Dogmas católicos
Postado em TV no dia 06/10/2008
Pode não ter relação alguma com a fé que citei ao comentar o livro A Cabana - ou ter tudo – mas ontem vi uma produção improvável que reunia nomes famosos de Hollywood para tratar de Dogma (1999), estrelado por Matt Damon, Ben Affleck, Linda Fiorentino e Salma Hayek. Preciso dizer que eles estavam super jovens, quase irreconhecíveis? E que o filme é estranho mas inteligente? Em se tratando dos quatro atores, são comentários desnecessários. Mas o interessante é a forma como eles discutiam os dogmas da igreja católica e mostravam a ira dos anjos enviados por Deus para fazer a justiça divina. Parei para ver o filme porque era da época em que Damon e Affleck, colegas de faculdade e grandes amigos, surgiram juntos no cinema quando ganharam um oscar pelo roteiro original Gênio Indomável - protagonizada por Matt e Robin Williams (que ganhou o Oscar de Melhor Ator). Se você não gosta de filmes alternativos ou de piadinhas de baixo calão (tão a cara dos personagens da Linda Fiorentino!), não assista, mas se não se incomodar, confira, está passando na rede Telecine.
A Cabana
Postado em livros no dia 06/10/2008
Depois de uma semana super cheia de compromissos, passei um domingo de descanso em casa ontem, cozinhando com meus amores, vendo TV e lendo. Ganhei de presente da mamãe o livro A Cabana, de William P. Young (editora Sextante, 2008), que ela leu recentemente e adorou. Quando tomamos café na Livraria Cultura do Conjunto Nacional na sexta-feira, ela fez a surpresa – e delicadeza – de comprar para mim, aproveitando minha distração com as crianças. Não concluí ainda de que se trata, mas a dedicatória da minha mãe me deixou curiosíssima:
“tenho certeza de que será uma resposta especial a uma questão que há muito está no seu coração”
Pelo que li ontem, o filme vai tocar fundo na minha fé e usa um roteiro hollywoodiano para isso. Li o seguinte sobre o a história:
A filha mais nova de Mackenzie Allen Philip foi raptada durante as férias em família e há evidências de que ela foi brutalmente assassinada e abandonada numa cabana. Quatro anos mais tarde, Mack recebe uma nota suspeita, aparentemente vinda de Deus, convidando-o para voltar àquela cabana para passar o fim de semana. Ignorando alertas de que poderia ser uma cilada, ele segue numa tarde de inverno e volta a cenário de seu pior pesadelo. O que encontra lá muda sua vida para sempre. Num mundo em que religião parece tornar-se irrelevante, “A Cabana” invoca a pergunta: “Se Deus é tão poderoso e tão cheio de amor, por que não faz nada para amenizar a dor e o sofrimento do mundo?” As respostas encontradas por Mack surpreenderão você e, provavelmente, o transformarão tanto quanto ele.
P.S. Vai parecer surreal, mas minha fé não discute os motivos de Deus. Ela é cega, o que muitas vezes decepciona quem me conhece e cria uma imagem de mim como intelectual antes de me ver como uma pessoa de fé. Ainda existe um preconceito forte de que cultura não combina com religião – pode ser meia verdade, afinal, não frequento nenhuma igreja – e fico triste, porque preconceito é sempre ruim.
P.P.S. Não vi quando custou meu presente, mas me surpreendi com o preço do livro hoje no Submarino: R$ 15,99. Realmente, só não lê quem não quer.
