Chowder
Postado em TV no dia 22/10/2008
No jantar, agora há pouco, eu contei pros meninos do Jantarte da @lilianeferrari. Enzo se empolgou e começaram a nos contar sobre todos os personagens do desenho animado do Cartoon Network “Chowder”, que conta as mágicas aventuras de um jovem aspirante a chef que vive na pequena cidade de Marzipã, onde os “carrocóis” congestionam as ruas e os coloridos cidadãos andam apressados.
A história, que gira em torno das aventuras de um aspirante a chef, tem personagens com nomes de pratos famosos. Chowder é o confuso funcionário da cozinha de um bufê e deseja ser um grande chef, assim como o experiente e excêntrico dono do restaurante, Mung Daal. Criado por C. H. Greenblatt, veterano em “story boards” do Cartoon Network Studios, é uma doce criança que por onde passa apronta confusão.
Foi incrível ver como eles lembravam perfeitamente do significado dos nomes dos personagens: (amanhã Enzo faz um update aqui com mais informações!)
- Chowder: sopa de mariscos.
- Mung (Mung Daal): feijão verde.
- Schnitzel: carne austríaca.
- Trufa: famoso chocolate com recheio.
- Kimchi: prato coreano de vegetais.
- Gazpacho: sopa espanhola de hortaliças, fria ou quente.
- Endivia: um legume.
- Panini: sanduíche italiano prensado.
- Gorgonzola: queijo italiano.
- Marzipã: doce árabe.
Jantarte da Frida Kahlo
Postado em from posterous no dia 22/10/2008
Serviço:
- Jantarte Frida Kahlo
- Dia 23 de outubro, quinta-feira
- A partir das 19h30 são servidos os petiscos
- Aula às 20h e jantar das 21h às 23h
- Menu: Guacamole, Chillie Beans, Tortillas, Mole negro de Oaxaca, Cozido de Jalisco, Arroz c/ banana, Brodo de camarão e Cocada de forno
- R$65,00 por pessoa (entrada/prato principal/sobremesa + aula) Bebidas à parte
- Pagamentos: cheque ou dinheiro
- Brinde: chaveiro Frida Kahlo da Coisas das Dores
- reservas por e-mail ou (11) 3081-8306 e 9250-4374
- Cozinha da Matilde (Rua Dr. José Almeida Camargo, 96 – Vila Madalena - São Paulo-SP)
Última parada 174
Postado em Cinema e TV no dia 22/10/2008
Quem não tem nada a perder não sabe quando parar.
Antes da coletiva da Mostra Internacional de Cinema eu tinha conferido a cabine (sessão para imprensa e convidados) do filme Última Parada 174, dirigido por Bruno Barreto (com roteiro de Bráulio Mantovani e direção de fotografia de Antoine Heberlé) e que é o candidato brasileiro ao Oscar. Adorei o filme, achei terno, verdadeiro e no tom certo para contar a história de dois meninos de rua que sobreviveram à Chacina da Candelária (ocorrida em 1993) e se viram como possíveis filhos da mesma mãe. A vida de um deles terminou no sequestro do ônibus 174 que foi um caso famoso e amplamente noticiado ocorrido no Rio de Janeiro em 2000.
No começo da tarde de 12 de Junho de 2000 o ônibus da linha 174 (Central - Gávea) ficou detido no bairro do Jardim Botânico por quase 5 horas, sob a mira de um revólver, por Sandro Barbosa do Nascimento. Dizem que ao entrar no ônibus ele só pretendia cometer um assalto, fato que o filme questiona. São muitas testemunhas de um garoto atordoado, completamente sem estrutura e sem referência que se vê acuado e reage como pode. Não estou perdoando seus atos – nem é meu papel julgar – mas me colocando no lugar do cineasta e do roteirista que mostraram uma história verídica de forma dura, mas sem recorrer ao clichê de sexo e violência explícitos, acreditando na inteligência do público que consegue antever o que o cinema não precisa sempre mostrar para ser compreendido.
É o caso de pensar na condição humana. Como disse Barreto,
“O drama dessas duas pessoas em busca de afeto e que tentam sobreviver em condições totalmente desfavoráveis poderia acontecer em qualquer lugar e qualquer época – na Inglaterra de Charles Dickens, na França de Victor Hugo, no Brasil, no século XXI.”
Por isso afirmo que o filme é terno sem recorrer ao velho truque de mostrar o Rio ao som de bossa nova. Aliás, como Sandro (Michel Gomes) cantava rap (sem nunca os guardar, preferia esquecer porque na verdade não sabia escrevê-los) a tônica fica na música de Gabriel O Pensador. Ouvir “Sou Playboy filho de papai…” no começo da história nos posiciona quanto à realidade da qual ele sai quando a mãe morre. Mesmo a pobreza é mostrada de forma natural, com os olhos dele, de quem não tinha nada.
No dia do sequestro meu filho mais velho completava um mês de vida. Mãe nova, recém retornada do exterior onde não vemos crianças nas ruas, sofri com sinceridade ao ouvir os relatos subsequentes da história. E hoje me coloco no lugar de Marisa (Cris Vianna), a mãe que pensou ter encontrado em Sandro seu filho Alessandro (Marcelo Mello Jr.) e no de Walquíria (Anna Cotrim) da assistente social que convivia com os meninos de rua. No começo da década de 1990 eu fui voluntária de uma ONG chamada Movimento dos Meninos e Meninas de Rua e os menores ainda viviam sob o impacto e o medo dos casos como o da Candelária e da morte do índio em Brasília. Sem dúvida, me transportei para aquela fase.
Recomendo o filme, sem dúvida. E quem quiser aproveitar para assistir, a Rede Brazuka (que promove o filme aqui) disponibilizou seis ingressos para sortear no A Vida Como A Vida Quer. Para participar basta contar o que faziam da vida na época do Sequestro do ônibus 174 e como o episódio repercutiu na sua vida (você também pode falar das reflexões que fez). Vale comentário neste post ou post em seu blog (sem esquecer de linkar para eu receber o trackback). Valem os posts e comentários postados até as 23h59 de 24/10, estréia nacional do filme. (tá bom, vou viajar no final de semana, talvez fique a contagem fique para segunda, mas corram, o filme realmente vale a pena!)
