Bienal de Arte de São Paulo
Tô super cansada, morrendo de calor (como todo mundo) e prometo amanhã falar mais da Bienal, do Comunidade Saúde e da DM9 Planeta Terra. Mas tem fotos de tudo no meu flickr para quem estiver bem curioso!
A vida como a vida quer
Tô super cansada, morrendo de calor (como todo mundo) e prometo amanhã falar mais da Bienal, do Comunidade Saúde e da DM9 Planeta Terra. Mas tem fotos de tudo no meu flickr para quem estiver bem curioso!
Esta é uma crônica da vida de blogueira que escrevi a pedido do @andersoncosta e está na página 12 da revista B2B deste mês. Atirem pedras se quiserem… mas acredito que muitos de vocês vão se identificar comigo!
Desde que me assumi blogueira no sentido de editora de mídia social e não apenas mãe-coruja blogando por diletantismo, estou caminhando para ser uma Coristina. Como no comercial do tradicional medicamento, no qual a atriz Regina Casé mostra uma cabeleireira faz-tudo (gerente, caixa, secretária, etc), acabo editando o blog com reuniões de pauta mentais. É sério: recebo um release (ou leio / assisto algo), encaminho a idéia para um compartimento, discuto comigo mesma se - e quando, com que relevância - vale um post, escrevo, edito, divulgo, respondo ao leitor, assumo responsabilidade sobre o veículo, trato pessoalmente das questões burocráticas da tecnologia, dos patrocínios. Enfim, somos micro-mini-empresários como editores de blog profissionais, embora nem sempre - e nem todos! - admitamos.
Recebemos mal (ou é pouco ou é muito e o adsense demora), trabalhamos muito além do horário, não temos seguridade social, não temos glamour ou reconhecimento fora do nosso nicho (celebridades de twitter não valem muito no mundo real, risos) e ainda assim quem ultrapassa a linha e se assume editor de si mesmo não volta a ser empregado. Por quê?
Como blogueiros podemos estar numa coletiva com empresários (ou o prefeito) da maior cidade da América do Sul e nos sentar à mesa, como os cavaleiros da Távola Redonda, falar o que pensamos sem censura prévia, postar sem censura posterior, sair no meio da conversa para tomar cafezinho e comer o lanchinho e, ainda mastigando e equilibrando tudo, subir numa cadeira e tirar fotos do evento com o celular. Podemos aparecer sempre com a mesma roupa sem medo de parecer pobre (porque no nicho todos sabem quem é empresário), sem qualquer preocupação sobre o que o chefe vai falar. Se o chefe falar algo, você responde mal ou faz piada, porque o chefe é você. Precisa mais?
Estou há muitos dias devendo um MUITO OBRIGADO (alto assim) para as mulheres maravilhosas - e alguns homens incríveis - que participam durante este mês da campanha de conscientização “Não aceite informação pela metade”, que descobri numa coletiva da Femama (na qual estive na companhia da @kakah) e que me motivou a lançar na blogosfera o desafio de falarmos abertamente sobre o câncer de mama.
Convidei pessoas que respeito e que têm muito mais prática do que eu em blogagens coletivas, @lumarosa e @meiroca. Elas estavam entre as primeiras blogueiras que eu li quando comecei a escrever para leitores, deixando meu blog que era apenas um diário para os familiares sobre nossas aventuras longe deles. As meninas foram incríveis - com campanhas como as das @luluzinhas e da @gabibianco - e o movimento foi ganhando vida própria, me deixando a sensação boa de que tinha feito uma semeadura importante num solo fértil e generoso. Esta vida, que me escapa nos trackbacks e vive independente, me orgulha e me enche de esperanças na humanidade, na capacidade de agirmos com altruísmo e na mobilização que podemos fazer quando somos imbuídos do bem em nossos corações.
Tentarei aqui agradecer linkando todos - e sei que já devo começar a pedir desculpas por mil esquecimentos que virão e por nomes e links que não tenho porque não são trackbacks no meu post, mas estão por aí nos posts-filhos que, com certeza, vão ter gerações de descendentes a perder de vista e de controle. Quem não for citado e quiser estar aqui, é simples, deixe um comentário abaixo ou me mande uma mensagem (o e-mail é também msn/gtalk). Estou seguindo a lista da @kakah.
Vou começar com o mais recente dos posts, que li agora à noite e no qual a @smiletic conta detalhes de um programa da Oprah que tratava do tema e contava a história de sobreviventes e da própria campanha October Pink (sim, é uma campanha internacional). Segundo ela
o movimento é do início dos anos noventa, quando campanhas publicitárias adotaram o rosa como o tom da esperança e o pequeno laço como símbolo da luta contra a doença. A escolha do laço seguiu o exemplo do laço vermelho usado na luta contra a AIDS tempos antes por Jeremy Irons.
Existe ainda um corrente que conta algo curioso: dizem que um homem usava um laço rosa em sua lapela e ao ser questionado pelos demais sobre o motivo disso aproveitava a oportunidade para falar sobre a doença e a importância dos exames regulares.
No sábado estive com algumas blogueiras que conheço do twitter num café da manhã rosa e continuamos no Vão Livre do Masp, onde o rosamóvel (van da campanha) estava. Fui convidada para dar um testemunho para um vídeo institucional da Femama e nele enalteci exatamente vocês que participaram e que, em sua maioria, fez muito mais do que eu que apenas tive a inspiração divina para esta ação. OBRIGADO, OBRIGADO, OBRIGADO.
Para mais informações sobre como prevenir ou detectar o câncer de mama acesse o site da FEMANA. Acesse também o site MulherConsciente, tire suas dúvidas e saiba tudo que está acontecendo aqui no país por causa da campanha.
Divulgue, participe, apoie, converse com as pessoas próximas a você. Vamos juntos encontrar uma forma de proteger todas as mulheres.
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