Eu deveria estar lá, como outros blogueiros estão no exato momento, esperando que o espetáculo do grupo argentino começasse no Parque Villa Lobos. Mas eu não contei com a CET… é, hoje é placa do meu carro e o rodízio municipal de veículos não me permitiria sair em tempo de atravessar a cidade - sair da Mooca, passar na Paulista e chegar no Alto de Pinheiros no horário. Estive na mini-apresentação que fizeram para imprensa há algumas semanas, na época do lançamento do espetáculo em São Paulo, e sei bem como a equipe de apoio e os artistas são rígidos com horários.
O espetáculo, que deve ter uma imersão total do público no clima de rave-teatro-dança não pode sofrer interferência (que gente entrando e saindo cria). Enfim, estou sentida por não ir e deixo aqui uma palhinha para quem estiver pensando em ir se animar. Fuerza Bruta é um espetáculo para particiapar e não só assistir, garantiu meu amigo Max Reinert, que conhece o estilo do grupo “De La Guarda”, de onde vem o diretor de FuerzaBruta, Diqui James. Como eu conferi na apresentação para imprensa, uma tenda com capacidade para 1.000 pessoas é transformada num imenso palco que envolve todos os participantes com toneladas de equipamentos, luzes, cenários e música potente.
Como Max frisou
Você vai estar lado a lado com os atores… as ações acontecem perto de você. Praticamente há uma piscina sobre sua cabeça. Você sente o vento (ops, ventilador!), sente a música e se emociona com tudo o que acontece ao seu redor. É difícil descrever, mas não deve ser a toa que FuerzaBruta (depois de estrear em Buenos Aires em 2005) foi considerado um dos maiores êxitos da temporada 2008 na Broadway e já passou por Londres, México, Lisboa, Bogotá, Edimburgo, Córdoba e Berlim.
Você vai se se emocionar, vai se assustar, vai subir no palco, vai se integrar ao cenário, vai se molhar, vai tocar corpos seminús, vai ensurdecer…
Corpos suspensos, jogo intenso de luz, música eletrônica, balada, bar, shopping, tudo ao mesmo tempo - uma deliciosa loucura!
Meu Deus, olhei a agenda e notei que o Dia das Crianças é domingo! Eu tinha anotado uns programas para o final de semana - e tem muita coisa boa que postarei aqui - mas não tinha percebido que seria já. Aqui em casa, em virtude do excesso de briquedos e da falta de espaço, definimos que não vamos comprar novos brinquedos agora. Não é maldade não, acreditem, é um pouco de bom senso. Até dei a chance para os meninos doarem parte dos brinquedos, mas eles preferiram ficar com os que têm. No fundo nós temos uma mentalidade Toy Story e ficamos com pena de doar os amigos! Quem se lembra do Izzy indo para a venda de usados?
Então minha sugestão aos meus pais e irmãs foi que façam como os japoneses e ofereçam um envelopinho com kozukai (trocadinho) para os meninos neste dia das crianças - que comemoraremos em Curitiba, no final do mês, no aniversário do Giorgio e batizado do CJ. Estou sem jeito de falar o mesmo para os familiares do Gui, mas vamos ver se tomo coragem.
Dá medo da opinião das pessoas sobre brinquedos, TV, livros, datas comemorativas. Mas é contrutivo ouvir/ler outras opiniões. Tivemos uma primeira discussão realmente acalorada na rede Little Readers sobre um tema relacionado aos brinquedos. Por conta de uma fala da Renata e um papo com a Lili eu perguntei:
As opiniões foram tão embasadas, tão sinceras, mostraram os valores mais intrínsecos das famílias e me emocionaram. Se você quiser, entre lá e opine também!
Mas, enfim, sou mãe, né? Tenho que ter algo novo para dar a eles neste dia, mesmo que na verdade meu plano tenha sido apenas estar totalmente disponível para brincar e mimar os meninos o dia todo. Aí hoje vi novamente esta promoção do Submarino com livros a R$ 9,90 e namorei novamente alguns títulos. Livro é uma perdição aqui em casa, os quatro são viciados. E vi uma obra que a Evellyn tinha me indicado porque o Guilherme adorou: George e o segredo do universo, escrito por Stephen Hawking e sua filha Lucy. O livro tem um hotsite bem legal e a história do menino que tem pais com posturas radicais conta tecnologia mas acaba fazendo uma viagem incrível num computador me deixou interessada. Comprei agora e eles entregam em um dia útil! - acredito que vai nos render horas deliciosas lendo juntos na minha cama antes de dormirmos.
P.S. Na tal promoção tem outros títulos legais que eu já li: Operação Cavalo de Tróia 8, do J.J. Benitez (li toda a série no final do ano passado porque minha mãe ganhou de presente da minha irmã e confesso que adorei), Uma vida inventada da Maite Proença (que foi tema de promoção aqui no blog), Você pode curar sua vida, da Louise Hay (que eu li há uns 15 ou 20 anos, mas na época gostei), O furacão Elis de Regina Echeverria (que não li, mas lembrou meu amigo e coworker Wagner, fã dela) e tem dois livros do Irvin Yahlom que eu gostaria de ler, O Carrasco do Amor e Mamãe e o sentido da vida (não gamei no Quando Nietzche Chorou, mas li o primeiro capítulo de um destes e gostei muito). Me empolguei, mas, enfim, valia um presentinho casado de dia dos filhos e das mães!
[update] Como eu sou repetitiva: fui ver os dois últimos dias das crianças no blog e o que tem? Boicote a Mattel: no dia das crianças dê livro de presente em 2007 e O que é que o livro tem em 2006. [/update]
A Lili acaba de me indicar o site do Lunário onde fiquei sabendo que 2009 será o Ano Internacional da Astronomia. Ela me dizia que Enzo e Giorgio vão adorar o evento - ainda em fase de planejamento - e eu concordei imediatamente. E sua gentil lembrança me fez pensar na escola dos meus filhos.
Lembram-se da do concurso cultural sobre a metodologia da escola? Ela rendeu mais do que ficou visível aqui. Uma revista nos procurou e entrevistou nossa família (não posso contar ainda qual porque é um especial) e por conta da matéria Gui acabou visitando várias escolas que seriam alternativas para surprir as necessidades especiais do Enzo. Hoje ele esteve em uma delas, bem tradicional e muito bem estruturada, daquelas que a Evellyn aprovaria em termos de metodologia de ensino (é de padre sim, amiga) e notei que ele ficou balançado. Já fizemos a rematrícula para 2009 na mesma escola e continuo confiando nela, mas não deixo de pensar se o Enzo, por ser tão certinho, ávido de conhecimento e ao mesmo tempo competitivo neste sentido, não deveria estar numa escola com outra metodologia. E eventos como este Lunário 2008 me fazem pensar também se ele não deveria ter uma escola que oferecesse estas novidades de ponta - que, de certa forma, nós tentamos oferecer em família. Tantas dúvidas… o que fazer? Adoraria ter sua experiência para me ajudar a refletir. Conte aqui se a metodologia foi importante para você escolher a escola do seu filho.