Arquivo: September 23rd, 2008

O filho eterno ganha o Jabuti

Postado em from posterous no dia 23/09/2008

Quando soube do lançamento de O Filho Eterno, em agosto do ano passado, vibrei e demorei poucas horas para comprar o livro de Cristóvão Tezza, a quem eu chamo de mestre, porque foi um professor que significou muito para mim na universidade. Como contei na ocasião

A obra é um relato autobiográfico, narrado em terceira pessoa, sobre as experiências de um pai com um filho portador de síndrome de Down. Nos trechos do livro que li vê-se um Tezza que apenas na sombra do seu olhar era possível imaginar e, mais de uma década depois do meu contato com o mestre, com coração e alma de mãe, eu pressinto que me emocionarei e me encantarei. Duas outras leituras me garantiram que não será um relato meloso, mas sim, como citado na entrevista A eternidade e um livro, seguirá um caminho como o de Kenzaburo Oe (prêmio nobel japonês, que também escreveu sobre o próprio filho e é sempre um pouco ácido, em minha opinião de leitora). Vale a pena ler também A Reinvenção de uma criança eterna, no Estadão.

Li agora no Google Reader dois posts que contavam que este foi um dos livros agraciados com o maior prêmio literário brasileiro, o Jabuti. A lista completa está no Máquina de Escrever, mas, como comentou Sérgio Rodrigues do Todo Prosa, este foi o primeiro de muitos prêmios para O Filho Eterno. Para finalizar, porque já é tarde, uso uma frase do Sérgio:

“A notícia merece comemoração: não é sempre que prêmios acertam assim.”

Rios de Machado

Postado em A Vida Como A Vida Quer no dia 23/09/2008

Estive numa exposição sobre o centenário da morte de Machado de Assis na Casa das Rosas no começo do ano e agora novamente vejo manifestações sobre ele. Com Centenário da Imigração Japonesa e bicentenário da chegada da família imperial ao Brasil, os eventos culturais de 2008 foram dispersivos e esta data ficou meio limitada ao mundo literário.

A manifestação mais interessante é a do Museu da Língua Portuguesa que pretendo visitar neste final de semana. A exposição é dividida em capítulos cujos nomes se referem à obra de Machado e tem visitas monitoradas para até 30 pessoas (que não me atraem, mas podem ser interessantes). Quem guiará cada turma são os professores e pesquisadores americanos Kenneth David Jackson e Paul Dixon, Jean Michel Massa (França) e Amina di Munno, da Itália.

“É uma oportunidade única para entender a visão internacional sobre a obra de Machado de Assis, comprovando a importância do autor para a literatura mundial”, explica Antonio Carlos Sartini, superintendente do museu. O percurso durará cerca de uma hora e quinze minutos e pretende atrair universitários, estudiosos e admiradores do escritor. O interessado escolhe uma visita e reserva vaga pelo telefone (11) 3326-0775. Nas datas das visitas monitoradas, o museu abrirá exclusivamente para a atividade.

Segundo a Folha de S. Paulo, a exposição descanoniza Machado. ;) Terminado o percurso da exposição, o museu abriga o “Largo do Machado”, com 400 livros que o público pode ler em poltronas. Bem no clima de visitante-leitor proposto. Informações no site do Museu.

A homenagem que o Sesc Pompéia está realizando também me animou e é preciso correr, porque só fica até setembro. Andei programando passeios lá com algumas blogueiras que conheço virtualmente e que tem filhos pequenos e tentarei fazer um programa só. Vamos ver se dá certo.

Um espaço ambientado oficinas literárias e web-literatura, performances teatrais, leituras dramáticas, saraus musicais, narração de história e espetáculo teatral, divididas em três salas na área de convivência da unidade: O Alienista, Capitu e Memórias Póstumas de Brás Cubas. Fiquei imaginando o Rio de Janeiro da época de Machado, lembrando da realidade descrita na obra dele e pensando naquela geografia maravilhosa numa época em que havia desigualdade sim, mas a violência não chegara a índices alarmantes. Os costumes do final do século 19 também me atraem, li toda obra do Eça de Queiroz e gosto dos romances vitorianos (estou lendo devagar a obra de Jane Austen no original). Enfim, como não estar curiosa sobre esta exposição com cenografia de Valdy Lopes?

Detalhes da programação do Sesc eu publiquei no Meu Clipping. E vale visitar um blog homônimo que tem detalhes interessantes sobre as atividades. 

Cores de Romero Britto

Postado em Artes, Pintura no dia 23/09/2008

romero brito 2

Gosto de terceiro setor e de arte. Pareceu-me, ao ler o release da exposição de Romero Britto no Como Assim!?…, que encontrei mais alguém que se envolve com ambas as áreas. A exposição, com curadoria de Roberta Britto e coordenação de Tedd Albuquerque, abre hoje às 19h para convidados e ficará aberta ao público por tempo indeterminado. Tanto a história do artista, que pode ser conhecida aqui, quanto o nome do espaço cultural - Como Assim!?… – são diferentes, mas o que interessa é se identificar e ter empatia pelas obras.  Estarão expostos Giclees, pôsteres, esculturas, livros, cadernos e cartões.


A animação da noite ficará por conta do Trio Compressão, que embalará todos os presentes com muito Jazz, Pop Nacional e Internacional, Bossa Nova e Xote.

Serviço:

  • Tema: Cores de Romero Britto
  • Local: Espaço Cultural Como Assim!?…
  • End.: Praça Benedito Calixto, nº 158/162 – Jardim América – São Paulo/SP.
  • Data: 23 de setembro
  • Horário: a partir das 19h
  • Tel.: 11 3081 0641
  • Entrada: Gratuita

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