintura, tem forte influência do marido Diego Rivera, e é cheia de cores e símbolos. Serão preparadas e servidas especialidades originais da pintora que fizeram parte de menus de seus aniversários, casamento e comemorações mexicanas. Como sempre nas festas da
Lili, tem DJ na área (DJ Marina será a responsável) e as meninas das Coisas das Dores levam a coleção exclusiva com o tema Frida.
A arquitetura da Casa de Matilde que abriga o Cozinha é uma homenagem ao poeta chileno Pablo Neruda e foi inspirada na casa conhecida como La Chascona, em Santiago do Chile. Esta casa do poeta foi dedicada à sua ultima companheira, a cantora lírica Matilde Urrutia. No jardim uma jaboticabeira centenária emoldura um ambiente aconchegante, descontraído e com pouca formalidade onde se come muito bem.
Serviço:
Jantarte Frida Kahlo
Dia 23 de outubro, quinta-feira
A partir das 19h30 são servidos os petiscos
Aula às 20h e jantar das 21h às 23h
Menu: Guacamole, Chillie Beans, Tortillas, Mole negro de Oaxaca, Cozido de Jalisco, Arroz c/ banana, Brodo de camarão e Cocada de forno
R$65,00 por pessoa (entrada/prato principal/sobremesa + aula) Bebidas à parte
Antes da coletiva da Mostra Internacional de Cinema eu tinha conferido a cabine (sessão para imprensa e convidados) do filme Última Parada 174, dirigido por Bruno Barreto (com roteiro de Bráulio Mantovani e direção de fotografia de Antoine Heberlé) e que é o candidato brasileiro ao Oscar. Adorei o filme, achei terno, verdadeiro e no tom certo para contar a história de dois meninos de rua que sobreviveram à Chacina da Candelária (ocorrida em 1993) e se viram como possíveis filhos da mesma mãe. A vida de um deles terminou no sequestro do ônibus 174 que foi um caso famoso e amplamente noticiado ocorrido no Rio de Janeiro em 2000.
No começo da tarde de 12 de Junho de 2000 o ônibus da linha 174 (Central - Gávea) ficou detido no bairro do Jardim Botânico por quase 5 horas, sob a mira de um revólver, por Sandro Barbosa do Nascimento. Dizem que ao entrar no ônibus ele só pretendia cometer um assalto, fato que o filme questiona. São muitas testemunhas de um garoto atordoado, completamente sem estrutura e sem referência que se vê acuado e reage como pode. Não estou perdoando seus atos – nem é meu papel julgar – mas me colocando no lugar do cineasta e do roteirista que mostraram uma história verídica de forma dura, mas sem recorrer ao clichê de sexo e violência explícitos, acreditando na inteligência do público que consegue antever o que o cinema não precisa sempre mostrar para ser compreendido.
É o caso de pensar na condição humana. Como disse Barreto,
“O drama dessas duas pessoas em busca de afeto e que tentam sobreviver em condições totalmente desfavoráveis poderia acontecer em qualquer lugar e qualquer época – na Inglaterra de Charles Dickens, na França de Victor Hugo, no Brasil, no século XXI.”
Por isso afirmo que o filme é terno sem recorrer ao velho truque de mostrar o Rio ao som de bossa nova. Aliás, como Sandro (Michel Gomes) cantava rap (sem nunca os guardar, preferia esquecer porque na verdade não sabia escrevê-los) a tônica fica na música de Gabriel O Pensador. Ouvir “Sou Playboy filho de papai…” no começo da história nos posiciona quanto à realidade da qual ele sai quando a mãe morre. Mesmo a pobreza é mostrada de forma natural, com os olhos dele, de quem não tinha nada.
No dia do sequestro meu filho mais velho completava um mês de vida. Mãe nova, recém retornada do exterior onde não vemos crianças nas ruas, sofri com sinceridade ao ouvir os relatos subsequentes da história. E hoje me coloco no lugar de Marisa (Cris Vianna), a mãe que pensou ter encontrado em Sandro seu filho Alessandro (Marcelo Mello Jr.) e no de Walquíria (Anna Cotrim) da assistente social que convivia com os meninos de rua. No começo da década de 1990 eu fui voluntária de uma ONG chamada Movimento dos Meninos e Meninas de Rua e os menores ainda viviam sob o impacto e o medo dos casos como o da Candelária e da morte do índio em Brasília. Sem dúvida, me transportei para aquela fase.
Recomendo o filme, sem dúvida. E quem quiser aproveitar para assistir, a Rede Brazuka (que promove o filme aqui) disponibilizou seis ingressos para sortear no A Vida Como A Vida Quer. Para participar basta contar o que faziam da vida na época do Sequestro do ônibus 174 e como o episódio repercutiu na sua vida (você também pode falar das reflexões que fez). Vale comentário neste post ou post em seu blog (sem esquecer de linkar para eu receber o trackback). Valem os posts e comentários postados até as 23h59 de 24/10, estréia nacional do filme. (tá bom, vou viajar no final de semana, talvez fique a contagem fique para segunda, mas corram, o filme realmente vale a pena!)