Que pena, uma confusão (mental) minha me fez esquecer de divulgar a Primavera dos Livros aqui. Estive no CCSP numa das edições e nós adoramos. Achei que tinha postado sobre o evento, que começou na quinta-feira, mas ao tentar checar aqui no blog os horários percebi que não!
Antes tarde do que nunca, vamos lá:
São dias de uma feira de livros, com oficinas infantis e debates para adultos interessados em cultura infantil, especificamente em literatura para os pequenos leitores. O evento é responsabilidade da Libre (Liga Brasileira de Editoras) e parceiros e neste ano conta com várias editoras listadas aqui.
A entidade tem algumas metas, como favorecer a troca de experiência entre pequenos editores (o que é bárbaro, porque torna o mercado maior e, de certa forma, “menos comercial” e lotado de “lista dos dez mais vendidos”), o encontro entre pequenos editores e leitores (amei, claro), o incentivo à leitura com descontos (de 20% a 40% para o público em geral e de 50% para professores) e intercâmbio com outras feiras, entidades e instituições. Gostei especialmente deste trecho da apresentação do evento no site da Libre:
O leitor ideal dos livros produzidos pelas editoras independentes que participam da Primavera dos Livros - livros de qualidade, que se destacam não só pelo conteúdo, mas também pelo esmero da edição, se sente cada vez menos atraído por bienais do livro e eventos do gênero e não consegue encontrar determinados títulos divulgados pela mídia (parceira das pequenas editoras) nas grandes redes. A Primavera dos Livros: por sua concepção, na qual o livro se torna novamente o foco principal do evento, é um momento raro de encontro entre os pequenos editores e seus leitores ideais, ou, em outras palavras, logramos nela uma consolidação e ampliação de nossos nichos de mercado. Antes de mais nada, e esse é um dos diferenciais da Primavera dos Livros, quem apresenta e vende os livros é o próprio editor, cuja presença é obrigatória para a participação da editora na feira. Assim, o diálogo entre leitor e editor é concreto e efetivo.
Por conta do meu atraso para o evento - e para postar - não poderei listar aqui todas as atividades da Primavera dos Livros 2008, mas deixo o link do Centro Cultural São Paulo que tem todas as informações. Bom sábado para todos e quem sabe nos encontramos por lá?
P.S. Acredito que lá o Giorgio descobriu os livros do Clifford, que ele aproveitou tanto e agora a Gisele curte - a sobrinha da Evellyn e foi a ganhadora do concurso cultural Clifford e o comportamento infantil.
Na manhã deste sábado os famosos Doutores da Alegria estarão na Livraria Cultura do Conjunto Nacional numa apresentação das melhores cenas da Roda Artística, esquetes e gags criadas a partir do trabalho dos palhaços nos hospitais e encenadas geralmente a cada dois meses pela organização. Detalhes postei aqui. Não sei se conseguiremos ir - se alguém já viu os Doutores me conte!
Quero ir à Oficina Menino Maluquinho que a Livraria Sobrado oferece às 17h, com confecção de chapéu de panela e criação de histórias em quadrinhos. Faz parte do projeto Formação de Leitores que a Ophicina Recreare desenvolveu exclusivamente para a Livraria Sobrado e acontece no último sábado de cada mês. Os detalhes do evento estão aqui.
O projeto atua resgatando a dimensão prazerosa da vivência da leitura, resignificando para a criança o hábito de ler e a sua relação com o livro, visando maior qualidade e efetividade da leitura na vida do cidadão. Neste sentido, são apresentadas múltiplas vivências temáticas, correlacionando o cotidiano e propostas de diferentes autores em suas obras, propiciando novas descobertas e perspectivas aos participantes.
O convite que recebi contava que a Ophicina Recreare “nasceu do sonho de uma equipe de educadores que, no exercício de múltiplas funções profissionais e pessoais, perceberam que os caminhos da formação vão muito além das salas de aula e dos livros didáticos. O despertar para as próprias capacidades, a busca por um mundo diferente, em que de fato alcançaremos condições de igualdade e bem estar.”
Celina Bragança, a coordenadora do projeto, é formada em Ciências Econômicas e Pedagogia, consultora da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Organização dos Estados Americanos (OEA) em desenvolvimento sustentável, e trabalha há mais de dez anos como educadora social e coordenadora de projetos de inclusão e desenvolvimento sustentável em todo o Brasil e na América Latina.
Posted by Sam Shiraishi on Sep 26, 2008 in mulher, saude
Ontem estive (na companhia da querida Kaká, do Meu Veneno) num brunch no Bar Brahma a convite da Femama para o lançamento da campanha Não aceite informação pela metade e das ações do Outubro Rosa.
Únicas blogueiras no evento, fizemos uma mini-cobertura no Twitter (que pode ser lida aqui) e ficamos algumas horas pensando em como divulgar as informações preciosas que recebemos lá da Dra. Maira Caleffi (da Femama) e da jornalista Glória Maria (é, a apresentadora do Fantástico que está num “ano sabático” e se dedica a causas sociais).
(Parêntesis para contar que a assessora Giuliana Altieri nos deixou numa mesa VIP, bem em frente à Glória e ela é realmente linda, não é magérrima como eu pensava, é um verdadeiro mulherão, com aquela voz inconfundível e uma simplicidade e simpatia que eu não esperava mesmo! Adoro quando a vida me surpreende e quando eu me vejo forçada a admitir que tinha preconceito equivocado com alguém)
De tudo que ouvi, posso resumir em duas frases:
A mulher precisa se conscientizar de que a mama é sua, não é do marido, nem do filho.
Parece óbvio, mas não é. Convencer as mulheres a se tocar, a fazer o auto-exame, foi um longo trabalho de quem trabalha com saúde feminina. Ainda tem muita mulher que vê os próprios seios como atrativo para o homem, inveja para as mulheres ou simplesmente o alimento do filho. Fora destes contextos, é de ninguém. Quando a mastologista falou: a mulher tem que se apoderar de sua mama, fiquei encantada. A frase é perfeita.
O auto-exame é importante, mas é preciso fazer mamografia a partir dos 40 anos - 30 se tiver casos da doença em parentes muito próximos.
Dentre as novidades que ouvi ontem, esta é a maior. Mas não estou só. Uma pesquisa do Datafolha levantou o conhecimento das brasileiras sobre o câncer de mama e revelou que mesmo sabendo que o diagnóstico precoce aumenta a chance de cura, somente 31% das entrevistadas citaram a mamografia como principal forma de diagnóstico.
A alternativa que encontrei para nós que atuamos em mídia social contribuirmos efetivamente foi disponibilizar aqui as informações que recebi e convidar as amigas (e os amigos que forem generosos a ponto de divulgar um assunto feminino nos seus blogs, google reader ou twitters) para escrever também e ajudar na desmistificação da saúde feminina. Quem topa? Kaká e eu estamos marcando uma blogagem coletiva para o dia do lançamento oficial da campanha Outubro Rosa, dia 01/10, quarta-feira que vem.
Vamos usar alguns minutos deste dia para nos informar sobre o tema (a campanha lançou um site com informações sobre saúde feminina o www.mulherconsciente.com.br) e escrever um post com nossa opinião ou história familiar, apoiando a causa.
Participe, independemente de ser do nosso círculo de amigos ou de simpatizar conosco, divulgue as informações pensando que a cada ano 8 milhões de pessoas em todo planeta recebem diagnóstico de câncer de mama e que uma em cada três mulheres tem, tiveram ou terão algum tipo de câncer em sua vida e, destas, uma em cada dez desenvolverá câncer de mama. Suas informações e a divulgação das novidades sobre o tema podem significar o diagnóstico e o tratamento precoce de uma - ou mais - destas mulheres. Em nosso país 10 mil mulheres morrem em decorrência do câncer de mama por ano. O INCa (Instituto Nacional do Câncer) estima que são 49 mil casos por ano, o que seria equivalente a 134 novos casos por dia e 5 novos casos por hora.
Para nos organizar (e só por isso, não para aumentar o Page Rank) avise-nos fazendo trackback para este post. É só citar que soube da ação aqui e inserir o link. Se você não tem blog, participe mandando uma mensagem com estas informações para suas amigas no e-mail, msn, orkut, facebook e onde mais estiver presente nas redes socais.
[update] A Pam Gonçalves muito generosa, fez um banner para a campanha:
Assistindo ontem à noite ao jornal na TV, pensei em como temos trabalho pela frente como país para melhorar não só os índices oficiais - como estes que “passam de ano” crianças que nem sabem ler e chegam ao ginásio sem saber os nomes dos estados brasileiros, mas nos deixam com números altos para fins de estatística de ensino formal. Há muito o que melhorar no cotidiano e cidadania. A moça que trabalhava na minha casa até o meio do ano tinha concluído o ensino fundamental, mas não conseguia entender o preço das coisas no supermercado, precisava da ajuda do filho para fazer compras. Um analfabetismo funcional que me deixava entristecida e que não consegui ajudar a amenizar.
Segundo o Jornal Nacional, esta minha observação doméstica foi confirmada por um estudo do IBGE.
O IBGE divulgou nesta quarta uma análise das condições de vida dos brasileiros em 2007. A pesquisa mostrou avanços na área social, mas a qualidade da educação está prejudicando milhões de alunos.
(…)
Apenas 17% das crianças com até três anos vão à creche no Brasil. O acesso é maior para quem ganha mais.
Quando as crianças chegam à idade escolar, surge um outro problema. O acesso ao ensino fundamental já está praticamente resolvido no Brasil, mas o que ainda precisa melhorar é a qualidade da educação. São muitas as crianças que não sabem ler e escrever.
E o que surpreende, a grande maioria delas está na escola: 1,3 milhão crianças, entre 8 e 14 anos, são analfabetas. E um 1,1 milhão freqüentam a sala de aula.
(…)
Na universidade, o número de brancos dobrou e o de pretos e pardos, segundo a classificação do IBGE, mais que triplicou em uma década. Para chegar à faculdade, o caminho ainda é longo para uma estudante do Nordeste.
Aos dez anos, na primeira série, ela ainda não sabe escrever o próprio nome. O que mais quer é aprender a decifrar o mistério das letras. “Eu quero ler para ‘mim’ ler um livro como este”.
Vou passar a tarde de amanhã no 3º Simpósio de Educação. O evento será realizado na quinta-feira, 25 de setembro, na FAPCOM – Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação e tinha inscrições livres.O tema principal “O desafio de educar: saberes e práticas na formação do educador” não me encantou, por isso vou apenas à tarde, quando acontecem palestras sobre literatura infantil, contação de histórias e música para crianças. Detalhes sobre o evento e os palestrantes postei no Meu Clipping.
Serviço:
3º Simpósio de Educação PAULUS
“O desafio de educar: saberes e práticas na formação do educador”
Rua Major Maragliano, 191 - Vila Mariana - São Paulo